Rodrigo Bacellar ocupado com "atritos" na capital que refletiram em Campos
Rodrigo Gonçalves 10/01/2024 10:23 - Atualizado em 10/01/2024 11:15
Ponto Final
Ponto Final / Ilustração
Bacellar ocupado na capital
Muitos andam questionando por qual motivo o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o campista Rodrigo Bacellar (União), ainda não interferiu ou se posicionou sobre o impasse que envolve o seu grupo político em Campos e o dos Garotinhos. Quando esteve na sua terra natal nas festas de fim de ano, ele se reuniu com os vereadores de oposição e aceitou o que a maioria decidiu junto do seu irmão e presidente da Câmara, Marquinho Bacellar (SD). Até porque não tem vivido mais o dia a dia do interior e, por outro lado, não tem vivido também dias de calmaria na capital.
Disputa com Pampolha?
Como mostrado na última edição da coluna, no sábado, a saída do vice-governador Thiago Pampolha do União para o MDB revelou que 2024 nem bem começou e as movimentações para as eleições de 2026 ao Governo do Estado já começaram. Na semana passada, uma reportagem assinada pelo jornalista Italo Nogueira para a Folha de São Paulo desenhou bem como anda o cenário. “Pampolha tem a expectativa de estar no comando do Palácio Guanabara durante as eleições de 2026, tendo em vista que Castro almeja se candidatar ao Senado, o que o obrigaria a renunciar em março daquele ano”.
TCE já é pouco
E teria sido pensando nas limitações de espaço que teria no União, desde que Bacellar saiu do PL para o União, que o vice--governador tomou a decisão de mudar de partido, pois hoje já é visível o potencial de Rodrigo para a sucessão de Castro. Se antes falava-se que o interesse do presidente da Alerj era chegar ao Tribunal de Contas do Estado, isso não seria mais o suficiente. Tanto, conforme revelou o jornalista da Folha de São Paulo, que Bacellar apresentou ao governador a opção de não deixar o cargo em 2026, tendo como garantia uma vaga no TCE. “Os deputados com quem conversei todos apoiaram a sugestão”, disse Bacellar à Folha.
“Atrito onde não existe”
Pampolha, por sua vez, afirmou à Folha que Castro não se opôs à escolha do partido, que também faz parte da base do governo estadual. Segundo ele, o governador questionou na conversa apenas o momento da escolha, em razão da possibilidade de criação da federação do União Brasil com o PP e o Republicanos. O vice diz que precisava decidir no início deste ano seu destino político para que pudesse contribuir nas eleições municipais, decidindo também a vida de aliados. Ele afirmou na entrevista não existir crise no governo, mas apenas a intenção de “pessoas que querem criar atrito onde não existe”.
Wladimir vice de Pampolha?
Quem acompanha essa coluna sabe que as movimentações na capital envolvendo Pampolha, inclusive, foram o que acentuaram a crise em Campos com o desacordo na votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Foi um encontro entre o prefeito Wladimir Garotinho com o vice-governador no Rio, que acabou gerando um desconforto na pacificação com Rodrigo Bacellar, principalmente depois que o encontro se tornou público, no dia 13 de julho do ano passado, em uma nota publicada pelo jornalista Cláudio Magnavita no Correio da Manhã.
Repercutiu
A nota foi reproduzida por esta coluna e trazia a seguinte informação: “O prestígio do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, é tão grande que o seu nome já é lembrado para ser o vice de Thiago Pampolha, em 2026, quando o atual vice--governador deverá disputar a reeleição. Alguém duvida que Wladimir, algum dia, será o terceiro governador da família Garotinho?”. O próprio Wladimir, ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, no dia 11 de agosto de 2023, confirmou que a reunião que teve na capital refletiu em Campos. Nos bastidores, comenta-se que foi neste momento que Bacellar teria convocado os vereadores do seu grupo para irem à capital, onde se definiu os próximos passos da pacificação com a votação da LDO sendo usada como um recado ao prefeito.
Não colidia
“Essa briga não é de Campos, essa briga é do Rio”, disse o prefeito na ocasião, no Folha no Ar, falando também do encontro. “Tive uma reunião com o Pampolha para liberar recursos para a obra da Beira-Valão, e Rodrigo teria ficado chateado com o meu encontro com Pampolha. A gente tem que saber separar as coisas. Tem a relação institucional e tem a relação política partidária. Eu não estou aqui contra projeto de ninguém. Inclusive, eu disse isso ao Rodrigo: “Quando a gente sempre conversou, você sempre disse que o seu futuro político não colidia com o meu. Nós tínhamos caminhos diferentes na política. Mudou alguma coisa? Eu só preciso saber se mudou ou se não mudou, porque eu não estou aqui para brigar”.
Despedida
O empresário e ex-presidente do Americano Futebol Clube e do Rotary Club de Campos Ivony Moura morreu na noite dessa segunda-feira (8), aos 84 anos, por complicações de problemas renais e pneumonia. O empresário é pai do vice-presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Moura. O velório aconteceu na Terceira Igreja Batista de Campos e o sepultamento no cemitério Campo da Paz. Em suas redes sociais, Sandro se despediu do pai, destacando que tudo o que sabe é graças a ele. O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, também lamentou a morte de Ivony: “Ivony sempre foi um bom homem, um empresário de sucesso e que apoiava causas sociais. Fará falta nesse mundo tão difícil”.

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