Ronaldo Júnior, ao centro, encabeça a chapa aclamada nessa segunda
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Foto: Divulgação.
Recém-premiado no 58º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup), no Paraná, o escritor e poeta Ronaldo Júnior será o próximo presidente da Academia Campista de Letras (ACL). Candidato em chapa única, ele foi aclamado na noite dessa segunda-feira (18) para ficar à frente da ACL nos dois próximos anos. Substituirá o advogado e escritor Christiano Fagundes, que presidiu a entidade no biênio 2022-2023.
Carioca radicado em Campos desde 2005, Ronaldo Júnior tem 27 anos e é membro da ACL desde outubro de 2018. Também integra a Academia de Letras do Brasil (ALB) seccional Campos e a Academia Pedralva Letras e Artes, além de já ter sido vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura. Em 2019, seu livro “Ideário poético da Independência” recebeu nota máxima no Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, do Governo Federal. Já este ano, Ronaldo teve a sua poesia “Dobradura de poema” reconhecida no Femup, ficando entre as nove premiadas na categoria nacional. No portal Folha1, ele é autor do blog “Extravio”, em que divulga a sua produção literária.
Além de Ronaldo Júnior, a chapa aclamada na ACL nessa segunda-feira também conta com os professores e escritores Adriano Moura e Carlos Augusto Souto de Alencar, eleitos primeiro e segundo vice-presidentes, respectivamente, e Sylvia Paes e Sérgio Arruda de Moura, primeira e segundo secretários; a médica e escritora Vanda Terezinha Vasconcelos, diretora de patrimônio; o historiador Genilson Paes Soares e o advogado Christiano Fagundes, primeiro e segundo tesoureiros. A nova assessoria cultural é formada pelo jornalista e poeta Aluysio Abreu Barbosa, diretor da redação da Folha da Manhã, junto às professoras Ana Raquel Pourbaix e Edinalda Maria Almeida da Silva. Já o conselho fiscal tem o economista Alcimar Chagas, o advogado Levi Quaresma e o médico e memorialista Welligton Paes, com a contista Cândida Albernaz de suplente.
Após um longo impasse, o Americano caminha para definir a sua próxima diretoria executiva. Em Assembleia Geral neste sábado (16), ficou pré-entendido que o empresário carioca Tolentino Reis, atuante no Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios, deve ser o próximo presidente do clube. A candidatura dele é dada como certa, não havendo atualmente outro postulante ao cargo. O conselho deliberativo, por sua vez, tende a ser encabeçado pelo ex-presidente Edson Rangel. A eleição de ambos os poderes está prevista para os próximos dias, com a posse marcada para quinta-feira (21), em evento no Clube de Regatas Saldanha da Gama.
Em abril, setembro e neste sábado, a eleição do Americano precisou ser adiada devido à inexistência de chapas para a diretoria executiva. Dessa vez, porém, foi apresentado o interesse de Antônio Carlos Reis Tolentino em assumir o clube. Tolentino Reis, como é conhecido, inclusive já visitou e fez elogios à sede alvinegra. Fundador do projeto social Instituto Formando Campeões (IFC) e do evento de lutas Gringo Super Fight, ele foi candidato a prefeito de Búzios em 2020, pelo Podemos, ficando em quarto na eleição, com 852 votos.
O projeto apresentado pelo pré-candidato a personagens da política alvinegra é condicionado a tornar o Americano um clube-empresa, com contrato de no mínimo 10 anos. Esse acordo seria feito junto à empresa de consultoria em gestão empresarial ATR Company, administrada por Tolentino Reis.
Entre os objetivos a curto ou médio prazo do projeto de clube-empresa, destacam-se os de recolocar o Americano na primeira divisão do Campeonato Estadual, investir nas categorias de base e criar um projeto sólido de sócio-torcedor, com direito a clube de vantagens. Já para médio ou longo prazo, é almejado recolocar o clube no cenário nacional, buscando a entrada na Série D do Campeonato Brasileiro e acessos até a primeira divisão, bem como finalizar a construção do novo estádio Godofredo Cruz. Um dos principais fundos de investimento dos Emirados Árabes Unidos, o Mubadala, é mencionado como possível parceiro ou patrocinador.
