Solenidade em SJB expõe 'racha' entre Prefeitura e Câmara
18/06/2022 | 12h47
Cenário mais tranquilo
A política de São João da Barra sempre rendeu cenas quentes para o noticiário, mas o quadro campista, em permanente combustão, parece ter intimidado o município vizinho, que, nessa sexta-feira (17), comemorou 172 anos de elevação à categoria de cidade. As autoridades, como de praxe, estavam separadas. Durante o desfile cívico, no palco oficial, a estreante prefeita Carla Caputi (sem partido), sempre acompanhada da ex-prefeita Carla Machado (PT), que renunciou em abril e figura como pré-candidata a deputada estadual, e os vereadores da base. Do outro lado da rua, vereadores do G5, deputado e pré-candidatos não aliados.

Presidente não convidado
A divisão é natural, afinal, são grupos políticos distintos. Porém, pouco antes, no hasteamento das bandeiras, chamou a atenção o fato de o presidente da Câmara, Elísio Rodrigues (PL), não ser convidado para participar da solenidade com a prefeita. Um representante da Capitania dos Portos e outro do 8º Batalhão de Polícia Militar. Elísio foi eleito no palanque das “Carlas” em 2020, mas figura como possível pré-candidato a prefeito em 2024 e fez parte do movimento que impôs uma derrota ao governo na Câmara, ao eleger Alan de Grussaí (Cidadania) presidente do próximo biênio, a despeito do combinado com a ex-prefeita.
Hasteamento das bandeiras no Dia da Cidade, em SJB
Hasteamento das bandeiras no Dia da Cidade, em SJB / Paulo Pinheiro

Racha entre poderes
O desejo de Carla Machado era fazer do seu líder do governo, Chico da Quixaba (PP), presidente no próximo biênio. Não consegui, reuniu o grupo para falar de política, depois renunciou ao mandato e está articulando sua pré-candidatura. Caputi enfrenta uma Câmara com maioria de oposição, e a prova de fogo vem em breve, com as discussões sobre o percentual de remanejamento em 2023. Não chamar o presidente da Câmara para hastear as bandeiras chamou mais atenção para o racha com o Legislativo. Fosse o presidente convidado para a cerimônia, talvez o fato das divisões partidárias até passasse despercebido.
Prefeita citou os vereadores de oposição e fez foto com alguns deles
Prefeita citou os vereadores de oposição e fez foto com alguns deles / Paulo Pinheiro


União do G5
Apesar de não chamar para a cerimônia, Caputi citou nominalmente os vereadores presentes — da base, ou não. Para Elísio, não foi desprestígio o fato de ele não participar do hasteamento da bandeira. Diz ter sentido falta de um representante do Legislativo, que, segundo ele, poderia ser a vereadores Sônia Pereira (PP), vice-presidente da Casa e parte da base governista. No desfile, o G5 — que além de Elísio e Alan conta com Analiel Vianna (Cidadania), Franquis Areas (PSC) e Kaká (Podemos) — se manteve sempre unido e parecia mandar um recado para o palanque da prefeita, que estava do outro lado da rua.
Vereadores do G-5 em SJB durante o desfile
Vereadores do G-5 em SJB durante o desfile / Reprodução
Presenças e gafes
Em ano eleitoral, os políticos marcam presença. Estiveram por SJB o ex-prefeito Betinho Dauaire, o deputado estadual Bruno Dauaire (União), pré-candidato à reeleição, Márcio Nogueira (Podemos), 2º colocado na disputa a prefeito em 2020 e pré-candidato a estadual — assim como Bruno Vianna (PSD, vereador de Campos) e Dimisson Nogueira (Podemos) —; além de Marcão Gomes (PL), pré-candidato a federal. Nas redes, o senador Romário (PL) foi homenagear SJB, mas usou uma foto de Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. A gafe virtual, depois corrigida, também foi cometida pelo deputado estadual Max Lemos (Pros).


