Fotógrafo campista com raízes em São Francisco de Itabapoana tem imagens selecionadas para exposição no Japão
27/08/2026 | 19h17
Imagens selecionadas integram ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens selecionadas integram ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Natural de Campos e membro de família oriunda de São Francisco de Itabapoana, o fotógrafo Tarcisio Nascimento, de 29 anos, terá parte do seu trabalho exposto no Japão. O convite partiu do Instituto Cultural Europeu e Latino Americano (ICELA), que selecionou quatro imagens da coleção "Nossa raízes tem nome", sobre a tradição das fábricas de farinha sanfranciscanas, para fazer parte da exposição AVA Art Biennial. A mostra integrará a 1ª Bienal Internacional de Fotografia e Papel de Osaka, de 15 a 20 de setembro, no espaço cultural Enokojima Art Center. Além de Osaka, fotos da coleção também serão expostas no Jockey Club de São Paulo, de 4 a 26 de setembro, e na Ava Galleria, situada na Fábrica Bhering, no Rio de Janeiro, de 6 a 8 de março de 2027.
Neto de produtores de farinha nas localidades de Fazendinha e Santa Rita, Tarcisio atua como fotógrafo há cerca de nove anos. Começou no período em que cursava História na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos, e fez parte do coletivo Cabeçada. Nesse período, a partir de reflexões sobre as possibilidades da fotografia enquanto forma de linguagem e pensamento crítico, se identificou com o ramo documental. Seus principais trabalhos se inserem em temas relacionados a territórios, modos de vida, patrimônios culturais e tradições do Norte Fluminense. Recente ensaio feito em Campos, por exemplo, deu ênfase à relação do Mercado Municipal com a boemia e as religiões de matriz africana.
Uma das fotos da coleção "Nossa raíz tem nome", que agora vai ao Japão, venceu a categoria Produto no Concurso de Fotografia do 1º Festival de Farinha e Abacaxi de São Francisco de Itabapoana, realizado pela Associação dos Produtores de Mandioca e Fabricantes de Farinha de Travessão de Barra.
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI
Imagens fazem parte de ensaio sobre a produção de farinha em SFI / Foto: Tarcísio Nascimento
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Cofundadora de escola de serviço social que deu origem à UFF Campos, Conceição Muniz terá história contada em filme
26/08/2026 | 16h32
Conceição Muniz completa 96 anos em setembro
Conceição Muniz completa 96 anos em setembro / Foto: Rodrigo Silveira
Prestes a completar 96 anos, Conceição Muniz terá a sua história contada em um filme. Começou a ser gravado no final da última semana um documentário sobre a vida da assistente social e professora aposentada, uma das principais responsáveis pela criação da Escola de Serviço Social de Campos, embrião da Universidade Federal Fluminense (UFF) no município.
— Fui convidada por duas assistentes sociais e professoras da UFF, Verônica Azeredo e Thais Côrtes, juntamente com o José Jorge, sobrinho-neto de Conceição Muniz, para realizar o documentário — conta a cineasta Carolina de Cássia, diretora e roteirista do longa-metragem. O roteiro ficou pronto na semana passada, e as filmagens  estão sendo feitas em parceria com o fotógrafo Thiago Thomas. Segundo a diretora, depoimentos coletados ajudarão a contar a trajetória da homenageada, da infância aos dias atuais.
— Assim que conseguirmos recursos para a pós-produção, definiremos a data da estreia. Desejamos que o filme seja finalizado este ano. Nosso trabalho é voluntário, entendendo a relevância de Conceição para a história de Campos — enfatiza Carolina de Cássia.
Filha da professora Maria Teresa da Costa Muniz e do barbeiro Valdovino “Morgado” Muniz, que também atuou na Recebedoria de Rendas, Conceição de Maria Costa Muniz nasceu em Campos, no dia 12 de setembro de 1930. Alfabetizada pela própria mãe, fez toda a educação básica no Liceu de Humanidades, onde se formou em 1949. No início da carreira como professora, lecionou no Instituto Perissé Duarte e no Jardim de Infância do Serviço Social da Indústria (Sesi). Em seguida, se mudou para Niterói a fim de cursar a Escola de Serviço Social do Estado do Rio de Janeiro, uma das instituições que deram origem à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uferj), rebatizada como UFF em 1965.
