Obesidade Compromete a Imunidade e Aumenta Crescimento de Tumores
20/12/2020 | 06h36
Pesquisadores da Harvard Medical School publicaram em 09 de Dezembro um estudo, que mostra relação direta entre obesidade e redução na atividade anti tumores. 
De acordo com a pesquisa, realizada em camundongos, uma alimentação rica em gorduras e a obesidade reduzem a atividade de células de defesa fundamentais na resposta imune contra tumores.
A teoria é que as células dos tumores, em um indivíduo obeso, teriam aumento no seu metabolismo e em paralelo, linfócitos T CD8+ teriam a sua atividade e número reduzidos. 
Dentre os chamados glóbulos brancos (leucócitos), ou células de defesa no popular, existem vários subtipos, com funções diferentes. 
Os linfócitos do tipo CD8 são uma classe de linfócitos considerados "atiradores de elite" do sistema imune. 
Essas células são fundamentais no combate às células cancerígenas e a redução observada é diretamente ligada ao aumento no crescimento de tumores.  
Os linfócitos CD8 são também usados em imunoterapia contra tumores e o estudo pode indicar que um dieta pobre em gorduras, além da redução na obesidade, podem vir a ser importantes armas na luta contra o câncer. 
Referência:
Obesity Shapes Metabolism in the Tumor Microenvironment to Suppress Anti-Tumor Immunity. Cell, 2020; DOI: 10.1016/j.cell.2020.11.009
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Novo hormônio pode ser arma contra obesidade
03/12/2020 | 06h41
Um hormônio produzido por camundongos e humanos pode ser uma nova e excelente arma contra a obesidade. 
Produzida principalmente por células da medula óssea, a LIPOCALINA-2 (LCN2) parece ter efeitos tanto em camundongos, primatas não humanos e humanos. 
Os testes indicam que a LCN2 inibe em muito a ingestão alimentar e induz uma resposta de saciedade bastante potente, logo após refeições. 
Publicado no eLife por pesquisadores da Universidade de Columbia e do Helmholtz Diabetes Center, o estudo mostra que pessoas com peso adequado e sem dificuldades em se conter nas refeições apresentam maiores níveis de LCN2 logo após se alimentarem, mesmo que de forma discreta. 
Já indivíduos obesos e com grande tendência a se alimentarem excessivamente mostraram taxas muito baixas de LCN2. 
Os pesquisadores observaram que a lipocalina 2 atravessa a barreira hemato-encefálica (atua no cérebro) e deve agir inibindo o centro da fome no hipotálamo. 
Agora a nova fase da pesquisa testará dosagens, toxicidade e outros ensaios clínicos, mas os dados iniciais são muito promissores nessa verdadeira guerra contra a obesidade, em que todos devemos nos engajar.
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Excesso de ovos aumenta o risco de diabetes
20/11/2020 | 07h05
Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália em conjunto com pesquisadores do Qatar e da China Medical University publicaram um amplo estudo com novidades sobre o consumo de ovos na alimentação.
Sempre se associou o risco aumentado de diabetes em adultos ao consumo de carboidratos simples (doces). 
Surpreendentemente, o estudo realizado durante quase 20 anos com um grande número de adultos chineses trouxe uma relação entre o consumo de ovos e diabetes. 
De acordo com os pesquisadores, pessoas que comem mais de um ovo diariamente teriam risco 60% maior de desenvolverem diabetes tipo II. 
As causas metabólicas dessa associação ainda serão investigadas, mas a redução no consumo de hortaliças e aumento progressivo na ingestão de alimentos ricos em gorduras parece ser determinante.
Talvez a carga calórica da gema pelo seu teor de lipídios esteja relacionada, além do possível consumo aumentado de ovos seja acompanhado de pães com farinhas refinadas (sanduíches). 
Aguardemos novas informações e por hora, segue a máxima de nossa avós:
"_tudo demais faz mal."
Journal Reference:
 Yue Wang, Ming Li, Zumin Shi. Higher egg consumption associated with increased risk of diabetes in Chinese adults – China Health and Nutrition Survey. British Journal of Nutrition, 2020; 1 DOI: 10.1017/S0007114520003955
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Vitamina D na Gestação e o QI dos Filhos
08/11/2020 | 06h29
Um artigo publicado este mês no conceituado The Journal of Nutrition traz dados novos sobre a nutrição materna na gestação.
A vitamina D apresenta inúmeras funções no organismo e, no caso gestacional, é capaz de atravessar a placenta influenciando de forma importante no desenvolvimento fetal.
Resumidamente, o estudo identificou uma ligação direta entre maiores níveis de vitamina D no organismo da mãe e maiores valores de QI nas crianças.
Os valores dessa vitamina parecem precisar ser constantes durante toda a fase gestacional. 
Ainda de acordo com a pesquisa, identificou-se uma tendência a menores níveis de vitamina D em mães afrodescendentes.  
Teoricamente a melanina aumentada nessa população reduz a absorção de luz solar e a ativação da vitamina D na pele.
Os novos dados devem nortear uma suplementação diferenciada durante o período gestacional, principalmente em pessoas com maiores níveis de melanina na pele.
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Abusar de Frutose e Transtornos de Comportamento
25/10/2020 | 06h46
Segundo pesquisadores da Universidade do Colorado, o consumo excessivo de frutose está diretamente ligado a desordens de comportamento, como hiperatividade, transtorno bipolar e até comportamento agressivo.
O estudo foi publicado na Evolution and Human Behavior este mês e traz informações novas nessa seara.
De acordo com artigo, os xaropes de milho, muito utilizados pela indústria de alimentos na produção de doces, refrigerantes, etc, podem ter uma relação direta com o surgimento de comportamentos alterados e mesmo aumento de agressividade. 
Teoricamente o organismo dessas pessoas responderia de forma similar à centenas de milhares de ano atrás, desencadeando uma espécie de "comportamento de caça".
Decisões mais rápidas e muitas vezes impulsivas, maior agressividade e menor ponderamento foram observados em indivíduos que consomem frutose regularmente em produtos industrializados. 
Obviamente são necessários novos estudos e não se exclui de forma alguma a interação com fatores genéticos, bases familiares, etc.  
 
