Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, publicaram este mês um interessante artigo, onde mostram que a língua de pessoas obesas também engorda.
Essa conclusão resultou de inúmeras ressonâncias magnéticas, realizadas na região do pescoço de indivíduos obesos e, acompanhou o processo de emagrecimento desses indivíduos, analisando principalmente a língua, orofaringe e início da traqueia.
Além desse dado curioso, foi feita uma correlação direta entre o acúmulo de gordura na língua e a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS).
A SAOS envolve paradas respiratórias durante o sono. Esse quadro acomete principalmente pessoas obesas, mas também pode ter relação com alergias respiratórias e refluxo gastro-esofágico.
O consumo de bebidas alcoólicas em excesso também tem relação com a SAOS, assim como o tabagismo.
Existe relação direta entre a SAOS e risco cardíaco, principalmente se outros fatores de risco se somarem, como consumo de tabaco, álcool em demasia, sedentarismo, obesidade e diabetes.
Nos 67 pacientes estudados na pesquisa, a perda de gordura na língua (resultante de emagrecimento geral) foi suficiente para reverter em até 80% os casos mais graves de SAOS.
O estudo também descreveu importante melhora nos quadros de ronco, terror de muitas esposas.
Os pesquisadores agora pretendem focar em métodos para acelerar a perda de gordura no tecido da língua.
_algumas dicas nossas:
1) Faça gargarejos com o pescoço bem alinhado antes de dormir e ao acordar; o processo limpa o muco excessivo e viscoso que se forma nessa região;
2) Mantenha-se bem hidratado, pois o muco fica mais espesso em pessoas desidratadas e o quadro de ronco e SAOS tende a piorar;
3) Soro fisiológico gotejado nas narinas auxilia também na fluidez do muco e desobstrução nasal;
4) Tente dormir de lado (preferencialmente lado esquerdo), pois evita que a língua obstrua a passagem de ar, evita bronco aspiração em caso de vômito noturno ou refluxo e, ainda facilita o retorno do sangue ao coração (retorno venoso).
Um artigo publicado recentemente no Journal of Functional Foods, demonstra clara relação entre consumo regular de cafeína e a redução no risco de obesidade e colesterol alto.
O estudo foi realizado em ratos e utilizou cafeína extraída do chá mate.
Contudo os resultados foram semelhantes usando cafeína do café ou mesmo sintética.
Os ratos foram alimentados com dieta rica em gorduras e carboidratos por quatro semanas e, receberam o equivalente a um humano beber 4 xícaras (150 ml) de café por dia.
Segundo o estudo a cafeína reduziu em 16 % o risco de obesidade e em 22 % as taxas de colesterol dos animais.
Importante salientar que ingerir café com açúcares (refinado, cristal, mascavo, mel, etc), pode reverter os benefícios observados na pesquisa.
Já havia postado um texto sobre o tema, mas como tenho lido alguns curiosos recomendando, resolvi relembrar o assunto.
Li vários sites e blogs de "estudiosos" recomendando suco de carambola em jejum para auxiliar no emagrecimento.
Sugerem o uso de duas carambolas batidas com água todos os dias em jejum, sem qualquer alimentação.
Bem ...claro que se você trocar um café da manhã completo por refresco de frutas sem açúcar, emagrecerá até certo ponto.
Mas a questão não é essa.
A carambola (Averrhoa carambola) é um fruto tóxico. A substância responsável é chamada caramboxina e pode causar até mesmo danos neurológicos.
Sim. Isso mesmo.
Comer carambola ou ingerir o seu suco pode matar.
Na verdade o assunto é estudado há décadas e há vários casos de pacientes, que sofreram de falência renal aguda, convulsões e vieram a óbito após beber suco de carambola.
O alerta é importante também para aqueles que apreciam cachaça e aguardente com frutas, pois é muito comum o uso de frutas cortadas com um pouco de sal, entre os goles da bebida.
Existem variantes com caju cortado em rodelas e a carambola é muito popular para esse fim.
Um problema a mais é que o álcool com seu efeito diurético, aliado à confusão mental pela ação da bebida, pode acelerar o processo de intoxicação e passar despercebido, pois se confunde com embriaguez.
