Debates no II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense resultam em manifesto por descentralização do setor
Matheus Berriel 20/08/2026 21:02 - Atualizado em 20/08/2026 21:11
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense / Foto: Divulgação/Quiprocó Filmes
A organização do Festival Internacional Goitacá de Cinema, cuja segunda edição terminou no último dia 11, em Campos, divulgou nesta quinta-feira (20) um manifesto por políticas públicas de interiorização do cinema e do audiovisual no estado do Rio de Janeiro. Trata-se da atualização da Carta Goitacá, elaborada a partir de debates durante o II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, que aconteceu de forma simultânea ao festival.
Veiculada em agosto do ano passado, a primeira versão da Carta Goitacá teve como eixo principal o compromisso com a retomada do projeto de criação da Escola Brasileira de Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), com base no projeto idealizado por Darcy Ribeiro e Geraldo Sarno no início dos anos 1990. Esse compromisso está mantido na atualização do documento, reforçado com o entendimento de que a implantação da Escola de Cinema deve ocorrer dentro de um contexto mais amplo, voltado à elaboração e implementação de políticas públicas permanentes para a descentralização do setor audiovisual.
Ao todo, a segunda Carta Goitacá conta com oito eixos temáticos. O primeiro deles, voltado à criação da Escola de Cinema da UENF, já teve uma sinalização positiva da UENF, que anunciou a abertura de um curso técnico de Cinema e Audiovisual em seu Colégio Universitário da Aplicação. Os demais eixos cobram dos poderes públicos investimentos para a interiorização permanente das políticas culturais do cinema e do audiovisual; criação e fortalecimento de redes de exibição no interior fluminense; políticas públicas de preservação e memória audiovisual; criação de uma política estadual de desenvolvimento audiovisual regional; cooperaão entre municípios, estado e universidades; valorização da diversidade cultural dos territórios do interior do estado; e uma agenda de discussão permanente de políticas públicas. A carta é assinada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, formado por professores, pesquisadores, cineastas, estudantes, produtores culturais e representantes de instituições de ensino superior. Leia aqui a íntegra do conteúdo.
Também nesta quinta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei que institui a Política Estadual de Incentivo à Atração de Produções Audiovisuais. Na prática, consiste em um apoio institucional e financeiro, via leis de incentivo, para que séries e filmes oriundos de outros estados sejam filmados em todo o estado do Rio. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

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