Campistas têm álbuns raros em suas grandes coleções de discos de vinil
18/11/2023 | 08h56
Wellington Cordeiro, Paulo André Barbosa e Gustavo Soffiati exibem relíquias das suas coleções
Wellington Cordeiro, Paulo André Barbosa e Gustavo Soffiati exibem relíquias das suas coleções / Fotos: Reprodução
O que há por trás dos discos de vinil, que, 75 anos após terem sido criados, ainda encantam pessoas de diferentes gerações? Muitas inovações surgiram desde o enfraquecimento desse tipo de mídia no mercado, mas ainda são muitos os ouvintes que não abrem mão de escutar música à “moda antiga”. Em Campos, por exemplo, existem vários colecionadores de vinis.
Conhecido por sua longa atuação na Rádio Caiana, o DJ Paulo André Barbosa é referência do assunto na planície goitacá. Montando o seu acervo pessoal desde meados dos anos 1980, ele possui cerca de 2 mil discos diferentes, sem contar os mais de 500 que colocou à venda ao montar um bazar.
— O disco de vinil tem a qualidade nos sons do médio e o resgate das capas (encartes), em que há informações bem mais detalhadas. No streaming, por exemplo, muitas vezes você não sabe quem é o compositor de uma música, não sabe quem toca — destaca Paulo André Barbosa. — Um vinil bem guardado dura muito tempo. Há controvérsias sobre qual mídia tem o som melhor, mas o som do vinil apresenta um médio bem mais equilibrado numa aparelhagem de som boa, vintage. Não adianta usar essas vitrolinhas, porque não fica bom. A gente tem que priorizar a qualidade do som — enfatiza.
Uma das raridades da coleção de Paulo André é o disco “Racional - Volume 1”. Gravado em 1974 e lançado no ano seguinte, trata-se do quinto álbum de estúdio do cantor e compositor Tim Maia. Originalmente com baixo apelo comercial, o álbum teve baixa vendagem, tornando-se cult com o passar dos anos. Outro a possuir essa relíquia é o professor Gustavo Landim Soffiati, cujo acervo de discos superou a marca de 30 mil unidades.
— Eu coleciono discos (não só de vinil, mas também CD’s) desde 1991. Já tinha antes, porque sou de 1976 e, durante minha infância, uma das únicas formas de acesso a músicas era por discos e fitas, além de rádio e TV. Então, como criança de classe média, eu tinha LPs (long-plays) de Balão Mágico, Arca de Noé e aqueles compactos com vinil colorido, da série Disquinho, com contos de fadas. Já na adolescência, comecei a comprar discos de rock. Considero esse momento o de início da minha coleção — explica Gustavo, filho do professor e historiador Aristides Arthur Soffiati, articulista da Folha da Manhã.
Do rock, Gustavo Soffiati transitou por outros gêneros. Uma das suas prioridades era formar um acervo com os mais variados álbuns de música popular brasileira, por ter identificado em seus estudos o crescimento do estrangeirismo a partir da década de 1950.
— Sem abandonar o gosto por grande parte do que já apreciava, fui então em busca de produção brasileira. Fora isso, tenho interesse histórico e sociológico por qualquer tipo de manifestação musical. Já no início deste século, comecei a buscar também discos de 78 rpm (rotações por minuto), em grande parte de goma-laca, material mais quebrável que o vinil, fabricados no Brasil de 1902 a 1964. Isso me fez atingir um acervo com cerca de 30 mil discos, embora com muitos itens repetidos e/ou desinteressantes para mim — detalha o colecionador.
Além do famoso "Racional” de Tim Maia, outra raridade na coleção de Gustavo Soffiati é um 78 rpm do Grupo da Velha Guarda, contendo as faixas “Há! Hu! Lahô!” e “Patrão prenda seu gado”. Os créditos no selo, em que aparecem os nomes E. dos Santos, J. Bahiana e A. Vianna, referem-se a Donga, João da Baiana e Pixinguinha, “a santíssima trindade do samba”.
É justamente na batucada que a coleção de Gustavo Soffiati mais se conecta com a do fotógrafo Wellington Cordeiro. Atual presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Wellington coleciona discos de vinil há cerca de 20 anos, sendo os álbuns de samba os que mais lhe encantam no momento. Entre suas relíquias, destacam-se os títulos “Quatro grandes do samba”, que reuniu os bambas Nelson Cavaquinho, Candeia, Guilherme de Brito e Elton Medeiros, e “Canto livre de Angola”, gravado ao vivo, em 1983, num show de músicos angolanos no Rio de Janeiro, com produção de Martinho da Vila.
