Após nota oficial, Goytacaz recua e adia decisão sobre ausência em competições estaduais
28/02/2024 | 10h52
Ao contrário do que o Goytacaz chegou a informar em nota oficial na última sexta-feira (23), ainda não está batido o martelo quanto à não participação na Copa Rio e na Série B1 do Campeonato Estadual nesta temporada. A informação é do presidente do conselho deliberativo alvianil, Rodolfo Laterça, que vincula a possibilidade de o Goyta não pedir licença à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) ao surgimento de eventuais investidores.
— Esta decisão ainda não foi definida, ainda não foi batido o martelo. Nós vamos aguardar mais uns dias. Temos até o dia 10 (de março) para comunicar à federação. Se aparecer algum investidor... Porque a Prefeitura, infelizmente, eu não posso contar com esse prefeito (Wladimir Garotinho). Ele se declara apaixonado pelo Goytacaz, mas vai ver decisão do Flamengo no Uruguai — criticou Rodolfo Laterça.
Segundo o presidente do conselho deliberativo do Goytacaz, a atual diretoria alvianil investiu cerca de R$ 2 milhões desde o início da gestão, em janeiro de 2022, para pagar dívidas e resolver outras pendências administrativas. Dificuldades financeiras já haviam sido mencionadas na nota oficial de sexta-feira, que também citou erros de arbitragem e fez duras críticas à Ferj.
Consta na nota do Goyta que a decisão — agora incerta — de não disputar as competições estaduais em 2024 surgiu “diante da realidade assustadora dos valores praticados pela Ferj, diante dos péssimos serviços de arbitragem prestados, diante do absurdo sistema de acesso às séries principais, em que apenas um clube de futebol profissional obtém êxito para a Série A2 e para a Série A1”.
Procurada pela Folha, a Ferj confirmou que não houve formalização do pedido de licença do Goytacaz e disse que não vai responder as críticas feitas pelo clube. Também ouvida, a Prefeitura de Campos lembrou ter conseguido patrocínio de R$ 20 mil mensais para o Goyta em 2022, junto à iniciativa privada, mas que os pagamentos eram bloqueados pela Justiça devido a débitos do clube “com diversos credores”.
— A Prefeitura informa ainda que só poderia ajudar de maneira direta caso o clube tivesse suas certidões em dia, o que não é o caso. Infelizmente, alguns ainda não compreenderam que, sem profissionalismo e gestão eficiente, o clube continuará amargando resultados ruins dentro e fora do campo — diz a nota do poder público municipal.
Fundado em 1912, o Goytacaz chegou ao seu pior momento esportivo em 2021, quando foi rebaixado à quarta divisão do Estadual. Vice-campeão da Série B2 no ano seguinte, o clube retornou à terceira divisão, mas não conseguiu um novo acesso no ano passado, permanecendo na Série B1. Caso seja protocolado o pedido de licença este ano, a tendência é que o Goyta seja novamente rebaixado à quarta divisão. O mesmo acontecerá com o Barra da Tijuca, que também disputaria a Copa Rio e a Série B1, mas já oficializou o seu licenciamento.
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Carnaval fora de época e repleto de incertezas em Campos
28/02/2024 | 09h26
Em 2023, foram realizados mini desfiles na avenida XV de Novembro, em abril
Em 2023, foram realizados mini desfiles na avenida XV de Novembro, em abril / Foto: Divulgação/Secom
Tudo indica que, mais uma vez, haverá Carnaval fora de época em Campos. Porém, duas semanas após o período oficial da folia, ainda existem inúmeras incertezas a respeito de datas, local e formato dos desfiles de escolas de samba, blocos e bois pintadinhos na planície goitacá. A Prefeitura faz mistério sobre o tema, enquanto lideranças de entidades carnavalescas afirmam estar aguardando um posicionamento definitivo.
No início deste ano, chegou a se comentar nos bastidores que o evento aconteceria no primeiro fim de semana de março, portanto, duas semanas após os desfiles das escolas campeãs do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Posteriormente, pessoas ligadas a agremiações campistas passaram a dar como certo que os desfiles ocorressem em abril. Agora, já se fala nos dias 3 e 4 de maio, englobando apenas mini desfiles de escolas e blocos, enquanto os bois pintadinhos teriam um evento específico em outro momento.
