Originário de Chicago, o novo papa atraiu o interesse de seus pares por causa de seu estilo tranquilo e apoio ao papado de 12 anos de Francisco, especialmente seu compromisso com questões de justiça social.
Leão XIV foi eleito no dia 8 de maio, dia em que a Argentina comemora sua padroeira, Nossa Senhora de Luján. Isso relembra o Papa Francisco. Seu santuário, localizado na região de Córdoba, é visitado por milhares de fiéis e devotos. A padroeira do país sul-americano conta com uma história bastante curiosa, cujo início se dá ainda no Brasil, na era colonial.
As primeiras palavras de Leão
Em seu primeiro discurso, claramente emocionado, Robert Prevost enalteceu o Papa Francisco: “Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz corajosa de papa Francisco que abençoava Roma e dava sua bênção ao mundo inteiro naquela manhã do dia de Páscoa. Permitam-me a dar sequência aquela mesma benção: Deus ama a todos. O mal não prevalecerá. Estamos todos na mãe de Deus, portanto, sem medo, unidos, mão a mão com Deus e entre nós, sigamos adiante”.
Palavras do Bispo Diocesano
“Tem preocupações e o colocam com o colaborador de Francisco, e também com os mesmos anseios de abrir pontes de diálogo e entendimento. Assume o nome de Leão XIV, se inspirou em Leão XIII, que conciliou a Igreja com a modernidade. Mas também Leão XIII se ocupa dos direitos da Igreja. Colocando princípios para um bom relacionamento: Igreja e Estado”, disse Dom Roberto Francisco em vídeo.
Atualização às 10h35 de 09/05/25: nota da redação: a postagem inicial tinha erros de data e na reprodução em texto do vídeo do bispo diocesano de Campos, Dom Roberto. Que hoje, antes tarde do que nunca, foram devidamente sanados. Ao bispo e aos leitores, nossas desculpas.
O novo Papa se chamará Leão XIV, Cardeal Robert Francis Prevost. Um nome "moderado" no meio da Igreja. O Espírito Santo surpreendeu a Igreja no dia de hoje. Ele é dos Estados Unidos, um Papa norte americano. Ele foi escolhido por pelo menos 89 dos 133 cardeais – dois terços dos eleitores do conclave – e será o sucessor do papa Francisco na Cátedra de São Pedro. Ele foi nomeado cardeal por Francisco, em 2023.
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos e se torna o primeiro papa norte-americano da história da Igreja. É também o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante. Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Foi lá que se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana.
Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos — órgão responsável pela nomeação de bispos — e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.
De perfil discreto e voz tranquila, Prevost costuma evitar os holofotes e entrevistas. No entanto, é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco. Tem formação sólida em teologia e é considerado um profundo conhecedor da lei canônica, que rege a Igreja Católica.
Entrou para a vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino. Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru — primeiro em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por dez anos, inclusive durante o governo autoritário de Alberto Fujimori. Prevost chegou a cobrar desculpas públicas pelas injustiças cometidas no período.
O Bispo Diocesano de Campos, Dom Roberto Francisco, falou sobre a eleição do novo Papa Leão XIV.
Por volta das 13:10 a fumaça branca saiu da chaminé do Vaticano, nesta quinta-feira (8). “Habemus Papam”, ouviremos em poucos minutos. Provável que em uma hora o próximo Papa apareça na sacada de São Pedro. A Sé não está mais vacante.
É um dia histórico para os fiéis católicos e os católicos mais novos. Foi um Conclave rápido, os 133 cardeais escolheram o novo Papa.
“Fumaça branca! Os 133 cardeais eleitores reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, elegeram o novo Papa. Em breve, assomará ao balcão central da Basílica de São Pedro”, disse o Vatican News nas redes sociais.
Após definição do nome, o escolhido entra na Sala das Lágrimas acompanhado do cardeal camerlengo — responsável pela administração do Vaticano durante o período de transição e do mestre de cerimônias litúrgicas. Neste local, o pontífice tem um momento de reflexão, e veste a batina branca pela primeira vez. É onde ele deixa de ser cardeal e vira papa.
Agora o novo Papa dará a benção da sacada de São Pedro. Desde o pontificado de João XVIII, tornou-se tradição que o novo papa ofereça um jantar no dia de sua eleição aos cardeais. A ideia é promover um “encontro íntimo em família” e permitir que o novo pontífice passe um tempo de qualidade com os cardeais que o elegeram.
Não há confirmação de que o jantar ocorrerá esse ano.
Hoje o dia começou cedo para os católicos brasileiros e de outras partes do mundo. Na manhã desta quinta-feira (8) os cardeais se reuniram antes das 8h (horário local) no Palácio Apostólico para celebrar a Missa e a Laudes na Capela Paulina. Em seguida, eles foram para a Capela Sistina às 9h15 para recitar a Hora Média e depois seguiram para a votação. O almoço será por volta das 12h30 em Santa Marta, às 15h45 a partida para o Palácio Apostólico, depois às 16h30 o retiro na Sistina com mais votações e, no final (por volta das 19h30), as Vésperas. Duas chaminés estão planejadas para os diferentes dias: uma no final da manhã, por volta das 12h; outra à noite por volta das 19h.