Empate técnico
A pesquisa Exame/Idea divulgada nessa quinta-feira (16) confirmou a tendência atual de empate técnico na disputa ao Governo do Rio de Janeiro entre o governador Cláudio Castro (PL) e o deputado Marcelo Freixo (PSB). Eles têm respectivamente 24% e 23%. Na sequência, estão os ex-prefeitos Marcelo Crivella (Republicanos), do Rio, com 10% e Rodrigo Neves (PDT), de Niterói, com 8%, Felipe Santa Cruz (PSD) tem 3%; Emir Larangeira (PMB), Cyro Garcia (PSTU) e Paulo Ganime (Novo), 2% cada um. Já Eduardo Serra (PCB) e Milton Temer (Psol), 1% cada. Ao todo, 8% disseram não votar em ninguém, branco ou nulo e 17% não sabem.

Sem Crivella
No cenário sem Crivella, também há empate técnico: Castro tem 29% e Freixo, 25%. Neves tem 10%. O quarto colocado é Santa Cruz, com 3%. Ganime, Larangeira e Garcia têm 2% cada um. Serra e Temer, 1%. Brancos, nulos e eleitores que não votariam em ninguém somam 9% e 16% afirmam não saber. A pesquisa não incluiu o nome do ex-governador Anthony Garotinho (União). Em um eventual segundo turno, Cláudio Castro aparece com 38%, contra 32% de Freixo. Brancos, nulos e ninguém somam 13%, enquanto 17% não sabem. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-02458/2022.

Programação da Expo
Não realizada nos últimos dois anos devido à pandemia, a Exposição Agropecuária de Campos estará de volta entre 04 e 07 de agosto. Mais uma vez, o evento será realizado pela Fundação Rural de Campos (FRC), em parceria com a Excess Produções. A grade com todas as atividades ainda está sendo concluída, mas a programação de shows foi divulgada pela Excess, com artistas de peso no cenário nacional. A festa contará com Gustavo Lima no dia 04 de agosto (quinta); Pixote e Barões da Pisadinha (sexta); Jorge e Matheus (sábado); e encerrando a programação, no domingo, Zé Vaqueiro. Os ingressos começarão a ser vendidos em breve.
*Publicado na edição deste sábado (18) da Folha da Manhã
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No aniversário de SJB, senador Romário usa foto de Barra de São João em homenagem
17/06/2022 | 09h40

O senador Romário (PL) usou as redes sociais para homenagear São João da Barra, que celebra, nesta sexta-feira (17), 172 anos de elevação à categoria de Cidade. Mas o senador acabou cometendo uma gafe, talvez na mais clássica das confusões entre localidades no interior do Rio de Janeiro. Ao falar sobre o município de São João da Barra, usou a imagem de Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu. 

Foram muitas as vezes que shows de artistas do cenário nacional atrasaram e a justificativa era essa: de que o motorista foi para Barra de São João, ao invés de seguir para São João da Barra. Em 2011, em um movimento organizado pelo Governo do Estado contra a partilha dos royalties, o ônibus que sairia de SJB também atrasou: tinha ido para Barra de São João.

As celebrações dos 172 anos de SJB acontecem na manhã dessa sexta, com hasteamento da bandeira, missa (10h) e desfile cívico (11h). À noite, a partir das 21h, tem show com Felipe Araújo — caso ele não erre o caminho, e vá parar em Barra de São João.
Atualização às 12h35 — Após a publicação do blog e comentários na página do senador sobre o equívoco com as imagens, a equipe de Romário apagou o post errado e fez outro, desta vez com a imagens da igreja matriz de São João Batista, padroeiro de São João da Barra. 
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Vereador denuncia riscos no prédio da antiga Tecex em SJB
15/06/2022 | 11h31
A Câmara de São João da Barra apreciou várias proposições na sessão dessa terça-feira (14) e, no Tema Livre, um assunto grave chamou a atenção: o risco no prédio da antiga Tecex, que funciona como galpão de algumas secretarias. A denúncia foi apresentada pelo vereador Kaká (Podemos), que visitou o local recentemente a pedido de moradores vizinhos. Segundo ele, o prédio está com danos estruturais, queda de telhado, grande quantidade de objetos abandonados, servindo de ambiente insalubre para a saúde humana haja vista a presença de ratos, mosquitos, cupins, baratas, entre outros insetos.

