Os reajustes contínuos e infindáveis de combustível têm impactado a vida de praticamente todos, desde os proprietários de veículos, passando pelos consumidores que compram mercadorias que têm frete embutido e chegando também os quem depende do transporte público para se locomover.
Preocupada com o grave cenário, a Fetranspor, entidade que representa 184 empresas de ônibus em todo o Estado do Rio, manifestou publicamente, mais uma vez, a sua preocupação, solicitando a atenção urgente das autoridades para o risco de falta de transporte público coletivo.
A confirmação do novo reajuste do óleo diesel em 14,26%, a partir de hoje, gerou uma surreal alta acumulada de 68% só neste ano, tornando quase inviável a operação de linhas municipais e intermunicipais conforme o planejamento realizado pelo poder público, comprometendo o atendimento aos passageiros.
Com os aumentos em série, o diesel já é o principal item no custo de operação das empresas de ônibus, representando 32% do total. Para equilibrar sua operação, as empresas e a Fetranspor solicitam aumento da tarifa pública ou subsídio governamental, seja municipal, estadual ou federal.
O sistema de transporte público mal se recuperou da grave crise econômica iniciada no governo Dilma em 2014 e dos graves efeitos da pandemia da covid-19, já no governo Bolsonaro, para se deparar agora com a crise do diesel, que o governo federal não tem conseguido resolver, com câmbio e petróleo nas alturas.
O assunto foi tema
aqui de matéria no Folha 1, na noite de sexta-feira.