Formada em serviço social, Conceição Muniz retornou à sua cidade natal abraçando uma missão: a interiorização da Uferj, planejada por Violeta Campofiorito Saldanha da Gama. Junto à professora Heloísa Monteiro Paixão, ajudou a criar a Escola de Serviço Social de Campos, em 1962, originalmente como um setor regional da Escola de Serviço Social de Niterói, até virar departamento. Foi professora da própria UFF Campos após a implementação desta, e atualmente é homenageada emprestando seu nome ao diretório acadêmico do curso de serviço social. Como assistente social, trabalhou no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), mais tarde Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), onde se aposentou em 1990.
Para além da atuação profissional, Conceição Muniz colaborou com outras causas. Uma delas foi a construção do Educandário para Cegos São José Operário, em 1963. Na época, foi contribuinte mensal em uma campanha para angariar recursos. Seis décadas depois, seria aluna da instituição, após ter perdido a visão em decorrência de retinopatia diabética, diagnosticada há cerca de oito anos. Foi no São José Operário que, durante uma aula de braile, aprendeu com a professora Solange do Rosário Gama uma frase que adotou como lema: "Se precisar de ajuda, peça; se não precisar, dispense.
Em 2021, Conceição Muniz publicou o livro de memórias "Pelos Olhos da Alma". No ano seguinte, ganhou do Conselho Municipal de Cultura o Prêmio Alberto Lamego, maior honraria do setor cultural em Campos. Em 2023, recebeu homenagem no enredo do desfile do Bloco de Samba Castelo do Parque Aurora. E em junho deste ano, foi eleita integrante da Academia Campista de Letras (ACL), passando a ocupar a cadeira 25.
Conceição Muniz ajudou a fundar a Escola de Serviço Social de Campos em 1962
Conceição Muniz ajudou a fundar a Escola de Serviço Social de Campos em 1962 / Foto: Acervo pessoal
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Livro sobre histórico da presença francesa em Campos ganha versão impressa
25/08/2026 | 12h43
Lançado em março no formato digital, o livro "Os franceses em Campos dos Goytacazes (Séc. XVI-XXI)" acaba de ganhar sua versão impressa, publicada pela Editora da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (EdUenf). A novidade foi apresentada na última semana, durante o IV Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática, no Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho. O professor francês Laurent Vidal é um dos organizadores da obra, junto às brasileiras Maria Isabel de Jesus Chrysostomo e Teresa de Jesus Peixoto Faria, em parceria com pesquisadores campistas.
No livro, são abordados diferentes períodos e dimensões da história de Campos, com foco na atuação dos franceses e de seus descendentes na economia, na cultura, na educação, nas artes, no comércio e em processos de modernização do município. Também constam as contradições e desigualdades da sociedade no período da escravidão, em que parte da história central esteve inserida.
A publicação de "Os franceses em Campos dos Goytacazes (Sec. XVI-XXI)" é fruto de um processo iniciado em 2009, quando Laurent Vidal visitou Campos e realizou pesquisas no Arquivo Público Municipal, tendo seu primeiro contato com parte da documentação que embasou a pesquisa. O projeto coletivo do livro começou a se estruturar em 2020, após novas consultas ao próprio Arquivo Público, ao Museu Histórico e ao Instituto Histórico e Geográfico de Campos, além de vários pesquisadores. O e-book está disponível gratuitamente no site da EdUenf, enquanto a versão física pode ser adquirida em contato com os organizadores.
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'Tocar para o povo é o que vai ajudar a formar o futuro do Brasil', afirma Moacyr Luz
23/08/2026 | 12h40
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado / Foto: Matheus Berriel
Quem esteve no Jardim do Liceu na tarde deste sábado (22), prestigiando o retorno de Moacyr Luz a Campos após três anos, pôde comprovar os benefícios da cirurgia de estimulação cerebral profunda feita pelo cantor e compositor carioca há 10 meses. Sem o tremor constante nas mãos que o acompanhava desde 2008, quando foi diagnosticado com a doença de Parkinson, Moa foi a atração principal do projeto Trem do Samba Pelas Estradas, que também levou ao palco Marquinhos de Oswaldo Cruz, o acordeonista Kiko Horta e o grupo Samba na Praça do Liceu.