— Comecei minha coleção querendo reunir o máximo de discos. A ideia era ter uma coleção quantitativa, e por isso não me preocupava a qualidade. Muitos discos da minha coleção eu nunca ouvi. Mas, ao longo do tempo, fui diminuindo essa gana, exatamente quando atingi o patamar de 2.500 discos. Atualmente, só adquiro os que tenham a ver com o meu gosto musical. Tenho priorizado os de samba — explica o presidente da AIC.
A relação de Wellington Cordeiro com a fotografia faz com que sua paixão pelos vinis também englobe aspectos visuais. Seu trabalho de conclusão de curso (TCC) no campo das artes visuais, pela antiga Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic), analisou a arte das capas de LPs.
Prova de que ainda há grande procura por discos de vinil é a existência de clubes por assinatura. Em serviços como Noize, Clube do Vinil e Três Selos, podem ser obtidos mensalmente álbuns inéditos ou reedições, além de material impresso sobre cada obra. Outras opções para compra são os sebos — existentes em Campos —, lojas especializadas nos grandes centros e sites ou grupos de colecionadores na internet. Para colecionadores iniciantes, inclusive, existem os lotes “secretos”, com grande número de discos por um preço mais acessível, possibilitando o crescimento de acervos e, se necessária, a revenda.
— As novas tecnologias são essenciais para o mundo corrido em que vivemos, mas creio que a visita ao nosso passado é uma conexão não menos essencial. O disco de vinil tem o poder de nos reconectar com um tempo bom, de reunião de amigos para a audição coletiva — define Wellington Cordeiro.
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Uma vez, sempre
15/11/2023 | 11h33
Texto pelo 128° aniversário do Clube de Regatas do Flamengo, em 15/11/2023.
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Uma vez, sempre!

Alguns hobbies tive na vida, mas nenhum deles se aproxima do misto de emoções proporcionado pelo Flamengo. Aliás, nem mesmo podem ser comparados, pois ser Flamengo não é hobby, mas cumprimento de missão.

Entre os primeiros brinquedos, lá estava o ursinho rubro-negro. Entre as primeiras roupas, sua camisa se fez segunda pele. Entre os endereços da vida, o Maracanã é casa imutável.

Com a bola no pé, ainda menino, sonhei em ser Zico. Quando a tive nas mãos para fazer escolhas, arremessei com convicção, disposto a repetir Marcelinho na mais bela cesta de três. Se a vida trouxe obstáculos, saltei como Rebeca Andrade. E quem é que nunca precisou remar para alcançar um objetivo?

Pode-se concluir que o torcedor rubro-negro é um ser obstinado por natureza. Uma vez desafiado, parece querer provar — não aos outros, mas a ele mesmo — que o seu clube é capaz. E não só acredita, como participa do processo, sendo ele próprio — o torcedor — um a mais dentro do campo, da quadra ou da água. Daí a explicação para tantos títulos "fáceis" perdidos, por excesso de confiança, e tantas façanhas inigualáveis protagonizadas.

Um dia, quando contarem a história do esporte mundial, não poderão ignorar o Flamengo. Nem mesmo se os autores da obra forem tricolores, vascaínos ou botafoguenses. Afinal, quem mais do que o Flamengo povoa a mente dos torcedores rivais, causando um misto de raiva, inveja e — quiçá — admiração oculta? Se nem todo brasileiro foi Flamengo por um dia como declarou Nelson Rodrigues, ao menos desejou ser.

Felizes de nós, rubro-negros, por termos o Mais Querido para chamar de nosso. Pudesse eu voltar ao momento do parto, não chorava; gritava "Mengo!".
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TJD interdita Aryzão, tira cinco mandos de campo do Goytacaz e proíbe torcida em jogos do clube por 30 dias
14/11/2023 | 22h01
Torcedores tentaram invadir o gramado
Torcedores tentaram invadir o gramado / Foto de leitor
A presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estádio do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Renata Mansur, aplicou três punições ao Goytacaz por conta da confusão causada por torcedores do clube no último sábado (11), no Aryzão. O próprio estádio foi interditado preventivamente, por 30 dias, até o julgamento do caso. Além disso, o Goyta perdeu cinco mandos de campo e não poderá contar com a presença dos seus torcedores durante um mês, seja em partidas como mandante ou como visitante, em todas as categorias.

Publicada na noite desta terça-feira (15), a decisão de Renata Mansur atende a um pedido de liminar feito pela Procuradoria do TJD/RJ. A confusão causada por torcedores alvianis aconteceu após o jogo de ida da semifinal da Série B1 do Campeonato Estadual, em que o Goytacaz perdeu por 1 a 0 para o Duque de Caxias. Insatisfeitos com a arbitragem, alguns torcedores tentaram invadir o campo e o setor de transmissão da Cariocão TV, onde dois cinegrafistas da empresa AMS TV, prestadora de serviço para a Federação de Futebol do Estado do Rio de Jeiro (Ferj), foram agredidos.
