O município de Campos será beneficiado com R$ 3.796.166,61 do Governo Federal para icentivar a cultura. Um plano de ação já foi enviado ao Ministério da Cultura pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e pelo Fundo Municipal de Cultura, na última sexta-feira (16), reivindicando a utilização dos recursos, oriundos da Lei Paulo Gustavo.
De acordo com a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, R$ 2,701.731,78 serão destinados ao setor audiovisual, enquanto o restante, equivalente a R$ 1.094.434,83, irá para outros segmentos culturais. Editais serão lançados em breve, via Fundo Municipal de Cultura e com aprovação do Governo Federal, sendo essa a etapa final para que a verba prevista chegue ao município.
No dia 2 de maio, diversos artistas e produtores culturais de Campos se reuniram no Teatro Municipal Trianon para um encontro de imersão na Lei Paulo Gustavo. Promovido pela gerência de Formação em Arte e Cultura da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, o evento teve como finalidade ouvir sugestões, tirar dúvidas e dialogar sobre os termos da lei. Durante o encontro, inclusive, foi realizada uma palestra por Clarissa Semensato, especialista em pesquisa e gestão em políticas culturais, com objetivo de preparar os artistas e produtores culturais para os editais que serão lançados.
Evento reuniu vários membros da ACL
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A tradicionalíssima Ao Livro Verde foi o local escolhido para a celebração do 84º aniversário da Academia Campista de Letras, nessa quarta-feira (21). Um café da manhã foi realizado por lá em demonstração de apoio à livraria, que é a mais antiga do Brasil, com 179 anos de existência, mas corre risco de fechar as portas devido ao esvaziamento do Centro de Campos e a consequente queda nas vendas.
— A ACL e a Ao Livro Verde são duas instituições de muita importância para a cultura, mormente para a literatura na região — destaca o presidente da Academia Campista de Letras (ACL), o advogado, professor e escritor Christiano Fagundes. — São instituições que têm a resistência como marca e que sempre caminharam de mãos dadas, parafraseando o poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade. Nessa toada poética, festejamos os 84 anos da ACL na livraria mais antiga do país — complementa.
Participaram do café da manhã acadêmicos como o jornalista e professor Fernando da Silveira, frequentador assíduo de Ao Livro Verde; o advogado Levy Quaresma; o poeta e escritor Adriano Moura; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos, Genilson Paes Soares; a historiadora Sylvia Paes, atual gerente de Artes e Culturas da Fundação Oswaldo Lima; a médica e escritora Vanda Terezinha Vasconcellos, ex-presidente da ACL; o professor Hélio de Freitas Coelho, ex-presidente da Câmara Municipal, entre outros. Eles foram recepcionados pelo dono da livraria, Ronaldo Sobral.
Desde que a Folha da Manhã noticiou o risco de fechamento de Ao Livro Verde, no último dia 14, foi fortalecido um movimento com intuito de evitar tamanha perda histórico-cultural. Na véspera (13), a própria Folha esteve representada em um café da manhá entre lideranças empresariais, da imprensa, da cultura e do turismo, realizado em Ao Livro Verde pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Edvar Júnior. Nas redes sociais, um abraço na livraria é convocado pela professora, escritora e poeta Sol Figueiredo, presidente da seccional campista da Academia de Letras do Brasil (ALB). A iniciativa está prevista para o próximo dia 30, às 15h, com os participantes vestindo roupas verdes.
Vittinho é uma das promessas do kitesurf brasileiro
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Foto: Divulgação
O Norte Fluminense terá um representante no Campeonato Mundial Juvenil de Fórmula Kite. Trata-se do campista Vittinho Filho, de 14 anos, primeiro brasileiroconvocado para disputar um Mundial Juvenil nessa classe da vela. Morador de Grussaí, em São João da Barra, ele competirá de 12 a 16 de julho, em Gizzeria, na Itália.
— Estou muito feliz e empolgado. Será minha primeira vez participando de um Mundial, e estou ansioso pela oportunidade de estar na água com os melhores atletas do mundo e poder medir meu desempenho a nível internacional — afirma Vittinho, que no ano passado foi campeão brasileiro sub-19 na modalidade hydrofoil tubular e medalhista de bronze na Fórmula Kite.
