Virou moda nos candidatos derrotados a presidente mundo afora serem maus perdedores e questionarem a vitória adversária, alegando, sem qualquer fundamento, fraude na votação. Foi assim com Donald Trump nos EUA, quando perdeu para Joe Biden, se tornando o primeiro presidente não reeleito por lá em quase 30 anos. Trump entrou na justiça e perdeu fragorosamente nos tribunais.
Agora, no Peru, quando uma votação acirrada deu vitória a Pedro Castillo, a candidata derrotada Keiko Fujimori alegou fraude na votação e recorreu à justiça, sem nenhuma prova crível. Aqui no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, que começa a ficar atrás nas pesquisas na sua busca pela reeleição em 2022, já antecipou o discurso de fraude eleitoral antes mesmo da votação, lançando a campanha do voto impresso.