Deputados, Ompetro e outras entidades debatem benefícios da Nova Lei do Gás
07/08/2020 | 20h35
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Deputados e representantes de 37 entidades representativas, entre eles o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), debateram, na tarde desta sexta-feira (27), a Nova Lei do Gás, que está em tramitação em regime de urgência na Câmara Federal. A reunião aconteceu por videoconferência e houve o consenso de que a nova lei trará benefícios para o setor, tais como o aumento da oferta de gás e uma melhor competitividade dos preços.
Também presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Rafael defendeu a aprovação da lei: "A mensagem tem que ser essa. Não podemos perder tempo. Falo como membro da Ompetro. A gente espera a aprovação da lei o mais rápido possível".
A deputada federal Clarissa Garotinho (Pros), integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo, afirmou que a nova lei vai trazer benefícios para o Rio de Janeiro.
— Temos que tranquilizar os agentes políticos do nosso estado. Desde 2009 (quando foi aprovada a atual lei do gás), nenhum gasoduto de transporte foi construído no Brasil, o que mostra que esse modelo atual de concessão não está funcionando. A previsão que a gente tem é de um aumento muito substancial na produção de gás. Se a gente não adotar medidas urgentes pra destravar a questão do transporte, da construção dos gasodutos, vamos ficar aqui com uma demanda reprimida enorme.
Relator do projeto de lei, o deputado Laércio Oliveira (PP-SE) afirmou que, se aprovada, a lei vai aumentar a oferta por gás. "A lei vai representar um aumento considerável de oferta de gás, vai reduzir o preço do gás para ficar com competitividade. A lei beneficia os estados. Hoje, o nosso produto está fora de competitividade nacional e internacional, prejudicando muito nossa indústria”.
Clarissa ainda explicou hoje o Estado deixa de arrecadar royalties por causa da reinjeção de gás. "De 113 milhões de metros cúbicos produzidos por dia, 40 milhões de metros cúbicos por dia foram reinjetados. Essa reinjeção está, na verdade, retirando recursos . Quando o gás é reinjetado, ele não é comercializado. E, se não é comercializado, não paga royalties, não tem participação especial. A partir do momento que a gente consegue trazer esse gás para a superfície e consegue comercializá-lo, sobre essa comercialização vai incidir pagamento de royalties e vai incidir participação especial. O máximo que pode acontecer é nossa receita aumentar".
A Nova Lei do Gás busca aumentar o número de empresas atuantes no mercado de gás natural no Brasil, ainda dominado pela Petrobras. A ideia é que, com mais empresas competindo, o preço seja reduzido para os consumidores, principalmente as termelétricas e o setor industrial.
A proposta determina que a atividade de transporte de gás natural, essencial na cadeia produtiva, será exercida sob o regime de autorização em lugar do regime de concessão. O objetivo da mudança é destravar os investimentos no setor.
No modelo de concessão, uma empresa interessada em investir em gasoduto precisa vencer um leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No regime de autorização, bastará apresentar o projeto e esperar o aval da agência. O modelo de autorização também será empregado para a atividade de estocagem subterrânea de gás natural.
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Alerj define nova comissão de impeachment de Witzel com 14 deputados a mais
04/08/2020 | 16h36
Presidente da Alerj, André Ceciliano
Presidente da Alerj, André Ceciliano / Divulgação
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) definiu que a nova composição do processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) respeitará a proporção das bancadas dos partidos que compõe o plenário. Com isso, a quantidade de integrantes passaria de 25 para 39, segundo o blog Radar, no site da revista Veja.
Enquanto isso, a procuradoria da Casa segue recorrendo no Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu o processo de impeachment por entender que a composição anterior era inconstitucional.
A antiga composição seguia o rito do impeachment definido no Estado do Rio de Janeiro, com um representante de cada partido. O macaense Chico Machado (PSD) e o campista Rodrigo Bacellar (SD) chegaram a ser escolhidos como presidente e relator, respectivamente.