Ouvido pela Folha, o presidente do conselho deliberativo alvianil, Rodolfo Laterça, informou que o clube não vai recorrer. "Todos os fatos narrados pelo TJD estão corretos. Realmente, alguns torcedores se excederam. A arbitragem é 'soberana". (...) As imagens estão postadas nas redes sociais da instituição. Cabe às pessoas entenderem como quiserem", disse Rodolfo, resumidamente.
Nas redes sociais, o Goytacaz alegou que um gol marcado por Luquinha foi mal anulado, e que dois possíveis pênaltis não foram marcados. O clube ainda denunciou que o árbitro, Thiago da Silva Ludugero, é morador de Duque de Caxias, dando a entender que não deveria ter sido escalado para a partida, a fim de evitar suspeição. Por fim, o Goyta também apegou que integrantes da equipe de transmissão da semifinal são membros de torcida organizada do Duque e teriam feitos gestos similares aos de uma organizada do Americano, arquirrival do clube da rua do Gás. Os gestos são negados pela AMS TV, empresa contratada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e que, em 2021, já produziu transmissões para Goyta TV.
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Livraria mais antiga do Brasil até então em funcionamento, Ao Livro Verde fecha as portas
13/11/2023 | 15h00
Livraria de portas fechadas
Livraria de portas fechadas / Foto: Rodrigo Silveira
Campos deixou de ter a livraria mais antiga do Brasil em funcionamento. Fundada em 1884, presente no ”Guinnes Book” e recém-reconhecida como patrimônio municipal, a Ao Livro Verde fechou as portas na última sexta-feira (10).
O risco de fechamento da livraria foi divulgado em primeira mão pelo portal Folha1 no dia 13 de junho, com informações complementares na edição do dia seguinte (14) da Folha da Manhã. O motivo foi o acúmulo de dívidas após a pandemia da Covid-19, ampliado pelo esvaziamento do Centro de Campos, que causou grande queda nas vendas. Como também informado pela Folha em matéria posterior, um pedido de autofalência, ainda sem decisão, havia sido feito à Justiça desde 31 de maio. Segundo a petição inicial, as dividas totalizaram R$ 1.886.264,91.
Nos últimos meses, foi criado e fortalecido um movimento com intuito de evitar tamanha perda histórico-cultural. Um abraço no prédio de Ao Livro Verde chegou a ser realizado no dia 30 de junho, com participação de representantes do setor cultural campista. O assunto também foi discutido na Câmara dos Vereadores de Campos, em mais de uma oportunidade, culminando na apresentação do relatório de uma comissão mista com alternativas para a manutenção da livraria. Entre as sugestões, uma era a criação da Casa de Cultura Ao Livro Verde.
Uma das mais de 60 entidades apoiadoras da campanha SOS Ao Livro Verde, a Academia Campista de Letras (ACL) lamentou a notícia do fechamento.
— A história de Campos foi registrada nessa livraria, que perpassou por tantas e tantas gerações nesses 179 anos de existência. Ao Livro Verde estará sempre com as suas portas abertas em nossa memória afetiva, além de estar imortalizada no romance “O coronel e o lobisomem”, do saudoso campista José Cândido de Carvalho. Nós, amantes da literatura, dos livros, sentimo-nos órfãos. Mister trazer à luz, neste momento, que a Academia Campista de Letras recebe essa informação com profunda tristeza, com o sentimento de luto — escreveu o presidente da ACL, Christiano Fagundes.
— A história de Campos foi registrada nessa livraria, que perpassou por tantas e tantas gerações nesses 179 anos de existência. Ao Livro Verde estará sempre com as suas portas abertas em nossa memória afetiva, além de estar imortalizada no romance "O coronel e o lobisomem", do saudoso campista José Cândido de Carvalho. Nós, amantes da literatura, dos livros, sentimo-nos órfãos. Mister trazer à luz, neste momento, que a Academia Campista de Letras recebe essa informação com profunda tristeza, com o sentimento de luto — escreveu o presidente da ACL, Christiano Fagundes.
Integrante do comitê organizador da campanha, a Associação de Imprensa Campista (AIC) também se posicionou por meio do seu presidente, Wellington Cordeiro.
— Aos seus 179 anos, a Ao Livro Verde agora se une à Livraria Da Vinci, no Rio de Janeiro, que também encerrou suas atividades devido à crise, assim como outras livrarias renomadas, incluindo a Sampa Books, em São Paulo; a Solário, no Rio; a Status, em Belo Horizonte; e a Valer, em Manaus, todas com mais de duas décadas de atuação. Aguardaremos os próximos passos nessa luta que não se encerra com o lamentável episódio de hoje. Toda a comunidade deve abraçar esta causa, pois o fechamento de uma livraria como a Ao Livro Verde representa um verdadeiro crime contra nosso patrimônio histórico e cultural — diz um trecho da nota da AIC.
