O ex-deputado federal Marcelo Freixo desembarca em Campos nesta terça-feira (26) para lançar seu novo livro, "Viver é Perigoso: Minha Travessia no Rio". Trata-se de uma autobiografia, em que Freixo revisita episódios da sua trajetória ao longo das últimas duas décadas. Escrita em parceria com Bruno Paes Manso, a obra é apresentada como um retrato contundente da expansão do crime organizado nas estruturas de poder do Rio de Janeiro.
Estão confirmados lançamentos na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e na Universidade Federal Fluminense (UFF), às 15h e 18h30 desta terça, respectivamente, e também no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), às 10h de quarta (27).
— A narrativa propõe uma reflexão sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil — diz o material de divulgação do livro, tratado como "um relato pessoal que se entrelaça com a própria história contemporânea do Rio, uma cidade de contrastes, onde cultura, política e violência convivem em tensão permanente". Constam na obra bastidores relacionados ao enfrentamento àavanço das milícias e a resistência no parlamento; e a investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que foi sua assessora de gabinete.
Natural de Niterói, professor e ativista dos direitos humanos, Marcelo Freixo teve três mandatos como deputado estadual pelo PSOL, de 2007 ao início de 2019. Durante o período, presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das milícias no Rio de Janeiro, tendo inspirado a criação eo professor Diogo Fraga, personagem do filme "Tropa de Elite 2". O ator Wagner Moura, que interpretou o Coronel Nascimento e foi coprodutor do mesmo filme, assina o prefácio de "Viver é Perigoso".
Em 2018, Freixo foi eleito deputado federal como o segundo mais votado do Rio. Migrou para o PSB em 2022, quando se candidatou ao governo do estado e acabou superado por Cláudio Castro (PL). Em 2023, foi nomeado presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e regressou ao PT, primeiro partido ao qual foi filiado. Permaneceu na Embratur até março deste ano, se descompatibilizando dentro do prazo para ser pré-candidato a deputado federal.