Com o novo modelo, haverá o mínimo inicial de um deputado por partido, sendo aplicado o percentual que a legenda tem na Alerj, totalizando o número de membros que terá a mais pela sua bancada. O PSL – dividido entre apoiadores e oposicionistas de Witzel – passará a ter mais três integrantes. MDB, PSC, PT, PP, PSDB e PDT terão dois representantes, enquanto Novo, PSB, Pros e DC seguem com um.
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Psol aprova nome de Natália Soares para ser pré-candida a prefeita em Campos
29/07/2020 | 18h25
Natália Soares
Natália Soares / Divulgação
O diretório municipal do Psol aprovou o nome da professora Natália Soares para ser pré-candidata a prefeita de Campos. Com 31 anos, ela leciona filosofia na rede estadual de ensino. 
"Natália Soares, mulher negra, professora de filosofia da rede estadual de ensino, filha da classe trabalhadora é nascida e criada em Campos dos Goytacazes, formada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF-Campos), mestre e doutoranda pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) e é conhecida por sua postura combativa", diz a nota enviada pelo partido, que continua:
"Atuou como assistente social na (Apoe), no enfrentamento ao isolamento e segregação impostos a pessoas com deficiências, lutando para garantia de seus direitos e autonomia; atuou também no Cras Grussaí, onde desenvolveu trabalho com as famílias mais vulneráveis do território desta unidade de atendimento. Entre os anos de 2015 e 2017 foi presidente e vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Campos".
De acordo com a informação do Psol, o partido vem conversando com outras forças políticas da cidade para a formação de uma frente de esquerda na eleição municipal.
— Queremos dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, com as mulheres, negros e negras, com a juventude para construir uma alternativa para a cidade que queremos, mais justa e solidária — disse a pré-candidata.
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CPI do Previcampos sugere indícios de crimes envolvendo Rosinha e outros 13
28/07/2020 | 16h49
O relatório da CPI do Previcampos, lido na tarde desta terça-feira (28), em sessão virtual na Câmara de Campos, aponta indícios de crimes envolvendo a ex-prefeita Rosinha Garotinho (Pros) e outras 13 pessoas que participaram da gestão do fundo previdenciário durante o último governo. O documento aponta indicativos de associação criminosa, caixa dois eleitoral para a campanha do ex-vice-prefeito Dr. Chicão, corrupção passiva, gestão fraudulenta, emprego irregular de verbas, falsidade ideológica, peculato, apropriação indébita previdenciária, prevaricação, lavagem de capitais e improbidade administrativa.
Além de Rosinha, também foram citados na CPI os seguintes nomes:
- Nelson Afonso De Souza Oliveira, ex-presidente do Previcampos;
- Leandro Martins Ferreira, ex-diretor administrativo financeiro do Previcampos;
- Sérgio de Azevedo Almeida, Marcelo Freitas Neto, Wilson Thadeu Rangel Campinho, Amaro Almeida Ribeiro, Mario dos Santos Gomes, ex-integrante do conselho deliberativo do Previcampos;
- Jorge William Pereira Cabral e Edilson Peixoto Gomes (ex-secretário de Obras), ex-presidentes do conselho deliberativo do Previcampos;
- Matheus da Silva José, ex-procurador-geral do município;
- Thiago Godoy; ex-vereador e advogado
- Fábio Augusto Viana Ribeiro, ex-secretário de Administração;
- Washington Luiz Barbosa Freitas, ex-secretário de Gestão.
A comissão, presidida pelo vereador Paulo César Genásio (PTB), foi instalada em agosto do ano passado e também é composta pelo relator, Cláudio Andrade (PTB), além dos vereadores Enock Amaral (PSB) e Jairinho É Show. Marcelle Pata (PL) também foi integrante do grupo, mas a suplente deixou a Câmara para o retorno de Abdu Neme (Avante). O material também foi enviado para Ministério Público estadual, Ministério Público eleitoral, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Tribunal de Contas do Estado e para a Prefeitura de Campos.