Entrevistado ao final do evento, Moacyr Luz comentou a oportunidade de cantar num evento a céu aberto e levar ao público sucessos dos seus quase 50 anos da carreira. Sambas da Portela e da Mangueira também fizeram parte do repertório, além de músicas consagradas no Samba do Trablhador. A evolução do seu quadro de saúde foi outro assunto do bate-papo pós-show, encerrado com uma manifestação do amor pelo Flamengo.
Blog do Matheus Berriel — Moacyr, sua última vinda a Campos tinha sido em julho de 2023, para um show no Teatro do Sesc. Hoje, a apresentação acontece numa praça da cidade, integrando o Trem do Samba Pelas Estradas. Na sua visão, qual é a importância de eventos como esse?
Moacyr Luz — Não tem preço você estar tocando para o povo e ter um apoio cultural de uma Petrobras, por exemplo, como é o caso, ou alguma outra entidade que fosse. É isso que vai ajudar a formar o futuro do Brasil. As crianças e os jovens que eu estou vendo e encantando vão ouvir mais a gente, vão ter mais referência. Tanto os shows fechados quanto os abertos são importantíssimos. Três anos depois, vir a Campos e ver uma plateia dessa, tão bonita, não tem preço.

Quem acompanha a sua carreira percebe que foi nítida sua evolução após a cirurgia realizada no ano passado...

— Ah, rapaz... Eu estava com Parkinson desde 2008, ainda estou, mas agora a minha recuperação mudou 80%. Hoje, estou segurando um copo de bebida e não tremo a mão, nem o braço, nem a boca. Posso ter mais autonomia, ser mais independente, voltar a tocar alguma coisinha. Isso é muito importante para mim. Estou compondo, isso me deixa muito feliz.
Musicalmente, também fez muita diferença?
Só não fez mais porque eu sempre fui um cara teimoso. Mesmo bem caidinho, eu estava lá compondo, compondo. Raramente eu falto a algum compromisso por causa de saúde. Se eu marco um show, eu vou. Então, isso ia me ajudando. Mas, estou muito feliz.

Em 2026, você completou 47 anos de carreira. Além de liderar o tradicional Samba do Trabalhador, acabou de lançar um álbum com o Gabriel Moura. Tem outros projetos pela frente?
— Toquei agora, quinta-feira, com ele (Gabriel Moura). Sobre os projetos, você falou igual a uma repórter que foi entrevistar o maestro Villa Lobos e perguntou se ele estava compondo algo. Ele respondeu: "Minha filha, a essa altura altura, eu estou decompondo" (risos).

Mas você continua muito produtivo...
— Graças a Deus!

Daqui a cerca de meia hora (na noite de sábado), o nosso Flamengo entra em campo pelo Campeonato Brasileiro. Qual é a sua expectativa?
— A melhor! Nós somos incomparáveis! O Flamengo é, acima de tudo, incomparável!
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado
Moa se apresentou no Jardim do Liceu neste sábado / Foto: Matheus Berriel
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Debates no II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense resultam em manifesto por descentralização do setor
20/08/2026 | 21h02
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense
Carta Goitacá foi elaborada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense / Foto: Divulgação/Quiprocó Filmes
A organização do Festival Internacional Goitacá de Cinema, cuja segunda edição terminou no último dia 11, em Campos, divulgou nesta quinta-feira (20) um manifesto por políticas públicas de interiorização do cinema e do audiovisual no estado do Rio de Janeiro. Trata-se da atualização da Carta Goitacá, elaborada a partir de debates durante o II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, que aconteceu de forma simultânea ao festival.
Veiculada em agosto do ano passado, a primeira versão da Carta Goitacá teve como eixo principal o compromisso com a retomada do projeto de criação da Escola Brasileira de Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), com base no projeto idealizado por Darcy Ribeiro e Geraldo Sarno no início dos anos 1990. Esse compromisso está mantido na atualização do documento, reforçado com o entendimento de que a implantação da Escola de Cinema deve ocorrer dentro de um contexto mais amplo, voltado à elaboração e implementação de políticas públicas permanentes para a descentralização do setor audiovisual.