Kaká filmou e fotografou o local e redigiu um ofício para enviar ao coordenador municipal de Defesa Civil, Marco Antônio Ribeiro da Silva. No documento, lido na sessão, ele solicita “uma vistoria, visando a uma análise de riscos que o próprio municipal, atualmente abandonado, está propiciando à população sanjoanense”. Também requer adoção de medidas necessárias para sanar o problema.

— Fiquei perplexo com o estado daquele prédio que foi comprado, se não me engano, em 2011, por um dinheirão. Um total desperdício com o dinheiro público. Um espaço grande, que poderia servir como centro esportivo e cultural para os nossos jovens, para cursos profissionalizantes, mas que está oferecendo risco de vida aos funcionários que ali trabalham, pois há telhas soltas, que podem cair a qualquer momento — desabafou.
O prédio da Tecex já foi oferecido a instituições para que pudessem desenvolver cursos técnicos, ao Detran para a instalação de um posto. Outras possíveis destinações aventadas seriam a de usar o espaço para abrigar secretarias municipais, diminuindo gastos com aluguéis, ou a criação de um espaço de lazer. Porém, como se constata até o momento, nada passou do campo das intenções.

Saúde — Na sessão, foram aprovados três requerimentos para a Saúde, começando por Franquis Arêas (PSC), que pediu a renovação da frota de ambulâncias (compra) e também mais veículos para transportar os pacientes que fazem tratamento em outras cidades. O presidente da Casa, Elísio Rodrigues (PL), requereu a implantação do cartão de vacinas digital na rede pública. Elísio também solicitou um levantamento dos medicamentos mais prescritos pelos médicos da rede pública, a fim de manter o estoque adequado, evitando que haja falta de remédios na farmácia pública.

Água potável — À Cedae, Chico da Quixaba (PP) solicitou a construção de uma caixa d'água para fornecer água potável para a localidade de Campo de Areia.

Pesca e Aquicultura — Joice Pedra (PL) fez dois requerimentos à secretaria municipal de Pesca e Aquicultura. No primeiro, sugeriu estudos necessários para a implantação do Projeto de Incentivo ao Desenvolvimento da Aquicultura Familiar, visando promover políticas públicas socioeconômicas para o desenvolvimento sustentável da atividade aquícola no município, como forma alternativa de geração de emprego e renda nas propriedades rurais. No outro, que seja feita uma viabilidade técnica e financeira para a contratação de empresa especializada em manutenção emergencial das embarcações pesqueiras do município, conforme as normas marítimas e técnicas de mergulho.

Transporte — Por meio de requerimento, o vereador Analiel Vianna (Cidadania) solicitou à Câmara que convide o Detro, a secretaria de Transportes e as empresas de ônibus Brasil e Quissatur para participarem de uma palestra sobre transporte intermunicipal, com data a ser marcada pela Casa de Leis.

Obras — À secretaria municipal de Obras, Sônia Pereira (PP) solicitou reforma, calçamento, colocação de quebra-molas (ou tachões) e sinalização na rua Maria Clarinda (Açu) e a reforma geral das quadras esportivas da praça do Meireles e do Repolinho, em Atafona. Já o vereador Alan de Grussaí (Cidadania) pediu a construção de um canteiro central, ciclovia e iluminação no prolongamento da avenida Liberdade até a Curva de Grussaí e a elaboração de um projeto de lei para a reabertura da antiga estrada da Restinga, ligando Chapéu do Sol à avenida Liberdade, em Grussaí. Franquis sugeriu a construção de um portal em Barcelos, com o objetivo de delimitar os municípios de Campos e São João da Barra. Analiel fez indicação cobrando a construção de uma creche em Campo de Areia.

Ordem do dia — O plenário aprovou os projetos de lei do Executivo: 030/2022 e 031/2022. O primeiro dispõe sobre a criação do Programa Patrulha Maria da Penha no município, que será executado por agentes treinados e capacitados da Guarda Civil Municipal (GCM), com o objetivo de coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres do município. Já o 031 visa à criação do Grupamento de Operações com Cães (GOC) e do Canil da GCM. O intuito é utilizar cães adestrados para auxiliar operações como: patrulhamento comunitário, preventivo, a pé, motorizado, em eventos, proteção de patrimônio, operações de busca, captura, salvamento de pessoas, detecção de entorpecentes e artefatos explosivos, entre outros.
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Empresa de SJB vence licitação e fará serviço de iluminação pública
14/06/2022 | 17h33


