Ela se foi no ano passado, em meio à pandemia de Covid-19 quando o mundo vivia em meio às verdades e mentiras da doença assassina.
D. Cecília era um doce de pessoa, de boas conversas no WhatsApp, de vibrar com as notícias positivas do filho André Raeli, de lembrar sempre do outro filho que partiu primeiro, Sílvio, de alegrar-se com os netos, de celebrar as pequenas e grandes coisas de uma vida totalmente direcionada para a família.
Eu escrevi certa vez que, estava cansado emocionalmente de escrever sobre a partida de meus amigos, mas eles continuavam a viajar no eterno trem da saudade.
Mudei a ideia, só não escrevo mais imediatamente, espero um pouco a nostalgia tomar o lugar da dor, evitando a pieguice e o lugar comum, por isso a homenagem à D.Cecília vai agora no cartão postal das palavras tranquilas e gratas pelo carinho dela comigo, nos elogios aos meus textos e alguns poemas publicados nas redes sociais.
D. Cecília hoje passeia nas alamedas de um bom lugar ensolarado, embora eu não acredite muito que ela tenha partido, é como se ela estivesse ali do outro lado do Zap e de repente me mandasse uma mensagem bonita. E sim, ela ainda manda, não só para mim, mas para todos a quem ela muito ama.