Prefeito de Campos, nos anos 50, o médico Ferreira Paes chega ao seu gabinete para despachar e encontra uma pilha de processos já prontos e datados por funcionários, faltando apenas a sua chancela.
Depois de assinar uma dúzia de processos, verifica que um deles está "meio maroto", expressão usada pelo próprio Ferreira Paes. Mas ele não o recusa.
Coloca debaixo dos processos para ser o último a ser examinado, com a calma que o caso pede. Não demora, o telefone instalado na sala contígua o chama.
Na volta ao gabinete, Ferreira Paes, para a sua surpresa, encontra o processo "maroto" em cima de todos os outros.
Por considerar que há alguém interessado em algum "jabaculê", o prefeito sai, avisando aos funcionários que fora chamado para resolver um problema urgente.
No dia seguinte, retorna ao gabinete com uma nova equipe. Os que trabalham ali são "despachados" para outros setores.