Questionada pela Folha sobre o tema, a Prefeitura informou apenas que “tudo ainda está sendo articulado”. De acordo com a breve nota, o Carnaval fora de época foi tema de discussão na noite do último domingo (25), na sede da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, mas “os detalhes ainda estão sendo elaborados”.
A falta de definições é confirmada por André Vasserstein, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba e Entidades de Carnaval de Campos (Liesecam), que estreou em 2023 como uma das organizadoras dos mini desfiles realizados em abril, na avenida XV de Novembro, sem caráter competitivo.
— Não há nada oficial ainda sobre datas. Também não sabemos se os desfiles serão no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) ou na XV de Novembro como no ano passado — comentou André Vasserstein.
Segundo o presidente da Liesecam, outra dúvida está relacionada à verba para que as agremiações elaborem os seus desfiles.
— Não há qualquer recurso, e a Prefeitura também não nos informou se irá disponibilizar alguma verba. Estamos na expectativa, mas sem grandes esperanças. Temos uma liga forte, que possui um projeto de Lei Rouanet de R$ 5,9 milhões e condições de captar até R$ 3 milhões pela renúncia fiscal, via Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Colocamos em diversas empresas, mas, se existe uma incerteza da Prefeitura e nem a mesma se propõe a dar uma subvenção, gera um descrédito muito grande — lamentou André.
Por parte da Associação dos Bois Pintadinhos de Campos (Aboipic), que desde 2011 participa da organização do Carnaval fora de época, foi elaborado no ano passado um projeto visando à captação de R$ 2,3 milhões via Lei Rouanet. Entretanto, consta no Portal de Visualização do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Versalic) que esse projeto foi aprovado, mas não captou recursos.
De acordo com o presidente da Aboipic, Marciano da Hora, um outro projeto está aprovado via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, permitindo a captação de R$ 1,4 milhão em renúncia de ICMS.
— Esse recurso via renúncia fiscal é fruto de uma carta da Aboipic e está sendo captado com apoio da Prefeitura. Quanto à realização dos desfiles, estou aguardando uma posição oficial da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima — declarou Marciano da Hora.
Campos não sabe o que é ter desfiles de agremiações carnavalescas no período do Carnaval desde 2008. Das nove edições fora de época a partir de então, as três primeiras (2009, 2010 e 2011) ocorreram na avenida Alberto Lamego, em trecho próximo à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). As cinco edições seguintes (2012, 2013, 2014, 2016, 2019) foram realizadas no Cepop. Já os mini desfiles do ano passado precisaram ocorrer na avenida XV de Novembro, pois o Cepop apresentava diversos problemas estruturais. Não houve desfiles em 2015, 2017, 2018, 2020 e 2021.
Batalha de Confetes — Este ano, a tradicional Batalha de Confetes dos Bois Pintadinhos, no Centro de Campos, também ficou para depois do Carnaval. Vai acontecer no dia 9 de março, a partir das 20h, com realização da Aboipic, patrocínio da secretaria estadual de Cultura e apoio da Prefeitura.
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Goytacaz pede licença e não disputará Copa Rio e Série B1 do Estadual em 2024
23/02/2024 | 13h36
Pré-inscrito na Copa Rio e na Série B1 do Campeonato Estadual, o Goytacaz decidiu não disputar as competições nesta temporada. Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (23), o clube informou ter pedido licença das competições estaduais, alegando erros de arbitragem, altos gastos, falta de apoio do poder público municipal e ausência de investidores.
Segundo o Goytacaz, a decisão foi tomada “diante da realidade assustadora dos valores praticados pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), diante dos péssimos serviços de arbitragem prestados, diante do absurdo sistema de acesso às séries principais, em que apenas um clube de futebol profissional obtém êxito para a Série A2 e para a Série A1”.
