Ed Ébano grava primeiro projeto audiovisual neste sábado, em Campos
29/10/2026 | 13h57
Foto: Divulgação
Um dos artistas mais conhecidos do cenário musical de Campos, o sambista Ed Ébano vive a expectativa de colocar em prática o seu primeiro projeto audiovisual. Será gravado no próximo sábado (31) o show "Minha História", com sucessos que tradicionalmente fazem parte do seu repertório em apresentações nos bares e em eventos da cidade. A gravação está marcada para as 19h30, no Boteco Casa do Samba, com ingresso a R$ 10 na plataforma Uticket.
Campista com 22 anos de carreira, Ed Ébano vive o melhor momento dessa trajetória. Quinzenalmente, às sextas-feiras, ele comanda uma roda de samba no Botequim do Tio Beto, no Morrinho, que é sucesso de público. Na agenda de outubro, constavam 15 shows, entre eles o primeiro no Bar do Zeca Pagodinho de Serra, no Espírito Santo. O mês será fechado com a gravação do audiovisual, cujo repertório inclui sambas tradicionalmente incluídos nas suas apresentações, como sucessos de Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Toninho Geraes e Serginho Meriti. Estão confirmadas as participações de Diogo Robusto e da vocalista do grupo Acaba Em Samba, Duda Peixoto.
O álbum "Minha História", de Ed Ébano, corrobora o bom momento da atual geração de sambistas de Campos. Em julho de 2023, a também campista Karine gravou o seu primeiro audiovisual (atualmente em pós-produção), no Quintal da Vovó. Além de ser constante nas programações de bares e casas de shows, o gênero também possui protagonismo em eventos abertos, como o Samba na Praça, no Jardim do Liceu; a Feira Cultural Bambas da Planície, no Flamboyant; a Feira Cultural do Morrinho e o Samba Morrinho, no Parque Rosário; o Samba da Praça Santo Antônio, em Guarus, entre outros.
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Rio Branco voltará a disputar competição vinculada à FERJ após 12 anos
28/10/2026 | 14h36
Foto: Reprodução/Facebook
Campeão fluminense em 1961 e oito vezes campeão campista, o Rio Branco permitirá à sua torcida ver a camisa róseo-negra novamente em campo após 12 anos. O centenário clube está confirmado na Copa FERJ LCD sub-23, realizada pela Liga Campista de Desportos com apoio da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. A última participação em um torneio adulto e oficial foi justamente nesta competição, em 2014. 
No âmbito do futebol profissional, o Rio Branco não disputa um campeonato desde 2012, quando foi o 12º colocado na antiga Série B do Estadual equivalente à atual Série A2. Após ter se licenciado da FERJ em 2013, ainda disputou a Copa FERJ LCD sub-23 no ano seguinte, alcançando a semifinal. Desde então, se limitou aos torneios regionais de base e a promover atividades de escolinhas. Na atual Copa FERJ LCD, a estreia será contra o Atlético FC, às 15h do dia 15 de novembro, no campo do Municipal, pelas quartas de final. Segundo o presidente do clube, Edson Júnior, o time está em fase de montagem.
Além de Rio Branco e Atlético FC, o torneio eliminatório também será disputado por Americano, Goytacaz, Carapebus, São João da Barra, Ponte Preta do Espinho e Liga Cardosense. A tabela completa pode ser conferida ao final da matéria.
Entre as glórias do Rio Branco, está a de ter sido defendido na juventude pelo meio-campista Didi, posteriormente bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1958 e 1962. Outro atleta ilustre das suas categorias de base foi o intérprete Roberto Ribeiro, que foi goleiro antes da carreira de sambista.
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Samba Pela Democracia, que acontece em Campos nesta quinta, tem 19 atrações confirmadas
22/10/2026 | 12h59
Fotos: Divulgação
Profissionais e adeptos da música popular brasileira prometem encher a esquina da Avenida Princesa Isabel com a Rua Dr. Beda, em Campos, na noite desta quinta-feira (22). Quase 20 atrações musicais já foram confirmadas no Samba Pela Democracia, com início marcado para as 18h. Embora não seja um ato oficial de campanha, o evento é organizado por eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição.