As conquistas deste fim de semana do Clube de Regatas do Flamengo não foram em nada obra do acaso.
Obviamente o talento do plantel, a raça de lutar até o fim e uma parcela de sorte, foram fundamentais para o feito inédito (duas taças no mesmo fim de semana).
Entretanto, há que se ressaltar a administração profissional, que se iniciou na gestão anterior de Bandeira de Melo e prosseguiu com a atual direção do clube.
Mudanças importantes também na seara do Departamento Médico (DM) do Flamengo. Não que tenham sido trocados, como comumente ocorre em clubes brasileiros.
Mas a autonomia para trabalhar, bem como implementar novas abordagens terapêuticas, que o DM desse time teve, não é comum em nosso futebol.
A todo tempo diretor de futebol, dirigente disso ou daquilo, intervem em áreas completamente técnicas dos clubes. Desautorizando profissionais que estudaram muito para exercer seu labor.
As recuperações em tempo recorde de Rafinha, De Arrascaeta, do próprio Diego Ribas, mais morosa, são exemplos de profissionais com capacidade técnica, recursos e autonomia para trabalhar.
A intensidade e entrega do time nos jogos cobrou um preço, haja vista o cansaço de alguns jogadores. Mas lesões repetitivas, como costuma-se ver no estresse de muitos jogos, não ocorreu.
Deste preparador físico, médico, nutricionista, fisioterapeuta, dentista (isso mesmo!), enfermeiro, todos com autonomia para que o time chegasse no topo das Américas.
Que sirva de exemplo aos clubes que almejam conquistas semelhantes.
Uma relação preocupante vem sendo descrita por pesquisadores: o risco aumentado de diabetes e o uso de anti-inflamatórios.
A informação foi divulgada por pesquisadores italianos na Conferência Anual da Sociedade de Endocrinologia, realizada mês passado em Brighton (Inglaterra).
Já se sabia que o uso de esteróides promove a desregulação de açúcar (glicose) no sangue.
No entanto, os dados que se tinha era que o uso prolongado e, muitas vezes abusivo, de medicamentos anti-inflamatórios esteróides poderia causar diabetes.
Segundo os pesquisadores, apenas uma semana de utilização de alguns anti-inflamatórios já seria suficiente para aumentar em até 7 vezes o risco de se desenvolver diabetes tipo II.
O resultado surpreende pois o medicamento relatado com tais efeitos é nada menos que a prednisolona.
Um dos anti-inflamatórios mais comuns e mais usados para vários quadros, como Síndrome do Intestino Irritável, asma, urticária, etc.
_A prednisolona é um glicocorticóide, similar ao nosso hormônio no estresse, o cortisol. Que apresenta vários efeitos anti-inflamatórios no organismo, mas está associado à osteoporose e obesidade...e diabetes.
O Brasil é um dos países com maior índice de consumo (muitas vezes por conta própria) de anti-inflamatórios.
Há dados anteriores que indicam aumento em 30% no risco de problemas cardíacos, com o uso de diclofenaco. O anti-inflamatório mais consumido no Brasil.
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul (EUA) publicaram um estudo sobre os efeitos da hortelã (Mentha piperita) na deglutição.
A conclusão a que chegaram é que o uso regular tanto de chá, quanto do óleo de hortelã melhora em até 65 % a função do esôfago.
Este órgão é responsável por conduzir o bolo alimentar da boca ao estômago. Há pessoas que não realizam essa condução de forma adequada, sendo que alguns chegam a sentir fortes dores após engolir o alimento.
Vários fatores podem acarretar essa desordem e nem sempre os medicamentos disponíveis podem ser utilizados por todos.
Os benefícios da hortelã na digestão são conhecidos há décadas. Inclusive há dados sobre importante melhora na Síndrome do Intestino Irritável.
O uso do chá de hortelã ou mesmo o seu óleo, deve ser feito sem exageros, pois a máxima segue válida:
_a distinção entre o remédio e veneno pode ser a dose... o uso exacerbado da hortelã pode gerar irritação no esôfago e estômago, uma xícara de chá duas e três vezes ao dia logo antes das principais refeições é o suficiente.