Recém-incluída no programa dos Jogos Olímpicos Paris-2024, a Fórmula Kite é uma vertente do kitesurf que possui uma pipa foil e uma prancha de hidrofoil, proporcionando velocidade e acrobacias a partir da força do vento. O Mundial Juvenil segue o mesmo formato das provas olímpicas,como forma de preparação para jovens talentos em formação, caso de Vittinho.
— Já venho fazendo preparação física com acompanhamento profissional há alguns meses e, nessa reta final, tenho dado ênfase ao treinamento técnico, fazendo intercâmbio com atletas de outros estados — comenta o atleta. — O sentimento é de orgulho. É a primeira vez que vou representar meu país em uma competição internacional e vou dar o meu melhor em busca de um bom resultado, para dar muito orgulho ao Brasil — complementa.
Natural de Campos e filho de um dos diretores daAssociação de Kitesurf Norte Fluminense, Vittor Maciel, Vittinho praticakitesurf desde os oito anos de idade. O bom desempenho em competições, inclusive entre adultos, levou sua família a se mudar para Grussaí, com intuito de que ele pudesse treinar diariamente no mar sanjoanense.A iniciativa surtiu efeito, pois, além dos pódios conquistados no Brasileito sub-19 em 2022, ele venceu outras importantes competições, como a Copa da Juventude de Fórmula Kite sub-16, três etapas do Rei da Ilha e a Copa Internacional de KiteSurf, estas na modalidade hydrofoil.
Pedro Scooby posa para fotos em Atafona
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Foto: Reprodução/Instagram
O surfista e ex-BBB Pedro Scooby está em São João da Barra nesta terça-feira (20), participando de uma ação de marketing na praia de Atafona. O blog apurou que trata-se de uma ação da Corona, cervejaria mexicana que tem o surfista como um dos embaixadores no Brasil.
Postagens nas redes sociais mostram Scooby atendendo a fãs e almoçando no Restaurante do Ricardinho, em Atafona. Um dos fãs que tiraram fotos com o surfista e ex-BBB foi o velejador Vittinho Filho, de 14 anos. Natural de Campos e morador de Grussaí, em São João da Barra, Vittinho é uma das promessas do kitesurf brasileiro e disputará o Campeonato Mundial Juvenil de Fórmula Kite, de 12 a 16 de julho, na Itália.
Empresário e representantes da cultura em encontro sobre o tema
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Foto: Genilson Pessanha
Diz a lenda que saiu de Campos a caneta usada pela Princesa Isabel para decretar o fim da escravidão no Brasil. O objeto utilizado na assinatura da Lei Áurea teria sido comprado pelo líder abolicionista José do Patrocínio na Ao Livro Verde, que, em maio de 1888, já estava prestes a completar 44 anos. Fato é que, ainda existente, Ao Livro Verde segue como a livraria mais antiga do Brasil, tendo comemorado nesta terça-feira (13) o seu 179º aniversário. Porém, pode estar com dias contados devido ao esvaziamento do Centro da cidade, que culminou na queda das vendas a partir de 2020, com a pandemia da Covid-19. Para evitar o fim de tamanha tradição, um movimento está sendo feito por lideranças empresariais, da cultura e do turismo de Campos.
O risco de fechamento é confirmado pelo atual proprietário da livraria, Ronaldo Sobral, que passou a se preocupar com o futuro de Ao Livro Verde desde que perdeu amigos para a Covid e também teve a doença, chegando a ficar entubado por seis dias. Além da queda nas vendas de livros físicos, também diminuiu a comercialização de produtos do ramo da papelaria. Isso porque, fora o longo período em que as escolas precisaram ficar fechadas na pandemia, muitas das unidades particulares passaram a vender os próprios materiais escolares no retorno às aulas presenciais. Sem o mesmo pique de antes para se dedicar a inovações, Ronaldo acredita que uma saída pode estar no comércio on-line.
— Meu interesse é vender a livraria para um grupo forte. Com o crescimento das vendas pela internet, imagina o valor que pode ter o site da Ao Livro Verde, pelo nome e pela tradição que esta livraria possui. Daqui a três anos, vou estar com 80. O tempo é o grande professor da vida, e eu preciso aproveitar bem o pouco tempo que me resta. Não posso mais ficar nessa pressão de perder noite de sono, preocupado, como estão muitos empresários de Campos que possuem loja no Centro — disse Ronaldo Sobral.
Outras saídas são pensadas por entusiastas da cultura campista. Nesta terça-feira, aproveitando a ocasião dos 179 anos de Ao Livro Verde, um café da manhã foi organizado pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Edvar Júnior. O evento serviu para um debate sobre alternativas diante do cenário atual.