A lista de artistas que vão se apresentar no ato é encabeçada pela cantora e compositora Karine. Entre os convidados, estão o grupo Palma Contra Palma e os cantores Ed Ébano, Simone Pedro, Duda Peixoto, Marcelo Benjá, Lenny Moraes, Fabinho Cadência, Markinho Sá, Brenda Fiuza, Thainná Marques e Hellen Fidelis, além dos DJs Romualdo Braga, Mina Simone, Jason Dias, Magrones, Léo Preto, Lydia Tucci e Ricardoonts. A organização está a cargo da produtora cultural Ianani Dias, atual presidente do Conselho Municipal de Cultura de Campos; do administrador André Lacerda, do músico Rafael Fernandes e do gestor Gilberto Gomes, assessor do deputado federal reeleito Lindbergh Farias (PT-RJ).
Na manhã desta quinta, ambulantes começaram a se posicionar na Princesa Isabel, diante da expctativa de bom público. Um telão será instalado no local para transmissão do jogo de volta entre Flamengo e Estudiantes (ARG), às 21h30, pela semifinal da Copa Libertadores da América.
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Goytacaz revitaliza homenagem a Tonico Pereira no Aryzão
30/09/2026 | 12h38
Foto: Divulgação.
Quem for ao jogo do Goytacaz contra o Duque de Caxias no próximo sábado (3), pela Série B1 do Campeonato Estadual, verá o nome do ator Tonico Pereira no topo da arquibancada popular do Estádio Ary de Oliveira e Souza. A pintura aconteceu nesta terça-feira (29), revitalizando uma homenagem feita há 15 anos, como reconhecimento à divulgação espontânea do clube promovida por Tonico em ambientes midiáticos.
Tonico Pereira dá nome à arquibancada popular do Aryzão desde 2011. Porém, há algum tempo a homenagem deixou de ser visualizada por quem frequentava o Aryzão, devido ao desgaste da pintura com o passar dos anos. A nova pintura aconteceu após uma campanha encabeçada pelo alvianil Caio Martins, junto a companheiros de torcida, que custearam a mão de obra. A tinta, por sua vez, foi fornecida pela loja Friaça.
Natural de Campos, Tonico Pereira foi jogador de futebol do time juvenil do Goytacaz na adolescência, na década de 1960, antes de se tornar ator. Posteriormente, tornou-se um torcedor-símbolo do clube durante a carreira no teatro, no cinema e na televisão. Ele, inclusive, é sobrinho-neto de Ary de Oliveira e Souza, o Aryzão, que batiza o estádio da Rua do Gás.
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Marcelo Falcão: 'Vale a pena cultivar a ilusão de ser músico no país'
28/09/2026 | 12h57
Show do cantor e compositor lotou o Rancho da Ilha na madrugada de domingo
Show do cantor e compositor lotou o Rancho da Ilha na madrugada de domingo
Com área de estacionamento lotada e um dos maiores públicos desta temporada, o Rancho da Ilha, em Campos, recebeu na madrugada de domingo (27) um show enérgico de Marcelo Falcão. Antes de subir ao palco, o cantor e compositor recebeu o blog em seu camarim para uma breve entrevista, em que falou sobre a vasta produção musical, com centenas de músicas ainda inéditas, e o momento atual da carreira. O vigor é creditado ao desejo de seguir tocando os fãs com as mensagens passadas por sua obra, fruto dos 25 anos como vocalista da banda O Rappa e de oito anos em carreira solo. Confira abaixo a íntegra do bate-papo.
Quando estava divulgando o início da sua carreira solo, em 2018, você chegou a comentar que compôs mais de 600 músicas nos oito anos anteriores. Você já compunha antes daquele período e continuou compondo desde então. Consegue ter uma estimativa do total de músicas feitas? E como se dá esse seu processo criativo?
