Matheus Berriel
14/09/2026 14:03 - Atualizado em 14/09/2026 14:11
Usuários destacam custo-benefício e agilidade, mas se preocupam com a segurança
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Foto: Divulgação
Dos 10 municípios fluminenses com maior percentual de motocicletas e motonetas em relação à totalidade das suas frotas, oito estão situados no Norte ou no Noroeste do estado. A informação foi destacada numa matéria especial do jornal O Globo, na edição impressa do último domingo (13), com base no Anuário Estatístico do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ). O recorde é de São José de Ubá, cidade com cerca de sete mil habitantes, em que 51,7% dos veículos registrados são motos ou derivadas, como as scooters. Um detalhe é que os dados não contabilizam os ciclomotores (com até 50 cilindradas e 50 quilômetros por hora), que fariam esse número ser ainda mais elevado.
O citado ranking é encabeçado por quatro cidades do Noroeste Fluminense. Além de São José de Ubá, o top-4 também conta com Aperibé (50,8%), Cambuci (49,8%) e Bom Jesus do Itabapoana (49,3%). Em seguida aparece São Fidélis, município do Norte Fluminense em que as moticicletas e motonetas têm maior participação na frota (47,29%). Outro representante da região Norte é São Francisco do Itabapoana, oitavo colocado, com 43,22%. Já o Noroeste tem mais duas cidades no top-10: Itaocara, em sexto (46,42%), e Santo Antônio de Pádua, em 10º (42,48%). Todas as cidades mencionadas possuem mais do que o dobro percentual do estado, cuja média de presença das motos na frota é de 20,6%.
Entre os fatores que elevam os números no Norte e Noroeste Fluminense, está a grande concentração de pessoas em núcleos rurais, como localidades e distritos. O Globo mencionou elementos como as poucas opções de transporte público e o custo-benefício na comparação com a criação de cavalos, nos casos rurais, ou o abastecimento de carros. Há quem escolha a motocicleta para trabalhar, tanto nas zonas rurais, percorrendo lavouras ou sítios/fazendas, quanto nas áreas urbanas, como se percebe com a grande quantidade de motos em semáforos e estacionamentos. Locomoção para instituições de ensino e pequenos afazeres do dia a dia também aparecem entre os principais motivos de uso, havendo ganho de tempo no trânsito. Por outro lado, muitos usuários se preocupam com o fator segurança, devido à vulnerabilidade em caso de acidentes, que muitas vezes resultam em cirurgias ortopédicas ou até mesmo a morte. Por isso, especialistas orientam sobre a necessidade de formação e muita cautela dos condutores.