Na mesma nota, o Goyta fez críticas à estrutura da Ferj e propôs uma reflexão a outros clubes de menor investimento. “Que todos os clubes abaixo da Série A reflitam e calculem os gastos que têm e analisem se obtiveram lucros o suficiente ou prejuízos financeiros desproporcionais à qualidade dos serviços prestados pelas arbitragem durante os campeonatos oficiais”, diz a nota.
Fundado em 1912, o Goytacaz chegou ao seu pior momento esportivo em 2021, quando foi rebaixado à quarta divisão do Campeonato Estadual. Vice-campeão da Série B2 no ano seguinte, o clube retornou à terceira divisão, mas não conseguiu um novo acesso no ano passado, permanecendo na Série B1. Com o pedido de licença, a tendência é que seja novamente rebaixado à quarta divisão para a próxima temporada. O mesmo acontecerá com o Barra da Tijuca, que também disputaria a Copa Rio e a Série B1, mas teve pedido de licenciamento oficializado pela Ferj na última quarta-feira (22).
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América Mineiro treinará no CT do Americano dia 1° de março
22/02/2024 | 16h38
Clubes firmaram parceria
Clubes firmaram parceria / Foto: Divulgação/Americano
Dono de um dos melhores centros de treinamento (CT's) do estado do Rio de Janeiro, o Americano emprestará a sua estrutura para um clube que disputou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2023. Trata-se do América Mineiro — atualmente na Série B nacional —, que firmou uma parceria para treinar no CT Eduardo Viana, em Campos, no dia 1° de março, das 8h às 11h. A informação foi divulgada pelo Cano na tarde desta quinta-feira (22).

A passagem do Coelho pela sede do Americano fará parte da preparação para enfrentar o Tombense, no dia seguinte, em Tombos, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro. A parceria com o Americano foi firmada com intermédio do diretor de futebol alvinegro, Francis Leonardo, que é agente Fifa e já teve atletas defendendo o América Mineiro, entre eles Camilo, atualmente no Remo.
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Show da Orquestra Voadora em Campos nesta sexta tem ingressos esgotados
21/02/2024 | 18h34
Orquestra Voadora se apresentará no Teatro Firjan Sesi Campos
Orquestra Voadora se apresentará no Teatro Firjan Sesi Campos / Foto: Divulgação
Desde o último fim de semana, estão esgotados os ingressos para o show da Orquestra Voadora em Campos na próxima sexta-feira (23). Marcada para as 20h, no Teatro Firjan Sesi, em Guarus, a apresentação fará parte dsa comemorações pelos 15 carnavais da banda, fundada em 2008 e que desde 2009 realiza um bloco no Rio de Janeiro, mais precisamente no Aterro do Flamengo.
A procura por ingressos para o show da Orquestra Voadora é apenas uma demonstração de que 2024 começou com tudo no Teatro Firjan Sesi Campos. Das três atrações agendadas para esta semana, marcando o início da programação pré-Carnaval, duas estão com sessão esgotada. Aém do show de sexta-feira, a outra é o espetáculo teatral “E vocês, quem são?”, agendado para esta quinta (22), às 20h. Trata-se de um monólogo dirigido e protagonizado por Samuel de Assis, com texto de Jonathan Raymundo. Ainda há entradas disponíveis para “O maior menor espetáculo da Terra”, do Centro Teatral e Etc e Tal, cuja sessão está marcada para sábado (24), às 16h.
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Campos receberá exposição do Museu de Arte do Rio a partir da próxima quinta
17/02/2024 | 09h10
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar'
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar' / Foto: Wesley Sabino/MAR
Campos foi uma das cidades escolhidas para receber a exposição itinerante “Meu lugar”, do Museu de Arte do Rio (MAR). Trata-se de uma releitura da mostra “Casa Carioca”, realizada pelo MAR em 2020. Contendo mais de 90 obras de 40 artistas, a iniciativa promove uma reflexão sobre a residência enquanto reflexo das pessoas que a habitam e a moldam como um espaço para chamar de seu. A abertura na planície goitacá está marcada para a próxima quinta-feira (22), a partir das 11h, na praça do Santíssimo Salvador. O evento contará com apresentações de Mana-Chica, às 11h, e jongo, às 12h.