— Eu acabei fazendo um estúdio atrás da minha casa, para que eu pudesse estar vivendo e experimentando sempre. Algumas daquelas 600 músicas eu tenho trabalhado com calma e carinho, para que um dia, futuramente, as pessoas possam ouvir algumas delas. Mas todas elas fazem parte (do processo de criação) do primeiro disco solo ["Viver (Mais leve que o ar)", de 2018] e também do segundo ["O Legado", de 2025]. Aí a gente ouve mais, melhora mais, para fazer ficar do nosso jeito. Eu até me proibi de fazer mais músicas, porque eu tenho que ouvir essas e melhorá-las.
Neste mês, completaram-se 30 anos do segundo disco de O Rappa, "Rappa Mundi", que incluía a faixa "Pescador de Ilusões", da qual você é um dos compositores. Três décadas depois, que tipo de ilusões valem a pena continuar sendo pescadas e cultivadas?
— A ilusão de ser músico no país, de falar coisas que eu falo; de ver a vida de pessoas e a minha vida mudarem através de coisas que eu falo. Acho que é mais ou menos isso. No meu coração e na minha cabeça, continua sendo original o suficiente para continuar falando do meu país de uma maneira que eu acho digna.
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Julio's, do popular Boteco do JP, assume direção do Arena's Beach Bar
25/09/2026 | 18h20
Bar fica na esquina da Rua Mariana Barreto com a Tenente Coronel Cardoso
Bar fica na esquina da Rua Mariana Barreto com a Tenente Coronel Cardoso / Foto: Reprodução/Instagram
O Arena's Beach Bar, em Campos, está passando por uma repaginada. Não tanto no aspecto visual, mas especialmente no seu perfil e no cardápio. Situado na esquina da Rua Mariana Barreto com a Tenente Coronel Cardoso, o estabelecimento passou a ter a administração encabeçada por Júlio César, o Julio's do popular Boteco do JP, que é sucesso de público na Pecuária. A nova fase será lançada nesta sexta-feira (25), a partir das 18h.
Nos últimos anos, Julio's consolidou o Boteco do JP como uma opção para a boemia campista fora do núcleo Centro-Pelinca. Sem adotar a onda gourmet, o vasto espaço do bar, atrás do Conjunto Habitacional Pombal, costuma ficar lotado aos finais de semana, graças à cerveja sempre gelada, ao atendimento eficiente e à variedade do cardápio. Agora, o objetivo é compartilhar um pouco desse ambiente com a região da central da cidade, no Arena's, que foi aberto em 2022 e integra o complexo da Arena Novinho Beach Sports. Em comum com o JP, já havia os clientes que vão ao local para asssistir a transmissões de futebol.
Com a mudança de gestão, de cara houve um ajuste no nome. Antes de Arena's Beach Bar, foi introduzido o termo Boteco, já indicando as características que serão encontradas pelo público. O cardápio também foi ampliado, contando com opções de espetinhos, bolinhos, pastéis, petiscos, caldos, escondididinhos e refeições.
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Norte e Noroeste têm oito das 10 cidades do RJ com maior percentual de motos em suas frotas
14/09/2026 | 14h03
Usuários destacam custo-benefício e agilidade, mas se preocupam com a segurança
Usuários destacam custo-benefício e agilidade, mas se preocupam com a segurança / Foto: Divulgação
Dos 10 municípios fluminenses com maior percentual de motocicletas e motonetas em relação à totalidade das suas frotas, oito estão situados no Norte ou no Noroeste do estado. A informação foi destacada numa matéria especial do jornal O Globo, na edição impressa do último domingo (13), com base no Anuário Estatístico do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ). O recorde é de São José de Ubá, cidade com cerca de sete mil habitantes, em que 51,7% dos veículos registrados são motos ou derivadas, como as scooters. Um detalhe é que os dados não contabilizam os ciclomotores (com até 50 cilindradas e 50 quilômetros por hora), que fariam esse número ser ainda mais elevado.