— Ao Livro Verde é um patrimônio não só de Campos, mas também do Brasil. Esse livro não pode ser fechado, não podemos rasgar essa página. Então, precisamos criar algum caminho. Por isso chamei aqui representantes do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), da cultura, da imprensa, com objetivo de criar alguma saída — afirmou Edvar Júnior. — Nós pensamos muito no lirismo. Penso em criarmos aqui um espaço de convívio, de integração, de leitura, como sempre foi durante a história. O objetivo é reforçar o sentido da livraria, com espaço para as pessoas tomarem um café, fazerem um lanche, reuniões, tendo o livro como grande atrativo. Seria realmente um ponto de encontro da cultura campista — detalhou.
Além de Ronaldo Sobral e Edvar Júnior, também participaram do café da manhã o responsável técnico pelo escritório regional do Inepac no Norte Fluminense, Geovani Laurindo Filho; o presidente do grupo de Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa e Adjacências (Carjopa), Expedito Filho; o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo) de Campos, Maurício Cabral; o superintendente da CDL Campos, Nilton Miranda; a subsecretária municipal de Turismo, Patrícia Cordeiro; o arquiteto Renato Siqueira; o guia turístico Everaldo Reis; o jornalista e poeta Aluysio Abreu Barbosa, diretor de Redação da Folha da Manhã; e o também jornalista Aloísio Balbi.
— Meu entendimento é de que a questão de Ao Livro Verde é de interesse nacional, estadual e municipal também. É um estabelecimento importante na história do Brasil. Minha ideia é que a gente busque, junto ao Ministério do Turismo, um programa que identifique o real valor desta livraria como um local histórico, cultural, inclusive com interesse turístico — sugeriu Patrícia Cordeiro. — Expoentes de vários setores participaram desse café da manhã, pessoas realmente comprometidas e sensibilizadas com a história do nosso município. Unindo forças, é possível que a gente realmente consiga acessar essas políticas públicas para a valorização e a manutenção de uma história como a de Ao Livro Verde — complementou.
Inaugurada em 13 de junho de 1844 pelo português José Vaz Correia Coimbra, Ao Livro Verde surgiu como um estabelecimento que atendia à demanda da planície goitacá por livros importados de Portugal. Na época, várias famílias portuguesas chegavam à planície goitacá pelo rio Paraíba do Sul. Mais de um século e meio transcorreu desde então, e vários foram os fatos ocorridos na livraria, que já recebeu visitas de diversos intelectuais, como membros da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1995, a Ao Livro Verde foi incluída no “Guinness Book” como a livraria mais antiga do Brasil. Um ano antes, por ocasião do seu 150ª aniversário, foi tema de uma publicação na capa do jornal “O Globo”, na época dirigido pelo célebre jornalista Roberto Marinho.
Em 2013, o Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam) reconheceu o prédio de Ao Livro Verde como patrimônio histórico municipal. Quando a livraria foi fundada, ficava à rua da Quitanda, número 22. Atualmente, está situada na rua Governador Theotônio Ferreira de Araújo, 66. Mas o que mudou foi o nome da rua, e não o endereço de Ao Livro Verde, que se manteve por lá como registro vivo de diferentes momentos da história local. Entre as prateleiras do interior da loja, há uma dedicada a livros de autores campistas e/ou que se refiram a Campos.
— O primeiro aspecto que destaco é o aspecto arquitetônico do prédio, inclusive por já ser tombado pelo Coppam. E há também o fato de aqui existir um conteúdo literário associado à história do município, como também à história do país. É uma história literária registrada no passado e também no tempo presente — enfatizou o arquiteto Renato Siqueira. — Isso precisa ser valorizado e apontado para que o campista frequente mais esse espaço, que está à sua disposição há quase dois séculos no mesmo endereço. Vejo como uma saída o órgão de cultura da gestão pública valorizar esses aspectos, sobretudo o aspecto imaterial, fazendo, por exemplo, com que essa riqueza literária faça parte da matriz curricular das escolas municipais, principalmente daquelas relacionadas ao ensino básico — finalizou.
Por mais que as vendas tenham diminuído consideravelmente, ainda há os clientes fiéis. É o caso de Solange de Oliveira Reis, que levou as netas, de três e sete anos, para visitar Ao Livro Verde no dia em que a livraria completou 179 anos.
