Arroz branco e açúcar
17/12/2023 | 08h43
De acordo com pesquisadores da Universidade de Harvard, consumir arroz branco pode ser tão ruim quanto ingerir açúcar puro.
A conclusão deve-se ao chamado Índice Glicêmico dos alimentos: uma escala de 0 a 100, que basicamente mede a velocidade que a glicose no sangue se eleva após comermos algo.
Alimentos de alto índice glicêmico teriam valores de 70 ou mais, como no pão branco, arroz branco, biscoitos, bolos e a grande maioria dos cereais industrializados, ou seja, comer uma porção de arroz branco complica tanto quanto um doce com açúcar.
A nossa sugestão é acrescentar ao arroz, lentilhas, cenoura, brócolis, milho e, se possível optar pelo arroz integral. Mas se não der para abrir mão do arroz branco, reduza a quantidade e consuma sempre acompanhado de hortaliças folhosas e boas fontes de proteínas magras, como frango, carne bovina magra ou carne suína magra. 
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Agrotóxicos
09/12/2023 | 07h06
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) liberou um relatório sobre a contaminação de vegetais por agrotóxicos no Brasil. 
1.772 amostras foram coletadas em supermercados em todo o país e analisadas para a presença de resíduos de defensivos agrícolas, os chamados agrotóxicos.
Resultados:
_ 41,1% não apresentavam resíduos
_ 33,9% das amostras com resíduos dentro do limite permitido.
_25% das amostras estavam com contaminação acima do permitido ou com substâncias de uso proibido.
 Uma boa notícia é a redução do risco agudo na laranja, pois no ciclo de 2013/2015, 12,1% das amostras apresentava risco agudo, mas nas amostras de 2022 caiu para 0,6%.
Segundo a ANVISA, além da intensificação na fiscalização, a proibição da utilização de carbossulfano na cultura de frutos cítricos teve impacto. O uso de outras substâncias também foi proibido, como a metidationa e o formetanato, comumente usados nas culturas de laranja, uva e morango.
Há muito o que melhorar na qualidade dos alimentos que colocamos à mesa, mas os resultados são melhores do que o esperado, segundo a Agência.


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Vitamina D na gestação e asma
25/11/2023 | 06h26
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Um estudo de revisão de 15 anos, realizado por pesquisadores ingleses, sugere que suplementar vitamina D na gestação pode reduzir em muito o risco de asma na criança.
De acordo com os dados obtidos, as gestantes que receberam 4400 UI de vitamina D, além de seu polivitamínico pré-natal (com 400 UI), tiveram filhos com incidência de asma até 50% menor do que as mães que não suplementaram. 
A vitamina D tem sido "redescoberta" nos últimos anos, com funções muito além do que se pensava há meros 20 anos atrás, com a revisão de quantidades diárias e efeitos fisiológicos. 
_Mas não use suplementos por conta própria, consulte seu profissional de confiança. As vitaminas A, D, E e K são lipossolúveis e o seu excesso pode causar sérios danos à saúde. 
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Está calor?
18/11/2023 | 07h05
Nesses dias de temperaturas altas é fundamental que nos mantenhamos hidratados. Ok...chovi no molhado...
Mas algumas dicas podem ser importantes e desconhecidas de muitos:
_sorvetes podem parecer uma boa opção, obviamente pela sensação refrescante, mas o alto de teor de açúcares e gorduras acabam promovendo o consumo de água para o seu metabolismo, resultando em desidratação. Os picolés de frutas são mais indicados...
_os sucos de frutas mais concentrados, como de uva integral ou manga...goiaba...mais viscosos, são ricos em frutose, o que torna essas bebidas menos hidratantes...prefira refrescos mais aguados e com pouco ou nenhum açúcar.
_bebidas alcoólicas, como cerveja, enganam pela mesma sensação de refrescância, mas é um ledo engano, pois o álcool inibe o Hormônio Antidiurético (ADH) fazendo com urinemos mais e mais uma vez a desidratação.
_ Banhos frios ou gelados ajudam sim, mas muito cuidado ao entrar na água fria! Ambientar o organismo inicialmente é essencial, molhar aos poucos áreas corporais com mais vasos sanguíneos como punhos...pés...pescoço. A entrada súbita em água fria pode provocar contração importante dos vasos sanguíneos (vasoconstricção), podendo causar até mesmo um derrame (AVC).