O citado ranking é encabeçado por quatro cidades do Noroeste Fluminense. Além de São José de Ubá, o top-4 também conta com Aperibé (50,8%), Cambuci (49,8%) e Bom Jesus do Itabapoana (49,3%). Em seguida aparece São Fidélis, município do Norte Fluminense em que as moticicletas e motonetas têm maior participação na frota (47,29%). Outro representante da região Norte é São Francisco do Itabapoana, oitavo colocado, com 43,22%. Já o Noroeste tem mais duas cidades no top-10: Itaocara, em sexto (46,42%), e Santo Antônio de Pádua, em 10º (42,48%). Todas as cidades mencionadas possuem mais do que o dobro percentual do estado, cuja média de presença das motos na frota é de 20,6%.
Entre os fatores que elevam os números no Norte e Noroeste Fluminense, está a grande concentração de pessoas em núcleos rurais, como localidades e distritos. O Globo mencionou elementos como as poucas opções de transporte público e o custo-benefício na comparação com a criação de cavalos, nos casos rurais, ou o abastecimento de carros. Há quem escolha a motocicleta para trabalhar, tanto nas zonas rurais, percorrendo lavouras ou sítios/fazendas, quanto nas áreas urbanas, como se percebe com a grande quantidade de motos em semáforos e estacionamentos. Locomoção para instituições de ensino e pequenos afazeres do dia a dia também aparecem entre os principais motivos de uso, havendo ganho de tempo no trânsito. Por outro lado, muitos usuários se preocupam com o fator segurança, devido à vulnerabilidade em caso de acidentes, que muitas vezes resultam em cirurgias ortopédicas ou até mesmo a morte. Por isso, especialistas orientam sobre a necessidade de formação e muita cautela dos condutores.
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Show de Roberta Campos nesta sexta abre agenda de eventos do Sesi Campos fora da sua sede
11/09/2026 | 15h40
Foto: Divulgação

Um dos principais palcos  da cultura em Campos, o Teatro Firjan Sesi, em Guarus, passará por reforma voltadas a melhorias estruturais nos próximos meses. Por isso, parte da programação do Sesi será realizada em outros locais da cidade, como a Casa de Cultura Villa Maria, que recebe nesta sexta-feira (11) um show da cantora e compositora mineira Roberta Campos. O evento está marcado para as 20h, com ingressos a venda na plataforma Sympla, a R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada).
Também está confirmado para a Villa Maria uma apresentação do espetáculo "Sol, Chuva e Tapete", do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, às 16h do próximo dia 19. Outro local garantido no novo roteiro do Sesi é o Auditório Cristina Bastos, no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), que vai sediar eventos em outubro.
O Teatro Firjan Sesi Campos ainda tem programação neste mês, mas em breve vai destinar integralmente suas atrações aos espaços parceiros. A partir de então, só vai reabrir em 2027. Segundo o coordenador cultural da Firjan Sesi, Alexandre Ramos, a decisão de levar os eventos desse período a outros locais reforça a proposta de aproximar diferentes públicos da produção artística, democratizando o acesso a atrações locais e nacionais.
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Festival Goitacá de Cinema planeja exposição com câmeras e fotos de Dib Hauaji para 2027
10/09/2026 | 19h08
Natural e morador de Campos, Dib é o maior colecionador de câmeras do mundo, com mais de 2 mil exemplares
Natural e morador de Campos, Dib é o maior colecionador de câmeras do mundo, com mais de 2 mil exemplares / Foto: Divulgação

Mantendo a proposta de evidenciar campistas relacionados ao setor audiovisual, o Festival Internacional Goitacá de Cinema tem um nome no radar para sua terceira edição, em 2027. Está nos planos dos organizadores prestar uma homenagem ao veterano fotógrafo Dib Hauaji, que há muitos anos tem a maior coleção de câmeras fotográficas da América do Sul e, recentemente, se tornou o maior colecionador do gênero no mundo, com mais de 2 mil exemplares.
