Novo decreto não obriga adiar retorno escolar na rede privada
Fabiano Rangel 12/07/2022 13:05 - Atualizado em 12/07/2022 13:25
“A gente vai ter que desenvolver uma resiliência, no sentido de aprender a conviver com o coronavírus, já que não é esperado que ele vá ser erradicado”, A afirmação de especialistas como o infectologista Fernando Bellissimo Rodrigues, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, só reforça o que já estamos vivendo na prática.
Para ele, a Covid-19 tende a se estabilizar, tornando-se uma endemia, uma espécie de doença controlada, que se manifesta em partes ou em todo o ano na forma de surtos, como é o caso da influenza. “Endemia é a situação em que uma determinada doença segue os padrões normais, os padrões habituais, o que naturalmente varia de doença para doença”, disse o infectologista em publicação no Jornal da USP.
A cada nova reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e outras Doenças Emergentes e Reemergentes, e consequente publicação de decreto em Diário Oficial, surgem questionamentos de até quando vamos conviver com limitações? A resposta provavelmente nem tão cedo virá.
Em publicação suplementar do Diário Oficial (AQUI), nesta segunda-feira (11), a Prefeitura de Campos, manteve a Fase Verde, indicando situação de atenção moderada e mais um vez determinou algumas regras na área de Educação.

Como medida preventiva, já determina, apenas para a rede pública, o adiamento do retorno do recesso escolar dos alunos da educação infantil (entre 0 e 5 anos incompletos – berçário, maternal I e II, e pré-escolar I e II). A previsão é de que o atraso seja de uma semana e é inevitável não pensar por que a Educação tem que mais uma vez “pagar o preço” se toda sociedade parece ter voltado à normalidade?
No caso da rede particular de ensino, o município fez apenas a recomendação para que observemos a determinação. Reforço que, como gestor escolar, estou desde do início da pandemia cumprindo rigorosamente a todas as determinações e observando as recomendações, sempre levando em consideração o ambiente seguro que oferecemos ao nosso aluno.
O que não vamos permitir é ver mais uma vez crianças e adolescentes fora da sala de aula, pois o que estamos vivenciando desde o retorno das aulas presenciais é assustador, déficits que demorarão anos e anos para serem recuperados... Lugar de criança é na escola e ponto.
O recesso escolar está aí, muitas crianças não estarão nas unidades de ensino, mas será mesmo que os pais vão deixá-las sem o contato social? Impossível imaginar shoppings, parques, praias e clubes sem a grande maioria da presença delas...
O que cabe a cada um de nós é fazermos a nossa parte conscientemente, seguir orientando a vacinação de todos os nossos estudantes, inclusive como reforça este novo decreto; e deixar a critério de cada família encaminhar seu filho à escola com ou sem máscara.
Vamos seguir acompanhando os próximos passos e orientações do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e de Vigilância das Doenças Emergentes e Reemergentes, que voltará a se reunir inicialmente no dia 15 de agosto.

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    Sobre o autor

    Fabiano Rangel

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    Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.