Com curadoria de Thiago Fernandes, “Meu lugar” aborda a realidade de diversas casas brasileiras, muitas delas planejadas e erguidas pelos próprios moradores. Assim como surgem os problemas, também podem ser notadas as criativas soluções adotadas no dia a dia dessas moradias. Segundo o MAR, apenas 15% das residências no Brasil são construídas por arquitetos e/ou engenheiros.
— A cultura e a educação transformam vidas e potencializam o sentimento de pertencimento das pessoas na cidade — disse a diretora-executiva do MAR, Sandra Sérgio, por ocasião da passagem da exposição em São Gonçalo, ocorrida de 2 de setembro a 1º de outubro.
Além de São Gonçalo, “Meu lugar” também já esteve em Duque de Caxias, de 21 de outubro a 19 de novembro; e Guapimirim, de 10 de dezembro a 14 de janeiro. Atualmente, 27 obras que compõem a mostra, majoritariamente imagens, estão expostas no aeroporto de Lisboa, em Portugal, onde permanecerão até 4 de março. Em Campos, a visitação acontecerá até o dia 10 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 11h às 19h. Também estão confirmadas as seguintes atrações paralelas: show de Leny Moraes, na próxima sexta (23), às 19h; apresentação do espetáculo teatral “Saltimbamcos”, domingo (25), às 17h; show de Sandro Bali, dia 2 de março, às 19h; brincadeiras musicais, dia 3, às 17h; show de Renato Cantor, dia 9, às 19h; e apresentação da peça “A viagem de um barquinho”, dia 10, às 17h. Assim como a exposição, todas as atrações terão entrada gratuita.
Uma das obras que integram a mostra “Meu lugar” é uma fotografia feita pelo carioca Bruno Veiga, mostrando um azulejo com a imagem de Nossa Senhora das Graças. Muito presentes nos subúrbios, os azulejos geralmente apresentam detalhes da cultura de um povo, como a fé. Outro item é uma faixa com a frase “você deve estar onde merece estar”, que integra a obra do artista Alan Oju. Pertencente à série “Trapos” e produzida em tinta sobre tecido, a faixa tem como tema transversal as fricções que o “corpo” de uma cidade exerce sobre os corpos dos seus habitantes. A ideia de Alan, natural de Santo André/SP, foi se apropriar de frases de empreendimentos imobiliários cariocas que atuam capturando os desejos das pessoas, mas que levam a um estilo de vida artificial.
O MAR — Situado na praça Mauá, na capital fluminense, o MAR foi inaugurado em 2013, em parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro com a Fundação Roberto Marinho, sendo operacionalizado pelo Instituto Odeon. Desde 2021, o espaço é gerido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e mantido pelo Instituto Cultural Vale, com patrocínio e/ou apoio de várias empresas. A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado também estão entre os apoiadores, bem como o Governo Federal, realizador de iniciativas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocinada pela Enel Brasil, a exposição “Meu lugar” tem apoio das prefeituras das cidades onde passa, sendo apoiada em Campos pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar'
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar' / Foto: Divulgação/MAR
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar'
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar' / Foto: Divulgação/MAR
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar'
Obras integrantes da exposição 'Meu lugar' / Foto: Divulgação/MAR
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Loja com produtos de São João da Barra será inaugurada em Copacabana neste domingo
26/01/2024 | 20h29
Conhaque de alcatrão é um dos produtos vendidos
Conhaque de alcatrão é um dos produtos vendidos / Foto: Reprodução
A praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, terá um pouco de Atafona e Grussaí a partir deste domingo (28). Será inaugurado às 11h o Empório Sanjoanense, localizado no número 23 da rua Constante Ramos. A iniciativa visa à difusão da gastronomia de São João da Barra na capital fluminense, que atrai turistas de todo o mundo.
Entre os produtos disponíveis, estarão o tradicional conhaque de alcatrão São João da Barra, a cerveja Denker, o picolé N. Silva, laticínios, farinha, entre outros. Na parte decorativa, há um painel em que aparecem o coreto central da sede sanjoanense e a Igreja Matriz de São João Batista.
