Norte e Noroeste têm oito das 10 cidades do RJ com maior percentual de motos em suas frotas
14/09/2026 | 14h03
Usuários destacam custo-benefício e agilidade, mas se preocupam com a segurança
Usuários destacam custo-benefício e agilidade, mas se preocupam com a segurança / Foto: Divulgação
Dos 10 municípios fluminenses com maior percentual de motocicletas e motonetas em relação à totalidade das suas frotas, oito estão situados no Norte ou no Noroeste do estado. A informação foi destacada numa matéria especial do jornal O Globo, na edição impressa do último domingo (13), com base no Anuário Estatístico do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ). O recorde é de São José de Ubá, cidade com cerca de sete mil habitantes, em que 51,7% dos veículos registrados são motos ou derivadas, como as scooters. Um detalhe é que os dados não contabilizam os ciclomotores (com até 50 cilindradas e 50 quilômetros por hora), que fariam esse número ser ainda mais elevado.
O citado ranking é encabeçado por quatro cidades do Noroeste Fluminense. Além de São José de Ubá, o top-4 também conta com Aperibé (50,8%), Cambuci (49,8%) e Bom Jesus do Itabapoana (49,3%). Em seguida aparece São Fidélis, município do Norte Fluminense em que as moticicletas e motonetas têm maior participação na frota (47,29%). Outro representante da região Norte é São Francisco do Itabapoana, oitavo colocado, com 43,22%. Já o Noroeste tem mais duas cidades no top-10: Itaocara, em sexto (46,42%), e Santo Antônio de Pádua, em 10º (42,48%). Todas as cidades mencionadas possuem mais do que o dobro percentual do estado, cuja média de presença das motos na frota é de 20,6%.
Entre os fatores que elevam os números no Norte e Noroeste Fluminense, está a grande concentração de pessoas em núcleos rurais, como localidades e distritos. O Globo mencionou elementos como as poucas opções de transporte público e o custo-benefício na comparação com a criação de cavalos, nos casos rurais, ou o abastecimento de carros. Há quem escolha a motocicleta para trabalhar, tanto nas zonas rurais, percorrendo lavouras ou sítios/fazendas, quanto nas áreas urbanas, como se percebe com a grande quantidade de motos em semáforos e estacionamentos. Locomoção para instituições de ensino e pequenos afazeres do dia a dia também aparecem entre os principais motivos de uso, havendo ganho de tempo no trânsito. Por outro lado, muitos usuários se preocupam com o fator segurança, devido à vulnerabilidade em caso de acidentes, que muitas vezes resultam em cirurgias ortopédicas ou até mesmo a morte. Por isso, especialistas orientam sobre a necessidade de formação e muita cautela dos condutores.
Compartilhe
Show de Roberta Campos nesta sexta abre agenda de eventos do Sesi Campos fora da sua sede
11/09/2026 | 15h40
Roberta Campos apresentará na Villa Maria o show da turnê 'Coisas de Viver'
Roberta Campos apresentará na Villa Maria o show da turnê 'Coisas de Viver' / Foto: Divulgação
Um dos principais palcos  da cultura em Campos, o Teatro Firjan Sesi, em Guarus, passará por reforma voltadas a melhorias estruturais nos próximos meses. Por isso, parte da programação do Sesi será realizada em outros locais da cidade, como a Casa de Cultura Villa Maria, que recebe nesta sexta-feira (11) um show da cantora e compositora mineira Roberta Campos. O evento está marcado para as 20h, com ingressos a venda na plataforma Sympla, a R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada).
Também está confirmado para a Villa Maria uma apresentação do espetáculo "Sol, Chuva e Tapete", do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, às 16h do próximo dia 19. Outro local garantido no novo roteiro do Sesi é o Auditório Cristina Bastos, no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), que vai sediar eventos em outubro.
O Teatro Firjan Sesi Campos ainda tem programação neste mês, mas em breve vai destinar integralmente suas atrações aos espaços parceiros. A partir de então, só vai reabrir em 2027. Segundo o coordenador cultural da Firjan Sesi, Alexandre Ramos, a decisão de levar os eventos desse período a outros locais reforça a proposta de aproximar diferentes públicos da produção artística, democratizando o acesso a atrações locais e nacionais.
