Jardim do Liceu terá show de Marquinhos de Oswaldo Cruz com Moacyr Luz no próximo sábado
18/08/2026 | 15h59
Show faz parte do projeto Trem do Samba Pelas Estradas
Show faz parte do projeto Trem do Samba Pelas Estradas / Fotos: Divulgação
Pela segunda vez, o projeto Trem do Samba Pelas Estradas fará uma parada em Campos. Ela vai ocorrer no próximo sábado (22), às 15h, em um palco montado no Jardim do Liceu. Novamente, Marquinhos de Oswaldo Cruz comandará a batucada, desta vez tendo como principal convidado o cantor e compositor Moacyr Luz.
Com mais de 30 edições já realizadas, o Trem do Samba pelas Estradas é a versão itinerante do projeto Trem do Samba, que acontece desde 1995 no Rio de Janeiro. O cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz lidera a iniciativa, sempre recebendo sambistas consagrados. Na edição de julho de 2024, por exemplo, ele trouxe a Campos o cantor carioca Alex Ribeiro e o campista Aluísio Machado. Agora, músicas do próprio Aluísio Machado e dos também campistas Roberto Ribeiro e Délcio Carvalho farão parte do repertório. Além de Moacyr Luz, outros convidados de Marquinhos de Oswaldo Cruz serão o grupo Samba na Praça do Liceu e o músico Kiko Horta.
A realização local é do músico Bruno Melo, presidente do bloco de samba Os Psicodélicos.
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Futebol campista acumula três acessos seguidos no Campeonato Estadual, dois deles com títulos
18/08/2026 | 12h38
Comemorações de Americano, Goytacaz e Campos Atlético
Comemorações de Americano, Goytacaz e Campos Atlético / Fotos: Agência FERJ, Rodrigo Silveira e Divulgação
Num intervalo de oito meses, as torcidas dos três clubes de futebol ativos profissionalmente em Campos tiveram motivos para comemorar. Atualmente, a cidade acumula três acessos seguidos em divisões do Campeonato Estadual, dois deles acompanhados por títulos.
A sequência de feitos importantes do futebol campista começou em dezembro do ano passado, quando o Goytacaz conquistou a Série B2 e subiu para a terceira divisão do Estadual. Em julho, embora não tenha sido campeão, o Campos Atlético subiu para a quarta divisão ao alcançar a semifinal da Série C. Foi o mesmo mês em que o Americano comemorou o título da Taça Santos Dumont, primeira fase da Série A2, abrindo o caminho para o acesso à elite, que viria em agosto, ao conquistar também o troféu principal da segunda divisão.
Enquanto o Americano se prepara para o retorno à Série A, da qual não fazia parte desde 2021, os rivais têm o objetivo de ampliar a série de acessos campistas. Podendo subir pela segunda vez na mesma temporada, o Roxinho tem estreia na Série B2 marcada para o próximo dia 30, visitando o Barra Mansa. O Goytacaz, por sua vez, vai disputar a B1 a partir da semana seguinte, estreando em casa contra o Macaé, no dia 5 de setembro.
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Campeão e com sete prêmios individuais, Americano domina festa de encerramento da Série A2 do Estadual
10/08/2026 | 21h50
Jogadores alvinegros com o troféu da Série A2
Jogadores alvinegros com o troféu da Série A2 / Foto: Matheus Berriel
"Agora, o Americano é Série A e, se Deus quiser, não vai cair mais". Essa foi uma das frases ditas pelo zagueiro Espinho, capitão do Americano, após receber o troféu da Série A2 do Campeonato Estadual, na tarde desta segunda-feira (10). Realizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) na churrascaria Rio Brasa, na Barra da Tijuca, o evento teve o clube campista como maior premiado. Foram sete prêmios individuais, com destaque para o do volante Abuda como melhor jogador da competição.
— Esse prêmio é muito importante, até para mostrar o milagre que Deus fez em minha vida. No início do campeonato, eu não sabia se conseguiria jogar um jogo sequer, mas, graças a Deus, consegui jogar o campeonato todo — disse Abuda ao final da cerimônia, em alusão aos problemas físicos que precisou superar. — Esse título individual é gratificante, mas também não posso deixar de agradecer aos meus companheiros de equipe, porque sem eles nada disso estaria acontecendo. Individualmente, é o primeiro (prêmio de melhor jogador) da minha carreira. Espero que seja o primeiro de muitos — acrescentou.