— É um orgulho para nós o fato de a livraria mais antiga do Brasil ser de Campos. Frequento Ao Livro Verde há muitos anos, é uma referência para a gente. Antigamente, eu morava pertinho, na rua Aquidaban, e essa área sempre foi como um quintal de casa. Até hoje tento manter esse costume. Minhas netas gostam de ler e têm quase todos os livros infantis de autores campistas — contou Solange. — Acho que a livraria poderia ter um apoio do poder público para que não feche. Mais do que uma livraria, esse estabelecimento é um patrimônio cultural de Campos. Então, um apoio do poder público seria fundamental para manter esse patrimônio funcionando — concluiu.
Livraria foi fundada em 1844
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Foto: Genilson Pessanha
Ronaldo Sobral, proprietário da Ao Livro Verde
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Foto: Genilson Pessanha
O Palmeiras, do distrito cambuciense de São João do Paraíso, é o campeão da Super Copa Noroeste em 2023. Foi o que definiu nesta quarta-feira (7) a Associação Esportiva Noroeste (AEN), alegando que a não realização do jogo de ida da final foi causada pelo Floresta, adversário do Palmeiras na decisão. O Floresta, inclusive, foi eliminado, suspenso da competição por três anos e recebeu multa de R$ 3 mil, mas deve recorrer de todas as punições. Segundo a AEN, em caso de não cumprimento pelo Floresta, este será excluído permanentemente de todos os futuros torneios. Com a suspensão do clube, o vice-campeonato foi herdado pelo Ponte Nova, de São José de Ubá, semifinalista e segundo clube com a melhor campanha geral.
Para a decisão, a AEN baseou-se no artigo 29 do Regulamento Geral da Competição, que prevê a aplicação de WO contra a equipe que “deixar de disputar, sem justa causa, partida, ou dar causa à sua não realização ou à sua suspensão”. Segundo a AEN, foi isso o que fez o Floresta ao informar que não havia segurança necessária para a realização das partidas finais em Cambuci. Na ocasião, o clube destacou tratar-se de um clássico local com episódios de violência nas últimas vezes em que aconteceu, inclusive pela primeira fase da Super Copa Noroeste.
Inicialmente prevista para acontecer no último domingo (4), no estádio José de Souza Carvalho, em Cambuci, a primeira partida da decisão não ocorreu após uma determinação judicial. Na sexta-feira (2), o juiz Paulo Vitor Siqueira Machado, titular da Comarca de Cambuci, decidiu que os dois jogos decisivos teriam que ocorrer em outro município, atendendendo a um pedido de tutela antecipada de urgência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). As alegações foram ausência de autorização da Polícia Militar e falta de aparato de suporte médico a eventuais ocorrências. Entre o material considerado pelo juiz, estava um ofício enviado pelo presidente do Floresta ao chefe de policiamento do 36º Batalhão de Polícia Militar, "alertando sobre as suas preocupações na realização dos jogos finais na comarca, haja vista a rivalidade entre as equipes finalistas e a violência ocorrida nos últimos jogos disputados".
Também consta nos autos do processo que retirou as finais de Cambuci um ofício do secretário municipal de Defesa Civil e Segurança, Antônio Carvalho Salles, informando que a pasta não poderia oferecer apoio da Guarda Municipal, devido à quantidade do efetivo solicitado. Por fim, foi mencionado ainda um ofício da secretária municipal de Saúde, Leidimar Mota Atie Azevedo, informando que o presidente da AEN, Márcio Monzato, teria se mostrado "indiferente" a um requerimento para que os jogos ocorram em campos neutros, devido à violência de torcedores em partidas recentes entre Floresta e Palmeiras.
Iniciada em março, a atual edição da Super Copa Noroeste conta com clubes tradicionais do Norte, do Noroeste e da Região Serrana do estado, atraindo grandes públicos. Entre os 24 participantes da primeira fase, houve equipes de Cardoso Moreira, São Fidélis, Cambuci, Italva, Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, Aperibé, Itaocara, Miracema, Natividade, São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua, Macuco, Duas Barras, Cantagalo, Carmo, São Sebastião do Alto e Cordeiro, além da cidade mineira de Palma. Realizado desde 2017, o torneio teria sua primeira decisão entre clubes do mesmo município.