Ao todo, a segunda Carta Goitacá conta com oito eixos temáticos. O primeiro deles, voltado à criação da Escola de Cinema da UENF, já teve uma sinalização positiva da UENF, que anunciou a abertura de um curso técnico de Cinema e Audiovisual em seu Colégio Universitário da Aplicação. Os demais eixos cobram dos poderes públicos investimentos para a interiorização permanente das políticas culturais do cinema e do audiovisual; criação e fortalecimento de redes de exibição no interior fluminense; políticas públicas de preservação e memória audiovisual; criação de uma política estadual de desenvolvimento audiovisual regional; cooperaão entre municípios, estado e universidades; valorização da diversidade cultural dos territórios do interior do estado; e uma agenda de discussão permanente de políticas públicas. A carta é assinada pelo Comitê Científico do II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte e Noroeste Fluminense, formado por professores, pesquisadores, cineastas, estudantes, produtores culturais e representantes de instituições de ensino superior. Leia aqui a íntegra do conteúdo.
Também nesta quinta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei que institui a Política Estadual de Incentivo à Atração de Produções Audiovisuais. Na prática, consiste em um apoio institucional e financeiro, via leis de incentivo, para que séries e filmes oriundos de outros estados sejam filmados em todo o estado do Rio. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
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TJD-RJ interdita o Aryzão por até 30 dias, após denúncia sobre falta de infraestrutura e segurança na final da Série A2
19/08/2026 | 15h51
Procuradoria do TJD-RJ denunciou invasão do gramado por torcedores do Americano
Procuradoria do TJD-RJ denunciou invasão do gramado por torcedores do Americano / Foto: Reprodução/Cariocão TV
O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Dilson Neves Chagas, determinou nesta quarta-feira (19) a interdição preventiva do Estádio Ary de Oliveira e Souza, em Campos, por até 30 dias. O motivo foram irregularidades identificadas no jogo do acesso e na comemoração do Americano após o título da Série A2 do Campeonato Estadual, no último dia 1º. 
A decisão do TJD-RJ ocorreu em razão de uma denúncia da Procuradoria do TJD-RJ, sobre questões relacionadas à infraestrutura e à segurança no Aryzão, onde o Americano mandou seus jogos pela Série A2. Entre as alegações, está a de que o clube deixou de tomar providências capazes de previnir e reprimir desordens no estádio, com base na súmula do jogo de volta da final, contra o Resende; no relatório do delegado da partida e em registros em vídeo.
Consta na denúncia que foram arremessados objetos em direção ao campo de jogo, inclusive durante a saída do zagueiro Danilo, do Resende, expulso no segundo tempo. Também houve "invasão do gramado por dezenas de torcedores após o encerramento da partida", atrasando a cerimônia de premiação. Em seu relatório pós-jogo, o delegado registrou que, durante a vistoria anterior à abertura dos portões, foram encontrados nas arquibancadas objetos considerados perigosos, como pedras, vergalhões, garrafas e latas, e que a entrada do público só foi autorizada após a retirada desses materiais. Por fim, a Procuradoria mencionou o estado de conservação dos alambrados destinados à separação entre a arquibancada e o campo do Aryzão, destacando que a deficiência da estrutura teria contribuído para facilitar a invasão de torcedores ao final da disputa de pênaltis, na qual o Americano sagrou-se campeão.
No texto da decisão, o presidente do TJD-RJ afirmou não ter formulado juízo sobre a responsabilidade dos denunciados, o que só ocorrerá após serem garantidos o contraditório e ampla defesa. A interdição preventiva do Aryzão tem validade máxima de 30 dias, podendo ser interrompida caso o julgamento da denúncia da Procuradoria ocorra anteriormente.
Caso a interdição dure um mês, o Goytacaz precisará estrear na Série B1 do Estadual fora do seu estádio. Até então, a partida contra o Macaé, no dia 5 de setembro, estava marcada para o Aryzão. O Americano, por sua vez, voltará a atuar somente no início de 2027, ainda sem local definido, pela Série A. Até o momento, as diretorias de Cano e Goyta não se manifestaram sobre a decisão.
Ouvida pelo blog, a diretoria do Goytacaz informou já ter sido procurada pela direção do Americano, que se comprometeu a assumir eventuais punições, como multas ou perdas de mando de campo. Até o momento, a diretoria do Cano não comentou a decisão publicamente.