O documento conclui que: “Considerando-se as práticas de gestão do Previcampos nos anos de 2015 e 2016, a atuação da Diretoria e do Conselho Deliberativo do Instituto especialmente no segundo semestre de 2016 e a situação do Instituto após as ocorrências identificadas no período investigado, é possível considerar que há indício da prática de crimes e atos de improbidade administrativa. Evidentemente, os fatos constatados por esta Comissão não podem ser interpretados isoladamente, até porque há indícios suficientes de que estejam relacionados entre si e direcionados ao mesmo objetivo: retirar injustificadamente recursos do Previcampos”.
Os vereadores dizem, ainda, que houve influencia das eleições municipais de 2016 na gestão dos recursos do Previcampos. “Aliás, se de fato, como os indícios indicam, o resultado das eleições de 2016 influenciaram na gestão e administração dos recursos do Previcampos, não é absurdo considerar que os investimentos questionáveis realizados no segundo semestre de 2016 tenham sido feitos de forma proposital e intencional em razão da própria campanha eleitoral do candidato Dr. Chicão ou para prejudicar a gestão municipal seguinte”.
A investigação da CPI concluiu, ainda, que o Previcampos chegou a ter R$ 1,215 bilhão em julho de 2016, quando o saldo começou a diminuir, com déficit de aproximadamente R$ 400 milhões, fechando o ano em R$ 804,3 milhões. No entanto, o relatório aponta que deste valor, aproximadamente R$ 500 milhões foram investidos em fundos considerados suspeitos.
“Nos termos do relatório, 76,54% do patrimônio do Previcampos teria sido transferido para cobrir despesas da Prefeitura no período compreendido entre 30 dias antes da eleição e 60 dias após o pleito. O maior investimento realizado nesse período foi a migração de investimento (de alta liquidez) na Caixa Econômica Federal para uma aplicação (Tower Bridge), com resgate fixado em D+1471 dias, levando o resgate somente para 2021.
Ainda de acordo com o relatório, entre 30 dias antes da eleição e 60 dias após o pleito, 39,21% das movimentações do patrimônio do Previcampos foi transferido para cobrir despesas da Prefeitura, tendo havido uma migração de investimentos de liquidez imediata, para investimentos de médio e longo prazo”, diz um trecho.
Conselho
Um dos ex-conselheiros do Previcampos ouvidos pelo vereador foi Amaro Almeida Ribeiro. Ele declarou, segundo o relatório, que não possuía conhecimento em investimentos. “Questionado se havia pessoal com expertise em investimentos dentro do Previcampos, disse que nunca participou de nenhum deles (os investimentos feitos pelo Previcampos) e que não entendia muito do assunto. Perguntado a respeito de seu conhecimento sobre fundos de investimentos, respondeu ‘Não sei te informar’”, diz outra parte do documento.
Outro ex-conselheiro do fundo previdenciário foi Tarcício Evangelista de Freitas. Questionado pelos parlamentares sobre como ele ingressou no cargo, respondeu que foi nomeado Edilson Peixoto convocou uma reunião para dizer que deixaria a presidência do conselho deliberativo do Previcampos e a secretaria de Obras para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal. Segundo Tarcísio, no encontro, Edilson teria dito que Jorge William Pereira Cabral ficaria em seu lugar e que ele, Tarcísio, seria nomeado para ser integrante do conselho.
“O depoente disse que foi nessa reunião e logo no início já foi apresentada uma ata pronta da reunião que estava ainda iniciando. Segundo ele, nessa ata constava que a Prefeitura cederia ao Previcampos o crédito que tinha com as empresas que haviam recebido recursos do Fundecam, como forma de pagar a dívida que o município tinha com o Previcampos.
Acrescentou, ainda, que como o crédito a ser cedido era superior ao valor da dívida com o Previcampos, o Previcampos devolveria naquele ato o "excesso", o que em sua visão aumentaria o rombo do Previcampos.