Compartilhe
Festival Goitacá de Cinema planeja exposição com câmeras e fotos de Dib Hauaji para 2027
10/09/2026 | 19h08
Natural e morador de Campos, Dib é o maior colecionador de câmeras do mundo, com mais de 2 mil exemplares
Natural e morador de Campos, Dib é o maior colecionador de câmeras do mundo, com mais de 2 mil exemplares / Foto: Divulgação
Mantendo a proposta de evidenciar campistas relacionados ao setor audiovisual, o Festival Internacional Goitacá de Cinema tem um nome no radar para sua terceira edição, em 2027. Está nos planos dos organizadores prestar uma homenagem ao veterano fotógrafo Dib Hauaji, que há muitos anos tem a maior coleção de câmeras fotográficas da América do Sul e, recentemente, se tornou o maior colecionador do gênero no mundo, com mais de 2 mil exemplares.
Pelo planejamento atual, a homenagem a Dib Hauaji não será no formato das feitas à atriz Zezé Motta e ao ator Tonico Pereira, respectivamente, no ano passado e neste ano. Isso porque haverá um homenageado principal, novamente ligado ao cinema, ainda sem nome definido. No que se refere a Dib, a ideia é fazer uma exposição com parte da sua coleção de câmeras, que engloba desde as pioneiras "caixas de sapato" até as modernas digitais. Constam no acervo, por exemplo, modelos de Leicas, Yashicas, Rolleiflex, Nikons, Pikanons e Pentax, bem como uma Speed Graphic popularizada em filmes do Super-Homem. Juntamente às câmeras selecionadas, também serão expostas fotos tiradas por Dib, que colaborou com diversos jornais de Campos registrando vários dos principais acontecimentos da cidade nos últimos 57 anos, como visitas presidenciais, inaugurações de obras, eventos esportivos e festas sociais.
Na semana passada, o cineasta Fernando Sousa, diretor da produtora Quiprocó Filmes e do Festival Goitacá, fez uma visita à casa de Dib para conhecer o acervo. Atualmente com 88 anos, Dib segue atuando como colunista da Folha da Manhã, além de manter aberta há décadas uma loja de fotografia que já empregou mais de 150 profissionais do ramo.
Compartilhe
Paula Gicovate lança em Campos, nesta quinta, romance sobre reinvenção pós-luto e legados femininos do cuidado
01/09/2026 | 16h20
'Como navegar o abismo' é o terceiro romance de Paula Gicovate
'Como navegar o abismo' é o terceiro romance de Paula Gicovate / Fotos: Divulgação
"Quando uma versão de nós morre junto com alguém que amamos e é preciso nascer de novo, quem a gente vira?". É a partir desse questionamento que a autora Paula Gicovate, campista radicada no Rio de Janeiro, escreveu o romance "Como navegar o abismo". Recém-publicado pela Editora Record e já lançado no Rio e em São Paulo, o livro terá lançamento também em Campos, às 19h da próxima quinta-feira (3), no restaurante GV Pasta Bar, situado no Parque Tamandaré. Durante o evento, Paula participará de um bate-papo com a jornalista Marina Bruno, sobre temas como perda, reconstrução e a herança emocional de mulheres.
Reconhecida por explorar afetos, desejos e zonas delicadas de relacionamentos amorosos pela ótica feminina, Paula Gicovate faz de "Como navegar o abismo" uma análise sobre a experiência do luto. O livro parte de uma experiência pessoal da autora, que perdeu a mãe em 2022, e envereda pela ficção para abordar mecanismos da memória, conflitos familiares e diversos modos como cada indivíduo aprende a lidar com a finitude humana.
Na obra, uma premiada chef de cozinha recebe a notícia mais importante da sua carreira na mesma noite em que descobre que sua mãe, Cecília, tem um câncer agressivo e incurável. Pouco tempo depois, a doença interrompe brutalmente uma relação marcada pelo amor e a cumplicidade entre mãe e filha. A partir de então, a protagonista, Nara, abandona a vida que construiu no Rio de Janeiro, deixando para trás o trabalho e outros projetos profissionais, além do namoro, e retorna a Fontana, cidade interiorana onde cresceu e passou parte da juventude. Lá, reencontra a avó materna, que lida com o luto de forma totalmente distinta à sua. Enquanto Nara busca compreender a própria dor para reaprender a existir, a avó, que sempre transmitiu dificuldade em demonstrar afeto, insiste em silenciar sobre a morte da filha.