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Jardim do Liceu terá show de Marquinhos de Oswaldo Cruz com Moacyr Luz no próximo sábado
18/08/2026 | 15h59
Show faz parte do projeto Trem do Samba Pelas Estradas
Show faz parte do projeto Trem do Samba Pelas Estradas / Fotos: Divulgação
Pela segunda vez, o projeto Trem do Samba Pelas Estradas fará uma parada em Campos. Ela vai ocorrer no próximo sábado (22), às 15h, em um palco montado no Jardim do Liceu. Novamente, Marquinhos de Oswaldo Cruz comandará a batucada, desta vez tendo como principal convidado o cantor e compositor Moacyr Luz.
Com mais de 30 edições já realizadas, o Trem do Samba pelas Estradas é a versão itinerante do projeto Trem do Samba, que acontece desde 1995 no Rio de Janeiro. O cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz lidera a iniciativa, sempre recebendo sambistas consagrados. Na edição de julho de 2024, por exemplo, ele trouxe a Campos o cantor carioca Alex Ribeiro e o campista Aluísio Machado. Agora, músicas do próprio Aluísio Machado e dos também campistas Roberto Ribeiro e Délcio Carvalho farão parte do repertório. Além de Moacyr Luz, outros convidados de Marquinhos de Oswaldo Cruz serão o grupo Samba na Praça do Liceu e o músico Kiko Horta.
A realização local é do músico Bruno Melo, presidente do bloco de samba Os Psicodélicos.
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Futebol campista acumula três acessos seguidos no Campeonato Estadual, dois deles com títulos
18/08/2026 | 12h38
Comemorações de Americano, Goytacaz e Campos Atlético
Comemorações de Americano, Goytacaz e Campos Atlético / Fotos: Agência FERJ, Rodrigo Silveira e Divulgação
Num intervalo de oito meses, as torcidas dos três clubes de futebol ativos profissionalmente em Campos tiveram motivos para comemorar. Atualmente, a cidade acumula três acessos seguidos em divisões do Campeonato Estadual, dois deles acompanhados por títulos.
A sequência de feitos importantes do futebol campista começou em dezembro do ano passado, quando o Goytacaz conquistou a Série B2 e subiu para a terceira divisão do Estadual. Em julho, embora não tenha sido campeão, o Campos Atlético subiu para a quarta divisão ao alcançar a semifinal da Série C. Foi o mesmo mês em que o Americano comemorou o título da Taça Santos Dumont, primeira fase da Série A2, abrindo o caminho para o acesso à elite, que viria em agosto, ao conquistar também o troféu principal da segunda divisão.
Enquanto o Americano se prepara para o retorno à Série A, da qual não fazia parte desde 2021, os rivais têm o objetivo de ampliar a série de acessos campistas. Podendo subir pela segunda vez na mesma temporada, o Roxinho tem estreia na Série B2 marcada para o próximo dia 30, visitando o Barra Mansa. O Goytacaz, por sua vez, vai disputar a B1 a partir da semana seguinte, estreando em casa contra o Macaé, no dia 5 de setembro.
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Campeão e com sete prêmios individuais, Americano domina festa de encerramento da Série A2 do Estadual
10/08/2026 | 21h50
Jogadores alvinegros com o troféu da Série A2
Jogadores alvinegros com o troféu da Série A2 / Foto: Matheus Berriel
"Agora, o Americano é Série A e, se Deus quiser, não vai cair mais". Essa foi uma das frases ditas pelo zagueiro Espinho, capitão do Americano, após receber o troféu da Série A2 do Campeonato Estadual, na tarde desta segunda-feira (10). Realizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) na churrascaria Rio Brasa, na Barra da Tijuca, o evento teve o clube campista como maior premiado. Foram sete prêmios individuais, com destaque para o do volante Abuda como melhor jogador da competição.
— Esse prêmio é muito importante, até para mostrar o milagre que Deus fez em minha vida. No início do campeonato, eu não sabia se conseguiria jogar um jogo sequer, mas, graças a Deus, consegui jogar o campeonato todo — disse Abuda ao final da cerimônia, em alusão aos problemas físicos que precisou superar. — Esse título individual é gratificante, mas também não posso deixar de agradecer aos meus companheiros de equipe, porque sem eles nada disso estaria acontecendo. Individualmente, é o primeiro (prêmio de melhor jogador) da minha carreira. Espero que seja o primeiro de muitos — acrescentou.