Em extenso comunicado, o comitê organizador da SOS Ao Livro Verde, encabeçado pelo jornalista Adelfran Lacerda, disse acreditar na possibilidade de reabertura do estabelecimento.
— Lamentamos, muito triste e profundamente, o ocorrido. Mas, entendemos e respeitamos as razões e a decisão pessoal do proprietário, Sr. Ronaldo Sobral, em função do que é de amplo e detalhado conhecimento público. Mas, continuamos acreditando, firmemente, na reabertura da livraria, o mais brevemente possível — informa o comunicado. O comitê organizador complementa informando que “está em contato com todos os interessados e envolvidos, permanentemente, nessa causa, com a certeza de, através do entendimento, serem colocadas em prática soluções urgentes e necessárias para a preservação desse importante e imprescindível patrimônio histórico e cultural de Campos dos Goytacazes, do estado do Rio de Janeiro e do Brasil”.
Entre outras instituições, o comitê organizador da SOS Ao Livro Verde também conta com participação da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), do Sindicato do Comércio Varejista de Campos (Sindivarejo) e da Fundação Cultura de Campos (FCC, mantenedora do Centro Universitário Fluminense - Uniflu). Um abaixo-assinado virtual de apoio possui mais de 2 mil assinaturas e segue aberto pelo site peticaopublica.com.br. Entre as entidades apoiadoras, estão as empresas do Grupo Folha, a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e as associações Estadual e Nacional de Livrarias (AEL e ANL).
Consultada sobre o tema, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas, lamentou o fim das atividades de Ao Livro Verde.
— As causas são de ordem privada, onde o poder público não encontrou caminhos legais para ajudar nesta questão. Projeto cultural para o espaço, certamente se tem. Mas, o seu fechamento é de outra ordem — disse Auxiliadora, ressaltando que o fechamento de livrarias físicas vem sendo notado em todo o país nos últimos anos. — Vários fatores vêm contribuindo para isto, como mudança de hábitos, compras pela internet; a concorrência de preços das grandes empresas on-line, bem mais baixos que as livrarias físicas, por exemplo. Com isso, os cidadãos deixaram de ir à nossa Ao Livro Verde adquirir livros. Manter livrarias abertas hoje no Brasil é um ato de resistência, criatividade e gestão moderna. É com o coração apertado que vemos nossa Ao Livro Verde fechar suas portas enquanto livraria. Quem ama a cultura e literatura, quem entende a importância histórica da nossa cidade, está sofrendo e lamentando esse fato — pontuou.
Vários ativistas da cultura em Campos também se pronunciaram, como o jornalista Edmundo Siqueira, blogueiro do Folha1.
— O fechamento da Ao Livro Verde fala bastante sobre a relação de Campos com seus patrimônios e sua história. O que seria um potencial se transforma em problema. Continuamos a permitir que apagamentos aconteçam e que ruínas se acumulem. É um problema que precisamos enfrentar, achar a causa ou combater as consequências. Campos precisa ter uma identidade, e os campistas, conhecer a terra em que vivem. Uma sociedade sem memória e sem cultura está fadada ao subdesenvolvimento, à miséria, ao atraso. Não é saudosismo, é uma questão estratégica — comentou ele.
O pensamento é compartilhado pela historiadora Rafaela Machado, coordenadora do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho:
— O fechamento da Ao Livro Verde fala, infelizmente, muito sobre a cidade e sobre cada um de nós. Dizer que lastimo é pouco. Sei que muitas pessoas e instituições tentaram ajudar e se empenharam na resolução das questões, mas os problemas foram maiores. Na verdade, a solução do caso exigiria empenho, doação e entendimento de muitas partes. Fica agora o lamento por termos perdido enquanto cidade, mas também como brasileiros. Perde a cultura do nosso país. Perde cada campista.
Situado na rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo, número 66, o prédio de Ao Livro Verde é tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam). Ainda presente no local, a placa da centenária livraria tornou-se mais um símbolo do desprezo com os bens culturais no país, refletido na planície goitacá.
— O prédio de Ao Livro Verde sofreu mudanças ao longo da sua existência. Mesmo um prédio muito conservado sofre mudanças. Ao Livro Verde tem o mérito de começar sua existência como livraria e continuar com essa atividade ate cerrar suas portas. Assim tem acontecido em cidades que não sabem ou não querem preservar seu patrimônio edificado. Seguindo um roteiro já bem conhecido, o próximo passo pode ser a demolição do prédio para a construção de um imóvel moderno padronizado. Pode- se também esperar a sua ruína para transformar o espaço em estacionamento — alerta o historiador e escritor Aristides Arthur Soffiati.