Nascida em Campos em 1985 e vivendo na capital fluminense desde 2003, Paula Gicovate tem carreira exitosa como redatora e roteirista, com trabalhos na TV Globo, no Multishow, no Globoplay e na Netflix. Como escritora, estreou com o livro de contos "Sobre (o) tudo que transborda" (Multifoco, 2009) e participou da coletânea "Vivo muito vivo" (José Olympio, 2022), que reúne contos de vários autores inspirados em canções de Caetano Veloso. "Como navegar o abismo" é o seu terceiro romance, já tendo publicado "Este é um livro sobre amor" (Guarda-Chuva, 2014) e "Notas sobre a impermanência" (Faria e Silva, 2021), semifinalista do Prêmio Oceanos 2022.
Compartilhe
Fotógrafo campista com raízes em São Francisco de Itabapoana tem imagens selecionadas para exposição no Japão
27/08/2026 | 19h17
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Natural de Campos e membro de família oriunda de São Francisco de Itabapoana, o fotógrafo Tarcisio Nascimento, de 29 anos, terá parte do seu trabalho exposto no Japão. O convite partiu do Instituto Cultural Europeu e Latino Americano (ICELA), que selecionou quatro imagens da coleção "Nossa raízes tem nome", sobre a tradição das fábricas de farinha sanfranciscanas, para fazer parte da exposição AVA Art Biennial. A mostra integrará a 1ª Bienal Internacional de Fotografia e Papel de Osaka, de 15 a 20 de setembro, no espaço cultural Enokojima Art Center. Além de Osaka, fotos da coleção também serão expostas no Jockey Club de São Paulo, de 4 a 26 de setembro, e na Ava Galleria, situada na Fábrica Bhering, no Rio de Janeiro, de 6 a 8 de março de 2027.
Neto de produtores de farinha nas localidades de Fazendinha e Santa Rita, Tarcisio atua como fotógrafo há cerca de nove anos. Começou no período em que cursava História na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos, e fez parte do coletivo Cabeçada. Nesse período, a partir de reflexões sobre as possibilidades da fotografia enquanto forma de linguagem e pensamento crítico, se identificou com o ramo documental. Seus principais trabalhos se inserem em temas relacionados a territórios, modos de vida, patrimônios culturais e tradições do Norte Fluminense. Recente ensaio feito em Campos, por exemplo, deu ênfase à relação do Mercado Municipal com a boemia e as religiões de matriz africana.
Uma das fotos da coleção "Nossa raíz tem nome", que agora vai ao Japão, venceu a categoria Produto no Concurso de Fotografia do 1º Festival de Farinha e Abacaxi de São Francisco de Itabapoana, realizado pela Associação dos Produtores de Mandioca e Fabricantes de Farinha de Travessão de Barra.
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Compartilhe
Cofundadora de escola de serviço social que deu origem à UFF Campos, Conceição Muniz terá história contada em filme
26/08/2026 | 16h32
Conceição Muniz completa 96 anos em setembro
Conceição Muniz completa 96 anos em setembro / Foto: Rodrigo Silveira
Prestes a completar 96 anos, Conceição Muniz terá a sua história contada em um filme. Começou a ser gravado no final da última semana um documentário sobre a vida da assistente social e professora aposentada, uma das principais responsáveis pela criação da Escola de Serviço Social de Campos, embrião da Universidade Federal Fluminense (UFF) no município.
— Fui convidada por duas assistentes sociais e professoras da UFF, Verônica Azeredo e Thais Côrtes, juntamente com o José Jorge, sobrinho-neto de Conceição Muniz, para realizar o documentário — conta a cineasta Carolina de Cássia, diretora e roteirista do longa-metragem. O roteiro ficou pronto na semana passada, e as filmagens  estão sendo feitas em parceria com o fotógrafo Thiago Thomas. Segundo a diretora, depoimentos coletados ajudarão a contar a trajetória da homenageada, da infância aos dias atuais.
— Assim que conseguirmos recursos para a pós-produção, definiremos a data da estreia. Desejamos que o filme seja finalizado este ano. Nosso trabalho é voluntário, entendendo a relevância de Conceição para a história de Campos — enfatiza Carolina de Cássia.