Além de craque do campeonato, naturalmente, Abuda também recebeu o troféu de melhor volante. Ele foi um dos quatro jogadores do Americano na Seleção da Série A2, junto ao zagueiro Ifeany, o meia Ricardinho e o atacante Maranhão. Wendel Costa foi eleito o melhor treinador, e o atacante Lekinho faturou o prêmio de autor do gol mais bonito: o de cobertura na vitória por 3 a 1 sobre o Audax Rio, na fase classificatória. A eleição do golaço se deu por votação popular, com 635 votos a Lekinho, quase 600 a mais do que o segundo colocado.
O Americano conquistou a Segundona do Estadual com uma campanha de 10 vitórias, dois empates e três derrotas. Além do título geral, também garantiu a Taça Santos Dumont, por ter sido o melhor clube da primeira fase. Com o término das comemorações, agora a diretoria alvinegra focará exclusivamente no retorno à primeira divisão, com início previsto para meados de janeiro. O Cano não disputa a Série A desde 2021 e não enfrenta os grandes clubes cariocas desde 2019, pois nos dois anos seguintes não passou da extinta fase preliminar.
Seleção da Série A2:

Pedro (Resende)

Vitinho (Resende)
Ifeany (Americano)
Paulo César (Maricá)
Arthur Vignoli (America)

Abuda (Americano)
JV (Resende)
Ricardinho (Americano)

Fortunato (America)
Maranhão (Americano)
Matheus Goiano (Resende)

Melhor treinador: Wendel Costa (Americano)
Artilheiro: Matheus Goiano (Resende)
Revelação: Fortunato (America)
Melhor jogador: Abuda (Americano)
Gol mais bonito: Lekinho (Americano)
Cano teve quatro jogadores e o treinador na Seleção do Campeonato
Cano teve quatro jogadores e o treinador na Seleção do Campeonato / Foto: Matheus Berriel
Abuda foi o melhor jogador da Série A2
Abuda foi o melhor jogador da Série A2 / Foto: Matheus Berriel
Lekinho marcou o gol mais bonito da competição
Lekinho marcou o gol mais bonito da competição / Foto: Matheus Berriel
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Pela primeira vez em 81 edições, Prova Ciclística São Salvador tem empate técnico na elite masculina
06/08/2026 | 16h15
Photo finish apontou empate entre Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo
Photo finish apontou empate entre Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo / Foto: Reprodução
Quem esteve na Avenida Alberto Torres, em Campos dos Goytacazes, no início da tarde desta quinta-feira (6), teve oportunidade de presenciar um fato histórico. Pela primeira vez, a Prova Ciclística São Salvador terminou com empate técnico na categoria elite masculina. Quatro atletas concluíram os 73 quilômetros desta edição no tempo de 2 horas, 34 minutos e 16 segundos, e dois deles permaneceram empatados após conferência no sistema photo finish. Mais um fato marcante para a longeva competição, que se mantém como a corrida de ciclismo mais antiga do Brasil, agora com 81 edições, tendo ocorrido pela primeira vez em 1945.
Como a Prova São Salvador conta pontos para o ranking nacional, tornou-se uma tradição haver atletas de vários estados entre os participantes. O quase empate quádruplo da elite masculina se deu entre Otávio Augusto Gonzeli, de Nova Lima/MG; Euller Magno Rabelo, de Pindamonhangaba/SP; Rafael Augusto de Paula Braga, de Contagem/MG; e Lauro César Moro Chaman, de Araraquara/SP. Dos quatro, Rafael e Lauro concluíram as 20 voltas um décimo de segundo após Otávio e Euller terem cruzado a linha de chegada. A diferença só foi notada no photo finish, que, contudo, não foi capaz de apontar desempate entre os dois campeões. O equilíbrio foi tanto que, dos dois primeiros para o nono colocado, a diferença ficou em apenas dois décimos.
Criada por José Antônio Ferraiouli — o popular Patesko —, a Prova São Salvador é a competição ciclística do país com o maior número de edições. Só deixou de acontecer uma vez, em 2020, em razão da pandemia da Covid-19. Há vários anos, a organização é feita pelos empresários Afonso Celso Pacheco e Rodrigo Rocha, com chancela da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj) e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Tradicionalmente, o evento acontece no dia 6 de agosto, feriado municipal em celebração ao Santíssimo Salvador, padroeiro de Campos.
Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo dividiram lugar mais alto do pódio
Otávio Gonzeli e Euller Magno Rabelo dividiram lugar mais alto do pódio / Foto: Reprodução
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