Ele disse ter se recusado a assinar, pois não concordava com a operação. Declarou que os conselheiros resolveram então fazer a ressalva de que só iriam deliberar sobre a operação se procuradores do Município fossem até o PREVICAMPOS e explicassem o que estava sendo feito e como o Previcampos poderia receber aquele crédito junto às empresas”.
Segundo Tarcício, no depoimento, ele não compareceu em mais nenhuma reunião do conselho deliberativo, apesar do seu nome ter continuado a sair nas atas.
Nelson Afonso
Também em depoimento à CPI, o ex-presidente do Previcampos Nelson Afonso, irmão do ex-vice-prefeito Dr. Chicão e do vereador Alvaro Oliveira (PSD), justificou os investimentos considerados “duvidosos” pelo relatório:
“Indagado sobre a realização de investimentos em fundos imobiliários, disse que já existia um investimento num hotel de Belo Horizonte e que em sua gestão teria recebido um relatório da empresa de consultoria dizendo que em razão da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, o momento era de investimento em fundos imobiliários, especialmente em hotéis. Por isso, segundo sua lembrança, teriam sido feitos investimentos em dois fundos imobiliários, um ligado a um hotel Trump na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com a sigla LSH, e o outro do Fasano, na Bahia, em Trancoso, da Phenom. Perguntando se esses investimentos teriam sido feitos após a Copa do Mundo e Olimpíadas, respondeu não saber”.
Polícia Federal
A CPI também citou uma operação da Polícia Federal e o relatório de uma auditoria externa contratada pela Prefeitura que apontam suspeitas de investimentos considerados, no mínimo, arriscados e “suspeitos”.
Falsidade ideológica
Uma auditoria do Ministério da Fazenda, citado pela CPI, aponta também o indício de falsidade ideológica por parte da Prefeitura de Campos na obtenção do Certificado de Regularidade Previdenciária. “A intenção do Ente Federativo era tão somente parcelar e regularizar a dívida no Termo de Parcelamento nº 1.001/2014 para que pudesse ter o Certificado de Regularidade Previdenciária - CRP emitido e, com isso, se beneficiar das operações relacionadas a transferências voluntárias de recursos, previstas no artigo 7º da Lei nº 9.717/1998”, complementa o documento.
O que dizem os citados
Fábio Ribeiro: “Recebi, e não de surpresa, a informação de meu nome no relatório, o que demonstra o caráter político e não técnico dessa CPI, pois fui ouvido apenas como testemunha, conforme as palavras do próprio presidente, Genasio, e do relator, Cláudio Andrade. Bastou meu nome ser mencionado como possível pré-candidato a prefeito que o caráter político se apresentou no relatório lido hoje, pois como uma testemunha passa a ser ‘réu’? Peço crédito à Folha da Manhã e a população para, após ler devidamente o relatório, me pronunciar de forma prudente e não leviana. De antemão, lembro que, em entrevista à própria Folha, o ex-secretário de Gestão, André Oliveira, disse textualmente que recursos advindos de lei municipal não contestada e em processo também não contestado foram empregados na folha de pagamento, não se tratando tanto de desvio ou o que estiverem alegando teatralmente na CPI”.
Matheus José: “A conclusão da CPI, em período eleitoral, demonstra o claro intuito político-eleitoreiro por parte de seus parlamentares condutores”.
Washington Freitas: "Sou servidor municipal há 20 anos e nunca passei por algo assim. Nunca lidei diretamente com a Previcampos. Fui ouvido na CPI por um parecer jurídico que havia solicitado à Procuradoria do município em uma situação em que identifiquei pagamento indevido por doença a segurados do instituto que estavam trabalhando. A CPI se mostrou política, sendo concluída justamente quando os aposentados estão com pagamento atrasado”.