Além de craque do campeonato, naturalmente, Abuda também recebeu o troféu de melhor volante. Ele foi um dos quatro jogadores do Americano na Seleção da Série A2, junto ao zagueiro Ifeany, o meia Ricardinho e o atacante Maranhão. Wendel Costa foi eleito o melhor treinador, e o atacante Lekinho faturou o prêmio de autor do gol mais bonito: o de cobertura na vitória por 3 a 1 sobre o Audax Rio, na fase classificatória. A eleição do golaço se deu por votação popular, com 635 votos a Lekinho, quase 600 a mais do que o segundo colocado.
O Americano conquistou a Segundona do Estadual com uma campanha de 10 vitórias, dois empates e três derrotas. Além do título geral, também garantiu a Taça Santos Dumont, por ter sido o melhor clube da primeira fase. Com o término das comemorações, agora a diretoria alvinegra focará exclusivamente no retorno à primeira divisão, com início previsto para meados de janeiro. O Cano não disputa a Série A desde 2021 e não enfrenta os grandes clubes cariocas desde 2019, pois nos dois anos seguintes não passou da extinta fase preliminar.
Seleção da Série A2:

Pedro (Resende)

Vitinho (Resende)
Ifeany (Americano)
Paulo César (Maricá)
Arthur Vignoli (America)

Abuda (Americano)
JV (Resende)
Ricardinho (Americano)

Fortunato (America)
Maranhão (Americano)
Matheus Goiano (Resende)

Melhor treinador: Wendel Costa (Americano)
Artilheiro: Matheus Goiano (Resende)
Revelação: Fortunato (America)
Melhor jogador: Abuda (Americano)
Gol mais bonito: Lekinho (Americano)
Cano teve quatro jogadores e o treinador na Seleção do Campeonato
Cano teve quatro jogadores e o treinador na Seleção do Campeonato / Foto: Matheus Berriel
Abuda foi o melhor jogador da Série A2
Abuda foi o melhor jogador da Série A2 / Foto: Matheus Berriel
Lekinho marcou o gol mais bonito da competição
Lekinho marcou o gol mais bonito da competição / Foto: Matheus Berriel
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Pela primeira vez em 81 edições, Prova Ciclística São Salvador tem empate técnico na elite masculina
06/08/2026 | 16h15
Photo finish apontou empate entre Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo
Photo finish apontou empate entre Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo / Foto: Reprodução
Quem esteve na Avenida Alberto Torres, em Campos dos Goytacazes, no início da tarde desta quinta-feira (6), teve oportunidade de presenciar um fato histórico. Pela primeira vez, a Prova Ciclística São Salvador terminou com empate técnico na categoria elite masculina. Quatro atletas concluíram os 73 quilômetros desta edição no tempo de 2 horas, 34 minutos e 16 segundos, e dois deles permaneceram empatados após conferência no sistema photo finish. Mais um fato marcante para a longeva competição, que se mantém como a corrida de ciclismo mais antiga do Brasil, agora com 81 edições, tendo ocorrido pela primeira vez em 1945.
Como a Prova São Salvador conta pontos para o ranking nacional, tornou-se uma tradição haver atletas de vários estados entre os participantes. O quase empate quádruplo da elite masculina se deu entre Otávio Augusto Gonzeli, de Nova Lima/MG; Euller Magno Rabelo, de Pindamonhangaba/SP; Rafael Augusto de Paula Braga, de Contagem/MG; e Lauro César Moro Chaman, de Araraquara/SP. Dos quatro, Rafael e Lauro concluíram as 20 voltas um décimo de segundo após Otávio e Euller terem cruzado a linha de chegada. A diferença só foi notada no photo finish, que, contudo, não foi capaz de apontar desempate entre os dois campeões. O equilíbrio foi tanto que, dos dois primeiros para o nono colocado, a diferença ficou em apenas dois décimos.
Criada por José Antônio Ferraiouli — o popular Patesko —, a Prova São Salvador é a competição ciclística do país com o maior número de edições. Só deixou de acontecer uma vez, em 2020, em razão da pandemia da Covid-19. Há vários anos, a organização é feita pelos empresários Afonso Celso Pacheco e Rodrigo Rocha, com chancela da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj) e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Tradicionalmente, o evento acontece no dia 6 de agosto, feriado municipal em celebração ao Santíssimo Salvador, padroeiro de Campos.
Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo dividiram lugar mais alto do pódio
Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo dividiram lugar mais alto do pódio / Foto: Reprodução
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Americano celebra acesso em evento com discursos sobre sonhos de finalizar estádio e voltar ao cenário nacional
05/08/2026 | 12h42
Festa em celebração ao título da Série A2 aconteceu nessa terça-feira
Festa em celebração ao título da Série A2 aconteceu nessa terça-feira / Foto: Rodrigo Silveira
Três dias após o título da Série A2 e o acesso à primeira divisão do Campeonato Estadual, os integrantes do departamento de futebol do Americano tiveram uma noite de celebração, nesta terça-feira (4). Jogadores e membros da comissão técnica festejaram com seus familiares em um buffet no Alphaville, em Campos, num evento demonstrativo de que a elevação de status e profissionalismo do clube ocorre dentro e fora das quatro linhas. Dirigentes e conselheiros também fizeram parte da festa, marcada por discursos sobre os próximos objetivos: a conclusão do novo Estádio Godofredo Cruz e uma almejada volta ao cenário nacional.
— É apenas um início daquilo que a gente pensa, quer e sonha. Creio que, num futuro próximo, não tenha que haver festa para o Americano subir à primeira divisão (estadual), mas, sim, festa para o Americano subir de divisão nacional. — disse aos convidados o ex-jogador Felipe Melo, um dos gestores do projeto de SAF do clube, entre agradecimentos e felicitações.
Sócio de Felipe Melo no Americano e fundador do Grupo Boston City, o empresário Renato Valentim seguiu pela mesma linha.
— Temos um planejamento muito detalhado para o próximo ano. A gente deseja, sim, alcançar divisões nacionais. Esse é o nosso próximo objetivo: trabalhar os processos do clube, categorias de base. Nós subimos todas as categorias para a primeira divisão estadual: sub-15, sub-17, sub-20 e profissional. Para quem valoriza categorias de base, isso é fundamental para se fazer um trabalho a longo prazo — afirmou Valentim.— A gente acredita nos profissionais que trabalham com a gente hoje e na estrutura que a gente está trabalhando para oferecer aos atletas. E a infraestrutura, a gente precisa trabalhar nela, em termos de estádio e outras situações que a gente está trabalhando. Tenho certeza que, com tudo isso, em 2027 nós estaremos novamente aqui comemorando alguma coisa — pontuou.
Sonhada pelo torcedor alvinegro desde a demolição do antigo Estádio Godofredo Cruz, em 2014, a conclusão da nova casa foi um dos temas comentados pelo CEO do Americano, André Vitor Freitas. Em entrevista ao blog, ele citou desafios, mas considerou possível que os jogos do clube como mandantes na próxima Série A já aconteçam no novo Godofredo Cruz.
— Existe possibilidade. É factível uma finalização de obra e jogarmos no nosso estádio no ano que vem. Mas, não é uma obra barata. A gente está falando de uma estrutura de concreto que já está pronta, mas a parte elétrica, de bombeiro e alguns periféricos que faltam, representa um investimento muito alto. Aproveito a oportunidade para convocar novos parceiros, novos patrocinadores, para o ano de 2027. Não tenho dúvida de que, com a energia, a mão de obra e os parceiros corretos, a gente consegue finalizar o estádio ainda este ano e chegar a 2027 jogando no nosso estádio — declarou.
Na atual temporada, o Americano disputou a Série A2 mandando seus jogos no Estádio Ary de Oliveira e Souza, do Goytacaz. A parceria também foi lembrada por André na entrevista.
— Eu escutei muita coisa sobre a diretoria do Goytacaz, mas a verdade é que, hoje, o Americano não tem o que falar (de negativo). Não tive nenhum problema com o Serginho (Sérgio Alves), presidente do Goytacaz; o Leandro (Nunes), vice-presidente, e o incansável (Pedro) Zanon (diretor jurídico e vice-presidente de futebol), que trabalha demais, um excelente profissional. Sou grato a eles. Hoje, o Goytacaz tem um estádio apto para disputar a Série B1, com um gramado de qualidade, e o Americano teve oportunidade de ser campeão da A2 dentro desse estádio. Se os dois clubes não conseguirem exprimir uma gratidão por isso, eu acho que a gente estaria no caminho errado. Então, o Goytacaz está de portas abertas — disse André. — Nossa parceria é uma relação continuada, que não terminou porque o Americano vai parar de jogar. Nosso contato se mantém, porque o planejamento do Goytacaz para a B1 só começou, e o do Americano para 2027 também só começou. Não tenho dúvida de que essa parceria ainda vai gerar muitos bons frutos — reforçou.