São João da Barra volta a contar com uma empresa para cuidar da iluminação pública — queixa constante, pelo menos, nos últimos dois anos. A empresa sanjoanense Talimaq Construtora venceu a licitação para contratação “de empresa de engenharia para realização dos serviços de manutenção corretiva e preventiva, eficientização e reforço do sistema de iluminação pública do município”, incluindo o fornecimento dos materiais necessários. O valor global é de R$ 3,5 milhões.
Os últimos dois contratos emergenciais feitos pela Prefeitura para o setor de iluminação também foram com a Talimaq. A diferença é que nos contratos o material, considerado de má qualidade, era fornecido pelo próprio município.
A disputa pelo serviço foi via pregão eletrônico, estimada no máximo em R$ 7,9 milhões. Duas empresas apresentaram propostas de valores mais baixos que a Talimaq — uma de R$ 2,9 milhões e outra com valor superior em R$ 50 mil. Porém, essas empresas não atendiam as exigências do certame.
Os veículos da Talimaq já passaram pela vistoria da Prefeitura, nessa segunda-feira (13), para iniciar o serviço. O resultado da licitação foi homologado no Diário Oficial desta terça-feira (14).
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SJB começa a discutir orçamento de 2023, estimado em mais de R$ 640 milhões
14/06/2022 | 16h44
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município de São João da Barra para 2023 será discutido na Câmara de Vereadores na próxima terça-feira (21), durante audiência pública, marcada para as 17h. Conforme o demonstrativo I (metas anuais) do projeto de lei, a previsão orçamentária estimada para o próximo ano é de R$ 640.866.051,96. A tendência, porém, é de que a arrecadação, crescente no município, seja superior. O orçamento previsto para este ano (2022) foi de R$ 469 milhões. Porém, no primeiro quadrimestre do ano já houve uma arrecadação de cerca de R$ 100 milhões acima do esperado para o período.

A LDO de 2023 encontra-se em apreciação nas comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento da Câmara. Após a audiência, será aberto o prazo para a sociedade apresentar propostas de emendas ao texto. Presidente da Casa, Elísio Rodrigues (PL) destaca que toda a população está convidada a participar do debate. “A participação popular é sempre muito importante, principalmente por se tratar das diretrizes para a elaboração do orçamento público do nosso município. A audiência é aquele momento em que podemos tirar dúvidas e dar sugestões do que pode ser melhorado”, destacou Elísio.
Outra questão polêmica na discussão da LDO é a questão do remanejamento. No ano passado, a Câmara reduziu de 50% (como constava no texto original) para 40%, o limite para o Executivo abrir créditos adicionais suplementares por meio de decreto. Anteriormente, a então prefeita Carla Machado (hoje, PT) tinha 50%. Com a Câmara dividida, a tendência é que a gestão Carla Caputi (sem partido) tenha um percentual menor de remanejamento sem a necessidade de passar pelo crivo do Legislativo, mas este índice ainda não estaria definido.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias é um dos instrumentos de planejamento de que dispõe o município. É ela que vai definir as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que é votada no final do ano. Ela compreende: as metas e prioridades da administração municipal; as metas fiscais e riscos fiscais; a estrutura dos orçamentos; as diretrizes para a elaboração do orçamento; as disposições sobre a dívida pública; as disposições sobre despesas com pessoal e encargos sociais; as disposições sobre alterações na legislação tributária.
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Câmara de Campos mais longe de uma conciliação em outra semana negativa
11/06/2022 | 10h57
Sem conciliação
A Câmara de Campos teve outra semana negativa. O vereador Fred Machado (Cidadania) protestou após ser indeferido um recurso que ele protocolou para anular a sessão na qual foi arquivado o processo de destituição contra o presidente da Câmara, Fábio Ribeiro (PSD), e o vice, Juninho Virgílio (União). Ele justificava que a votação não foi válida porque começou após a oposição, que é maioria, esvaziar o plenário. Logo, sem quórum, não haveria sessão. O recurso foi considerado intempestivo, e Fred usou a tribuna para falar sobre algo que todo mundo já percebeu nessa legislatura: “vai ser difícil chegar a uma conciliação”.