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Cerveja artesanal de São Fidélis vence concurso nacional
09/11/2023 | 16h59
Orelha Clássica venceu a categoria Ales Americanas
Orelha Clássica venceu a categoria Ales Americanas / Foto: Divulgação
Produtor de cerveja artesanal em pequena escala, o policial militar Sérgio Andrade, de São Fidélis, teve um rótulo premiado na Copa Brassagem Forte de Cerveja Caseira. Sua cerveja Orelha Clássica foi a campeã da categoria Ales Americanas, liderando um pódio também composto por rótulos de Carazinho, no Rio Grande do Sul, e Cariacica, no Espírito Santo.
Com 5,4% de teor alcóolico e índice 54 numa escala de 0 a 100 em amargor, a Orelha Clássica é uma cerveja de estilo American Pale Ale (APA). Tendo o âmbar (laranja-amarelo) como cor predominante, é feita com lúpulo comet brasileiro. Seus aromas cítricos puxam para o maracaujá e a tangerina, enquanto o maracujá e um toque de pêssego se destacam no paladar.
Em sua primeira edição, a Copa Brassagem Forte de Cerveja Caseira reuniu cervejas produzidas em vários estados brasileiros, totalizando 391 amostras. O concurso foi realizado pelos podcasts Brassagem Forte e Surra de Lúpulo, que divulgaram os resultados no último domingo (7).
 
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Grandes-beneméritos do Flamengo concedem títulos honoríficos a três campistas
07/11/2023 | 15h00
Thiago Corrêa, Flávio Willeman e Adalberto Ribeiro
Thiago Corrêa, Flávio Willeman e Adalberto Ribeiro / Fotos: Reprodução
Três campistas foram eleitos para receberem títulos honoríficos do Flamengo na noite dessa segunda-feira (6). Com votos de 18 dos 22 grandes-beneméritos presentes na sessão, realizada na sede social do clube carioca, o presidente da Embaixada Fla Campos, Thiago Corrêa, foi escolhido como novo sócio emérito. Subprocurador geral do estado do Rio de Janeiro e ex-vice-presidente jurídico do Fla, Flávio Willeman recebeu o título de benemérito. Já o atual vice-presidente de relações externas rubro-negro, Adalberto Ribeiro da Silva Neto, entrou para a galeria dos grandes beneméritos.
Na hierarquia de títulos honoríficos do Flamengo, sócios eméritos são aqueles reconhecidos por relevantes serviços prestados ao clube durante cinco anos ou mais. Esse é o caso de Thiago Corrêa, sócio-proprietário do Flamengo desde 2012 e presidente da Embaixada Fla Campos, a maior das embaixadas rubro-negras em número de sócios-torcedores encaminhados ao clube.
São reconhecidos como beneméritos os associados que, após terem sido eleitos eméritos, continuaram prestando serviços em nome do engradecimento do Flamengo por no mínimo mais cinco anos. Nessa categoria se enquadra Flávio Willeman, natural do distrito campista de Santo Eduardo. Reconhecido como emérito em 2017, quando era vice-presidente jurídico do clube, ele manteve-se ativo em assuntos relacionados ao Fla, embora atualmente não ocupe cargo na diretoria.
Já os grandes-beneméritos são os associados com pelo menos 10 anos de serviços prestados ao Flamengo após a eleição como beneméritos. Até a sessão dessa segunda-feira, apenas 25 rubro-negros integravam essa galeria. O novo eleito, Adalberto Ribeiro da Silva Neto, já foi vice-presidente jurídico do Fla, quando o clube era presidido por Márcio Braga. Também ocupou o cargo de vice-presidente de gabinete da presidência, no primeiro mandato da atual gestão, e atualmente exerce a função de vice-presidente de relações exteriores.
Historicamente, a cidade de Campos dos Goytacazes tem fortes relações com os bastidores da política do Flamengo. Nome de rua na planície goitacá, o campista Gilberto Cardoso é considerado um dos maiores presidentes da história rubro-negra, tendo comandado o clube de 1951 a 1955, quando morreu após sofrer um ataque cardíaco durante partida decisiva do Campeonato Estadual de Basquete. Seu filho Gilbertinho Cardoso também presidiu o Flamengo, de 1989 a 1990 e em 2002. Embora fosse carioca, também era figura conhecida na cidade natal do pai. Outro dirigente indiretamente ligado a Campos é o atual presidente do Fla, Rodolfo Landim. Carioca como Gilbertinho, ele também possui familiares em Campos.
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Morre aos 80 anos Danilo Santos de Miranda, campista que revolucionou o Sesc-SP
30/10/2023 | 00h19
Danilo Santos de Miranda
Danilo Santos de Miranda / Foto: Divulgação.