Fachada do estabelecimento
Fachada do estabelecimento / Foto: Reprodução
Painel mostra o Centro de SJB
Painel mostra o Centro de SJB / Foto: Reprodução
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Filme narrado por Sônia Guajajara aborda avanço do mar em Atafona e genocídio dos goitacás
07/01/2024 | 22h02
Estreia de 'Praia da Saudade' será em sessão experimental na próxima quinta
Estreia de 'Praia da Saudade' será em sessão experimental na próxima quinta / Foto: Divulgação
Os indígenas goitacás, primeiros habitantes do que hoje se conhece por Campos dos Goytacazes, e a praia de Atafona, em São João da Barra, viraram tema de um filme narrado pela ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sônia Guajajara, e pelo neurocientista Sidarta Ribeiro. Com direção de Sinai Sganzerla e realização da Mercúrio Produções, "Praia da Saudade" tem estreia marcada para a próxima quinta-feira (11), em sessão experimental no cinema Estação Net Botafogo, no Rio de Janeiro.
Voltado a abordar as mudanças climáticas no Brasil, "Praia da Saudade" enfoca especialmente o avanço do mar em Atafona, tema de diversos estudos e matérias jornalísticas ao longo dos últimos anos. Paralelamente, também é tratado no filme o genocídio dos povos originários goitacás, indígenas que povoavam a então capitania de São Tomé, situada entre as atuais cidades de Itapemirim, no Espírito Santo, e Macaé, no Norte Fluminense, tendo Campos como parte desse território.
Diretora de "Praia da Saudade, a cineasta baiana Sinai Sganzerla tem no currículo os documentários "O desmonte do monte" (2018), "A mulher da luz própria" (2019) e "Extratos" (2019). Seu quarto filme, sendo o terceiro longa-metragem, tende a entrar em breve numa temporada em outros cinemas do Brasil. Antes, estreará na sessão de quinta-feira em Botafogo, com o desafio de atrair bom público para continuar em cartaz, assim como ocorreu com "O desmonte do monte", que na época do lançamento conseguiu o êxito de ser exibido no mesmo cinema por três meses.
Ainda não há horário divulgado para a estreia de "Praia da Saudade". A venda de ingressos ocorrerá na bilheteria do Estação Net Botafogo e pelo site ingresso.com.
Ficha técnica de 'Praia da Saudade'
Ficha técnica de 'Praia da Saudade' / Foto: Divulgação
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Presidente do Americano promete conclusão do novo estádio Godofredo Cruz em 2024
28/12/2023 | 19h34
Edson Rangel, Paulo César Paes de Freitas e Tolentino Reis
Edson Rangel, Paulo César Paes de Freitas e Tolentino Reis / Foto: Reprodução de vídeo
Sem estádio desde 2013, quando trocou a sua antiga sede, no Parque Tamandaré, pelo espaço do complexo esportivo que desde 2015 sedia o Centro de Treinamento Eduardo Viana, no Parque Aeroporto, o Americano terá o novo Godofredo Cruz a partir do final de 2024. Pelo menos é o que garantiu nesta quinta-feira (28) o novo presidente alvinegro, Tolentino Reis, em vídeo divulgado pelo clube nas redes sociais. A promessa ocorreu após reunião com o presidente da construtora Imbeg, Paulo César Paes de Freitas.
Originalmente, o novo Godofredo Cruz deveria ter sido concluído em 2017. Após adiamento, foi criada uma comissão com diretores, conselheiros e sócios do Americano, para acompanhar o processo, ficando a conclusão da obra prevista para 2020. Novos adiamentos ocorreram desde então, por diferentes motivos alegados pela Imbeg, sendo um deles a pandemia da Covid-19. Atualmente, a obra tem cerca de 75% realizados.
Aclamado e empossado presidente do Americano no último dia 21, o empresário carioca Tolentino Reis colocou a entrega do estádio entre as suas prioridades, junto à de transformar o Cano num clube-empresa. No dia da eleição e posse, ele inclusive anunciou que já havia marcado uma reunião com representante da Imbeg, agora realizada.