“Briga com AR-15” na Câmara
A conclusão que Fred chegou na tribuna não é novidade. Desde 15 de fevereiro, quando os governistas tentaram antecipar a eleição da Mesa — na esperança de reeleger Fábio, mas acabaram sendo derrotados por Marquinho Bacellar (SD) e, posteriormente, anularam a disputa — não há clima para consenso na Casa. Prova disso foi o próprio discurso de Fred, que após ser sensato ao citar sobre as dificuldades de conciliação, principalmente quando o assunto é a interpretação do regimento, perdeu a razão ao dizer que o momento era de “partir para briga, com AR-15 mesmo. Explodir a Câmara”.

Imagem manchada
Fred tanto sabe que errou ao fazer alusão ao uso de armas na Casa — embora não seja o primeiro episódio —, que logo usou as redes sociais para se desculpar. A intenção não é a de defender ninguém, mas quem conhece o temperamento do ex-presidente da Câmara não tem dúvida que as palavras proferidas na tribuna foram mais um ato impensado, no calor da emoção, do que uma ameaça velada. Apesar de ter tido maior repercussão, Fred não foi o único que perdeu a linha na sessão da última quarta. A troca de ofensas entre vereadores, insinuações maldosas, tudo isso só vem manchando a imagem do Legislativo.

Fôlego da oposição
E não há sinal de que a bandeira da paz será erguida na Casa. Aliás, está longe disso. Embora o resultado tenha sido anulado, a derrota política na eleição da Mesa tem um preço caro para o governo — deu fôlego à oposição, um ano antes de poder assumir, de fato, o protagonismo de chegar ao comando da Mesa em 2023. As dificuldades que o governo do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) encontra hoje na relação com o Legislativo tendem a ser muito mais intensas nos últimos dois anos do atual mandato, quando, fora um ponto muito fora da curva, a Mesa será toda da oposição, como a maioria dos vereadores da Casa.

Wladimir contra a parede
Não por acaso a oposição já sinalizou que vai impor a Wladimir um remanejamento de só 5% no Orçamento do ano que vem. Como disse o próprio prefeito, o movimento vai obrigá-lo a “tomar bênção” à Casa, dominada por opositores. O lado que tem maioria na Câmara pode mudar a qualquer momento, mas, na atual conjuntura, é mais fácil a oposição crescer do que a base se reestruturar. E o governo já chegou a ter 23 vereadores do seu lado. A habilidade que o prefeito teve para articulação enquanto deputado federal, ao que parece faltou na interlocução com a Casa ou na escolha de quem do seu grupo seria o responsável por isso.

Queda de braço
Em meio a esse fogo cruzado, Wladimir vetou, nesta semana, um projeto de lei de Marquinho Bacellar, que instituía a semana da diversidade no município. Entre as ações propostas estava a realização da parada LGBTQIA+. A pauta é espinhosa em uma sociedade conservadora, bem como para o público cristão, sobretudo o evangélico, nicho eleitoral dos Garotinho. Mas o veto abre mais uma disputa, já que Marquinho deve trabalhar para derrubá-lo. Precisa do mágico número de 17 votos (2/3 da Casa), que nenhuma bancada conseguiu alcançar ainda, desde que houve um racha na base, nas polemicas discussões do Código Tributário, no ano passado.

Casa do Povo mais distante
Movimentos políticos, como forma de demonstração de força, sobretudo em ano eleitoral, sempre aconteceram. E sempre vão acontecer. Só que neste ano, na Câmara, ao que parece fugiu do controle, não há tentativa mínima de convivência amistosa, na qual brigam as ideias, não os homens, como já pregava Tancredo Neves. A divergência é salutar, sobretudo em interesses da população, como no caso das discussões sobre o transporte público. Em uma cidade na qual mais de uma a cada quatro pessoas tem fome, é incompreensível que, na Casa do Povo, a briga pelo poder se sobreponha a debates importantes para a sociedade.

