Absolvido no caso Edafo, ex-subsecretário diz que houve exageros
Aldir Sales 14/07/2017 10:31 - Atualizado em 16/07/2017 14:25
Ângelo Rafael era subsecretario da gestão Rosinha
Ângelo Rafael era subsecretario da gestão Rosinha / Folha da Manhã
Um dia após a absolvição da família Garotinho no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no caso que ficou conhecido como “escândalo da Edafo”, na última quarta-feira, um dos réus no processo, o ex-subsecretário Ângelo Rafael Damiano disse nessa quinta-feira (13) que houve exageros na condução do processo.
— O TRE me inocentou por unanimidade e fez justiça. Eu fui processado só porque era subsecretário e estava fazendo campanha política, fora do meu horário de trabalho, diga-se de passagem. Fizeram parecer na época que a chama de um palito de fósforo fazia a fumaça de uma usina e o que chamaram de escândalo “Edafo” não passou de sensacionalismo — declarou.
Julgamento — O TRE absolveu, na noite da última quarta-feira, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) e a deputada federal Clarissa Garotinho (PRB). Eles foram denunciados por um suposto esquema de corrupção eleitoral em 2014 envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno. Além da família Garotinho, constavam como réus o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o ex-subsecretário Ângelo Rafael Damiano; o ex-presidente do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) Otávio Carvalho; o proprietário da Edafo, Paulo Siqueira, o Paulo “Matraca”; Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura; e o ex-candidato a vice-governador Márcio Garcia.
A equipe de reportagem tentou um posicionamento da família Garotinho, mas não obteve retorno.

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