Também integram a provável chapa de Tolentino Reis os pré-candidatos a primeira vice-presidente, Laila Siqueira Póvoa Gonçalves Cordeiro, e a segundo vice-presidente, Francisco Barros (este, membro da diretoria alvinegra durante a recém-encerrada gestão de Vagner Xavier).
Já para a presidência do conselho deliberativo, foi definido neste sabado o nome do advogado Edson Carvalho Rangel, ex-jogador do Americano e que presidiu o clube do final dos anos 1980 ao início da década de 1990. Ele também já foi presidente do próprio conselho deliberativo, por vários anos, e membro da diretoria durante parte da gestão de César Gama, encerrada em 2014. No atual conselho deliberativo, Edson terá como vice-presidente Rider Gonçalves.
Desde setembro, o Americano é dirigido por uma junta administrativa, cuja validade iria até o final de novembro. Formada pelo então presidente, Vagner Xavier; o então presidente do conselho deliberativo, Octávio Fernandes; além de Francisco Barros, Roberto Pessanha, Rider Gonçalves, Jonas Mendes, Luiz Carlos Mattos Tavares e Élcio dos Santos, a junta foi criada após os adiamentos da eleição, em razão da ausência de candidaturas.
Pela terceira vez, o prazo para inscrição de chapas na eleição do próximo presidente do Americano terminou sem postulantes ao cargo. Apesar disso, está mantida para este sábado (16) a Assembleia Geral Ordinária, em que deverá ser definido o futuro da gestão. A informação foi confirmada ao blog pela assessoria de imprensa do clube campista.
Em setembro, o Americano passou a ser dirigido por uma junta administrativa, cuja validade iria até o final de novembro. Formada pelo então presidente, Vagner Xavier; o então presidente do Conselho Deliberativo, Octávio Fernandes; além de Francisco Sérgio de Oliveira Barros, Roberto Pessanha, Rider Gonçalves, Jonas Mendes, Luiz Carlos Mattos Tavares e Élcio dos Santos, a junta foi criada após não terem sido registradas chapas no pleito original, que aconteceria em abril, nem no primeiro adiamento, para setembro.
Teoricamente, o Cano está sem presidente desde a eliminação nas oitavas de final da Copa Rio, no dia 6 de setembro. Àquela altura, o mandato de Vagner Xavier já havia terminado, mas ele o prorrogou para que o clube tivesse uma transição tranquila e não ficasse sem administração durante a disputa da Série A2 do Campeonato Estadual sub-20, da qual o Cano foi vice-campeão. Embora o futebol profissional do clube esteja temporariamente inativo, pois não há competições em andamento, a base continua ativa, tendo inclusive conquistado o Campeonato Regional sub-17 na última semana. Junto ao mandato de Vagner, também terminou o de Octávio Costa Fernandes no Conselho Deliberativo.
— Continuo apenas assinando como representante do clube, porque a gente precisa ter um representante junto à Federação e a própria Justiça. O meu mandato e o do conselho terminaram em 30 de agosto — disse Vagner Xavier quando foi criada a junta admnistrativa. — Eu já dei a minha contribuição. Depois de César Gama, eu sou o presidente que ficou mais tempo no mandato, por três anos e meio — complementou.
Tavinho com o anel de melhor do país
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Foto: Reprodução/Instagram
Natural de São Fidélis, o atleta Tavinho recebeu o prêmio de melhor jogador de futevôlei do Brasil em 2023. O anel alusivo à honraria foi entregue na noite dessa terça-feira (13), em evento de gala promovido pela organização Novo Futevôlei Brasil (NFVB), realizadora do evento Jogo Contra. Dois dias antes, no Rio de Janeiro, o fidelense foi campeão da Liga Nacional de Futevôlei, defendendo o Botafogo.