Portela estava no clube desde o final de 2020
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O Americano divulgou na manhã desta terça-feira (6) a saída do diretor executivo de futebol, Luciano Portela. Ao blog, o presidente alvinegro, Vagner Xavier, informou que a decisão foi tomada "em comum acordo devido a desgaste de uma relação de quase três anos”. O acordo foi confirmado por Portela.
— Foi comum acordo. Na verdade, desde o início do ano a gente se reuniu, quando Vagner tinha falado que não ia continuar na presidência do Americano. De lá até março, me desliguei, no sentido de assumir outros compromissos. Tanto é que, por volta do dia 10 ou 12 de março, eu estava no Sul, fazendo visita aos clubes, quando Vagner me ligou para dizer que ficaria para o Campeonato Estadual. Me pediu uma ajuda. Falei que estava muito em cima, os times já estavam treinando, mas ele me pediu para ficar e ajudar o (técnico) Soriano. E a gente acabou aceitando o desafio, para não deixar o Americano na mão e o Vagner também, porque é um cara sensacional, que me deu total condição de trabalho — disse Luciano Portela ao blog.
— Ficou acordado que eu ajudasse a montar o elenco e, quando começasse o campeonato, poderia ficar livre. Era para eu ter saído no jogo contra o Olaria. Como falei, assumi outros compromissos, e já estava difícil atender às demandas, tanto do Americano quanto dos demais compromissos. Insisti um pouco mais até por gratidão ao Vagner e ao Americano, mas estava difícil me dedicar 100% ao clube, e isso me incomodava. Então, a gente chegou a esse acordo. Mesmo de longe, continuarei torcendo e disposto a ajudar no que eles precisarem. Sou muito grato à forma como os profissionais do clube me receberam e deram condições ao meu trabalho. Hoje, o Americano faz parte da minha vida — finalizou o profissional.
No clube desde novembro de 2020, Luciano Portela liderou a montagem do elenco e da comissão técnica do Americano para as temporadas 2021, 2022 e 2023. Nos dois últimos anos, o clube foi oitavo e sétimo colocado na Série A2 do Campeonato Estadual, respectivamente, com boas campanhas, mas não conseguindo o acesso à primeira divisão. Destaque para o vice-campeonato da Taça Santos Dumont no ano passado. Na Copa Rio, foi semifinalista tanto em 2021 quanto em 2022. Atualmente, o clube está em sétimo na Série A2, após cinco rodadas, e classificado para a Copa Rio, que ainda não começou. No último jogo do time em casa, há pouco mais de uma semana, Portela recebeu um certificado de honra ao mérito dado pela torcida Força Jovem.
Na nota oficial sobre o desligamento de Portela, o Americano agradeceu pela “dedicação e o comprometimento do mesmo no período em que esteve na instituição”, e ressaltou que seus serviços prestados fizeram o clube mudar sua visão, “sobretudo em alguns quebra de paradigmas como clube”, desejando sucesso na carreira.
O avaliador técnico Bruno Leonardo, captador das categorias de base do Flamengo, estará em Carapbus neste domingo (4) para observar o futebol de atletas nascidos de 2009 a 2017. Uma peneira será realizada no estádio Carlos Motta da Silva, no bairro Ubás, a partir das 8h. A participação é gratuita.
No dia do evento, será obrigatório apresentar atestado médico comprovando que o participante está apto a praticar futebol em alto rendimento, além de um exame eletrocardiograma. Também será necessário preencher uma ficha, que pode ser obtida com a secretaria de Esportes e Lazer de Carapebus. Por fim, outra obrigatoriedade é que os participantes estejam utilizando camisa branca, short preto e meias pretas.
Mais informações podem ser obtidas com Juliana, funcionária da secretaria municipal de Esportes e Lazer, pelo telefone (22) 98125-4139. Ela também está credenciada a disponibilizar a ficha para preenchimento por quem deseja se inscrever.
Jogo entre Palmeiras e Floresta na primeira fase
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Foto: Divulgação/Palmeiras
Realizada desde 2017, a Super Copa Noroeste terá pela primeira vez a grande final disputada entre duas equipes da mesma cidade. Porém, as partidas entre Floresta e Palmeiras não poderão acontecer em Cambuci. Foi o que determinou nesta sexta-feira (2) o juiz Paulo Vitor Siqueira Machado, titular da Comarca de Cambuci, atendendendo a um pedido de tutela antecipada de urgência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). As alegações foram ausência de autorização da Polícia Militar e falta de aparato de suporte médico a eventuais ocorrências. Em caso de descumprimento, haverá aplicação de R$ 300 mil de multa para a Associação Esportiva Noroeste e a empresa Hillo, realizadora e patrocinadora do torneio, respectivamente, além de imputação em crime de desobediência.
