No mês passado o FDA (Food and Drug Administration), órgão que faz o papel da ANVISA nos EUA e determina a liberação ou não de alimentos e medicamentos, vetou a hidroxicloroquina para tratamento de COVID-19.
A notícia já foi bem divulgada.
Principalmente após o imbróglio dos presidentes dos EUA, D. Trump e da pátria tupiniquim J. Bolsonaro intervindo no tema, sem base científica para tanto.
O fato é que não há evidências claras que justifiquem o uso de um medicamento que traz sérios riscos colaterais, como de graves arritmias cardíacas.
O problema é que antes do veto do FDA, o presidente americano determinou a compra de milhões de doses do medicamento e as distribuiu em todos os estados americanos.
Agora fica a pergunta:
_o que fazer com cerca de 60 milhões de doses de hidroxicloroquina compradas às pressas?
Felizmente no Brasil não houve tempo, nem "ambiente político" para que estivéssemos mais uma vez frente a um absurdo de desperdício de dinheiro público.
Só que as eleições americanas vem aí e o peso dessa atitude não será esquecido pelos Democratas.