Thiago Godoy: “No que diz respeito a mim, soube que o relatório diz que mandei um ofício pedindo que o Previcampos devolvesse aos cofres públicos valores pagos indevidamente pela Prefeitura a título de auxílio-doença dos servidores e que isso foi feito após auditoria técnica, portanto não há nenhum crime. Se acham que o Previcampos devolveu dinheiro a mais, a Prefeitura pode restituir hoje mesmo”.
Rosinha Garotinho preferiu não se pronunciar, "por ser uma questão que não passa por mim, uma vez que o conselho é independente".
Nelson Afonso disse que prefere ter, primeiro, acesso ao relatório para poder se pronunciar.
Não conseguimos contato com os demais citados.
Confira o relatório completo:
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Raphael Petersen: "Pensei que fosse ser uma das vítimas da Covid-19"
27/07/2020 | 16h58
Raphael Petersen
Raphael Petersen / Reprodução - Facebook
Secretário municipal de Gestão Pública, Raphael Petersen, conhecido como Tijolo, foi uma das 2.766 pessoas infectadas pela Covid-19 em Campos até o último domingo (26). Recuperado desde o dia 14 de julho, Raphael chegou a ficar internado, com comprometimento de 25% dos pulmões, e relatou que temeu entrar para outra estatística: a que contabiliza 177 vidas perdidas para a pandemia. 
— Eu estava tomando todas as precauções possíveis para evitar o contágio. Era máscara, álcool em casa, no trabalho, no carro e onde eu ia, mas, infelizmente, não foram suficientes para evitar. Eu fiz um teste rápido que deu negativo, mas comecei a ter mais sintomas e decidi ficar em casa me isolar da minha esposa e do meu filho. Com o passar dos dias, fiquei pior, perdi paladar e olfato e senti os pulmões queimarem e gelarem quase que simultaneamente. Já tinha "certeza" que estava com Covid — relatou o secretário, que fez um novo teste PCR. Porém, como o resultado demoraria para sair, ele acabou se internando em um hospital particular.
— A tomografia deu que os pulmões estavam comprometidos em torno de 25% e algumas taxas estavam alteradas. Decidiram me internar naquele dia mesmo e me colocaram em leito clínico. E aí que começa o drama. Depois da internação você começa a pensar sobre a doença, sobre as vítimas, sobre quem não sobreviveu. A doença quase vira um detalhe perto do aspecto psicológico. Os dois primeiros dias foram horríveis. Pensei que iriam me entubar e temi pelo pior. Minha saturação ficou abaixo de 90 e tive que ficar no oxigênio. Foi o momento mais difícil! Realmente pensei que seria uma das vítimas do Covid, até mesmo pela questão das comorbidades que tenho.
Tijolo disse, ainda, que a partir de então, o tratamento começou a fazer efeito e seu estado de saúde foi melhorando. "E foi a partir dali que o 'milagre' começou. Fui melhorando com o passar dos dias, me alimentando melhor e fazendo fisioterapia respiratória. Foram dez dias internados em que repensei muito a vida, as escolhas e o que tenho que fazer para viver mais e melhor. A Covid está longe de ser uma 'gripezinha' e confesso não saber como sobrevivi, sendo obeso, hipertenso e diabético. Só Deus mesmo".
Mesmo após se recuperar do coronavírus, o secretário diz que ainda enfrenta dificuldades para respirar e outros problemas por causa da doença. "Hoje, estou curado e já não corro risco de transmitir o vírus, mas sigo tomando cuidados, até mesmo porque o efeito do vírus vai demorar a passar. Sinto falta de ar, dificuldades para respirar e uma fadiga em qualquer caminhada ou subir escadas. O tratamento continua com medicamentos e exercícios respiratórios. Voltar para casa, reencontrar minha família, meu filho de quatro meses, foi uma emoção sem igual. A doença me fez lembrar porque preciso de saúde".
Por fim, Raphael deixou um recado para que as pessoas possam se cuidar e evitar a proliferação da Covid-19. "Gostaria de pedir para as pessoas se cuidarem, não baixarem a guarda para o vírus e pensarem no próximo. Não desejo que ninguém passe pelo que passei e que tudo isso logo fique para trás".