Pelo planejamento atual, a homenagem a Dib Hauaji não será no formato das feitas à atriz Zezé Motta e ao ator Tonico Pereira, respectivamente, no ano passado e neste ano. Isso porque haverá um homenageado principal, novamente ligado ao cinema, ainda sem nome definido. No que se refere a Dib, a ideia é fazer uma exposição com parte da sua coleção de câmeras, que engloba desde as pioneiras "caixas de sapato" até as modernas digitais. Constam no acervo, por exemplo, modelos de Leicas, Yashicas, Rolleiflex, Nikons, Pikanons e Pentax, bem como uma Speed Graphic popularizada em filmes do Super-Homem. Juntamente às câmeras selecionadas, também serão expostas fotos tiradas por Dib, que colaborou com diversos jornais de Campos registrando vários dos principais acontecimentos da cidade nos últimos 57 anos, como visitas presidenciais, inaugurações de obras, eventos esportivos e festas sociais.
Na semana passada, o cineasta Fernando Sousa, diretor da produtora Quiprocó Filmes e do Festival Goitacá, fez uma visita à casa de Dib para conhecer o acervo. Atualmente com 88 anos, Dib segue atuando como colunista da Folha da Manhã, além de manter aberta há décadas uma loja de fotografia que já empregou mais de 150 profissionais do ramo.
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Paula Gicovate lança em Campos, nesta quinta, romance sobre reinvenção pós-luto e legados femininos do cuidado
01/09/2026 | 16h20
'Como navegar o abismo' é o terceiro romance de Paula Gicovate
'Como navegar o abismo' é o terceiro romance de Paula Gicovate / Fotos: Divulgação
"Quando uma versão de nós morre junto com alguém que amamos e é preciso nascer de novo, quem a gente vira?". É a partir desse questionamento que a autora Paula Gicovate, campista radicada no Rio de Janeiro, escreveu o romance "Como navegar o abismo". Recém-publicado pela Editora Record e já lançado no Rio e em São Paulo, o livro terá lançamento também em Campos, às 19h da próxima quinta-feira (3), no restaurante GV Pasta Bar, situado no Parque Tamandaré. Durante o evento, Paula participará de um bate-papo com a jornalista Marina Bruno, sobre temas como perda, reconstrução e a herança emocional de mulheres.
Reconhecida por explorar afetos, desejos e zonas delicadas de relacionamentos amorosos pela ótica feminina, Paula Gicovate faz de "Como navegar o abismo" uma análise sobre a experiência do luto. O livro parte de uma experiência pessoal da autora, que perdeu a mãe em 2022, e envereda pela ficção para abordar mecanismos da memória, conflitos familiares e diversos modos como cada indivíduo aprende a lidar com a finitude humana.
Na obra, uma premiada chef de cozinha recebe a notícia mais importante da sua carreira na mesma noite em que descobre que sua mãe, Cecília, tem um câncer agressivo e incurável. Pouco tempo depois, a doença interrompe brutalmente uma relação marcada pelo amor e a cumplicidade entre mãe e filha. A partir de então, a protagonista, Nara, abandona a vida que construiu no Rio de Janeiro, deixando para trás o trabalho e outros projetos profissionais, além do namoro, e retorna a Fontana, cidade interiorana onde cresceu e passou parte da juventude. Lá, reencontra a avó materna, que lida com o luto de forma totalmente distinta à sua. Enquanto Nara busca compreender a própria dor para reaprender a existir, a avó, que sempre transmitiu dificuldade em demonstrar afeto, insiste em silenciar sobre a morte da filha.
Nascida em Campos em 1985 e vivendo na capital fluminense desde 2003, Paula Gicovate tem carreira exitosa como redatora e roteirista, com trabalhos na TV Globo, no Multishow, no Globoplay e na Netflix. Como escritora, estreou com o livro de contos "Sobre (o) tudo que transborda" (Multifoco, 2009) e participou da coletânea "Vivo muito vivo" (José Olympio, 2022), que reúne contos de vários autores inspirados em canções de Caetano Veloso. "Como navegar o abismo" é o seu terceiro romance, já tendo publicado "Este é um livro sobre amor" (Guarda-Chuva, 2014) e "Notas sobre a impermanência" (Faria e Silva, 2021), semifinalista do Prêmio Oceanos 2022.
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