A diretora Rachel Pereira, por sua vez, valorizou o atual acesso alvinegro lembrando a frustração de 2025, quando o Americano perdeu a vaga na semifinal da Série A2 após decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na época, o clube foi penalizado em quatro pontos devido à escalação irregular do goleiro Carlinhos, durante a fase classificatória.
— Coloquei esse acesso muito diante de Deus. No ano passado, eu vivi um luto quando a gente perdeu no tribunal — disse Rachel. — Foi muito devastador para mim, porque a gente entrou no Americano com uma mentalidade vencedora. Era isso que a gente queria implementar no Americano, e hoje eu posso dizer que nós conseguimos. Só que até isso acontecer, a gente teve que resgatar muita coisa, dos funcionários da faxina até os atletas, até os conselheiros, para acreditarem na gente e no que a gente fazia ali. Então, a gente resgatou essa mentalidade no Americano. E quando o Maranhão fez o gol na final (aos 48 minutos do segundo tempo, levando a decisão contra o Resende para os pênaltis), eu tive certeza de que a gente resgatou essa mentalidade e de que seríamos campeões. Fomos, e eu me emocionei muito, porque me senti com um dever cumprido. Hoje, tenho certeza de que o torcedor do Americano vibra numa energia de campeão, de vencedor, que foi o que a gente queria resgatar — finalizou.
O início da Série A de 2027 é previsto para meados de janeiro, com 12 participantes. Para se manter na primeira divisão, bastará ao Americano não ser o lanterna. Já para alcançar a Série D do Campeonato Brasileiro, o clube precisará ser um dos dois melhores colocados que já não estejam em uma divisão nacional. Outra possibilidade de retorno ao cenário nacional é a Copa do Brasil, com cinco a 11 vagas via Estadual, a depender também do desempenho dos clubes do Rio de Janeiro nos campeonatos brasileiros. Posteriormente, a Copa Rio também poderá ser uma forma de acesso à Série D ou à Copa do Brasil, pois classifica seus finalistas a uma das competições, cada.
O Americano não disputa a Série A do Estadual desde 2021, e não enfrenta os grandes clubes cariocas desde 2019, pois nos dois anos seguintes participou apenas da extinta fase preliminar. No cenário nacional, as últimas presenças se deram em 2018, parando na primeira fase na Série D do Brasileirão, e 2019, na primeira fase da Copa do Brasil.
Festa em celebração ao título da Série A2 aconteceu nessa terça-feira
Festa em celebração ao título da Série A2 aconteceu nessa terça-feira / Foto: Rodrigo Silveira
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Painéis de LED em ruas movimentadas de Campos exaltam retorno do Americano à Série A do Estadual
03/08/2026 | 13h18
Projeções estão em cinco locais de grande circulação
Projeções estão em cinco locais de grande circulação / Foto: Reprodução
Um dos assuntos mais comentados em Campos nas últimas 48 horas, o retorno do Americano à primeira divisão do Campeonato Estadual continuará sendo tema de conversas nas ruas durante as próximas semanas. Numa ação em homenagem ao clube, o Grupo Express disponibilizou cinco painéis de LED em vias públicas para exibir imagens da comemoração do título da Série A2, conquistado no último sábado (1º). Além de mostrar a entrega do troféu, as projeções incluem uma mensagem de boas-vindas à Série A.
A ação começou neste domingo (2) e terá 15 dias de duração. O objetivo é celebrar o acesso do Americano como um feito importante não só para os torcedores do clube, mas para toda a cidade, que volta a ter um representante na elite do futebol do Rio de Janeiro. Os telões com a homenagem ficam em locais de grande circulação diária. São eles as esquinas da avenida Pelinca com a rua Conselheiro José Fernandes, em trecho próximo ao Centro de Compras; da rua Voluntários da Pátria com a Doutor Siqueira, perto do edifício Lumina Office Tower; da rua Alvarenga Filho com a Barão de Miracema, em frente ao Palácio da Cultura; da rua Saldanha Marinho com a Carlos Lacerda, também no Centro; e da avenida 28 de Março com a rua Pero de Góis, perto da antiga estação ferroviária.