_Nas atividades ao ar livre, podemos melhorar as trocas térmicas molhando bonés de algodão...camisas de algodão (e com proteção UV) com água doce. Até mesmo o treinamento militar sugere essa técnica.
_a água de côco parece ser uma alternativa ideal para hidratação, mas na verdade não é. Ela apresenta um teor alto de potássio e quando desidratamos perdemos três vezes mais sódio do que potássio...acho válido o uso de água de côco em pequenas quantidades, intercalando com água mesmo.
_Pode ser necessário o uso de bebidas hidratantes como os isotônicos, pois a perda de sódio e potássio no calor extremo se acentua muito e a nossa vida depende do balanço desses (e outros) sais no organismo. 
_cuidado com o tal de "muita água"...excesso de água ingerida faz com percamos sódio para excretar essa essa água toda, podendo ocasionar hiponatremia (redução de sódio no organismo). Cerca de 35 ml por kg de peso corporal são suficientes, podendo-se subir para 45 ml/ kg em dias mais quentes.
Muita atenção às crianças e idosos. Os seus organismos não contam com a mesma eficiência de um adulto jovem saudável para a perda de calor, podendo haver heliose (insolação) e desidratação em curto prazo de tempo.
 
 
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Insulina alta e Câncer de Pâncreas
05/11/2023 | 08h56
De acordo com pesquisadores da Universidade de Medicina da Columbia Britânica, há uma relação direta entre insulina alta e o desenvolvimento de tumores no pâncreas.
Níveis altos de insulina tendem a ser encontrados em pessoas com diabetes tipo II, aquele associado à obesidade, sedentarismo e que normalmente surge após os 40 anos de idade. 
Segundo Dr. James Johnson, pesquisador chefe, o organismo que mantem altas taxas de insulina tende a super estimular o pâncreas a produzir enzimas digestivas. 
O problema é que o chamado suco pancreático contem enzimas capazes de digerir praticamente tudo e a sua produção excessiva está relacionada à inflamação e alterações nas células pancreáticas.
Como já se sabe, a inflamação de um grupo de células é um dos fatores envolvidos no desenvolvimento de alterações celulares, que podem resultar em tumores.
Infelizmente os tumores de pâncreas tendem a ser agressivos e de prognóstico ruim. 
Mais um motivo para o controle da obesidade, a prática de atividades físicas regulares e a prevenção do diabetes tipo II. 
 
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Uma a cada cinco usuários de planos de saúde é obeso
22/10/2023 | 06h25
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Saúde Suplementar (IESS), um em cada cinco usuários de planos de saúde encontra-se obeso. 
A análise usou os dados do Inquérito Telefônico para Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel de 2008 a 2021).
Os dados de meros 15 anos atrás mostravam 1 a cada 8 usuários de planos de saúde com obesidade. 
Esse crescimento de mais de 7% é preocupante, pois tende a se manter, alertam os pesquisadores.
Importante lembrar que a OMS considera que vivemos uma epidemia de obesidade em todo o mundo, com os óbvios impactos na saúde da população, com diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças articulares, etc. 
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Coma menos, viva mais e melhor!
15/10/2023 | 07h15

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH), EUA, publicaram anteontem um artigo com informações que comprovam o que nossos avós já diziam: nós comemos muito!
O estudo, realizado em modelo animal durante dois anos, mostra que uma redução de apenas 12% na ingestão calórica total (principalmente em carboidratos), promove a ativação de genes que melhoram a expectativa de vida e ainda aumentam a massa muscular.
De acordo com Luigi Ferrucci, Ph.D., a redução na ingestão de fontes de energia “fáceis” como os carboidratos promove a ativação de genes associados à sobrevivência: "Essas vias genéticas ativadas promovem uma menor perda de massa muscular e óssea em animais idosos e os resultados parecem se repetir em humanos."
Na nossa humilde opinião, passamos por 160 mil anos de evolução recente (Homo sapiens pra cá), como caçadores e coletores, sendo que não se caçava com sucesso todos os dias. Os frutos não contavam com as técnicas de cultivo de hoje, de forma que tendiam a ser azedos (ou menos doces) e menos disponíveis para consumo frequente.
Em prazo curto, em termos evolutivos, começamos a dominar o cultivo de vegetais e a criação de animais, de forma que passamos a contar com muito mais facilidade na obtenção de alimentos... Daí para o exagero “foi um pulo”.