Com 26 anos, Otávio Souza conquistou vários títulos na modalidade durante este ano. Destaque para o do Campeonato Mundial, no mês de outubro, em Santa Catarina, tendo como parceiro o manauara Amaury Gomes. Tratou-se do segundo título mundial para o fidelense, tendo o primeiro sido conquistado em 2017, na Espanha, em dupla com o carioca Eduardo Papel.
Nathan Fernandes balançou a rede contra o Flamengo
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Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Criado no Parque Santa Rosa, em Campos, o atacante Nathan Fernandes fará uma pelada beneficente em sua cidade natal neste domingo (17), arrecadando alimentos para serem doados a pessoas carentes. Revelação do Grêmio de Porto Alegre, ele tem se destacado pelo time profissional, aos 18 anos, e será a grande atração do evento Nathan e amigos, marcado para as 9h, no campo do Grêmio de Custodópolis. Também estão confirmados atletas campistas das categorias de base de Flamengo, Vasco, Grêmio, Bahia e Atlético Goianiense.
Vinculado ao Grêmio até maio de 2028, com multa rescisória de U$ 60 milhões (cerca de R$ 316 milhões), Nathan Fernandes foi relacionado para 18 jogos do Campeonato Brasileiro. Atuou em 11 deles, com destaque para a vitória por 3 a 2 sobre o Flamengo, em outubro, quando marcou o gol da virada, e o triunfo por 1 a 0 sobre o Vasco, no último dia 3, dando assistência para o gol de Luis Suárez. O bom desempenho rendeu elogios do técnico Renato Gaúcho.
Local do jogo beneficente de domingo, o campo do Grêmio de Custodópolis foi onde Nathan Fernandes deu seus primeiros passos no futebol. Além da equipe do subdistrito de Guarus, ele também defendeu em Campos a Academia de Futebol André Pimpolho (Afap). Está no Grêmio Portoalegrense desde os 11 anos de idade, tendo passagens pelas Seleções Brasileiras sub-16 e sub-20. Nos últimos anos, foi observado por clubes como Ajax, da Holanda; Real Madrid e Barcelona, da Espanha; Bayer Leverkusen, da Alemanha; e Roma, da Itália. Também integrou uma lista da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com nomes de 18 jogadores que demonstram potencial para disputar as Olimpíadas de 2024 e 2028 e as Copas do Mundo de 2026 e 2030.
Na última segunda-feira (11), Nathan recebeu uma homenagem na Câmara dos Vereadores de Campos. Ele está na cidade desde a semana passada, participando de alguns eventos e divulgando o deste domingo, que também terá presença do zagueiro Samuel, do sub-13 do Flamengo; do zagueiro Bruno André, do lateral-direito Thallis Azevedo e do meia-atacante Fábio Junior, jogadores do sub-17 do Vasco; do meia Gabriel Mec, que defende o sub-15 do Grêmio; do também meia Inácio Silva, atleta do sub-17 do Atlético Goianiense; e do volante Marcello, este atuante no sub-20 do Bahia.
Nathan Fernandes quando criança, na base do Grêmio de Custodópolis
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Foto: Reprodução
Zé Roberto elogiou músicos de Campos que o acompanharam
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Foto: Matheus Berriel
Autor de sucessos gravados por Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Fundo de Quintal, Reinaldo, Xande de Pilares, Revelação e Grupo Raça, o veterano compositor Zé Roberto se apresentou em Campos pela primeira vez. Foi na tarde do último domingo (10), no Malandro Botequim, onde cantou por uma hora algumas das suas principais músicas. E o que se viu e ouviu foi uma demonstração de resiliência tanto do samba quanto do próprio Zé Roberto, que, em entrevista ao blog, revelou ter relação familiar com Campos.
— Minha saudosa mãe, que partiu há 52 anos, é nascida aqui em Campos. Até perguntei no show se havia alguém com sobrenome Rangel, porque ela tem sobrenome Rangel, e apareceram umas três pessoas (risos). Acho que tenho alguns parentes aqui, pode ser que exista uma relação — diz o carioca Zé Roberto, autor de sambas como “Conselho”, “Inigualável paixão”, “Retrato cantado de um amor”, “Amar é bom”, “Vacilão”, “O penetra”, “O pai coruja”, “Pra que brigar?”, “Amar é bom”, “Em um outdoor”, “Além do normal”, entre outros.
