O cérebro se consome na falta de sono
30/08/2020 06:56 - Atualizado em 31/08/2020 06:45
Não é nenhuma novidade que o sono de qualidade é fundamental à nossa saúde.
Os riscos de noites de sono ruins e insuficientes vão desde estresse e ansiedade à hipertensão arterial e outras desordens cardíacas.
Mas um artigo publicado este mês no  Journal of Neuroscience leva o assunto a outra esfera:
_a falta de sono faria o nosso cérebro se consumir. Isso mesmo, como que se digerindo.
Durante o sono repousante (de ondas lentas), outras células do cérebro que não os neurônios, entram em atividade e fazem uma espécie de "manutenção do sistema". 
Macrófagos cerebrais (chamados de micróglias) englobam e digerem invasores e células velhas ou mortas, numa espécie de limpeza. 
Outro tipo de células, os astrócitos, são capazes de refazer as sinapses nos neurônios, melhorando a transmissão entre os nervos. 
Esses eventos ocorrem no sono. Mas e quando não dormimos ou dormimos pouco? 
Esses processos ocorrem da mesma forma, só que com o cérebro acordado. 
O grande problema é que essa limpeza em um cérebro acordado é uma bagunça e o resultado é a destruição de células saudáveis no processo.  
A pesquisa foi realizada com camundongos e o grupo privado de sono apresentou atividade de "limpeza" 13,5% a mais que em camundongos com sono adequado. 
Comprovou-se que essa atividade aumentada levaria à destruição de sinapses antigas de memória. Envolvidas diretamente no que aprendemos durante a vida.   
 
 
Os resultados são preocupantes, pois há dados que correlacionam Alzheimer e demência com atividade aumentada dessas células de "faxina". 
 
 
 
 
 
 

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    Leonardo Gama

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