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Glúten na infância pode prevenir alergia
10/10/2020 | 07h08
Pesquisadores do King's College London publicaram esta semana um novo estudo sobre a alergia ao glúten.
O artigo foi publicado em uma das principais revistas científicas do Reino Unido e sugere que a introdução precoce de glúten na alimentação infantil pode prevenir a Doença Celíaca.
O estudo necessita de novas confirmações segundo os próprios pesquisadores, mas teoricamente a oferta de alimentos contendo essa proteína estaria relacionada a taxas muito reduzidas de alergia ao Glúten.
Como trata-se de uma doença inflamatória de base autoimune, o sistema imune das crianças provavelmente aprenderia a tolerar o glúten, sem iniciar uma resposta exagerada e danosa ao próprio indivíduo.
De acordo com os dados publicados a introdução precoce de pães e massas derivadas do trigo estariam relacionadas à redução da incidência de outras doenças autoimunes, como o diabetes tipo 1.
Os resultados são polêmicos, uma vez que sugere-se que haja oferta de derivados do trigo antes mesmo dos 6 meses de vida, o que contraria todas as normas de nutrição pediátrica conhecidas. 
A ciência é sujeita a revisões impactantes, que estão ligadas à forma como nos relacionamos com o mundo, seja na seara alimentar ou a nossa interação com o meio ambiente.
Na década de 60 estimulava-se abertamente a queima e devastação de áreas florestais...
https://www.sciencedaily.com/releases/2020/09/200928125028.htm
 
 
 
 
 
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Alergia ao Glúten
20/09/2020 | 07h59
Pesquisadores da Universidade de Columbia (Columbia University Irving Medical Center) publicaram um estudo onde esclarecem que existem outras alergias ao Glúten que não a Doença Celíaca.
O glúten, uma proteína presente no trigo e seus derivados, está envolvido em polêmicas desde a década de 60, onde se identificou que certas pessoas sofriam várias desordens quando consumiam pães, biscoitos e macarrões. 
Os sintomas da Doença Celíaca podem variar e, vão desde quadros com poucos sintomas até diarreias, cólicas, fraqueza, desânimo, dores de cabeça, inflamações na língua (gossite) e aftas. 
Contudo, recentemente tem se observado muitas pessoas que não se enquadram no diagnóstico clássico de D. Celíaca e apresentam alguns dos sintomas descritos acima. 
Nesse sentido os pesquisadores analisaram os anticorpos de vários indivíduos com sensibilidade ao glúten e compararam com o padrão de pessoas celíacas. A conclusão é que pode haver dois diagnósticos nesses casos:
1) Doença Celíaca Clássica;
2) Sensibilidade ao Glúten.
No primeiro caso, o organismo elabora uma forte resposta inflamatória nos intestinos de quem consome glúten. Já na Sensibilidade ao Glúten o indivíduo gera a resposta inflamatória, mas com menos gravidade.
O sistema imune de quem apresenta Sensibilidade ao Glúten parece aprender com as primeiras vezes que a pessoa ingeriu Glúten e se adapta para não responder de forma tão exacerbada. 
A intenção dos pesquisadores é compreender melhor essa resposta mais controlada e tentar induzir o sistema imune dos Celíacos a responder de forma mais amena.
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Veneno de abelhas contra o câncer
13/09/2020 | 08h00
As abelhas são provavelmente os insetos mais comemorados pela espécie humana. 
Obviamente não pelas picadas, mas pelo tão apreciado e saboroso mel. 
Mas devemos reconsiderar as picadas!
Pelo menos é o que afirma um estudo publicado recentemente na Nature Precision Oncology.
Segundo a pesquisa, um componente do veneno da abelha é uma promissora alternativa para tratar certos tipos de cânceres agressivos. 
A melitina, uma molécula que causa dor quando uma abelha nos pica, tem se mostrado uma das únicas opções de tratamento para alguns tumores de mama malignos. 
Os testes com a melitina se iniciaram a partir da descoberta de que a substância não está presente apenas no veneno, mas em todo o organismo da abelha, agindo como um fator de defesa contra doenças. 
Pesquisadores  australianos testaram extrato de veneno de Apis millifera (abelha europeia) e também de outras espécies que não contem melitina no veneno, como a mamamgaba (Bombus terrestris). 
Como resultado, o veneno da abelha europeia foi capaz de matar células cancerígenas malignas com muita eficiência. O mesmo não foi observado com o veneno de outras espécies.
E o melhor: o veneno de abelha europeia não causou danos em células saudáveis próximas aos tumores.  
E tem gente que ainda não entende a importância da biodiversidade...
 