Além do público lotando o bar, o compositor foi recepcionado por músicos da planície goitacá, responsáveis por acompanhá-lo no show. Conhecidos no cenário musical campista, os cantores Ed Ébano e Irene Rufino integraram a mesa.
— Nota 10 para a rapaziada. A galera é fantástica, participativa. Encontrei uma mesa maravilhosa, com músicos maravilhosos. Só tenho que elogiar a rapaziada, que é muito boa — diz Zé Roberto.
Dar destaque a sambistas em ascensão, aliás, é algo que ele aponta como essencial para o futuro do gênero.
— O samba sempre tem que ter renovação. Assim como existiu Candeia, viemos eu, Arlindo, Zeca, e vão aparecer outros também. A renovação tem que existir. A gente pede a Deus que o samba continue se renovando, porque a gente está encontrando algumas dificuldades. Hoje, se dá mais atenção para o sertanejo. O samba já não está mais na ponta. Então, a gente pede a Deus que pelo menos haja um lugarzinho para o samba. O samba não pode morrer e não vai morrer. Agoniza, mas não morre — enfatiza o compositor, mencionando o título do mais famoso samba de Nelson Sargento.
Dono de uma extensa e exitosa obra, Zé Roberto reduziu a produção nos últimos anos. Em evidência no álbum “Zeca apresenta o quintal do Pagodinho ao vivo”, lançado por Zeca Pagodinho em 2012, ele passou a se dedicar à divulgação das músicas que o consagraram durante os mais de 40 anos de estrada.
— Não tenho muito tempo para compor. Nem estão mais gravando. Hoje, é tudo nas redes sociais. Eu fiz um EP e provavelmente vou fazer um audiovisual no ano que vem. Vai acontecer o que tiver que acontecer nas redes sociais. O caminho agora é esse, e a gente tem que se adaptar, não tem jeito. Eu não entendo muito disso, mas tenho uma galera que trabalha para mim: minhas filhas, meu genro... É por aí! — finaliza.
Marcelo Fernandes da Silva durante pesca no Rio Negro, em Manaus
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Foto: Wellington Cordeiro
Campos terá um representante no Campeonato Sul-Americano de Pesca. Terceiro colocado com a Seleção Fluminense no Brasileiro de Seleções, em junho, Marcelo Fernandes da Silva foi um dos quatro convocados pela Confederação Brasileira de Pesca e Lançamento - Nova Pesca Brasil (CBPL NPB) na categoria master, nessa terça-feira (5). A competição será disputada de 4 a 8 de março do próximo ano, em Pilar, no Paraguai.
Marcelo é o primeiro campista a ser convocado para o Campeonato Federativo da Confederação Sul-Americana de Pesca e Lançamento. Além de atleta de pesca esportiva, ele é também guia turístico, levando pessoas de vários países para praticar a modalidade na Amazônia. O campista é ainda diretor da ONG Ecoanzol.
Lia Hebe e Luigi, filha gaçula e genro de Didi
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Foto: Matheus Berriel
Bicampeão mundial de futebol pela Seleção Brasileira, em 1958 e 1962, e eleito o melhor jogador da Copa do Mundo na Suécia, o célebre meio-campista Waldir Pereira (Didi) nunca encerrou o vínculo com Campos. Tanto é que, 22 anos após a sua morte, a sua filha mais nova, Lia Hebe Pereira, ainda tem amigos na cidade natal do pai, com os quais revisita a sua história a cada encontro. Foi assim no último fim de semana, quando Lia e o marido, o italiano Luigi Pasquale Mita, estiveram na planície goitacá justamente para matar a saudade desses bate-papos.