O Americano não disputa a primeira divisão do Campeonato Estadual desde 2021. Não considerando as duas vezes em que esteve apenas na extinta fase preliminar, o período de ausência sobe de cinco para sete anos, sendo encerrado com a conquista da vaga para a próxima edição. A participação alvinegra na Série A de 2019 foi justamente a última de um clube campista enfrentando os quatro grandes do estado (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo).
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Acesso do Americano à Série A do Estadual teve uso do VAR pela primeira vez em Campos
02/08/2026 | 09h19
Árbitro Yuri Elino analisou imagens antes de expulsar o zagueiro Danilo, do Resende
Árbitro Yuri Elino analisou imagens antes de expulsar o zagueiro Danilo, do Resende / Foto: Bianca Trindade
Como antecipado pelo blog há uma semana, o jogo de volta da final da Série A2 do Campeonato Estadual, nesse sábado (1º), foi a primeira partida de futebol em Campos com atuação de uma equipe de arbitragem de vídeo. A novidade é que também se tornou o primeiro jogo na cidade com o uso da tecnologia pelo árbitro principal. Aos 33 minutos do segundo tempo, Yuri Elino da Cruz foi chamado para analisar as imagens e deu cartão vermelho ao zagueiro do Danilo, do Resende, que acertou o braço esquerdo no rosto de Gabriel Couto, do Americano, em lance já sem a bola em disputa. A decisão ocorreu no Estádio Ary de Oliveira e Souza.
No momento da expulsão, os clubes ainda empatavam em 0 a 0, o que daria o título ao Resende por ter feito 1 a 0 no jogo de ida. Porém, o Americano devolveu o placar com um gol de Maranhão, aos 48 minutos, e sagrou-se campeão na disputa por pênaltis, vencida por 6 a 5, com duas defesas do goleiro Pedro Zanetti. Outro fato histórico, desta vez protagonizado pelo próprio alvinegro campista, que encerrou o período de cinco anos fora da primeira divisão do Rio de Janeiro e sete sem enfrentar os maiores clubes do estado, pois em 2020 e 2021 não passou da extinta fase preliminar.
Árbitro Yuri Elino analisou imagens antes de expulsar o zagueiro Danilo, do Resende
Árbitro Yuri Elino analisou imagens antes de expulsar o zagueiro Danilo, do Resende / Foto: Bianca Trindade
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Como nos velhos tempos, Campos terá fim de semana com decisão no futebol e regata
31/07/2026 | 12h55
Agenda esportiva tem decisão na Série A2 do Estadual de Futebol e Festival de Esportes Náuticos
Agenda esportiva tem decisão na Série A2 do Estadual de Futebol e Festival de Esportes Náuticos / Fotos: Divulgação - Reprodução
Durante várias décadas do século XX, jogos de futebol e provas de remo eram tradicionais nas programações de festejos em Campos, sempre atraindo grande público. A menos de uma semana da Festa do Santíssimo Salvador, os atuais moradores da cidade poderão viver um clima parecido. Neste sábado (1º), o Estádio Ary de Oliveira e Souza será palco da decisão da Série A2 do Campeonato Estadual de Futebol, com o Americano tentando retornar à primeira divisão após cinco anos de ausência — sete se for desconsiderada a extinta fase preliminar. E no domingo (2), o Cais da Lapa sediará a primeira edição do Festival dos Esportes Náuticos, criado com o intuito de reviver os áureos tempos das regatas campistas.
No Aryzão, a expectativa é de recorde de público da temporada neste sábado. Com ingressos esgotados, quase 3 mil pessoas são esperadas para o jogo de volta da final da Série A2, entre Americano e Resende, às 14h45. Por ter perdido a primeira partida fora de casa, o Cano precisa vencer por dois gols de diferença para ser campeão e conquistar o acesso. Em caso de vitória alvingra por um gol, o título será decidido nos pênaltis.
Já no Cais da Lapa, o domingo será de recordações para quem viveu os tradicionais páreos no Rio Paraíba do Sul entre os clubes de regatas Saldanha da Gama, Campista e Rio Branco. O Campista, inclusive, aproveitará a oportunidade para celebrar seus 120 anos de história, completados em junho. Além do remo, também estão previstas provas de canoagem havaiana e stand-up paddle, a partir das 7h30. O Festival de Esportes Náuticos é organizado pela professora de educação física Maitê Barreto, com apoio da secretaria municipal de Turismo, e também inclui apresentações culturais e feira de gastronomia local e artesanato.