— A gente vai se ajudar. Já está alinhado, e nós vamos concluir a obra. No final do ano que vem, o estádio vai estar pronto — prometeu Tolentino no vídeo divulgado pelo Americano.

Também foi mencionado pelo presidente alvinegro o desejo de contar com mais um campo no CT Eduardo Viana, para que seja usado em treinos das categorias de base. O encontro entre Tolentino Reis e Paulo César Paes de Freitas foi alinhado pelo recém-aclamado presidente do conselho deliberativo alvinegro, o advogado Edson Carvalho Rangel, que em 2013 também presidia o conselho e participou do acordo para o Americano trocar a antiga sede pelo atual complexo.
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Filho e netos de Gilberto Gil, Gilsons estão construindo a própria história
21/12/2023 | 20h44
Show dos Gilsons na praia dos Cavaleiros
Show dos Gilsons na praia dos Cavaleiros / Foto: Matheus Berriel
Pela primeira vez no Norte Fluminense, o trio Gilsons animou a noite de quarta-feira (20) de moradores e visitantes de Macaé. Um grande público compareceu à praia dos Cavaleiros para curtir o som de José, Francisco e João Gil, que desde 2018 têm se notabilizado por ilustrar a pluralidade da música brasileira mesclando com qualidade gêneros como samba, pop, rap e afoxé.
— Já tocamos em Búzios, na Região dos Lagos, e vamos estar em Rio das Ostras também. Aqui em Macaé, nunca tínhamos vindo. Estamos amarradões. Tivemos um almoço muito agradável, pegamos uma praia, demos um mergulho, curtimos o dia. Passamos o som mais cedo, e algumas pessoas já ficaram assistindo; deu para trocar um pouquinho com o pessoal daqui. Está sendo muito bacana — disse José Gil minutos antes do show, descrevendo uma receptividade que seria maior a cada sucesso executado, como “Várias queixas”, “Algum ritmo”, “Deixa fluir”, “Devagarinho” e “Love love”.
Filho do célebre cantor e compositor Gilberto Gil, José é tio dos outros dois integrantes do trio. Afinal, Francisco e João são filhos das cantoras Preta e Nara Gil, respectivamente, e netos do ex-ministro da Cultura do Brasil. Contudo, engana-se quem pensa que o trio se limita a seguir os passos das mães e do avô.
— A gente não busca defender uma bandeira; na verdade, a gente tem a nossa. A gente faz o nosso som e vem construindo o nosso trabalho, nos últimos anos, com muita inspiração vindo da nossa família. Estamos construindo a nossa história, já no segundo ano do projeto “Pra gente acordar”, e felizes por estar aqui em Macaé fazendo esse show, trazendo o nosso primeiro disco para cá — destacou Francisco Gil.
Em junho, os Gilsons foram duplamente reconhecidos no Prêmio da Música Brasileira. O trio venceu as categorias melhor grupo de pop/rock e melhor projeto audiovisual, justamente com o álbum que empresta nome e canções à atual turnê.
— Essa coisa da premiação é sempre subjetiva. É legal estar lá, é legal participar, mas os momentos mais incríveis sempre são em cima do palco, as histórias que a gente vai vivendo nessa troca real da música. O Prêmio da Música Brasileira é muito legal, estava voltando (após cinco anos) e é um prêmio muito importante. A gente também já esteve em outros legais. É isso: a gente fica feliz por ver o reconhecimento acontecendo, mas o que a gente mais gosta é de show na praça, show popular para a galera, de graça. Temos feito essa turnê pelo Rio, girando por algumas lonas culturais, com alguns shows assim, e a gente fica muito amarradão — finalizou Francisco, corroborado pelo primo João Gil.
O show dos Gilsons em Macaé foi realizado pela Fundação de Artes do Rio de Janeiro (Funarj), em parceria com a secretaria municipal adjunta de Turismo. Amiga dos músicos e moradora da cidade, a cantora Kinnye fez participação especial. Na noite desta quinta-feira (21), o trio segue a turnê com um show na Concha Acústica de Rio das Ostras, às 20h30, em mais uma iniciativa do projeto Funarj Musical.
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