Filha da professora Maria Teresa da Costa Muniz e do barbeiro Valdovino “Morgado” Muniz, que também atuou na Recebedoria de Rendas, Conceição de Maria Costa Muniz nasceu em Campos, no dia 12 de setembro de 1930. Alfabetizada pela própria mãe, fez toda a educação básica no Liceu de Humanidades, onde se formou em 1949. No início da carreira como professora, lecionou no Instituto Perissé Duarte e no Jardim de Infância do Serviço Social da Indústria (Sesi). Em seguida, se mudou para Niterói a fim de cursar a Escola de Serviço Social do Estado do Rio de Janeiro, uma das instituições que deram origem à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uferj), rebatizada como UFF em 1965.
Formada em serviço social, Conceição Muniz retornou à sua cidade natal abraçando uma missão: a interiorização da Uferj, planejada por Violeta Campofiorito Saldanha da Gama. Junto à professora Heloísa Monteiro Paixão, ajudou a criar a Escola de Serviço Social de Campos, em 1962, originalmente como um setor regional da Escola de Serviço Social de Niterói, até virar departamento. Foi professora da própria UFF Campos após a implementação desta, e atualmente é homenageada emprestando seu nome ao diretório acadêmico do curso de serviço social. Como assistente social, trabalhou no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), mais tarde Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), onde se aposentou em 1990.
Para além da atuação profissional, Conceição Muniz colaborou com outras causas. Uma delas foi a construção do Educandário para Cegos São José Operário, em 1963. Na época, foi contribuinte mensal em uma campanha para angariar recursos. Seis décadas depois, seria aluna da instituição, após ter perdido a visão em decorrência de retinopatia diabética, diagnosticada há cerca de oito anos. Foi no São José Operário que, durante uma aula de braile, aprendeu com a professora Solange do Rosário Gama uma frase que adotou como lema: "Se precisar de ajuda, peça; se não precisar, dispense.
Em 2021, Conceição Muniz publicou o livro de memórias "Pelos Olhos da Alma". No ano seguinte, ganhou do Conselho Municipal de Cultura o Prêmio Alberto Lamego, maior honraria do setor cultural em Campos. Em 2023, recebeu homenagem no enredo do desfile do Bloco de Samba Castelo do Parque Aurora. E em junho deste ano, foi eleita integrante da Academia Campista de Letras (ACL), passando a ocupar a cadeira 25.
Conceição Muniz ajudou a fundar a Escola de Serviço Social de Campos em 1962
Conceição Muniz ajudou a fundar a Escola de Serviço Social de Campos em 1962 / Foto: Acervo pessoal
Compartilhe
Livro sobre histórico da presença francesa em Campos ganha versão impressa
25/08/2026 | 12h43
Lançado em março no formato digital, o livro "Os franceses em Campos dos Goytacazes (Séc. XVI-XXI)" acaba de ganhar sua versão impressa, publicada pela Editora da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (EdUenf). A novidade foi apresentada na última semana, durante o IV Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática, no Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho. O professor francês Laurent Vidal é um dos organizadores da obra, junto às brasileiras Maria Isabel de Jesus Chrysostomo e Teresa de Jesus Peixoto Faria, em parceria com pesquisadores campistas.
No livro, são abordados diferentes períodos e dimensões da história de Campos, com foco na atuação dos franceses e de seus descendentes na economia, na cultura, na educação, nas artes, no comércio e em processos de modernização do município. Também constam as contradições e desigualdades da sociedade no período da escravidão, em que parte da história central esteve inserida.
A publicação de "Os franceses em Campos dos Goytacazes (Sec. XVI-XXI)" é fruto de um processo iniciado em 2009, quando Laurent Vidal visitou Campos e realizou pesquisas no Arquivo Público Municipal, tendo seu primeiro contato com parte da documentação que embasou a pesquisa. O projeto coletivo do livro começou a se estruturar em 2020, após novas consultas ao próprio Arquivo Público, ao Museu Histórico e ao Instituto Histórico e Geográfico de Campos, além de vários pesquisadores. O e-book está disponível gratuitamente no site da EdUenf, enquanto a versão física pode ser adquirida em contato com os organizadores.
Compartilhe
'Tocar para o povo é o que vai ajudar a formar o futuro do Brasil', afirma Moacyr Luz
23/08/2026 | 12h40
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado / Foto: Matheus Berriel
Quem esteve no Jardim do Liceu na tarde deste sábado (22), prestigiando o retorno de Moacyr Luz a Campos após três anos, pôde comprovar os benefícios da cirurgia de estimulação cerebral profunda feita pelo cantor e compositor carioca há 10 meses. Sem o tremor constante nas mãos que o acompanhava desde 2008, quando foi diagnosticado com a doença de Parkinson, Moa foi a atração principal do projeto Trem do Samba Pelas Estradas, que também levou ao palco Marquinhos de Oswaldo Cruz, o acordeonista Kiko Horta e o grupo Samba na Praça do Liceu.
