Saulo Pessanha
01/10/2025 16:49 - Atualizado em 01/10/2025 16:54
A Alerj aprovou a volta do que está sendo chamado de gratificação faroeste. O texto prevê um extra quando policiais civis apreenderem armas de grande calibre ou de uso restrito, ou neutralizarem bandidos em operação.
O agente poderá receber de 10% a 150% do salário em caso de neutralização do criminoso, ou seja, quando o bandido for abatido. O bônus retorna justo quando o RJ registra o menor número de vítimas por intervenção policial em 10 anos.
Nos bastidores da Alerj já há uma movimentação para estender o mesmo pagamento a integrantes da Polícia Militar. O detalhe é que o Ministério Público Federal (MPF) considera a proposta inconstitucional.
O projeto de reestruturação da Polícia Civil foi enviado à Alerj pelo governo do Estado e não previa a bonificação, inserida como emenda durante a avaliação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Tal gratificação foi proposta pelos deputados Alan Lopes (PL), Marcelo Dino (União) e Alexandre Knoploch (PL). A aprovação deu-se por ampla maioria do plenário. Caberá ao governador Cláudio Castro (PL) a sanção ou o veto.
A gratificação faroeste certamente foi inspirada no lema do falecido deputado Guilherme Godinho Ferreira, delegado de polícia conhecido como Sivuca. Ele dizia que "bandido bom, é bandido morto".
Sivuca foi eleito em 1990 e reeleito em 1994. Entre as décadas de 1960 e 1970 era considerado o homem de ouro da polícia carioca. Ele faleceu em 2021, aos 90 anos, por complicações da Covid-19.