Dora Paula Paes
14/09/2026 12:10 - Atualizado em 14/09/2026 12:18
Rodrigo Bacellar é levado para a sede da PF no Rio
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Reprodução/TV Globo
Manuela Duarte, mulher do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, divulgou uma nota oficial, para relatar a situação em que se encontra o marido na prisão em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo ela, não fala da questão do processo, mas de como encontrou Rodrigo, após dois meses, sem a permissão para receber a família. A visita aconteceu na quinta-feira (10).
"Eu vi o Rodrigo com as marcas da algema no corpo. Ele me relatou que toma banho usando um caneco. Que não tem ventilador na cela. Que dorme com sabonete no corpo para os mosquitos não se aproximarem. Estava com o dedo do pé inflamado e me contou que, diante da dor, chegou a colocar o pé dentro da comida quente para tentar aliviar", relata Manuela.
Ainda, segundo ela, por mais que a unidade disponha de médico, há restrições específicas, principalmente, na entrada de medicamentos.
- Peço o mínimo, diz em outra parte da nota, ressaltando que seu marido é um preso provisório que ainda não foi julgado.
Ela também destaca que o ex-deputado é um ser humano e que nenhum ser humano deveria estar nas condições que ela o encontrou. "Não peço privilégio. Não peço tratamento diferenciado. Não peço, nesta nota, a sua liberdade", o que pede, explica é: água, ventilador e atendimento médico adequado para Rodrigo que não pode nem usufruir do banho de sol, pois os horários são divididos entre facções e milícias.
"E meu marido não faz e nunca fez parte de nenhuma", ressalta.
Transferência - Em 16 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, apontou influência de Bacellar preso no Rui e uso de celular na prisão. O ministro também afirmou que ele recebia privilégios e exercia influência sobre integrantes do poder público, determinando assim sua transferência para um presídio de segurança máxima. A determinação foi feita no âmbito da 5ª fase da Operação Unha e Carne, que a Polícia Federal (PF), no início de junho.