Deficiência de Colina e Alzheimer
Leonardo Gama 25/01/2023 06:45 - Atualizado em 25/01/2023 07:00
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Pesquisadores da Universidade do Arizona publicaram um estudo sobre a colina e danos gerados pela sua carência. 
A colina é um nutriente essencial produzido em pequenas quantidades pelo fígado e encontrado em alguns alimentos como ovos, brócolis, carne vermelha e feijões. 
Segundo a pesquisa, 90% dos americanos ingerem menos do que o necessário de colina por dia. 
Sabe-se que a carência desse nutriente causa estresse e danos ao fígado, coração e pulmões, mas parece haver mais entre o céu e a terra. 
Segundo Ramon Velazquez, pesquisador chefe, a baixa ingestão de colina está intimamente ligada a um aumento considerável no risco de se desenvolver o Mal de Alzheimer.
Um homem adulto deve ingerir cerca de 550 mg/ dia de colina e valores abaixo dessa taxa aumentariam em até 42% a incidência de doenças neurológicas. 
Um ovo grande (jumbo) fornece cerca de 110 mg de colina, enquanto 100 g de fígado bovino 290 mg. 
A colina é um precursor de acetil colina, um importante neurotransmissor cuja função é reduzida nos portadores de Alzheimer. 
O ideal é que sempre obtenhamos os nutrientes na alimentação, mas gostaria de lembrar àqueles que não são fãs das fontes naturais de colina, que certos "suplementos" para a melhora da função hepática contem 1000 mg de citrato de colina por dose...
E muitos médicos ainda falam muito mal desses produtos, os classificando como "perfumaria"...
A ciência vai colocando as coisas no seu lugar...mesmo que demore. 
 

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