
Festejada, ainda em 2011, como um dos projetos mais importantes da prefeita Rosinha Garotinho, as
Vilas Olímpicas estão longe de ser uma referência na formação de atletas e na oferta de atividades esportivas a toda a população de Campos. Aliás, estão longe de ser VILAS OLIMPICAS.
A premissa de
conceito técnico esportivo de Vilas olímpicas, passa muito longe de ser uma construção com uma quadra poliesportiva coberta, uma piscina semi olímpica e áreas de lazer,
contemplar o atletismo o esporte mãe de qualquer empreendimento olímpico torna-se necessário para dar legitimidade ao conceito arquitetônico além de garantir o olimpismo .

Fato é que ,
uma pista de 100 metros com 5 ou seis raias, com piso de pó de pedra, uma caixa de areia para saltos em distância, uma estrutura mínima para salto em altura, lançamento de disco, arremesso de peso, dentre outras modalidades, é muito barato. Talvez não interesse ao governo municipal tal empreitada.
O sonho às vésperas das Olimpíadas parecia que se tornaria realidade pelo fato de a cidade ser reconhecida como celeiro de atletas em diversas modalidades, entre outras questões, como por exemplo ser terra
de Welber Barreto, campeão sul americano de 110 metros com barreiras, oriundo do
Colégio Municipal 29 de maio, Welber fora descoberto nos
JOGOS ESTUDANTIS na década de 70 , de
Raphael Thouin ,
mega nadador de reconhecimento internacional, de Diana Quitete entre tantos outros nomes , principalmente de
ter sido Campos uma referencia no esporte estudantil, para todo Estado do Rio de Janeiro, desde os anos 60.

Curiosamente o governo que projeta nove Vilas projetadas, a um custo total de
R$ 22 milhões, das quais muitas inacabadas e todas
as outras FECHADAS desde a conclusão das obras, é o mesmo
Governo que enterrou os JOGOS ESTUDANTIS nesses 9 anos de mandato do grupo rosáceo.
É o mesmo governo que
durante quase uma década não realizou nas pracinhas dos bairros a
promoção de qualidade de vida, através de escolinhas esportivas, de um programa de qualidade de vida que venha a justificar a construção de um monumento ao desperdício, por falta de utilização , por falta de política pública e competência para tal.

É o mesmo governo que, desde o início do seu mandato
reduziu o horário de funcionamento das academias populares, proibindo aos comerciários por exemplo a praticarem em seu horário de almoço. No total a redução atingiu a quase seis horas de praticas de atividade física diariamente , além de ter dispensado dezenas de profissionais de educação física.
A despeito da construção das diversas " vilas olímpicas" , o
Esporte Estudantil ficou enterrado durante 9 anos do governo rosáceo, seja por falta de vontade política, seja por falta de competência , uma geração inteira de crianças e jovens teve o seu direito negado, de participar, vivenciar e realizar sonhos , através do esporte.

As imagens dos terrenos com mato alto,
água parada, animais, cadeados e portões fechados, o que
muitasvezes levam moradores a “invadir” as unidades, são a prova maior de que o esporte não teve sequer atenção do atual governo, nem às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio.