Hoje (07/04) é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Um tema que, infelizmente, cada vez mais merece atenção pela proporção e gravidade.
É uma tarefa diária de todos nós, educadores e familiares, principalmente de crianças e adolescentes, conversarmos abertamente sobre este assunto.
Sempre que tenho a oportunidade, falo sobre a importância de a gente trabalhar não só os dois lados envolvidos (quem faz e quem recebe o bullying), mas também o espectador. Aquele que muitas vezes presencia situações desagradáveis e, mesmo que não “aplauda”, se cala. Para piorar, tem ainda os que incentivam.
Principalmente no meio escolar, temos que trabalhar cada vez mais a educação socioemocional para evitar que o autor do bullying siga cometendo este erro. Por outro lado, dar também à vítima o suporte necessário para que ela se sinta fortalecida. Precisamos encorajar também as nossas crianças e adolescentes a procurarem ajuda e neste sentido é importantíssima a participação da família.
Muitas vezes os filhos podem não ser o autor ou vítima, mas é o espectador, então cabe aos responsáveis conversar com eles como pode ser danoso o incentivo ou a omissão.
Converse e explique que o melhor caminho ao presenciar uma situação de bullying é buscar, mesmo com medo, alguém que possa intervir com segurança. No convívio escolar, por exemplo, sempre comunicar ao professor ou coordenador as situações de constrangimento.
Não há espaço para as ditas “brincadeiras inocentes” que possam atingir diretamente o outro, seja ela relacionada à cor, estrutura ou deficiência física, gênero e qualquer outro quesito que possa ser usado para depreciar ou envergonhar alguém.
Vamos juntos lutar contra isso, enxergando e acolhendo os três lados desta mesma dor!
Sobre a data:
Criado no dia 7 de abril de 2016, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi instituído como uma iniciativa para chamar a atenção para os problemas causados pelo bullying e estimular a reflexão sobre o tema. Sancionada no exato dia do massacre em Realengo, ocorrido cinco anos antes (2011), a Lei nº 13.277/2016 estabelece e reforça o apelo por mais empenho em medidas de conscientização e prevenção ao bullying.
Conforme definido pela Lei nº 13.185/2015, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), o ato é também chamado de intimidação sistemática, se referindo a “toda violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas
Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.