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Cardoso Moreira tem a terceira maior invencibilidade atual no futebol brasileiro
30/07/2026 | 13h52
Clube foi campeão invicto da Taça Waldir Amaral e da Série C do Campeonato Estadual
Clube foi campeão invicto da Taça Waldir Amaral e da Série C do Campeonato Estadual / Foto: Reprodução
Após oito anos sem disputar competições profissionais, o Cardoso Moreira Futebol Clube voltou à ativa com moral. Não só foi campeão da Taça Waldir Amaral e da Série C do Campeonato Estadual, como o fez de forma invicta. A exitosa campanha deixa o tricolor cardosense com a terceira maior invencibilidade do futebol brasileiro na atualidade.
Sem perder há 13 jogos, o Cardoso Moreira teve 11 vitórias e dois empates na quinta divisão estadual, conquistada no último domingo (26). A sequência é exatamente a mesma do Hercílio Luz, de Santa Catarina, como destacado pelo perfil de Instagram Soma de Gol, dedicado a estatísticas do futebol nacional. À frente dos dois, somente Paraná/PR e Criciúma/SC, invictos há 15 jogos, e o Iguatu/CE, que não perde há 17 partidas. Embora o Iguatu tenha sido eliminado nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro, a queda aconteceu nos pênaltis, após a ampliação da série invicta em dois empates com o Manaus.
Curtindo os títulos recentes e o acesso à Série B2 do Rio de Janeiro, o Cardoso Moreira defenderá sua invencibilidade daqui a exatamente um mês. A estreia na quarta divisão estadual está marcada para o dia 30 de agosto, em casa, contra o Paduano. Se vencer, o time do técnico Ronaldo Paixão reduzirá a distância para o Iguatu, que já encerrou seus compromissos nesta temporada. O Paraná volta a jogar no final de agosto, pela Copa Paraná, enquanto o Criciúma, líder da Série B do Campeonato Brasileiro, visitará o Athletic-MG pela competição no próximo domingo (9), visitando o Athletic-MG.
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Memorialista Welligton Paes doa seu vasto acervo histórico à Villa Maria
29/07/2026 | 15h19
Welligton Paes possui centenas de livros, jornais e documentos históricos da região
Welligton Paes possui centenas de livros, jornais e documentos históricos da região / Foto: Cassiane Falcão/UENF
Em breve, a Casa de Cultura Villa Maria passará a abrigar o maior acervo pessoal com obras de escritores campistas. A coleção pertence ao médico, escritor e memorialista Welligton Paes, que decidiu doá-lo à Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), administradora da Villa Maria, com o intuito de garantir a preservação do material pelas próximas décadas.
Até então armazenado na casa do colecionador, o vasto material trocará de endereço de forma gradativa. A mudança começou há duas semanas, com o recolhimento de revistas do século XIX e do início do século XX. A integralidade do acervo também inclui centenas de livros antigos e contemporâneos, artigos publicados em jornais, fotografias, cartas, documentos e outros objetos com valor histórico, relacionados a escritores e outras personalidades de Campos e região.
Entre os livros e artigos, destacam-se os de autores como José do Patrocínio, José Cândido de Carvalho, José Alexandre Teixeira de Melo e Alberto de Faria, todos eles campistas que integraram a Academia Brasileira de Letras (ABL); o ex-presidente da República Nilo Peçanha; a jornalista Nina Aroeira, entre outros. Livros organizados pelo próprio Welligton Paes também fazem parte do acervo.
Atualmente com 95 anos, Wellington Paes dedicou recursos financeiros e décadas da sua vida à montagem da coleção, que passou a servir como fonte de pesquisa a pesquisadores e estudantes. Um dos fatores que o levaram a escolher a Villa Maria como novo destino foi o desejo de que o raro conjunto permaneça unido e com sua organização original. Assim, ele evitou uma possível redistribuição caso a doação ocorresse para uma instituição com coleções setorizadas. A Villa Maria, por sua vez, reforça seu compromisso com a preservação e a valorização da produção intelectual, artística e documental do Norte Fluminense, ampliando as possibilidades de acesso a pesquisadores interessados na história regional.
Acervo começou a ser transferido há duas semanas
Acervo começou a ser transferido há duas semanas / Foto: Cassiane Falcão/UENF
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