A Vacina Russa
16/08/2020 | 08h59
Na
terça-feira passada o governo russo anunciou com pompa e orgulho a aprovação da primeira vacina contra a COVID-19.
A velocidade na aprovação chama a atenção de todo o mundo. Principalmente da comunidade científica, uma vez que o desenvolvimento seguro de uma vacina requer inúmeros testes e ensaios clínicos.  
Contudo, grupos de pesquisa da Rússia já aprimoravam a tecnologia para a Sputinik V, como foi batizada a nova vacina, há mais de 6 anos.
Cientistas do Centro Gamaleya vem desenvolvendo vacinas baseadas em vetores adenovirais desde a década de 80 na verdade. 
O "desenho"ou protocolo de uma vacina é como se fosse uma receita de bolo, que pode ser utilizada para a imunização com diferentes vírus. Nesse caso contra o novo coronavírus. 
Mas qual o motivo de tanta desconfiança da comunidade científica?
O desenvolvimento de uma vacina leva em média uma década.
Vacinas experimentais são inicialmente desenvolvidas em culturas de células e testadas em animais de laboratório.
Só após essa fase seriam avaliadas e devem se mostrar seguras e eficazes nos testes em pessoas.
O primeiro ensaio em seres humanos, chamado Fase 1, deve incluir dezenas a centenas de voluntários saudáveis, para que se afaste o risco de efeitos colaterais graves.
Na fase 2, já com centenas a milhares de pessoas, monitora-se os efeitos adversos, a imunidade gerada (glóbulos brancos e anticorpos) e chega-se a uma dosagem adequada.
Apenas na fase 3, com milhares de participantes, pode-se comprovar que uma vacina é realmente segura e efetiva.
Segundo a OMS, a Sputinik V estaria ainda na fase 1.
O virologista Florian Krammer, do Hospital Mount Sinai (Nova York) é enfático ao afirmar que não usaria de forma alguma a vacina russa. 
Opinião comungada por Scott Gottlieb, ex-chefe do FDA, agência americana que regula medicamentos e alimentos. 
Todos estamos ansiosos por uma vacina segura e eficaz, mas a precipitação pode ser desastrosa, principalmente se considerarmos todos os fatores envolvidos nessa "corrida" pró-vacina anti-COVID. 
 Aguardemos cenas dos próximos episódios.
Por enquanto, lave bem as mãos, use máscara e se puder evite aglomerações.
 
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Covid aumenta risco de trombose mesmo em assintomáticos
08/08/2020 | 06h17
Um estudo publicado no The Lancet na última semana, traz novas informações sobre os danos que a COVID -19 promove no organismo. 
De acordo com os pesquisadores, após um número significativo de autópsias em vítimas da COVID, 100% dos casos mostraram coágulos em praticamente todos os órgãos. 
O processo de coagulação é fundamental para nos mantermos vivos após cortes. Mesmo os mais discretos necessitam desse aparato anti-hemorrágico, perfeito na grande maioria dos casos.
O problema é quando um ou mais coágulos caem na circulação e acabam por obstruir ou comprometer o fluxo sanguíneo.
As consequências podem ir desde infarto do miocárdio, embolia pulmonar a derrames cerebrais. 
Pesquisadores brasileiros descreveram o quadro trombótico em vítimas da covid em primeira mão. Dados confirmados por cientistas na Universidade de Nova York. 
Segundo a Dra Amy Rapkiewicz patologista chefe da pesquisa, os resultados foram assustadores, uma vez que esperava-se encontrar coágulos em grandes vasos sanguíneos e nos pulmões. Mas praticamente todos os órgãos se mostraram atingidos, incluindo pequenas veias e artérias. 
As lesões pulmonares eram esperadas, mas os dados da pesquisa mostram que coração, rins, fígado e pâncreas podem ser lesionados de forma irreversível pelo novo coronavírus. 
E por fim, uma informação que traz novas preocupações: foram encontrados vários coágulos em pessoas que tiveram a covid e se recuperaram, incluindo assintomáticos.  
 
