Artigo de Camila Peçanha Santos Leite
Penso que todas as mães fazem seu melhor todos os dias e, quase todos os dias se perguntam se estão sendo boas mães.
Se cobram muito e são muito cobradas também. Ao menos me sinto assim...
Todo dia eu sou a melhor mãe que posso ser.
E me culpo, me cobro, prometo pra mim mesma que vou ser mais paciente e que vou administrar melhor meu tempo.
Todo dia eu não consigo, mas tento.
E assim sigo na certeza que sempre darei o meu melhor, mesmo que não seja suficiente pra mim, mesmo que eu sinta que poderia ser e dar mais de mim.
Espero que meu pequeno hoje sinta que eu tento e que um dia entenda que eu tenho tentado ser uma pessoa melhor não só por ele e pra ele, mas pra mim também.
As demandas crescem e nosso tempo continua o mesmo.
Entender e aceitar isso é bem difícil, priorizar é algo complexo, porém, para manter a sanidade, precisamos definir preferências e urgências e tais ações nos fazem entender o que podemos e o que devemos fazer.
Não é fácil, mas é necessário!
Minha mãe sempre sendo mãe pra me lembrar que: "Eu não sou todo mundo", leva a reflexão que cada vez mais preciso ser eu mesma, me conectar com meus desejos e minha realidade, e ver o que dá pra fazer de escolhas, sem grandes conflitos.
Sou feliz com as pequenas coisas no meio do caos chamado maternidade.
Existe muito carinho, luz e amor em meio a bagunça; muito puxão de orelha e cafuné também.
Sigo aprendendo com meu filho a dor e a delícia de sermos nesse mundo.
E depois de ser gerado por mim, tenho a certeza que sempre serei alguém melhor, apenas por ele existir.
@camilasantos_psicologa
