Um campista jogou ao lado de Pelé, no Santos
04/10/2025 | 08h06
Anos 60. O campista Tite jogava no Santos, que foi fazer um amistoso no México, diante do América. Tite tinha um interesse especial pelo jogo, já que desejava transferir-se para o futebol mexicano.

O técnico do Santos, Lula, queria, no entanto, manter Tite no seu time. Por isto mesmo, só o escalou quase no fim do jogo, quando o Santos já tinha feito meia dúzia de gols.

Pelé, que gostava muito de Tite, quis ajudá-lo. Daí que, depois de fazer um carnaval em cima da defesa do America, rolou a bola dentro da pequena área só para o companheiro tocar paras redes.

Tite, muito habilidoso, deu um chutão pra cima. Diante da estranheza de Pelé, disparou:
— Não aceito esmola!
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Ônibus em Niterói poderão ter cobrança de passagens só por Pix e cartões
03/10/2025 | 07h40
Os rodoviários de Niterói estão fazendo uma reivindicação inusitada: o fim da circulação de dinheiro em espécie nos ônibus. Querem a adoção de um sistema de pagamento digital, incluindo Pix e cartões bancários. 
O motivo passa pela segurança dos motoristas e mesmo dos trocadores que ainda fazem a cobrança das passagens.
A demanda faz parte das negociações por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho, que também incluíram a solicitação de um aumento de 15% e uma cesta básica de R$ 600,00.
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Na Alerj tramita projeto que resgata lema de que bandido bom, é bandido morto
01/10/2025 | 16h49
A Alerj aprovou a volta do que está sendo chamado de gratificação faroeste. O texto prevê um extra quando policiais civis apreenderem armas de grande calibre ou de uso restrito, ou neutralizarem bandidos em operação.

O agente poderá receber de 10% a 150% do salário em caso de neutralização do criminoso, ou seja, quando o bandido for abatido. O bônus retorna justo quando o RJ registra o menor número de vítimas por intervenção policial em 10 anos.

Nos bastidores da Alerj já há uma movimentação para estender o mesmo pagamento a integrantes da Polícia Militar. O detalhe é que o Ministério Público Federal (MPF) considera a proposta inconstitucional.

O projeto de reestruturação da Polícia Civil foi enviado à Alerj pelo governo do Estado e não previa a bonificação, inserida como emenda durante a avaliação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Tal gratificação foi proposta pelos deputados Alan Lopes (PL), Marcelo Dino (União) e Alexandre Knoploch (PL). A aprovação deu-se por ampla maioria do plenário. Caberá ao governador Cláudio Castro (PL) a sanção ou o veto.

A gratificação faroeste certamente foi inspirada no lema do falecido deputado Guilherme Godinho Ferreira, delegado de polícia conhecido como Sivuca. Ele dizia que "bandido bom, é bandido morto".

Sivuca foi eleito em 1990 e reeleito em 1994. Entre as décadas de 1960 e 1970 era considerado o homem de ouro da polícia carioca. Ele faleceu em 2021, aos 90 anos, por complicações da Covid-19.
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O advogado famoso e o peru para o Natal
30/09/2025 | 17h45
Anos 70. O advogado Carlos Gicovate, profissional respeitado, vez por outra era 
presenteado por seus clientes, especialmente os que moravam na área rural.

Assim é que, certo dia, estava Gicovate olhando as samambaias choronas de sua
residência, na Rua do Ouvidor, quando ouviu a empregada respondendo a um rapaz, de posse
de um bonito peru debaixo do braço, que não conhecia nenhum doutor Francisco Walter.

Aproximando-se do portão, Gicovate quis saber se o peru estava à venda. E a empregada:
— Não! Ele apenas quer entregar esse bicho a um doutor Francisco Walter, que o pai dele
explicou que, na intimidade, é chamado de dotô Chico Walte.

Ao perguntar o nome do pai do rapaz, Gicovate teve a explicação. Era o filho de um cliente que 
prometera presentear-lhe com a penosa para o Natal.

Gicovate voltou para a empregada e falou:
— Menina, é preciso raciocinar que o doutor Chico Walte é o mesmo que doutor Gicovate! É só botar o ouvido para funcionar...


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Vista grossa da Prefeitura de Campos na atuação dos camelôs
29/09/2025 | 07h19
O comércio em Campos, sobretudo o localizado no centro da cidade, vai mal por ene fatores. A presença dos camelôs é um deles, com a Prefeitura mostrando-se tolerante com o setor informal.

Fazer vista grossa para um problema social é uma coisa. Deixar que esse setor se transforme no senhor da situação é outra coisa — totalmente diferente e perigosa.

Nas grandes cidades, caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, o poder público está sempre brigando com o ambulante, de forma a inibir que cresça concorrendo diretamente com o comércio estabelecido.

E haja pulso por parte do poder público, porque, por mais que se compreenda sobre a necessidade de trabalho, não havendo um freio de arrumação a desordem evolui.

Aqui por Campos, o comércio ambulante cresceu no primeiro governo de Anthony Garotinho. Mas foi debelado por ele, com a criação do Shopping Popular Michel Haddad.

Assim é que, no centro da cidade, só se permitia a venda de qualquer coisa desde que o ambulante não ficasse parado. Isto é coisa do passado. Hoje, os tabuleiros se multiplicam.