 
 
 
 
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Dieta rica em proteínas reduz risco de morte
01/08/2020 | 06h05
De acordo com um estudo publicado esta semana, aumentar proteínas na alimentação reduz o risco de morte. 
O pesquisador chefe Ahmad Esmaillzadeh afirma que segundo uma revisão ampla e sistemática sobre alimentação e mortes precoces, pessoas que ingerem mais proteínas seriam menos acometidas por câncer, infarto e diabetes. 
O estudo ressalta que as proteínas de origem vegetal, principalmente de leguminosas, seriam mais relevantes na proteção. 
De forma diferente do que muitos pensam, as leguminosas não são os chamados "legumes", mas o grupo nutricional representado pelos feijões, lentilha, grão de bico, soja, vagem, etc.
Existem cerca de 13 mil espécies diferentes de leguminosas e o amendoim faz parte desse grupo, apesar de ser considerado uma oleaginosa, a classificação botânica aloca o amendoim no mesmo grupo dos feijões. 
Além de proteínas, fibras e isoflavonóides, apresentam também vitaminas do complexo B e os minerais cálcio, ferro, fósforo, magnésio e zinco.
As fontes de proteínas de origem animal ficaram em segundo plano, principalmente pelo fato de muitas virem acompanhadas de gorduras saturadas. 
Mas os pesquisadores ressaltam a qualidade das proteínas na clara dos ovos e pescados. 
"faça do seu alimento o seu remédio." Hipócrates.
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Evite Antibióticos e Gorduras
19/07/2020 | 07h43
Um artigo publicado este mês por pesquisadores da Universidade da Califórnia, sugere que o uso de antibióticos e o consumo de gorduras na alimentação pode desencadear doenças intestinais graves.
Segundo o estudo, antibióticos associados a uma dieta típica ocidental, com maior teor de gorduras, principalmente saturadas, aumenta em muito as chances de se desenvolver inflamação intestinal. 
Um dos mecanismos analisado é que as mitocôndrias, estruturas das células que produzem energia, teriam a sua função muito afetada. 
Como resultado haveria uma forte inflamação na mucosa do intestino grosso. Um evento diretamente envolvido na Colite Ulcerativa, dentre outras patologias intestinais. 
A inflamação também é associada ao desenvolvimento de tumores no intestino grosso. 
Os sintomas iniciais incluem cólicas fortes, diarreia, sangramentos intestinais e dilatação abdominal. 
Nesses tempos de pandemia, onde testa-se praticamente tudo sem orientação médica, vale lembrar para reduzir gorduras na alimentação se estiver usando antibióticos...doenças intestinais podem ser tão ou mais graves do que a COVID. 
Fonte:
https://www.sciencedaily.com/releases/2020/07/200715142400.htm
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Para colesterol alto, reduza carboidrato!
11/07/2020 | 07h52
Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida (University of South Florida) publicaram este mês um artigo polêmico.
Segundo o estudo, pessoas com hipercolesterolemia (colesterol alto no sangue) não precisam reduzir o consumo de gorduras saturadas, mas de carboidratos.
Por muito tempo a medicina se baseou em reduzir as chamadas gorduras ruins da alimentação. Principalmente em pessoas com níveis elevados de colesterol. 
Contudo, nos últimos anos a vertente tem se alterado. 
O foco agora são os carboidratos da dieta. 
Segundo os pesquisadores a maior preocupação, como temos enfatizado aqui, deve ser nos carboidratos simples: açúcares!
A redução no consumo de doces com açúcar e alimentos que contenham esses carboidratos, parece ser o "coringa do baralho"para várias desordens metabólicas.
Alimentos industrializados com açúcar como leites achocolatados, preparados de soja, bombons, biscoitos recheados, etc, devem estar na mira de quem almeja uma alimentação mais equilibrada.
Adora doces? Opte pelos sem açúcar ou que levem adoçantes como a estévia.
Fonte:
 https://www.sciencedaily.com/releases/2020/07/200706113955.htm
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Nova Gripe Suína
30/06/2020 | 08h26
Aracaju Magazine
Cientistas do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças chinês afirmam ter identificado uma nova cepa de vírus de gripe suína.
Chamado de G4, o novo vírus foi isolado de 30 000 amostras colhidas de 2011 a 2018 em abatedouros e hospitais veterinários.
Do total de amostras foram isolados 179 vírus. Sendo que o G4 apresenta características de colonizar outros mamíferos, como o homem.
Na verdade 10 % dos tralhadores chineses de abatedouros e da indústria de processamento de carne suína já foram infectados. Alguns com quadros graves.
Segundo o Dr. James Wood, chefe do departamento de medicina veterinária da Universidade de Cambridge, podemos estar prestes a viver uma nova pandemia de gripe suína, que pode coexistir com a atual pandemia...
Como se diz no popular; "só Jesus!"
 