Morreu na noite deste domingo (29), aos 80 anos, o campista Danilo Santos de Miranda. Sociólogo, filósofo e gestor cultural, ele era diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) no estado de São Paulo desde 1984, tendo sido responsável por ampliar o caráter cultural da entidade e também por expandi-la, inaugurando várias unidades. Danilo estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein desde o início do mês. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ele deixa a esposa, Cleo; duas filhas, Camila e Talita; e quatro netos. O velório acontece das 10h às 15h desta segunda-feira (30), no Sesc Pompeia, em São Paulo. Sobre o caixão, foi colocada uma bandeira do Fluminense, clube do coração de Danilo. Uma cerimônia de cremação do corpo está marcado para as 17h, no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra/SP.
Nascido em Campos em 1943, Danilo Santos de Miranda ficou órfão da mãe, Dalva, a dois dias de completar sete anos. Passou, então, a ser criado pelos avós maternos, sendo o avô farmacêutico, e a avó, muito ligada à Igreja Católica. Em entrevista ao site do Sesc-SP em janeiro do ano passado, o campista mencionou que o pai, Affonso, embora não morasse junto, manteve proximidade com ele e os irmãos, inclusive tendo despertado nele o gosto pela cultura.
— Foi sempre ligado à música. Depois que ele ficou viúvo, nós nos separamos do pai, mas ele ia toda noite para a casa da minha avó e ficava conosco até tarde. Era muito hábil, sabia fazer gaiola, tocava violão, cantávamos juntos. Tinha muita habilidade. Era dentista e jornalista, de um jornal muito conhecido lá (em Campos), chamado "Folha do Povo" — relatou na ocasião.
Na planície goitacá, Danilo cresceu como uma criança do seu tempo: brincando nas ruas de paralelepípedo. Após frequentar um jardim da infância, estudou no Grupo Escolar XV de Novembro e no Colégio Eucarístico. Em 1955, perto de completar 12 anos, se mudou para Nova Friburgo, na Região Serrana fluminense, onde iniciou formação religiosa e humanista. Por lá, foi fundador e presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Anchieta, onde funcionava a Escola Apostólica. Também integrou o coral e a banda marcial da instituição de ensino e foi fundador e vice-presidente do Parlamento Estudantil. Só rumou para o estado de São Paulo após completar 20 anos, já em 1964, indo mais especificamente para o município de Indaiatuba, onde integrou a Ordem dos Jesuítas. Anos mais tarde, desligou-se das atividades seminaristas e passou a residir na capital paulista, onde posteriormente ficaria conhecido como gestor cultural. No Sesc, ele teve diversas funções a partir de 1968. Chegou a passar pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na área de recursos humanos, até retornar ao Sesc, como diretor regional, em 1984. 
Reconhecido internacionalmente, Danilo Santos de Miranda recebeu honrarias oriundas de vários países, como Polônia, França, Japão, Alemanha, Bélgica e Portugal. No Brasil, recebeu em 2004 a Ordem do Mérito Cultural, dada pelo Governo Federal a personalidades com grande importância para a cultura nacional. Na sua cidade natal, foi o premiado de 2017 da Folha da Manhã com o Troféu Folha Seca, entregue a campistas com destaque em suas áreas de atuação.
Além de ter dirigido e liderado o crescimento do Sesc-SP, Danilo foi membro dos conselhos de instituições como a Fundação Bienal de São Paulo, o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Itaú Cultural, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a SP Escola de Teatro.
Tão logo foi divulgada, na noite deste domingo, a morte de Danilo rendeu matérias em vários veículos da imprensa nacional; "Alicerce da cultura paulista com o Sesc", destacou o site da "Folha de S. Paulo". "Responsável pelo sucesso cultural do Sesc", enfatizou o portal da revista "Valor Econômico". "O homem que transformou o Sesc em uma usina cultural", destacou o "Diário do Centro do Mundo".
A assessoria do Sesc-SP publicou uma nota sobre o ocorrido nas redes sociais. 
— Natural de Campos dos Goytacazes, estado do Rio de Janeiro, Danilo dedicou 55 anos de sua vida ao Sesc São Paulo, estando à frente da diretoria regional da instituição desde 1984 — diz um trecho da nota. — Neste momento de grande consternação para todos nós, em nome da presidência, do conselho regional e do corpo de funcionários do Sesc-SP, prestamos nossa solidariedade e sinceros sentimentos à família e aos amigos de Danilo, e nossa homenagem ao querido diretor e companheiro — complementa.
A morte de Danilo também foi lamentada por pessoas ligadas à imprensa e à cultura de Campos.
— Não conheci o Danilo na intimidade, mas estive algumas vezes com ele, em solenidades, inclusive quando veio a Campos para receber o Troféu Folha Seca, da Folha da Manhã. O apreciava muito pelo trabalho no Sesc em São Paulo. Jô Soares o entrevistou algumas vezes e sempre defendia a indicação de Danilo Miranda para ministro da Cultura do Brasil — lembrou o jornalista Chico de Aguiar.
