Rodrigo Bacellar ocupado com "atritos" na capital que refletiram em Campos
Bacellar ocupado na capital
Muitos andam questionando por qual motivo o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o campista Rodrigo Bacellar (União), ainda não interferiu ou se posicionou sobre o impasse que envolve o seu grupo político em Campos e o dos Garotinhos. Quando esteve na sua terra natal nas festas de fim de ano, ele se reuniu com os vereadores de oposição e aceitou o que a maioria decidiu junto do seu irmão e presidente da Câmara, Marquinho Bacellar (SD). Até porque não tem vivido mais o dia a dia do interior e, por outro lado, não tem vivido também dias de calmaria na capital.
Muitos andam questionando por qual motivo o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o campista Rodrigo Bacellar (União), ainda não interferiu ou se posicionou sobre o impasse que envolve o seu grupo político em Campos e o dos Garotinhos. Quando esteve na sua terra natal nas festas de fim de ano, ele se reuniu com os vereadores de oposição e aceitou o que a maioria decidiu junto do seu irmão e presidente da Câmara, Marquinho Bacellar (SD). Até porque não tem vivido mais o dia a dia do interior e, por outro lado, não tem vivido também dias de calmaria na capital.
Disputa com Pampolha?
Como mostrado na última edição da coluna, no sábado, a saída do vice-governador Thiago Pampolha do União para o MDB revelou que 2024 nem bem começou e as movimentações para as eleições de 2026 ao Governo do Estado já começaram. Na semana passada, uma reportagem assinada pelo jornalista Italo Nogueira para a Folha de São Paulo desenhou bem como anda o cenário. “Pampolha tem a expectativa de estar no comando do Palácio Guanabara durante as eleições de 2026, tendo em vista que Castro almeja se candidatar ao Senado, o que o obrigaria a renunciar em março daquele ano”.
Como mostrado na última edição da coluna, no sábado, a saída do vice-governador Thiago Pampolha do União para o MDB revelou que 2024 nem bem começou e as movimentações para as eleições de 2026 ao Governo do Estado já começaram. Na semana passada, uma reportagem assinada pelo jornalista Italo Nogueira para a Folha de São Paulo desenhou bem como anda o cenário. “Pampolha tem a expectativa de estar no comando do Palácio Guanabara durante as eleições de 2026, tendo em vista que Castro almeja se candidatar ao Senado, o que o obrigaria a renunciar em março daquele ano”.
TCE já é pouco
E teria sido pensando nas limitações de espaço que teria no União, desde que Bacellar saiu do PL para o União, que o vice--governador tomou a decisão de mudar de partido, pois hoje já é visível o potencial de Rodrigo para a sucessão de Castro. Se antes falava-se que o interesse do presidente da Alerj era chegar ao Tribunal de Contas do Estado, isso não seria mais o suficiente. Tanto, conforme revelou o jornalista da Folha de São Paulo, que Bacellar apresentou ao governador a opção de não deixar o cargo em 2026, tendo como garantia uma vaga no TCE. “Os deputados com quem conversei todos apoiaram a sugestão”, disse Bacellar à Folha.
E teria sido pensando nas limitações de espaço que teria no União, desde que Bacellar saiu do PL para o União, que o vice--governador tomou a decisão de mudar de partido, pois hoje já é visível o potencial de Rodrigo para a sucessão de Castro. Se antes falava-se que o interesse do presidente da Alerj era chegar ao Tribunal de Contas do Estado, isso não seria mais o suficiente. Tanto, conforme revelou o jornalista da Folha de São Paulo, que Bacellar apresentou ao governador a opção de não deixar o cargo em 2026, tendo como garantia uma vaga no TCE. “Os deputados com quem conversei todos apoiaram a sugestão”, disse Bacellar à Folha.
“Atrito onde não existe”
Pampolha, por sua vez, afirmou à Folha que Castro não se opôs à escolha do partido, que também faz parte da base do governo estadual. Segundo ele, o governador questionou na conversa apenas o momento da escolha, em razão da possibilidade de criação da federação do União Brasil com o PP e o Republicanos. O vice diz que precisava decidir no início deste ano seu destino político para que pudesse contribuir nas eleições municipais, decidindo também a vida de aliados. Ele afirmou na entrevista não existir crise no governo, mas apenas a intenção de “pessoas que querem criar atrito onde não existe”.
Pampolha, por sua vez, afirmou à Folha que Castro não se opôs à escolha do partido, que também faz parte da base do governo estadual. Segundo ele, o governador questionou na conversa apenas o momento da escolha, em razão da possibilidade de criação da federação do União Brasil com o PP e o Republicanos. O vice diz que precisava decidir no início deste ano seu destino político para que pudesse contribuir nas eleições municipais, decidindo também a vida de aliados. Ele afirmou na entrevista não existir crise no governo, mas apenas a intenção de “pessoas que querem criar atrito onde não existe”.
Wladimir vice de Pampolha?