— Sempre gostei de Campos. Lembro de que, quando eu tinha uns 12 anos, gostava muito de vir aqui. Claro que a gente não saía daquele núcleo familiar, mas eu gostava muito. E hoje também gosto, porque a cidade cresceu, está diferente. Também tenho amigos aqui, como o (jornalista) Péris Ribeiro (biógrafo de Didi) e a esposa, Graça; (o também jornalista) Chico de Aguiar, (o arquiteto) Mário Sérgio Cardoso... São pessoas que fazem com que a gente venha mais. Meu marido também gosta de Campos — diz Lia, hoje com 62 anos e moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
Criada na Suíça a partir do início da adolescência, a caçula de Didi conheceu Luigi por lá, onde ele também viveu. E Luigi se provou não apenas como um bom marido, mas também como um bom genro para Didi.
— O Didi me criou, para dizer a verdade — comenta o marido de Lia. — Comecei a namorar a minha esposa com 16 anos. Então, tive a sorte de ter dois pais e duas mães na vida. Eu era a sombra do Didi: onde ele ia, me perguntava se eu queria ir junto. Fiz algumas viagens com ele: fui à Bélgica quando ele entrou para o Hall da Fama da Fifa; fui a Porto Alegre, Fortaleza e outros lugares onde ele esteve. Eu o seguia muito — recorda o genro do ex-jogador de Fluminense, Botafogo e Real Madrid (ESP).
O Botafogo, inclusive, é o clube do coração de Lia. Luigi, por sua vez, se apaixonou pelo Fluminense desde a primeira vez que foi levado por Didi à sede das Laranjeiras. Embora os clubes vivam momentos diferentes (o Flu foi campeão da Copa Libertadores da América, enquanto o Fogo decepcionou no Campeonato Brasileiro, deixando o título escapar após ter aberto 13 pontos de vantagem na liderança), a filha e o genro de Didi apontam um mesmo problema no cenário atual do futebol. Na opinião de ambos, a falta de comprometimento reflete no desempenho da Seleção Brasileira.
— A gente tem muitos bons jogadores, mas eu acho que algumas coisas sobem à cabeça deles muito rápido. São estrelas. Quando você é um esportista, sobretudo um esportista com o peso de defender a Seleção Brasileira de Futebol, é preciso focar com o coração e realmente brincar, porque o nosso futebol é isso: aquela coisa do brincar, ter alegria. O último que eu vi brincar e ter esse amor pela bola foi Ronaldinho Gaúcho. Como dizia papai, a bola tem que ser protagonista. Ela é a principal — aponta Lia.
— Na Seleção Brasileira, assim como na da Itália, vejo o que acabo chamando de mercenários. Hoje, eles não têm aquele amor pela camisa. São contratos milionários, muita coisa envolvida, e muitos jogadores acabam se preocupando com isso. O Neymar sabe jogar bola? Sabe, mas ele se preocupa mais com o cabelo, com o dinheiro, com o que vai ganhar... Acho isso uma pena, porque o futebol brasileiro não era para ser assim. O futebol-arte se perdeu. Mas, não é só no Brasil. No futebol mundial, não há mais aquele charme. O futebol mudou muito — sentencia Luigi.
Recordações
Nas lembranças de Lia, aspectos da personalidade do Pai são inesquecíveis:
— É difícil ser a Lia filha do Didi, porque papai foi um grande jogador, mas também uma pessoa muito bacana. Ele era uma pessoa simples, de grande educação e que tinha, realmente, um contato com as pessoas. Então, é difícil representá-lo. Fico até um pouco sem jeito, porque é difícil. Você não pode representar alguém tão maravilhoso, tão bacana. Nós, filhos, ficamos mais acanhados. Por ser a menor, até em fotos eu me escondia, pequenininha. Hoje, quando me chamam para entrevistas, eu faço, mas muitas vezes peço ajuda ao Péris(risos).
Luigi também fala com carinho do sogro, que morreu em 2001, aos 72 anos. Sua memória, porém, remete ao passado de um esporte que apaixona pelos detalhes. São muitas as diferenças, ficando a impressão de que o que vemos hoje é apenas o que restou do futebol.
