Pesquisadores alemães publicaram no Liver International um estudo onde sugerem fortemente, que a melhor dieta para esteatose hepática (fígado gorduroso) deve conter mais proteínas e menos calorias.
A esteatose hepática não alcoólica é a doença hepática crônica mais comum no mundo todo.
Caracteriza-se pela infiltração de gordura no tecido do fígado, aumentando em muito a chance do desenvolvimento de outras doenças hepáticas, como cirrose.
O quadro apresenta estreita relação com a obesidade, diabetes do tipo II, sedentarismo e alimentação desregrada.
Comparando várias mudanças na alimentação de portadores de esteatose hepática, os pesquisadores chegaram à conclusão, que os melhores resultados são obtidos com redução total de calorias, principalmente de carboidratos simples e gorduras saturadas.
Uma redução de cerca de 30% nas calorias e o consumo de proteínas magras em maior quantidade mostrou redução importante nos quadros de fígado gorduroso estudados.
Segundo a pesquisadora Olga Ramich, uma dieta com maior tero de proteínas aumentaria a atividade das mitocôndrias (estruturas que produzem energia nas células), levando à degradação das moléculas de gordura no fígado.
Importante lembrar que proteínas em excesso podem trazer riscos à saúde, como estresse renal e aumento de ureia no sangue (hiperuremia), altamente tóxica ao sistema nervoso.