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Pesquisadores da Universidade Simón Bolívar (Colômbia) confirmaram dados de um estudo anterior de Harvard e afirmam:
O Abuso no uso de smartphones tem relação direta com a obesidade!
Segundo o estudo, pessoas jovens que usem o dispositivo por 5 horas ou mais por dia, tem 43% de chances a mais de desenvolverem obesidade.
Uma das causas é óbvia:
_indivíduos que usam o celular em excesso são duas vezes mais propensos ao consumo de produtos industrializados ricos em açúcar, como os refrigerantes, fast-foods e doces.
A disposição à prática de atividades físicas regulares também se mostrou bem menor no grupo citado.
Difícil é combater essa tendência em nossas crianças e jovens...e as tentativas de tornar o uso do aparelho mais dinâmico não foram muito bem sucedidas...haja vista o Pokemon Go...
Segundo pesquisadores espanhóis, a melhor hora para usar medicação contra pressão alta é à noite.
Quem tem alterações de pressão arterial deve ter disciplina de usar o medicamento prescrito com regularidade monástica.
Caso haja esquecimento, o risco de elevação drástica da pressão é praticamente certo.
Sugiro inclusive, que todo usuário dessa classe de medicamentos deve tê-los estrategicamente guardados em vários locais: no carro, mochila ou pasta, escritório.
Dessa forma, caso se esqueça e não encontre uma farmácia por perto, problema resolvido.
Mas voltando ao tema: em artigo publicado recentemente no European Heart Journal, a melhor hora de usar esses medicamentos seria à noite mesmo:
_20 000 hipertensos foram avaliados em dois grupos: um ingeria a medicação ao acordar, como classicamente recomendado pela maioria dos cardiologistas e outro grupo utilizava antes de dormir.
Observou-se redução de até 50 % no risco de AVC e infarto no grupo que utilizou à noite.
A explicação é que durante o sono o metabolismo cai, assim como a pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura corporal (dentre outras funções).
Nesse período, picos de pressão podem ser catastróficos, uma vez que a variação de pressão seria bem maior...
imagine um salto de 100 x 70 mmHg (comumente chamado de 10 por 7) para 160 x 100 mmHg... o risco de danos é bem maior.
Gostaria de ressaltar que existem diferentes tipos de medicamentos para esta finalidade:
beta-bloqueadores, que causam vasodilatação...diuréticos, que obviamente nos fazem perder excesso de líquidos, etc.
O uso de um diurético antes do sono seria no mínimo incômodo...
Mas antes de mudar qualquer estratégia, converse com o seu cardiologista!!
O médico catarinenese Eduardo Bernhardt acaba de lançar a primeira cerveja com zero de carboidratos em sua composição.
A ideia surgiu a partir da queixa de pacientes e amigos, sobre o excesso de carboidratos ingeridos com essa bebida tão popular em todo mundo.
Como toda bebida alcoólica fermentada, as cervejas passam pela conversão de carboidratos em álcool no processo produção (fermentação alcoólica).
No caso da loura gelada (ou morena, etc) a fonte de carboidratos obviamente é malte de cevada.
Porém nem todos os carboidratos presentes são convertidos em álcool. De forma que "sobram" muitos carboidratos na bebida pronta.
Foi então que Eduardo começou a pesquisar e testar fórmulas, até encontra uma onde os carboidratos não fermentáveis puderam ser convertidos em álcool.
O resultado foi a marca Don't Worry (não se preocupe)!
Disponível em duas variedades:
a Premium Pilsner, totalmente sem carboidratos e a American Session IPA.
As duas apresentam médio teor alcoólico: a Premium com 4,1 % e a IPA com 5,1 %.
Ambas fornecem em média, metade das calorias que uma cerveja comercial convencional.
Ressaltamos que o uso dessas bebidas por diabéticos pode parecer uma grande alternativa, mas apenas para diabéticos do tipo II, que não utilizam insulina.
Diabéticos do tipo I podem ter problemas com o efeito do álcool em sua glicose sanguínea, que pode cair drasticamente.
Nesse caso os sintomas podem ser confundidos com uma embriaguez discreta, o que pode ser bastante sério em termos de consequências.
O médico pretende lançar outras variedades em breve e, os projetos incluem até um espumante zero carboidratos.