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TJ derruba decisão que obrigava Estado construir hospital de campanha em Campos
20/07/2020 | 19h09
Hospital de Campanha de Campos
Hospital de Campanha de Campos / Genilson Pessanha
O desembargador Lindolpho Morais Marinho, da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), derrubou a decisão de primeira instância que determinava o bloqueio dos repasses de royalties do petróleo de junho e julho do Governo do Estado para a conclusão do hospital de campanha de Campos.
De acordo com o magistrado, na liminar assinada nesta segunda-feira (20), o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões traria risco de colapso nas contas do Estado, com a possibilidade de falta de recursos para o pagamento de despesas com pessoal, investimentos em segurança e na própria Saúde Pública, acatando o recurso do governo.
A decisão também lembra que a competência para elaboração de políticas públicas relacionadas à Covid-19 é de estados e municípios. “O agravante (Governo do Estado) trouxe evidências, por meio de dados técnicos, que a construção do citado hospital de campanha não se faz mais necessária, diante da diminuição dos casos de contaminação, o que implicou redução da necessidade de leitos para tratamento dos pacientes. Segundo porque, diante da desnecessidade de construção do citado centro de atendimento, a vultosa verba que seria necessária para sua conclusão, poderia ser destinada para custeio de ações mais eficazes”, diz Lindolpho nos autos.
Na liminar de primeira instância, o juiz Paulo Maurício Simão Filho, da 4ª Vara Cível de Campos, justificou a decisão a partir da falta de interesse do Estado em participar de reunião de conciliação e de embasar os motivos pelo qual iria desmontar a estrutura já montada do hospital de campanha.
Governo do Estado anunciou, em 1º de julho, que o hospital de campanha de Campos não será mais concluído. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), após seus técnicos analisarem a curva decrescente por busca de leitos de Covid-19 no estado, a secretaria optou em não mais concluir o hospital. A SES informou, ainda, que vai pactuar, caso haja demanda, a utilização de leitos em unidades particulares no município para ofertar à população.
O hospital de Campos foi um dos sete prometidos pelo Governo do Estado. Inicialmente, a montagem havia sido anunciada para o dia 26 de março. Porém, não aconteceu. Após isso, a instalação foi prevista para o dia 6 de abril e sua conclusão prevista para o dia 30 do mesmo mês. O que também não aconteceu. A montagem só começou em 10 de abril. A entrega foi adiada por três vezes.
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Jorginho envia ofício à Prefeitura após protesto de servidores aposentados
20/07/2020 | 17h55
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Após o protesto de servidores aposentados (aqui), na manhã desta segunda-feira (20), o vereador Jorginho Virgílio (DC) enviou ofício à presidente do Previcampos, Thaís de Maria Ramos, para saber sobre o motivo do atraso no pagamento dos 25% salários que deveriam ser quitados na última sexta-feira (17).
De acordo com a diretora de comunicação do Sepe em Campos, Graciete Santana, os aposentados da prefeitura receberam apenas 75% do salário de junho, no último dia oito, e ainda não receberam informações o restante.
Em nota, a Prefeitura informou que houve falta de recurso, lamentou o atraso, mas que já havia um planejamento para pagamento na quinta-feira (23).
"A Secretaria Municipal de Fazenda e o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Campos (PreviCampos) informam que os 25% restantes a aposentados e pensionistas serão pagos quinta-feira (23). O pagamento não ocorreu antes por insuficiência de recursos. O pagamento dos primeiros 75% ocorreu dia 8 e a forma de pagamento parcelado foi aprovada pelo Conselho do PreviCampos. A Prefeitura de Campos lamenta o atraso e vem trabalhando incessantemente para possibilitar a regularização. Com o pior repasse de royalties e Participação Especial da história do município, além da queda brusca de arrecadação própria neste período de pandemia, a Prefeitura se viu obrigada a estabelecer um cronograma diferenciado. Em comparação a 2019, até junho deste ano, o município já acumula perdas de R$ 132,1 milhões em royalties e PEs", informou em nota.