— O campista mais conhecido e respeitado nacionalmente desde (o ex-presidente da República) Nilo Peçanha — disse o também jornalista Ricardo André Vasconcelos.
— Que tristeza! Éramos amigos de infância. Ele era incrível. O trabalho dele no Sesc foi excepcional — pontuou a arquiteta Jeannine Codeço.
— Sob sua liderança, o Sesc, uma instituição meramente comercial, tornou-se um gigante no fomento e desenvolvimento da cultura. Grande personalidade da nossa terra — enfatizou a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas. 
Ex-presidente da Academia Campista de Letras, a médica e escritora Vanda Terezinha Vasconcelos adjetivou Danilo como grande referência cultural. “Um destaque campista para todo o Brasil”, definiu.
Nas redes sociais, a página oficial sobre a obra do artista plástico campista Ivald Granato, morto em 2016, publicou uma homenagem ao conterrâneo desse. “Um apoiador e defensor da arte brasileira, grande gestor cultural, generoso e gentil. Dirigiu o Sesc-SP com brilhantismo. Viva Danilo, campista como Granato. Que seu legado e tudo o que ele fez pela arte se perpetue. Descanse em paz, e nosso carinho para a família e todos os amigos e profissionais do Sesc”, diz a publicação.
Personalidades com destaque nacional também se manifestaram. “Sociólogo e filósofo, reinventou a forma de fazer cultura no Brasil com o seu trabalho no Sesc São Paulo, se tornando imenso para todos nós, pelo seu amor dedicado à cultura e arte. (...) O legado de Danilo é imensurável e seguirá vivo como combustível para a arte do país”, escreveu nas redes sociais a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
A cantora e compositora Maria Bethânia se referiu ao campista como “um dos maiores, se não o maior” incentivador da arte no Brasil. “Chora o teatro, chora a música, chora a arte brasileira. Todas as reverências a esse grande homem, Danilo Miranda. Todas as palmas para essa figura ímpar na cultura deste país. Abraçamos toda a família e amigos. Abraçamos a cultura do Brasil”, publicou em seu perfil no Instagram.
Para o cantor e compositor Caetano Veloso, irmão de Bethânia, Danilo foi o “principal gestor cultural do país”. Os também cantores e compositores Gilberto Gil e Chico César; os jornalista Xico Sá, Flávia Oliveira e Luiz Carlos Merten; a atriz Fernanda Montenegro, o apresentador Serginho Groisman, o deputado estadual por São Paulo Eduardo Suplicy, os ex-prefeitos paulistas Gilberto Kassab e Marta Suplicy, e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também usaram redes sociais para homenageá-lo.
Em demonstração de luto, todas as unidades do Sesc-SP ficaram fechadas na segunda-feira, inclusive o Cincest, onde está ocorrendo parte da programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
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Filme dirigido por campista é premiado no Festival Curta Campos do Jordão
29/10/2023 | 15h41
Curta-metragem de Carolina de Cássia foi escolhido pelo júri popular
Curta-metragem de Carolina de Cássia foi escolhido pelo júri popular / Foto: Reprodução/Instagram
Dirigido pela campista Carolina de Cássia, o curta-metragem "Um lugar chamado Zumbi" já estreou sendo premiado. Nesse sábado (28), o filme foi eleito melhor curta nacional por voto popular no Festival Curta Campos do Jordão, no município paulista que dá nome ao evento. Foram registrados 1.698 votos para a obra, em votação prévia pela internet.
Com quase 20 minutos de duração, "Um lugar chamado Zumbi" tem como tema central a praia de Zumbi, em Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte. Além do Festival Curta Campos do Jordão, em que fez a sua estreia oficial, o filme também foi exibido este final de semana no Festival Alternativo de Cinema de Mossoró, já marcando presença em solo potiguar.
— Agradecemos a todos que confiaram, especialmente os moradores e admiradores da história de resistência da praia de Zumbi - publicou Carolina de Cássia nas redes sociais.
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Atacante campista Nathan Fernandes desponta no Grêmio
28/10/2023 | 09h38
Nathan Fernandes balançou a rede contra o Flamengo
Nathan Fernandes balançou a rede contra o Flamengo / Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
A noite da última quarta-feira (25) está eternizada na vida do atacante Nathan Fernandes. Natural de Campos, ele marcou o seu primeiro gol em uma competição de futebol profissional. E não foi um gol qualquer, mas, sim, o que garantiu a virada do seu Grêmio sobre o Flamengo, em Porto Alegre, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Àquela altura da partida, aos 35 minutos do segundo tempo, o clube gaúcho fez 2 a 1 e encaminhou a vitória sobre o Fla, concretizada com o placar de 3 a 2.