Queda de arrecadação
E para fechar a semana no Legislativo goitacá, foi apresentado ontem, pelo secretário Paulo Hirano, os relatórios de gestão do terceiro quadrimestre de 2021 e do primeiro quadrimestre de 2022 da secretaria municipal de Saúde. Pelos dados levados ao plenário, o orçamento da pasta teve uma queda significativa na comparação dos últimos quatro meses do ano passado em comparação com os quatro primeiro deste ano, passando de R$ 237,5 milhões para R$ 117,1 milhões. O principal motivo, segundo Hirano, foi a redução drástica dos repasses federais para combate à Covid-19.
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Polêmicas na Câmara de Campos e projeção às urnas na pauta do Folha no Ar
08/06/2022 | 20h26
João Paulo Granja
João Paulo Granja
O Folha no Ar desta quinta-feira (09) recebe o advogado João Paulo Granja. Com vasta experiência na área eleitoral, ele comenta sobre as polêmicas envolvendo às últimas polêmicas envolvendo a Câmara de Campos e também a virada de Mesa e tentativa de anulação da eleição em São João da Barra. Outro assunto em pauta são os prazos e regras neste ano eleitoral, no qual serão eleitos deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente da República, com uma análise das peças do tabuleiro para 2022, sobretudo com tantas pré-candidaturas a deputado na região.
É possível acompanhar e interagir durante a entrevista pela live no Facebook, na página da Folha FM 98,3, além da transmissão pelo rádio.
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Wladimir veta projeto de lei de Marquinho Bacellar sobre a semana da diversidade
08/06/2022 | 08h50
O prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) vetou integralmente, nesta quarta-feira (08), um projeto de lei apresentado pelo líder da oposição na Câmara, Marquinho Bacellar (SD). Aprovado na Casa, a lei municipal visava instituir a “Semana da Diversidade no Município de Campos dos Goytacazes”, tendo como encerramento oficial de suas atividades a realização da “Parada do Orgulho LGBTQIA+”, sendo incluído no calendário oficial de evento.
Para justificar o veto, Wladimir diz que a medida é para "evitar a invasão de competência do Executivo Municipal". Ainda no veto, ele destaca que o projeto "interfere diretamente na administração municipal pois a obrigatoriedade de realização de determinados eventos prevê o envolvimento de servidores fora dos seus postos de trabalho atualmente ocupados, o que até poderia demandar a criação ou alteração de leis que versam sobre cargos".

No veto, o prefeito ainda informa que na lei municipal não fica claro se o evento será custeado pelo erário público e salienta que "em sendo nesse sentido, deveria o município abrir licitação para aquisição de bens e serviços de estrutura e organização, o que, notadamente, denota criação de despesas".
A razão do veto, segundo o texto assinado pelo prefeito, há inconstitucionalidade na lei ao "criar novas atribuições a servidores ou mesmo realocá-los nos postos de trabalho, ou eventual aquisição de bens e serviços para custear os eventos".
O veto precisa voltar à Câmara, que pode derrubá-lo por maioria qualificada (de 2/3). A oposição tem 13 vereadores, mas o projeto, que causa polêmica na chamada pauta de costumes, tem resistência no grupo. Entre os membros da oposição, na votação, o vereador Anderson de Matos (Republicanos), que é pastor, votou contra, enquanto Luciano Rio Lu (PDT) se absteve. Da base, o Pastor Marcos Elias (PSC) também foi contra a proposta.
Atualização às 9h26 — Para correção sobre o número de votos para derrubar o veto
 
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Peso da inflação e cenário econômico regional na pauta do Folha no Ar desta 4ª
07/06/2022 | 20h46


Que a inflação vem destruindo o poder de compra do cidadão brasileiro não é novidade para ninguém. Agora, será que tem como prever se algum dia ela estará sob controle? E o poder de compra, vai subir? A proposta do governo federal para que estados zerem o ICMS do gás de zinha e do diesel, sendo ressarcidos pela União, trará efeitos imediatos? Seria uma cartada eleitoral da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PL)? Esses são alguns dos assuntos que estarão em debate no Folha no Ar, da Folha FM 98,33 desta quarta-feira (08), a partir das 7h, com o economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Saulo Jardim de Araújo. Mestre em Engenharia da Produção (pela Uenf) e doutorando em Economia (UFF), ele, que atualmente trabalha no curso de Administração do Isecensa e na UFF também comenta sobre a potencialidade local.
Além de acompanhar a entrevista pelo rádio, é possível assistir e interagir pala live do Facebook, na página da Folha FM 98,3.
 