Entrevistado ao final do evento, Moacyr Luz comentou a oportunidade de cantar num evento a céu aberto e levar ao público sucessos dos seus quase 50 anos da carreira. Sambas da Portela e da Mangueira também fizeram parte do repertório, além de músicas consagradas no Samba do Trablhador. A evolução do seu quadro de saúde foi outro assunto do bate-papo pós-show, encerrado com uma manifestação do amor pelo Flamengo.
Blog do Matheus Berriel — Moacyr, sua última vinda a Campos tinha sido em julho de 2023, para um show no Teatro do Sesc. Hoje, a apresentação acontece numa praça da cidade, integrando o Trem do Samba Pelas Estradas. Na sua visão, qual é a importância de eventos como esse?
Moacyr Luz — Não tem preço você estar tocando para o povo e ter um apoio cultural de uma Petrobras, por exemplo, como é o caso, ou alguma outra entidade que fosse. É isso que vai ajudar a formar o futuro do Brasil. As crianças e os jovens que eu estou vendo e encantando vão ouvir mais a gente, vão ter mais referência. Tanto os shows fechados quanto os abertos são importantíssimos. Três anos depois, vir a Campos e ver uma plateia dessa, tão bonita, não tem preço.

Quem acompanha a sua carreira percebe que foi nítida sua evolução após a cirurgia realizada no ano passado...

— Ah, rapaz... Eu estava com Parkinson desde 2008, ainda estou, mas agora a minha recuperação mudou 80%. Hoje, estou segurando um copo de bebida e não tremo a mão, nem o braço, nem a boca. Posso ter mais autonomia, ser mais independente, voltar a tocar alguma coisinha. Isso é muito importante para mim. Estou compondo, isso me deixa muito feliz.
Musicalmente, também fez muita diferença?
Só não fez mais porque eu sempre fui um cara teimoso. Mesmo bem caidinho, eu estava lá compondo, compondo. Raramente eu falto a algum compromisso por causa de saúde. Se eu marco um show, eu vou. Então, isso ia me ajudando. Mas, estou muito feliz.

Em 2026, você completou 47 anos de carreira. Além de liderar o tradicional Samba do Trabalhador, acabou de lançar um álbum com o Gabriel Moura. Tem outros projetos pela frente?
— Toquei agora, quinta-feira, com ele (Gabriel Moura). Sobre os projetos, você falou igual a uma repórter que foi entrevistar o maestro Villa Lobos e perguntou se ele estava compondo algo. Ele respondeu: "Minha filha, a essa altura altura, eu estou decompondo" (risos).

Mas você continua muito produtivo...
— Graças a Deus!

Daqui a cerca de meia hora (na noite de sábado), o nosso Flamengo entra em campo pelo Campeonato Brasileiro. Qual é a sua expectativa?
— A melhor! Nós somos incomparáveis! O Flamengo é, acima de tudo, incomparável!
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado / Foto: Matheus Berriel
Compartilhe
Debates no II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense resultam em manifesto por descentralização do setor
20/08/2026 | 21h02
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense / Foto: Divulgação/Quiprocó Filmes
A organização do Festival Internacional Goitacá de Cinema, cuja segunda edição terminou no último dia 11, em Campos, divulgou nesta quinta-feira (20) um manifesto por políticas públicas de interiorização do cinema e do audiovisual no estado do Rio de Janeiro. Trata-se da atualização da Carta Goitacá, elaborada a partir de debates durante o II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, que aconteceu de forma simultânea ao festival.
Veiculada em agosto do ano passado, a primeira versão da Carta Goitacá teve como eixo principal o compromisso com a retomada do projeto de criação da Escola Brasileira de Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), com base no projeto idealizado por Darcy Ribeiro e Geraldo Sarno no início dos anos 1990. Esse compromisso está mantido na atualização do documento, reforçado com o entendimento de que a implantação da Escola de Cinema deve ocorrer dentro de um contexto mais amplo, voltado à elaboração e implementação de políticas públicas permanentes para a descentralização do setor audiovisual.