Quem acompanha essa coluna sabe que as movimentações na capital envolvendo Pampolha, inclusive, foram o que acentuaram a crise em Campos com o desacordo na votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Foi um encontro entre o prefeito Wladimir Garotinho com o vice-governador no Rio, que acabou gerando um desconforto na pacificação com Rodrigo Bacellar, principalmente depois que o encontro se tornou público, no dia 13 de julho do ano passado, em uma nota publicada pelo jornalista Cláudio Magnavita no Correio da Manhã.
Quem acompanha essa coluna sabe que as movimentações na capital envolvendo Pampolha, inclusive, foram o que acentuaram a crise em Campos com o desacordo na votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Foi um encontro entre o prefeito Wladimir Garotinho com o vice-governador no Rio, que acabou gerando um desconforto na pacificação com Rodrigo Bacellar, principalmente depois que o encontro se tornou público, no dia 13 de julho do ano passado, em uma nota publicada pelo jornalista Cláudio Magnavita no Correio da Manhã.
Repercutiu
A nota foi reproduzida por esta coluna e trazia a seguinte informação: “O prestígio do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, é tão grande que o seu nome já é lembrado para ser o vice de Thiago Pampolha, em 2026, quando o atual vice--governador deverá disputar a reeleição. Alguém duvida que Wladimir, algum dia, será o terceiro governador da família Garotinho?”. O próprio Wladimir, ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, no dia 11 de agosto de 2023, confirmou que a reunião que teve na capital refletiu em Campos. Nos bastidores, comenta-se que foi neste momento que Bacellar teria convocado os vereadores do seu grupo para irem à capital, onde se definiu os próximos passos da pacificação com a votação da LDO sendo usada como um recado ao prefeito.
A nota foi reproduzida por esta coluna e trazia a seguinte informação: “O prestígio do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, é tão grande que o seu nome já é lembrado para ser o vice de Thiago Pampolha, em 2026, quando o atual vice--governador deverá disputar a reeleição. Alguém duvida que Wladimir, algum dia, será o terceiro governador da família Garotinho?”. O próprio Wladimir, ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, no dia 11 de agosto de 2023, confirmou que a reunião que teve na capital refletiu em Campos. Nos bastidores, comenta-se que foi neste momento que Bacellar teria convocado os vereadores do seu grupo para irem à capital, onde se definiu os próximos passos da pacificação com a votação da LDO sendo usada como um recado ao prefeito.
Não colidia
“Essa briga não é de Campos, essa briga é do Rio”, disse o prefeito na ocasião, no Folha no Ar, falando também do encontro. “Tive uma reunião com o Pampolha para liberar recursos para a obra da Beira-Valão, e Rodrigo teria ficado chateado com o meu encontro com Pampolha. A gente tem que saber separar as coisas. Tem a relação institucional e tem a relação política partidária. Eu não estou aqui contra projeto de ninguém. Inclusive, eu disse isso ao Rodrigo: “Quando a gente sempre conversou, você sempre disse que o seu futuro político não colidia com o meu. Nós tínhamos caminhos diferentes na política. Mudou alguma coisa? Eu só preciso saber se mudou ou se não mudou, porque eu não estou aqui para brigar”.
“Essa briga não é de Campos, essa briga é do Rio”, disse o prefeito na ocasião, no Folha no Ar, falando também do encontro. “Tive uma reunião com o Pampolha para liberar recursos para a obra da Beira-Valão, e Rodrigo teria ficado chateado com o meu encontro com Pampolha. A gente tem que saber separar as coisas. Tem a relação institucional e tem a relação política partidária. Eu não estou aqui contra projeto de ninguém. Inclusive, eu disse isso ao Rodrigo: “Quando a gente sempre conversou, você sempre disse que o seu futuro político não colidia com o meu. Nós tínhamos caminhos diferentes na política. Mudou alguma coisa? Eu só preciso saber se mudou ou se não mudou, porque eu não estou aqui para brigar”.
Despedida
O empresário e ex-presidente do Americano Futebol Clube e do Rotary Club de Campos Ivony Moura morreu na noite dessa segunda-feira (8), aos 84 anos, por complicações de problemas renais e pneumonia. O empresário é pai do vice-presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Moura. O velório aconteceu na Terceira Igreja Batista de Campos e o sepultamento no cemitério Campo da Paz. Em suas redes sociais, Sandro se despediu do pai, destacando que tudo o que sabe é graças a ele. O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, também lamentou a morte de Ivony: “Ivony sempre foi um bom homem, um empresário de sucesso e que apoiava causas sociais. Fará falta nesse mundo tão difícil”.
O empresário e ex-presidente do Americano Futebol Clube e do Rotary Club de Campos Ivony Moura morreu na noite dessa segunda-feira (8), aos 84 anos, por complicações de problemas renais e pneumonia. O empresário é pai do vice-presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Moura. O velório aconteceu na Terceira Igreja Batista de Campos e o sepultamento no cemitério Campo da Paz. Em suas redes sociais, Sandro se despediu do pai, destacando que tudo o que sabe é graças a ele. O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, também lamentou a morte de Ivony: “Ivony sempre foi um bom homem, um empresário de sucesso e que apoiava causas sociais. Fará falta nesse mundo tão difícil”.