— Meu sogro tinha um pé de tamanho 41 e o outro, 40. Um dia, em Porto Alegre, ele falou com Zagallo: “Você lembra de que a cada três meses você trocava de chuteira?”. E o Zagallo: “Sim, era muito bom”. E o meu sogro: “É, porque você amaciava chuteira para mim” (risos). Era uma coisa muito legal. No início, o Zagallo não gostou muito, mas depois ficou essa brincadeira. Outra história interessante é a de um jogador recém-chegado ao Botafogo, ainda menino, que se encontrou no meio de craques como Didi, Garrincha, Nilton Santos... No vestiário, ele viu um preguinho na parede e, por ter sido o último a chegar, como tinha um preguinho livre, imaginou que era para ele colocar suas roupas lá. Pouco depois, Didi chegou e perguntou de quem eram aquelas roupas. O rapaz respondeu que eram dele, e o Didi emendou: “Então, tira, porque esse preguinho é meu” (risos). Foram muitas histórias interessantes...
Em Campos, Didi foi o primeiro homenageado pela Folha da Manhã com o Troféu Folha Seca, entregue desde 2000 a campistas que se destacam em suas áreas de atuação. O nome do prêmio faz referência à "Folha-Seca", estilo de chute criado pelo meio-campista, possibilitando que a bola descaia fazendo curvas.
Caravana de Natal da Coca-Cola
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Foto: Lening Abdala/Coca-Cola/Divulgação
Assim como nos últimos anos, a tradicional caravana de Natal realizada pela Coca-Cola novamente tem Campos em seu roteiro. Iluminados e levando personagens natalinos, os caminhões da mais famosa marca de refrigerantes do mundo passarão pela cidade nesta quinta-feira (7), a partir das 19h, indo do Guarus Plaza Shopping, em Guarus, até a sua sede na cidade, na Pecuária.
Entre os pontos apontados pela Coca-Cola como referências do “desfile” na cidade, estão o Guarus Plaza Shopping, a avenida 28 de Março e a praça São Fidélis, esta no Parque Corrientes. O trajeto previsto inclui vários bairros, em trechos das seguintes vias: Estrada Santa Rosa, avenida senador José Carlos Pereira Pinto, avenida Zuza Mota, avenida Tancredo Neves, ponte Leonel Brizola, avenida José Alves de Azevedo, avenida Dr. Hélio Póvoa, avenida Alberto Torres, avenida 28 de Março, rua João da Costa Wagner, rua Joaquim P. Garcez, avenida Dr. Arthur Bernardes, rua prefeito Edgard Machado, avenida São Fidélis, rua Artur Nogueira e avenida presidente Vargas.
Cidades próximas a Campos também estão definidas como destino da Caravana da Coca-Cola, como Itaperuna, nesta quarta-feira (6); Macaé, na sexta (8); Rio das Ostras, no sábado (9); e Cabo Frio, no domingo (10), sempre a partir das 19h.
Trajeto vai começar no Guarus Plaza Shopping e terminar na sede da Coca
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Foto: Reprodução/Coca-Cola
Leyla é ex-secretária municipal de Promoção e Bem-Estar Social de São Fidélis
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Foto: Divulgação
A professora e assistente social Leyla Rodrigues de Macedo foi definida como pré-candidata a prefeita de São Fidélis pelo PT. A decisão do partido pela candidatura própria em 2024 se deu na última sexta-feira (1º), em reunião do diretório municipal, e foi oficializada nesta segunda (4).
De acordo com a representação fidelense do PT, o nome de Leyla Macedo foi escolhido em razão do “seu conhecimento das principais necessidades” da população local e o histórico de participação em movimentos sociais e políticos. Também foi considerada a sua experiência na gestão pública, já tendo ocupado cargos relevantes, como o de secretária municipal de Promoção e Bem-Estar Social.
Outra definição do PT foi a de ter completa na eleição para vereador em São Fidélis, inclusive já possuindo atualmente cinco das 10 pré-candidaturas possíveis. Os nomes não foram divulgados. Em nota, o PT informou que serão iniciados entendimentos com partidos “alinhados aos ideais e princípios progressistas para compor uma frente democrática, como ocorreu em 2020”.