A coisa foi ficando desordenada e os camelôs tomaram a Rua Barão do Amazonas (entre a Tenente Coronel Cardoso e a Saldanha Marinho) e a calçada da Av. Rui Barbosa, junto ao ponto de descida dos ônibus.
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A visita de Darcy Ribeiro a Campos, um intelectual em campanha eleitoral
27/09/2025 | 09h21
 
Na eleição para governador em 1986, o PDT organizava uma visita de Darcy Ribeiro a Campos. Mas faltava um lugar decente para o almoço do seu candidato.

No centro da cidade, Anthoy Garotinho e Ivan Viana, dirigentes pedetistas, em conversa com Rockfeller de Lima, ouviram uma sugestão: o de que ele (Rockfeller) conversaria com Silvio Mariz para que a recepção se realizasse em sua fazenda, na Baixada Campista.

Rockfeller conversou com Silvio, um intelectual, que achou ótima a idéia de recepcionar Darcy, um antropólogo famoso.

No dia da visita, enquanto o churrasco rolava na fazenda, o anfitrião convidou Darcy para conhecer a casa-sede. Na biblioteca, Darcy encontrou um livro raro.

O que fez Darcy? Sentou-se e começou a folhear o livro, lendo vários trechos e comentando-os com Silvio e Rockfeller.

Eis que entra um assessor e pede que Darcy vá para a área do churrasco conversar com o povo, ou seja, fazer campanha eleitoral.

— Campanha? A campanha é com vocês. Eu vou ficar mais um tempo por aqui...
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O pastel de camarão apenas no nome
25/09/2025 | 17h46
Anos 50. O expresso da Leopoldina procedente de Miracema, no Noroeste do estado, parou na estação de Ernesto Machado, distrito de Campos.
Junto aos passageiros, um garoto sardento gritava.
— Pastel de camarão... Pastel de camarão...

O jornalista Carlos Amorim, que estava no trem, retornando de uma conferência literária em Santo Antônio de Pádua, comprou um dos pastéis.

Logo verificou que o recheio era de carne bovina. Chamou o garoto e perguntou-lhe:
— Você não disse que o recheio era de camarão?
E o garoto:
— Disse sim, senhor! 
— Mas não tem camarão no pastel — retrucou Amorim.

O garoto então rebate, em meio a risadas de outros passageiros:
 — Camarão era o nome do boi com cuja carne foi feito o recheio do pastel!
 
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Márcio Bruno, nome que terá o apoio de Rodrigo Bacellar para a Alerj em 2026
22/09/2025 | 18h38
Presidente da Assembléia Legislativa (Alerj), o deputado Rodrigo Bacellar (União) ainda não sabe se entrará na eleição para o governo do estado em 2026. Se assim não o fizer, buscará uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O certo é que, independentemente de colocar ou não o seu nome nas urnas, Bacellar já definiu um nome novo no cenário político para contar com o seu apoio na eleição para a Assembléia Legislativa.

Trata-se do campista Márcio Bruno, professor de Educação Física (trabalhou no IseCensa), e que é o chefe do Gabinete do presidente da Alerj.

Márcio atua como o responsável pela interlocução política de Rodrigo Bacellar com os municípios do interior fluminense.

Como já adiantou a coluna "Ponto Final", caso Rodrigo Bacellar decida-se por uma cadeira no TCE, além de Márcio, também Marquinho Bacellar, irmão do parlamentar, terá o seu apoio na eleição para deputado estadual.
MILITÂNCIA

Rodrigo Bacellar tem pouco tempo de militância política. Assim é que, a cada eleição, vai formando o seu grupo nas incursões às urnas, estando ele próprio candidato ou não.

Eleito deputado estadual em 2018, quando debutou nas urnas, e conquistou o seu primeiro mandato, somando 26.135 votos, Rodrigo Bacellar já na eleição de 2020, para a Prefeitura de Campos, mostrou influência na disputa sucessória.

Bacellar pinçou o nome do médico Bruno Calil, que debutou como candidato em uma eleição vencida por Wladimir Garotinho no segundo turno, cujo adversário foi Caio Vianna.

Em 2024, já como presidente da Alerj, Bacellar lançou a Delegada Madeleine representante do seu grupo na eleição para a Prefeitura.
Foi a estréia dela como candidata em uma disputa vencida novamente por Wladimir Garotinho ainda no primeiro turno.
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Caio Vianna vota contra a PEC da Blindagem
20/09/2025 | 08h57
No exercício de um mandato na Câmara dos Deputados, Caio Vianna (PSD) votou contra à aprovação da PEC da Blindagem, que impede a Justiça de abrir ações penais contra parlamentares sem o aval do Congresso. Foi um dos 12 votos "não" do seu partido.
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A necessidade de duplicação da BR-356, entre Campos-Atafona
19/09/2025 | 08h08
A BR-356, que liga Campos à praia de Atafona, e que também dá acesso ao Porto do Açu, apresenta desnivelamento no asfalto pelo trânsito intenso de caminhões pesados. Pior para os carros baixos, cujo fundo raspa no asfalto.

O desnivelamento ocorre até a entrada para o Açu. E é tal o peso das carretas que, nas idas e
vindas, elas deixam um sulco no asfalto, entre as rodas, com prejuízo para veículos menores.

Na verdade, a duplicação da rodovia é uma necessidade. Pelo tempo que Açu sedia o
complexo portuário, a via que demanda para acessar o complexo tornou-se insuficiente com uma só pista.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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