Natural de Campos, ex-jogador Sapatão morre aos 72 anos, com Covid-19, na Bahia
Matheus Berriel 05/06/2020 19:03 - Atualizado em 05/06/2020 19:03
Ex-zagueiro foi heptacampeão estadual de forma consecutiva pelo Bahia
Ex-zagueiro foi heptacampeão estadual de forma consecutiva pelo Bahia / Reprodução//YouTubeTV Bahia
Faleceu nesta sexta-feira (05), aos 72 anos, em Salvador, o ex-zagueiro e técnico Élcio Nogueira da Silva, conhecido no futebol como Sapatão. Nascido em Campos em 15 de outubro de 1947 e ídolo do Esporte Clube Bahia, ele estava internado desde 17 de maio no Hospital da Bahia, tendo sido encaminhado recentemente para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde foi diagnosticado com Covid-19 no início de junho. Segundo boletim médico, Sapatão era portador de comorbidades como hipertensão arterial, cardiopatia, neuropatia crônica e suporte dialítico. Chegou a ser entubado, em suporte ventilatório, mas apresentou parada cardiorrespiratória por volta das 11h. Ele deixa três filhos e quatro netos.
Revelado pelo Campos Atlético, Sapatão passou pelo Flamengo na segunda metade da década de 1960. Recebeu o apelido devido ao tamanho dos seus pés. Do clube carioca, seguiu para o Fluminense de Feira-BA, onde se sagrou campeão baiano em 1969. Foi no Bahia, contudo, que fez maior sucesso, sendo capitão em todos os títulos do heptacampeonato estadual conquistado de 1973 a 1979. No clube até 1980, incluindo uma passagem anterior, de 1970 a 1971, disputou ao todo 450 partidas — das quais o time não sofreu gols em 224 — e balançou as redes em 12 oportunidades.
Durante a carreira de jogador, Sapatão defendeu ainda Santa Cruz-PE, Catuense-BA e Capelense-AL. Após a aposentadoria, virou treinador, comandando equipes como Ypiranga-BA, Camaçari-BA, União São João-SP, Camaçariense-BA, América-SE, Galícia-BA, Botafogo-BA e Juazeiro-BA.
O Bahia divulgou em seu site oficial que o presidente Guilherme Bellintani entrou em contato com Renata, filha do ex-atleta, prestou condolências e providenciou uma bandeira para o sepultamento. O clube acompanhava o caso de Sapatão há duas semanas, através do gerente de negócios Lênin Franco, amigo da família.

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