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Vereadores de Campos aprovam retorno das sessões ordinárias online
14/07/2020 | 16h39
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A Câmara de Campos aprovou, por unanimidade, na tarde desta terça-feira (14), o retorno das sessões ordinárias duas vezes por semana, mas pelo plenário online. Com isso, os vereadores já voltarão aos trabalhos regulares a partir de quinta-feira (16), às 14h.
O presidente da Casa, Fred Machado (Cidadania), explicou que houve um acordo entre os parlamentares para o retorno das reuniões regulares, mas mantendo o distanciamento por causa da pandemia de Covid-19. Entre os destaques, está a volta da palavra livre para os vereadores ao final das sessões. No entanto, para isso, também houve consenso para diminuição do tempo para declarações em outros momentos.
Recuperado da Covid-19, o vereador Neném (PSL) voltou ao plenário virtual nesta terça e foi cumprimentado pelos colegas. Já Abdu Neme (Avante) segue afastado. Ele passou por um cateterismo, após se sentir mal no final de junho, e se recupera bem.
Mais informações em instantes
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Câmara vota nesta terça o retorno das sessões ordinárias online em Campos
13/07/2020 | 17h02
A Câmara de Campos se reúne virtualmente nesta terça-feira (14) para decidir se os vereadores retornarão às sessões ordinárias duas vezes na semana, mas pelo plenário online.
Desde 20 de março, os trabalhos presenciais foram suspensos e os parlamentares passaram a atuar, desde 4 de maio, apenas em sessões extraordinárias online, convocadas pela presidência da Casa exclusivamente para votar projetos relacionados ao combate à pandemia de Covid-19.
O presidente do Legislativo, Fred Machado (Cidadania), convocou a sessão para votar o projeto. A previsão é de que, se o texto for aprovado, já comece a valer imediatamente e os vereadores possam participar da primeira sessão ordinária virtual na quinta-feira (16).
— Pedi a todos os vereadores que mandassem sugestões para a realização das sessões. Sempre no que eu posso, primo pelo diálogo para que possamos tomar decisões em conjunto — afirmou Fred.
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Secretário de Gestão Pública de Campos contrai Covid-19 e está internado
08/07/2020 | 22h01
Raphael Petersen
Raphael Petersen / Reprodução - Facebook
A Prefeitura de Campos confirmou que o secretário municipal de Gestão Pública, Raphael Petersen, foi testado positivo para Covid-19.
Segundo a nota da Prefeitura, o secretário apresentou sintomas como garganta inflamada, dor no corpo e cansaço. O primeiro teste deu negativo, mas, por orientação médica, ficou em isolamento. Os sintomas evoluíram para perda de paladar e olfato, além de falta de ar. Passou por tomografia, que confirmou comprometimento de 25% do pulmão. 
Petersen está internado em leito clínico e seu quadro é considerado estável.
O secretário de Gestão Pública é mais um integrante do governo que foi diagnosticado com a doença. Anteriormente, o superintendente de Comunicação, Thiago Belotti, e o procurador-geral do município, José Paes Neto, também testaram positivo para coronavírus. Os dois tiveram sintomas leves e se recuperaram.
O próprio prefeito Rafael Diniz (Cidadania) contraiu a Covid-19, mas também teve sintomas brandos e se recupera em isolamento domiciliar.
Outros políticos da cidade, como o vereador Luiz Alberto Neném (PSL) e o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) também se recuperaram totalmente da doença.
Por outro lado, o deputado estadual Gil Vianna (PSL) e o assessor especial do prefeito, Makhoul Moussallem, desenvolveram a forma mais grave da Covid-19, não resistiram às complicações e morreram.
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Sobre o autor

Aldir Sales

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