O preço do petróleo dos Estados Unidos bateu recorde histórico e aperava no negativo, o menor nível de todos os tempos. Por volta das 15h39 (Brasília), o barril West Texas Intermediate (WTI) estava negociado a -US$ 13,98, uma perda de 176,52%. Já o barril tipo Brent – referência para o mercado europeu – recuava 9,01%, cotado a US$ 25,55.
O Brent também é referência para os repasses dos royalties pela produção de petróleo. Com o preço em queda livre desde o início da pandemia mundial de coronavírus e a guerra de produção entre Arábia Saudita e Rússia, a previsão do superintendente de Petróleo e Gás da Prefeitura de São João da Barra é que haja queda pela metade para municípios e estados produtores em maio.
A queda é fruto da forte pressão vendedora do contrato de maio que vence nesta segunda. Investidores não querem terminar o pregão corregando os papéis em um cenário de forte queda de demanda pela pandemia da Covid-19.
Quando um contrato futuro expira, operadores precisam decidir se recebem a entrega de barris de petróleo ou rolam suas posições para um novo contrato futuro, como o de junho, por exemplo. Sem conseguir ir do contrato de maio para junho, investidores se desfazem do papel no seu último pregão de negociação a qualquer custo.
O valor do Brent é o menor desde 1º de abril e já acumula uma desvalorização de 60% no ano.