Aqui o buraco é mais embaixo
21/01/2017 | 22h37
Controlada por uma política de tamanho inverso ao da sua própria goela, tão grande que está se autodevorando pelo próprio rabo do descarado modus operandi dos seus desmandos e inconsequências, Campos está vivendo dentro de um buraco no fundo do grande buraco em que foi colocado o Brasil, que, só agora, parece ter descoberto, como o velho marido enganado, o que todo mundo já sabia há muito tempo: somos todos corneados por quadrilhas oficializadas pelos votos da ignorância, dos cheques cidadão, das casinhas populares, das bolsas família e de outros paternalismos com o mesmo índice de danosa periculosidade. Agora que se levanta sem falsos pudores a saia da corrupção que demoliu a Petrobras, o sonho de uma economia regional fortalecida pelo advento do pré-sal fica cada vez mais distante, naufragado nas águas profundas da pouca vergonha que assola o país. Diante de tudo isso, dói saber que, apesar da fantástica fortuna recebida em décadas de preciosos e voláteis royalties de morte anunciada, que nos escorreram pelos dedos das obras superfaturadas, terceirizações e outras inconfessáveis mumunhas, aqui não se construiu a sustentabilidade do incentivo à agricultura e o apoio à indústria sucroalcooleira, grande empregadora e nossa histórica vocação, novas indústrias ou empresas que estimulassem a economia local e gerassem postos de empregos que não fossem os geridos pelo populismo messiânico da Lapa com a dolorosa rédea curta do escambo eleitoral, que por aqui só produziu excrescências como dois prefeitos no mesmo município, um de fato e outro oficial. Não será apenas o afastamento da prefeita por alegado motivo de saúde ou o da presidenta por impeachment que resolverá totalmente o nosso problema, mas já é um bom começo. É preciso matar o mal pela raiz, excretando de vez esses grupos da nossa cena política. Enquanto isso não for feito, o velho ditado, que arremetia a valentia e orgulho, se aplicará a Campos e ao Brasil de forma lamentável, pois aqui o buraco agora é, realmente, mais embaixo, e nós fomos colocados dentro dele. Resta ao campista, assim como ao resto do país, sair pelas próprias mãos, as mesmas que registram os votos nas urnas, desse escuro buraco em que nos meteram. Publicado hoje na edição impressa da Folha
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A mão que controla a caneta
21/01/2017 | 22h37
Fantoche-X   Em meio à forte crise administrativa na prefeitura de Campos, com protestos, obras paralisadas, pagamentos atrasados e grave pedido de investigação sobre o paradeiro de mais de 100 milhões dos cofres públicos, com sumiço ainda sem explicação, a prefeitura de Campos deverá ficar oficialmente anencéfala com o afastamento da prefeita Rosinha alegando motivos de saúde, sintomaticamente, apenas poucos meses após o retorno do marido Garotinho à cidade, depois de ser derrotado em uma luxuosa e polêmica campanha para governador do estado. Desorientada e demostrando não saber para onde atirar ao ver balançar seu castelo de cartas, Lindamara, a destrambelhada faladeira mor do grupo de Garotinho, chamou em programa de rádio o advogado Cláudio Andrade de mentiroso, por ter anunciado em primeira mão em seu blog a realização de uma reunião na prefeitura de Campos para preparar o afastamento da prefeita oficial do comando do executivo campista. Apenas poucas horas depois, a faladeira foi desmentida pelo próprio líder do seu grupo, o secretário municipal de Governo e prefeito de fato, Garotinho, que anunciou o afastamento da esposa Rosinha, alegando motivos de saúde, estrategicamente, por 15 dias, o que justificaria que ela continuasse usando a caneta nos documentos oficiais da municipalidade, mesmo sem estar sentada na cadeira de prefeito. Curiosamente, o blog Campos 24 horas, que confirmou o afastamento da prefeita, afirmando que o vice Chicão Oliveira assumiria, sem maiores explicações, modificou a notícia já dada, agora para: “Rosinha pedirá licença para tratamento de saúde, anuncia Garotinho; Chicão não assume”. Nesse jogo de cartas marcadas, fica no ar uma questão de fácil resposta: quem vai continuar no controle da caneta nessa anunciada acefalia executiva? Quem adivinhar ganha um doce...
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Massa falida
21/01/2017 | 22h37
Quem se candidata a disputar a prefeitura de Campos nas próximas eleições?
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Por Água Abaixo
21/01/2017 | 22h37
capa dupla.indd   Surfando O gaiato “surfando” no interior do Camelódromo na oportuna foto de Valmir Oliveira, publicada em página inteira em ótima capa da Folha, espelhou com muita ironia e bom humor a quantas anda a paciência do campista com o governo Rosinha. Verdade Na primeira chuva forte, as obras da prefeitura foram por água abaixo...
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Castelo de cartas
21/01/2017 | 22h37
A Working Empreendimentos recebeu 225 mil reais da Prefeitura de Campos por aluguel de tendas. Com essa grana, quantas casas populares poderiam ser construídas no Programa Morar Feliz?
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Revoada
21/01/2017 | 22h37
Depois da farra do Carnaval, voltou a crescer o número de cheques sem fundos nos caixas dos bancos. Por conta dessa revoada, o dinheiro de plástico continua sendo uma opção mais segura, apesar da gulosa taxa de administração dos cartões de crédito. Afinal, mais vale um pássaro na mão que dois voando na boca do caixa...
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Verdades & Mentiras
21/01/2017 | 22h37
Olha só com que pérola Garotinho nos brindou na última semana: “O meu colega de profissão Barbosa Lemos é um irresponsável. Ele disse esses dias que a Prefeitura passa por dificuldades porque teve dinheiro que foi usado na minha campanha”. A coluna lava as mãos, com detergente forte, desse assunto. O leitor que tire as suas próprias conclusões sobre quem está falando a verdade e quem está mentindo...
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Seca brava, cana rara
21/01/2017 | 22h37
Por conta da seca, tudo indica que não haverá cana suficiente para movimentar simultaneamente, com rentabilidade, as moendas da Usina Sapucaia e a da Usina Cana Brava, as duas únicas em funcionamento na região. As últimas, mas tímidas, chuvinhas trouxeram algum alento, mas não a solução. Caso a seca continue, não vai ter cana para movimentar nem uma delas. Pior ainda é que a Usina Paineiras, do Espírito Santo, ainda leva parte da produção local.
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Nove milhões no meio da crise
21/01/2017 | 22h37
de-pai-para-4     As empresas Denjud Refeições Coletivas Adm. e Serv. Ltda e a empresa Guelli Comércio e Indústria de Alimentos LTDA têm mais em comum do que se pode imaginar. Apesar de Wladmir Garotinho ter declarado que a prefeitura está sem dinheiro, juntas, elas receberam cerca de nove milhões de reais da Prefeitura de Campos. Conseguir receber essa bolada no meio da pindaíba toda que a PMCG atravessa foi coisa de pai para filho. Vamos acompanhar de perto esse belo desempenho...
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Pagando o “pato” e a passagem...
21/01/2017 | 22h37

onibus

Vencer licitação para transporte público em Campos é como entrar para o paraíso sonhado por qualquer empresa. Além de financiar com juros camaradas a maior parte da frota através do Fundecam, a prefeitura ainda subsidia as passagens que, mesmo assim, terão seus preços majorados de R$ 1,60 para até R$ 2,75. Ou seja, o campista financia o investimento e ainda paga passagem mais cara...

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Esdras

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