Defesa Civil em alerta nas regiões de Ururaí, Lagoa de Cima e Imbé
29/03/2024 08:49 - Atualizado em 29/03/2024 17:50
A Defesa Civil está em alerta nas regiões de Ururaí, Lagoa de Cima e Imbé, e em áreas vizinhas devido às fortes chuvas que elevaram os níveis dos rios Mocotó e Imbé, assim como a cota da Lagoa de Cima. Pontos de acesso estão interditados, e uma força-tarefa, em um trabalho integrado com a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social e a Secretaria de Governo, por meio dos Agentes de Desenvolvimento Local (ADL), foi mobilizada para monitorar a situação e garantir apoio à população. Nessa quinta-feira (28), as famílias isoladas na região de Lagoa de Cima receberam apoio com cestas básicas, água potável e produtos de limpeza e foram referenciadas para possível inclusão em programas sociais.

Além das ações de monitoramento e interdição de áreas de risco, equipes da Defesa Civil estão em prontidão para coordenar operações de retirada das pessoas dessas regiões, caso necessário.

“Neste momento crítico, nossa prioridade é proteger e apoiar a população em áreas vulneráveis. Estamos em alerta máximo, monitorando de perto a evolução da situação e coordenando todas as ações necessárias para garantir a segurança de todos”, enfatiza o Secretário de Defesa Civil, Alcemir Pascoutto.
Equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social realizo o referenciamento das famílias, como o levantamento de dados para possível inclusão de benefícios. As residências e as ruas dos três pontos foram invadidas pela água com a cheia do Rio Ururaí.

Em Lagoa de Cima, uma família teve a casa atingida por um barranco que cedeu. Em Conceição do Imbé, a visita teve que ser feita de barco, porque cinco famílias estão isoladas. Já em Ururaí, outras cinco famílias também foram atingidas. Todas foram cadastradas.
Desde o forte temporal que atingiu o município entre sexta-feira (22) e sábado (23), último final de semana, 937 famílias foram atingidas de alguma forma pela chuva, sendo um total de 2.351 pessoas. Desse total, 317 famílias e 767 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, foram levadas para casa de familiares ou amigos. Já as desabrigadas, que tiveram os seus imóveis avaliados e condenados pelas equipes da Secretaria Municipal de Defesa Civil, somam 93 famílias e 234 pessoas.

No distrito de Santo Eduardo, no Norte do município, ponto mais atingido, foram 237 famílias e 552 pessoas desabrigadas. Além disso, 70 famílias e 1152 moradores desalojados. A maioria dos moradores sofreram prejuízos matérias, como com a destruição de móveis, colchões e roupas. Na região, foram montados três abrigos temporários, mas de forma gradativa as famílias já estão retornando para as suas casas com o apoio da Prefeitura e as doações feitas por toda a sociedade.

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