 
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Hidroxicloroquina para dar e vender
20/06/2020 | 09h04
No mês passado o FDA (Food and Drug Administration), órgão que faz o papel da ANVISA nos EUA e determina a liberação ou não de alimentos e medicamentos, vetou a hidroxicloroquina para tratamento de COVID-19. 
A notícia já foi bem divulgada.
Principalmente após o imbróglio dos presidentes dos EUA, D. Trump e da pátria tupiniquim J. Bolsonaro intervindo no tema, sem base científica para tanto.  
O fato é que não há evidências claras que justifiquem o uso de um medicamento que traz sérios riscos colaterais, como de graves arritmias cardíacas.
O problema é que antes do veto do FDA, o presidente americano determinou a compra de milhões de doses do medicamento e as distribuiu em todos os estados americanos.
Agora fica a pergunta:
_o que fazer com cerca de 60 milhões de doses de hidroxicloroquina compradas às pressas?
Felizmente no Brasil não houve tempo, nem "ambiente político" para que estivéssemos mais uma vez frente a um absurdo de desperdício de dinheiro público. 
Só que as eleições americanas vem aí e o peso dessa atitude não será esquecido pelos Democratas.
 
 
 
 
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Molécula Queimadora de Gordura
11/06/2020 | 06h18
Pesquisadores da Virgínia Tech publicaram na Nature Communications mês passado, um artigo que promete revolucionar a relação das pessoas com a perda de gordura.
A obesidade é um dos maiores problemas de saúde nos EUA e em inúmeros países, como o Brasil. Estima-se que de cada 7 indivíduos, um apresente obesidade no mundo todo.
Em muitos casos, o engajamento em dietas e exercícios torna-se muito difícil e terminamos por ver pessoas que eram saudáveis, desenvolvendo obesidade mórbida, diabetes tipo 2 dentre outras patologias.
Os pesquisadores identificaram uma molécula presente nas mitocôndrias*, que seria capaz de aumentar a queima de gordura como fonte de energia. Isso sem afetar a ingestão alimentar ou a massa muscular.
A molécula batizada de BAM 15 parece ser efetiva na melhora da resposta à insulina, que ocorre no diabetes tipo 2, além de reduzir os radicais livres na queima de gordura.
Outra área promissora é o combate à Esteatose Hepática Não Alcoólica (fígado gorduroso sem relação com álcool).
Ainda deve haver benefícios em doenças do envelhecimento como Alzheimer e Parkinson, Entretanto muitos estudos devem ser realizados até que tenhamos algum produto para uso público.
Mas sem dúvida, a descoberta pode ser revolucionária nas ciências anti obesidade. Aguardemos ansiosamente.  
*mitocôndrias são estruturas das células que fornecem energia ao corpo (a grosso modo).
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Imunidade e escolhas de dieta
04/06/2020 | 08h22
Algumas escolhas na alimentação podem impactar seriamente na capacidade de resposta do organismo à infecções.
Isso não uma novidade. 
Mas pesquisadores da Universidade de Oxford afirmam que dietas restritivas para perda de peso, podem ser grandes vilãs em termos de imunidade.
Segundo a pesquisa, restrições calóricas drásticas podem afetar em curto prazo a capacidade de cicatrização e a atividade de linfócitos, células determinantes para a função imunológica.
A redução tanto no consumo calórico quanto de vitaminas e proteínas foi envolvida na conclusão do artigo.
As vitaminas do Complexo B, Vitamina C e E mostraram-se mais influenciadoras no estudo. Contrariando as informações anteriores na mídia sobre a Vitamina D.
Resumindo: o momento não é nada bom para se tentar perder de forma radical aquelas gorduras adquiridas antes e durante a quarentena.
Não que dietas radicais sejam boas em algum momento...
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Vitamina D e COVID-19
26/05/2020 | 07h00
Pesquisadores dos EUA e Reino Unido chegaram a um consenso, onde afirmam que altas doses de vitamina D não trazem nenhuma melhora no quadro da COVID-19. 
Dados anteriores sugeriam que o colecalciferol poderia estar relacionado à gravidade da infecção viral.
Contudo, estudos aprofundados e mais recentes trouxeram a conclusão, que não se justifica a ingestão de doses muito elevadas de suplementos com vitamina D para evitar casos graves.
O estudo foi publicado dia 21 de maio no BMJ, Nutrition, Prevention and Health.
O excesso de vitamina D pode trazer riscos à saúde como elevação do cálcio (hipercalcemia),lesões renais e aumento no risco de certos tipos de câncer.
Não há lugar para achismos quando se trata de saúde, mas nós brasileiros parecemos ter uma forte tendência a abraçar novidades duvidosas...
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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