— Muito feliz por fazer meu primeiro gol como profissional, além de tudo que Deus tem proporcionado na minha vida. Nem nos meus maiores sonhos imaginaria estar vivendo isso. Seguimos por mais — publicou no Instagram o campista, que é fã do atacante senegalês Sadio Mané, com quem possui semelhança física.
Criado no Parque Santa Rosa, no subdistrito de Guarus, Nathan Fernandes está no Grêmio Portoalegrense desde os 11 anos de idade. Antes, deu seus primeiros passos no futebol na base do Grêmio de Custodópolis, em Campos, onde também atuou pela Academia de Futebol André Pimpolho (Afap). Foi defendendo essa escolinha que chamou a atenção do Grêmio mais famoso, onde se firmou com status de grande promessa.
Em fevereiro de 2020, quando tinha 15 anos, Nathan foi convocado para um período de treinos pela Seleção Brasileira sub-16. Em agosto do ano passado, já com 17 anos, esteve entre os convocados para um torneio internacional sub-20 no Uruguai. As boas atuações na base, inclusive, colocaram o campista no radar da Seleção Brasileira principal. Também em agosto de 2022, ele constou em uma lista de 18 jogadores monitorados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com potencial para disputar as Olimpíadas de 2024 e 2028 e as Copas do Mundo de 2026 e 2030.
Àquela altura, Nathan já havia assinado um contrato profissional com o Grêmio, em 2021, contendo multa rescisória de U$ 40 milhões (mais de R$ 210 milhões pela cotação atual do euro). O vínculo terminaria no final deste ano, mas foi renovado em junho, passando a valer até maio de 2028. Nessa renovação, a multa rescisória passou para U$ 60 milhões (cerca de R$ 316 milhões). Foi uma forma de ampliar a blindagem do atleta, que nos últimos anos vem sendo observado por clubes como Ajax, da Holanda; Real Madrid e Barcelona, da Espanha; Bayer Leverkusen, da Alemanha; e Roma, da Itália.
Aliás, a renovação de contrato esteve longe de ser a única boa notícia para Nathan Fernandes nos últimos meses. No final de maio, ele decidiu um clássico sub-20 contra o Internacional, marcando o gol da vitória por 1 a 0, e três dias depois estreou pelo profissional, entrando nos minutos finais da derrota por 2 a 1 para o Athletico Paranaense.Continuou sendo relacionado entre os profissionais e, desde então, já disputou outras quatro partidas do Campeonato Brasileiro, sempre sendo acionado no segundo tempo. Contra o Flamengo, entrou aos 23 minutos da etapa complementar e só precisou de 12 minutos para balançar a rede, com um chute no canto direito do goleiro Rossi. Ao final da partida, foi elogiado pelo técnico Renato Gaúcho em coletiva de imprensa.
— É um garoto que, como eu converso muito com a diretoria, tem um futuro muito grande. É um jogador de qualidade, de drible, de velocidade. Um jogador inteligente — disse Renato. — A gente tem que corrigir algumas coisas dele. Ele tem que saber se dosar. Entrou no segundo tempo, fez o gol e, lá no final do jogo, estava fazendo uma força muito grande para correr. Então, a gente tem que ver direitinho a preparação física dele, para ele poder aguentar o tranco. (...) Mas, isso é fácil de controlar. Não dá para comprar futebol, e futebol ele tem, qualidade ele tem — enfatizou o treinador.
Nathan Fernandes quando criança, na base do Grêmio de Custodópolis
Nathan Fernandes quando criança, na base do Grêmio de Custodópolis / Foto: Reprodução
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Embaixada Fla Campos fará torneio de captação para a base do Flamengo
25/10/2023 | 13h43
Troféus do torneio de captação
Troféus do torneio de captação / Foto: Divulgação
Com objetivo de captar promessas para a base do Flamengo, a Embaixada Fla Campos realizará no próximo final de semana um torneio entre clubes e escolinhas da cidade. Englobando as categorias sub-10, sub-12 e sub-14, a competição será disputada no estádio Ângelo de Carvalho, do Campos Atlético Associação, tanto no sábado (28) quanto no domingo (29), das 8h às 17h. Entrada gratuita.
— Será um evento em comemoração pelo Dia do Flamenguista, em 28 de outubro, e também pelo mês das crianças — afirma o presidente da Embaixada Fla Campos, Thiago Corrêa.
As equipes AGF e Cobreloa estão inscritas nas três categorias. A sub-10 e a sub-12 também terão o Helênico de Ururaí e a Escola Flamengo, enquanto a sub-14 será completada por Novo Horizonte e um projeto de Rio Preto. 
Estarão presentes o vice-presidente de consulados e embaixadas do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, e de um observador técnico da base do clube carioca. O torneio terá conertura da Fla TV.
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