A família Bacellar estará representada nas urnas nas eleições deste ano por Marquinho (União Brasil), que ora ocupa mandato de vereador em Campos e vai buscar em outubro uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A candidatura de Marquinho será abraçada pelo irmão Rodrigo, impedido de colocar o nome nas urnas por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que ontem foi preso pela Polícia Federal na operação "Unha e Carne III".
Registre-se que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa, foi condenado no processo que investigou irregularidades envolvendo a Fundação Ceperj nas eleições de 2022.
O processo aponta uso da máquina pública, contratações em massa sem concurso e aumento de gastos em ano eleitoral, o que, segundo a maioria dos ministros do TSE, teria provocado desequilíbrio na disputa.
Com a decisão, Bacellar perdeu o mandato na Alerj e a Justiça Eleitoral determinou a recontagem dos votos da eleição para deputado estadual, o que mudará a composição do parlamento fluminense.
A recontagem altera o quociente eleitoral de votos válidos pelas vagas disponíveis na Casa. Com a atualização desses dados, a Justiça Eleitoral refaz o rateio das vagas entre partidos e federações.
Na prática, a mudança possui potencial para alterar a composição atual da Alerj, uma vez que a nova média pode beneficiar legendas que não alcançaram cadeiras no cálculo original.
E por conta da situação política de Rodrigo Bacellar, a direção nacional do União Brasil decidiu inativar o atual diretório estadual da sigla no Rio, que tem o comando do agora ex-deputado.