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Redução de carga horária e benefício a servidores em discussão na Câmara
07/06/2022 | 19h42
Sessão da Câmara tem debate sobre servidores em destaque
Sessão da Câmara tem debate sobre servidores em destaque / Genilson Pessanha
Benefícios aos servidores e queixas sobre a condução das sessões legislativas da última semana, que culminaram com o arquivamento dos processos de destituição da Mesa, deram o tom da longa sessão da Câmara desta terça-feira (07). Vereadores da oposição chegaram a propor que o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) e o secretário de Administração e Recursos Humanos do município, Wainer Teixeira, sejam convocados à Casa para esclarecer questões relacionadas às reivindicações dos servidores. A Câmara aprovou a indicação legislativa para redução da carga horária de oito categorias profissionais, além de ter “formado”, informalmente, a maioria de dois terços (17 vereadores) para aprovar eventual benefício a categoria.
Vereador da base, Cabo Alonsimar (Podemos) ainda pediu explicações sobre a fonte de arrecadação própria do município, também com o intuito de analisar a possibilidade de o município contemplar os benefícios que são pleiteados pelos servidores municipais. Antes, o vereador Fred Machado (Cidadania), na tribuna, questionou o fato de o prefeito ainda não ter mandado para a Câmara um projeto sobre o retorno do auxílio alimentação do servidor, que chegou a ser indicado pelos parlamentares. Em seu discurso, Fred fez questão de cobrar a postura que vereadores da base
— Caso haja algum projeto do governo que venha para essa Casa para voltar os R$ 200, nós vereadores de oposição vamos negar. Vamos fazer uma emenda de R$ 400, que, através dos 13 (da oposição), vai passar e terá que ir ao Executivo para ser sancionado. Caso o Executivo vete esses R$ 400 do cartão alimentação, esse veto volta pra Casa, para vir a plenário, E aí vamos precisar de 17 votos. Nós temos 13 e vamos ver realmente os vereadores que estarão ao lado dos servidores — disse Fred, iniciando uma espécie de “chamamento” para chegar aos 17, recebendo a adesão dos governistas Cabo Alonsimar, Dandido de Rio Preto (PSD), Kassiano Tavares (PSD) e Marcione da Farmácia (União), aos gritos de “mais um, mais um” por parte de representantes do Sindicato Municipal dos Servidores Públicos de Campos (Siprosep).
Os vereadores ainda aprovaram por unanimidade a indicação legislativa para redução da carga horária dos servidores públicos enquadrado nas categorias de acompanhante, agente de fiscalização do transporte coletivo, auxiliar de saúde bucal, auxiliar de turma, auxiliar de vigilância, guardas municipais (1ª, 2ª e 3ª categorias) e inspetor de alunos. A indicação foi proposta pelos vereadores Alonsimar, Helinho Nahim (Agir), Igor Pereira (SD), Silvinho Martins (MDB), Álvaro de Oliveira (PSD) e Fábio Ribeiro (PSD). Eles ainda indicaram a redução da carga horária para os servidores nas categorias assessor técnico III, II e I.
Presidente da Casa, Fábio chamou todos os vereadores para se unirem no voto pela propositura e para cobrar ao prefeito sobre a questão. Segundo ele, essas categorias foram esquecidas em 2019, quando outras tiveram redução de carga horária. “Não adianta a gente aprovar indicação legislativa e o prefeito não retornar ela pra cá. Eu queria conclamar os senhores vereadores subescritores dessa secretaria, já que o vereador Cabo Alonsimar fez o dever de casa, antes de conversar conosco foi à procuradoria do município, à secretaria de Administração e recebeu sinal verde para que a gente fizesse a iniciativa. Eu queria que nós não deixássemos essa luta acabar por aqui”, disse.
Ainda na sessão dessa terça, a oposição aprovou a convocação do subsecretário de Iluminação Pública de Campos, Diego Dias. Os problemas de iluminação em diferentes pontos da cidade são temas de recorrentes discussões no Legislativo goitacá.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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