Ao todo, a segunda Carta Goitacá conta com oito eixos temáticos. O primeiro deles, voltado à criação da Escola de Cinema da UENF, já teve uma sinalização positiva da UENF, que anunciou a abertura de um curso técnico de Cinema e Audiovisual em seu Colégio Universitário da Aplicação. Os demais eixos cobram dos poderes públicos investimentos para a interiorização permanente das políticas culturais do cinema e do audiovisual; criação e fortalecimento de redes de exibição no interior fluminense; políticas públicas de preservação e memória audiovisual; criação de uma política estadual de desenvolvimento audiovisual regional; cooperaão entre municípios, estado e universidades; valorização da diversidade cultural dos territórios do interior do estado; e uma agenda de discussão permanente de políticas públicas. A carta é assinada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, formado por professores, pesquisadores, cineastas, estudantes, produtores culturais e representantes de instituições de ensino superior. Leia aqui a íntegra do conteúdo.
Também nesta quinta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei que institui a Política Estadual de Incentivo à Atração de Produções Audiovisuais. Na prática, consiste em um apoio institucional e financeiro, via leis de incentivo, para que séries e filmes oriundos de outros estados sejam filmados em todo o estado do Rio. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Compartilhe
TJD-RJ interdita o Aryzão por até 30 dias, após denúncia sobre falta de infraestrutura e segurança na final da Série A2
19/08/2026 | 15h51
Procuradoria do TJD-RJ denunciou invasão do gramado por torcedores do Americano
Procuradoria do TJD-RJ denunciou invasão do gramado por torcedores do Americano / Foto: Reprodução/Cariocão TV
O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Dilson Neves Chagas, determinou nesta quarta-feira (19) a interdição preventiva do Estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos, por até 30 dias. O motivo foram irregularidades identificadas no jogo do acesso e na comemoração do Americano após o título da Série A2 do Campeonato Estadual, no último dia 1º. 
A decisão do TJD-RJ ocorreu em razão de uma denúncia da Procuradoria do TJD-RJ, sobre questões relacionadas à infraestrutura e à segurança no Aryzão, onde o Americano mandou seus jogos pela Série A2. Entre as alegações, está a de que o clube deixou de tomar providências capazes de previnir e reprimir desordens no estádio, com base na súmula do jogo de volta da final, contra o Resende; no relatório do delegado da partida e em registros em vídeo.
Consta na denúncia que foram arremessados objetos em direção ao campo de jogo, inclusive durante a saída do zagueiro Danilo, do Resende, expulso no segundo tempo. Também houve "invasão do gramado por dezenas de torcedores após o encerramento da partida", atrasando a cerimônia de premiação. Em seu relatório pós-jogo, o delegado registrou que, durante a vistoria anterior à abertura dos portões, foram encontrados nas arquibancadas objetos considerados perigosos, como pedras, vergalhões, garrafas e latas, e que a entrada do público só foi autorizada após a retirada desses materiais. Por fim, a Procuradoria mencionou o estado de conservação dos alambrados destinados à separação entre a arquibancada e o campo do Aryzão, destacando que a deficiência da estrutura teria contribuído para facilitar a invasão de torcedores ao final da disputa de pênaltis, na qual o Americano sagrou-se campeão.
No texto da decisão, o presidente do TJD-RJ afirmou não ter formulado juízo sobre a responsabilidade dos denunciados, o que só ocorrerá após serem garantidos o contraditório e ampla defesa. A interdição preventiva do Aryzão tem validade máxima de 30 dias, podendo ser interrompida caso o julgamento da denúncia da Procuradoria ocorra anteriormente.
Caso a interdição dure um mês, o Goytacaz precisará estrear na Série B1 do Estadual fora do seu estádio. Até então, a partida contra o Macaé, no dia 5 de setembro, estava marcada para o Aryzão. O Americano, por sua vez, voltará a atuar somente no início de 2027, ainda sem local definido, pela Série A. Até o momento, as diretorias de Cano e Goyta não se manifestaram sobre a decisão.
Ouvida pelo blog, a diretoria do Goytacaz informou já ter sido procurada pela direção do Americano, que se comprometeu a assumir eventuais punições, como multas ou perdas de mando de campo. Até o momento, a diretoria do Cano não comentou a decisão publicamente.
Compartilhe