"Faça do seu alimento o seu remédio."
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O cérebro se consome na falta de sono
30/08/2020 | 06h56
Não é nenhuma novidade que o sono de qualidade é fundamental à nossa saúde.
Os riscos de noites de sono ruins e insuficientes vão desde estresse e ansiedade à hipertensão arterial e outras desordens cardíacas.
Mas um artigo publicado este mês no  Journal of Neuroscience leva o assunto a outra esfera:
_a falta de sono faria o nosso cérebro se consumir. Isso mesmo, como que se digerindo.
Durante o sono repousante (de ondas lentas), outras células do cérebro que não os neurônios, entram em atividade e fazem uma espécie de "manutenção do sistema". 
Macrófagos cerebrais (chamados de micróglias) englobam e digerem invasores e células velhas ou mortas, numa espécie de limpeza. 
Outro tipo de células, os astrócitos, são capazes de refazer as sinapses nos neurônios, melhorando a transmissão entre os nervos. 
Esses eventos ocorrem no sono. Mas e quando não dormimos ou dormimos pouco? 
Esses processos ocorrem da mesma forma, só que com o cérebro acordado. 
O grande problema é que essa limpeza em um cérebro acordado é uma bagunça e o resultado é a destruição de células saudáveis no processo.  
A pesquisa foi realizada com camundongos e o grupo privado de sono apresentou atividade de "limpeza" 13,5% a mais que em camundongos com sono adequado. 
Comprovou-se que essa atividade aumentada levaria à destruição de sinapses antigas de memória. Envolvidas diretamente no que aprendemos durante a vida.   
 
 
Os resultados são preocupantes, pois há dados que correlacionam Alzheimer e demência com atividade aumentada dessas células de "faxina". 
 
 
 
 
 
 
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Menos calorias e mais proteínas para fígado gorduroso
23/08/2020 | 07h46
Pesquisadores alemães publicaram no Liver International um estudo onde sugerem fortemente, que a melhor dieta para esteatose hepática (fígado gorduroso) deve conter mais proteínas e menos calorias.
A esteatose hepática não alcoólica é a doença hepática crônica mais comum no mundo todo. 
Caracteriza-se pela infiltração de gordura no tecido do fígado, aumentando em muito a chance do desenvolvimento de outras doenças hepáticas, como cirrose. 
O quadro apresenta estreita relação com a obesidade, diabetes do tipo II, sedentarismo e alimentação desregrada. 
Comparando várias mudanças na alimentação de portadores de esteatose hepática, os pesquisadores chegaram à conclusão, que os melhores resultados são obtidos com redução total de calorias, principalmente de carboidratos simples e gorduras saturadas. 
Uma redução de cerca de 30% nas calorias e o consumo de proteínas magras em maior quantidade mostrou redução importante nos quadros de fígado gorduroso estudados. 
Segundo a pesquisadora Olga Ramich, uma dieta com maior tero de proteínas aumentaria a atividade das mitocôndrias (estruturas que produzem energia nas células), levando à degradação das moléculas de gordura no fígado.
Importante lembrar que proteínas em excesso podem trazer riscos à saúde, como estresse renal e aumento de ureia no sangue (hiperuremia), altamente tóxica ao sistema nervoso.  
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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