Um grande problema em específico foi a extração de carboidratos simples (açúcares) dos vegetais.
Na natureza, com raras exceções (ex: mel), é extremamente raro se encontrar esse tipo de carboidrato em abundância. O problema é que quando os ingerimos, o pâncreas “bomba” insulina na corrente sanguínea (o grande hormônio que produz gorduras, dentre outros vários efeitos). Já o sistema nervoso nos dá uma “recompensa” de serotonina, como se nosso cérebro dissesse: parabéns, você é um bom sobrevivente.
É fácil prever uma relação de vício com esses carboidratos: quanto mais ingerimos, mais dependentes ficamos desse mecanismo de recompensa...e vai a insulina armazenando gordura sob a pele e entre as vísceras...
Obviamente o nível de atividade física era muito maior do que os confortos modernos nos trazem, poluição, etc, mas que o tal de tirar açúcar das plantas foi bravo, isso foi.
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Doença da Urina Preta
01/10/2023 | 08h38
Nesses tempos de calor acima da média, mesmo no recém-findo inverno, os casos de rabdomiólise tem aumentado em todo o país. 
Popularmente chamada de Doença da Urina Preta, a rabdomiólise não é uma doença com causa isolada e constitui na verdade uma síndrome, que pode ser desencadeada por vários fatores: traumatismos, excesso de atividades físicas (principalmente no calor), infecções, ou mesmo devido ao consumo abusivo de álcool (e outras drogas).
Quando decorrente do consumo de pescados, a síndrome é chamada de Doença de Haff, sendo os sintomas principais, mialgia (dores musculares), mal-estar, náuseas, fraqueza muscular, dores abdominais, vômito e urina escura obviamente.
Na Haff as lesões musculares resultam na elevação dos níveis séricos de creatina fosfoquinase (CPK), podendo ocasionar escurecimento da urina, variando de avermelhada a marrom.
A rabdomiólise na doença de Haff tem início rápido, após o consumo de peixes e crustáceos cozidos, indicando que toxinas resistentes ao calor (termoestáveis) são a causa da doença. Importante ressaltar que essas toxinas ainda não são definidas ou conhecidas.
Segundo pesquisadores da FIOCRUZ, os peixes não produziriam essas toxinas, que seriam secretadas por microalgas tóxicas e se acumulariam na carne do pescado. 
Os pescados de origem marinha parecem responsáveis por 74% dos casos, principalmente das espécies olho-de-boi e badejo.
Apesar de parecer bem óbvia, a recomendação geral é o acondicionamento do pescado no gelo no momento da captura/ abate. 
_Caso observe alterações súbitas na coloração da urina, procure imediatamente um serviço de saúde e observe criteriosamente o que ingeriu nas últimas 24 h.
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Alergia e Celulares
03/09/2023 | 07h32
Pesquisadores  americanos publicaram uma pesquisa científica no American College of Allergy, Asthma, and Immunology com um tema curioso:
a relação entre alergia e celulares. 
De acordo com Peter Thorne, PhD, a presença de substâncias alergênicas em celulares foi identificada em 88% dos aparelhos testados. 
Substâncias oriundas de cães e gatos, Beta glucanos e endotoxinas foram amplamente encontradas. 
Todos esses compostos são capazes de causar alergias respiratórias e de contato em pessoas mais susceptíveis, afirmam os pesquisadores. Sendo que alguns casos graves.
No mercado internacional substâncias higienizantes para celulares são vendidas comumente, sendo que no Brasil esse mercado ainda é discreto e, muitas são ineficientes de acordo com a publicação.
Ainda de acordo com o estudo a combinação de chorohexidina/cetillpiridínio bem como benzoato de sódio seria a forma mais eficaz de eliminar esses possíveis causadores de quadro alérgico. 
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Dia do Nutricionista
31/08/2023 | 06h41
Hoje, 31 de agosto é o Dia do Nutricionista. Parabéns a todos os colegas!!!
Há sim algo a se comemorar, mas muito ainda a conquistar.
A categoria carece fortemente de representatividade no poder legislativo.
Os maiores avanços em todas as classes profissionais ocorreram com a atuação de deputados estaduais e federais engajados em suas causas. 
Infelizmente a categoria ainda necessita de coesão nesse sentido, para que nos unamos e usemos o nosso voto a favor da nossa evolução profissional, maior reconhecimento e ampliação de atribuições legais.
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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