Segundo a decisão do juiz, há no processo prova da ausência de autorização para a realização das finais em Cambuci, além de um ofício enviado pelo presidente do Floresta ao chefe de policiamento do 36º Batalhão de Polícia Militar, "alertando sobre as suas preocupações na realização dos jogos finais na comarca, haja vista a rivalidade entre as equipes finalistas e a violência ocorrida nos últimos jogos disputados". Também consta nos autos um ofício do secretário municipal de Defesa Civil e Segurança de Cambuci, Antônio Carvalho Salles, informando que a pasta não poderá oferecer apoio da Guarda Municipal, devido à quantidade do efetivo solicitado. Por fim, é mencionado ainda um ofício da secretária municipal de Saúde, Leidimar Mota Atie Azevedo, informando que o presidente da Associação Esportiva Noroeste, Márcio Monzato, teria se mostrado "indiferente" a um requerimento para que os jogos ocorram em campos neutros, devido à violência de torcedores em partidas recentes entre Floresta e Palmeiras.
Com a decisão, ainda é incerta a realização do jogo de ida neste domingo (4), pois estava marcado para o estádio José de Souza Carvalho. A partida de volta seria no domingo seguinte (11), no campo do Palmeiras, situado no distrito de São Joã do Paraíso. Até o momento, a Associação Esportiva Noroeste não se pronunciou nas redes sociais. O blog entrou em contato com o presidente da entidade e aguarda um posicionamento. Em seu perfil de Instagram, o Floresta Atlético Clube afirmou que "jogará onde a Justiça determinar e está fazendo o possível para que o jogo (de ida) ocorra o mais rápido e com a maior segurança possível". O Palmeiras ainda não se pronunciou.
Iniciada em março, a atual edição da Super Copa Noroeste conta com clubes tradicionais do Norte, do Noroeste e da Região Serrana do estado, atraindo grandes públicos. Entre os 24 participantes da primeira fase, houve equipes de Cardoso Moreira, São Fidélis, Cambuci, Italva, Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, Aperibé, Itaocara, Miracema, Natividade, São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua, Macuco, Duas Barras, Cantagalo, Carmo, São Sebastião do Alto e Cordeiro, além da cidade mineira de Palma. O Floresta e o Palmeiras se enfrentaram duas vezes na fase de grupos, com empate na sede de Cambuci, por 1 a 1, e vitória do time de São João do Paraíso em casa, por 2 a 1. Após outras fases eliminatórias, Floresta e Palmeiras se classificaram para a decisão eliminando Ponte Nova e Cardoso Moreira, respectivamente, na semifinais.
Fred Nicácio e Manuela Xavier
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Fotos: Reprodução/Instagram
Duas personalidades campistas desfilaram na 55ª edição do São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil e o principal da América Latina. Na quinta-feira (25), o médico, influenciador digital e ex-BBB Fred Nicácio representou a grife da estilista Isa Isaac Siva. Já na sexta (26), foi a vez de a comunicadora e escritora Manuela Xavier desfilar pela marca LED.
Estar em uma passarela do São Paulo Fashion Week não foi uma novidade para Fred Nicácio. Na edição do ano passado, ele foi homenageado pela grife baiana Meninos Rei, que na ocasião apresentou a coleção "Meu Orí é a minha voz". Desta vez, o apresentador do reality "Queer Eye Brasil" foi um dos modelos escolhidos para exibir peças da coleção "Banho de Axé", da Isaac Silva, na Ocupação 9 de Julho, Centro de São Paulo.
— Vários encontros, abraços e afetos trocados. A Isa consegue fazer uma grande 'gira' acontecer e, a partir disso, a transformação disruptiva que a sociedade precisa — escreveu o campista no Instagram.
Já Manuela Xavier teve a sua primeira vez como modelo do evento. Autora do livro "De olhos abertos", ela vestiu uma peça da coleção "Tesão", da LED, que completou 10 anos no mercado. A marca é assinada pelo estilista Célio Dias, e o desfile aconteceu no Komplexo Tempo, zona leste da capital paulista.
— Que emoção, gente. Tinha anos que eu não sentia isso. E foi, assim como a coleção desfilada, um t e s ã o — escreveu Manuela na mesma rede social.