No dia de ontem, às 16h01 (horário de Brasília), a fumaça preta apareceu no primeiro dia de votação. Nesse meio tempo, cerca de 45 mil pessoas estiveram na Praça São Pedro com o olhar fixo na chaminé da Capela Sistina, habitada por algum tempo por algumas gaivotas que frequentemente monopolizavam a atenção da multidão. Uma praça colorida por bandeiras de diferentes países do mundo, iluminada pelos holofotes das câmeras, pelos flashes de muitas câmeras e pelos celulares dos peregrinos, fiéis e espectadores. Em alguns momentos, ouviam-se aplausos, gritos para enganar o tempo de espera, confrontos e hipóteses sobre o motivo de não haver fumaça.
Às 21 horas (horário local, Roma), a fumaça preta chegou. A praça recebeu a notícia com um rugido. Portanto, os cardeais votantes não escolheram o 267º Pontífice da história da Igreja. Porém, hoje, quinta-feira (8) ainda não foi desta vez. Para o novo Papa ser eleito ele deve alcançar 2/3 dos votos dos cardeais eleitores. A indicar, a fumaça preta que saiu da chaminé instalada no telhado da Capela Sistina por volta das 11h50, sob o olhar das cerca de 12 mil pessoas presentes na Praça São Pedro, tudo isso em frente das câmeras e lentes de jornalistas do mundo inteiro.
Concluídas as votações da manhã, os cardeais retornam à Casa Santa Marta e às 15h45 novamente o traslado para o Palácio Apostólico, para mais uma rodada de votações na Capela Sistina. Prováveis horários da fumaça: após as 17h30 e por volta das 19h.
“Extra omnes”: todos fora. Foi dado início às votações no Conclave por volta das 11h30min (horário de Brasília) nesta quarta-feira (7). Os cardeais saíram da Capela Paulina em procissão para a Capela Sistina. Ali, prestaram o juramento. Ainda não há um Papa escolhido. A fumaça preta saiu às 16h01min (horário de Brasília) e 21h01min (horário local, Roma). As votações irão continuar na quinta-feira (8) com duas votações na parte da manhã e duas na parte da tarde. A multidão continu na Praça São Pedro.
Houve uma Missa Pro Eligendo Romano Pontifice onde foi preparado espiritualmente o Colégio Cardinalício para a eleição do novo Sucesso de São Pedro, com um apelo à orientação do Espírito Santo. A Missa foi presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re.
Foi refletido sobre o Evangelho proclamado na liturgia, o cardeal concentro sua meditação na mensagem central da Última Ceia: “Este é o meu“Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,13), e destacou que este ensinamento de Jesus é o verdadeiro distintivo da fé cristã:
“O amor que Jesus revela não conhece limites e deve caracterizar os pensamentos e ações de todos os seus discípulos, que devem sempre demonstrar amor autêntico em seu comportamento e empenhar-se na construção de uma nova civilização — aquela que Paulo VI chamou de ‘civilização do amor’. O amor é a única força capaz de mudar o mundo”.
“Que seja eleito o Papa que a Igreja e a humanidade precisam!”, publicou o Vatican News (português) nas redes sociais.
Em poucos instantes a chaminé mostrará o resultado da primeira votação do Conclave. Neste primeiro momento somente terá uma votação. Caso não haja consenso entre os cardeais eleitores, outra votação será iniciada. Serão duas durante o dia, duas de manhã e outras duas na parte da tarde, conforme já noticiado pelo Blog Catolizando.
Os cardeais ficarão confinados no Conclave até a eleição de um novo Papa. Esse é um Conclave com cardeais de 71 países. 34 são oriundos dos territórios de competência do Dicastério para a Evangelização. Alguns, mesmo que originários de outras nações, exercem seu ministério nessas terras de missão, assim como vários ocupam cargos na Cúria Romana.
Eram 252 os cardeais quando da morte do Papa Francisco, dos quais 135 eleitores no Conclave que começou nesta quarta-feira. Destes, 133 entraram na Capela Sistina, pois dois deles - o cardeal Antonio Cañizares Llovera, arcebispo metropolitano emérito de Valência, e o cardeal John Njue, arcebispo metropolitano emérito de Nairóbi - estão ausentes por motivos de saúde.
Começa nesta quarta-feira (7) o Conclave que irá eleger o novo Papa da Igreja Católica. O Vaticano divulgou nesta terça-feira (6), imagens da Capela Sistina, que está sendo preparada para a eleição do novo sucessor de Pedro.
O local receberá 133 cardeais que estão aptos a votar na escolha do sucessor do Papa Francisco, que morreu no último dia 21 de abril deste ano.
“Com efeito, na “Sala das lágrimas”, já está disponível no cabideiro a veste papal em três tamanhos, de acordo com a corporatura do eleito. Também há caixas de sapato e várias faixas e outras vestes litúrgicas”, disse o perfil do Vaticano no Instagram.
De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, o corpo de bombeiros do Vaticano já visitoriou a Capela na última sexta-feira (2). A chaminé também já foi instalada, conforme noticiado pelo Blog Catolizando nesta terça-feira (6). Ela emitirá a fumaça preta e branca. Ambas com significados distintos.
Caso haja definição do novo Papa, a fumaça branca irá sinalizar que os 133 cardeais eleitores já escolheram o novo líder da Igreja Católica.
O Conclave começa nesta quarta, na Basílica de São Pedro, às 5h (horário de Brasília), com a Missa votiva pré-conclave. A votação deve ter início às 11h30 (horário de Brasília).
Os funcionários do Vaticano instalaram a chaminé do teto da Capela Sistina, cuja fumaça branca indicará ao mundo a escolha do novo Papa. Isso ocorreu enquanto os cardeais se reuniam para a oitava Congregação Geral, no domingo (2).
Na Sala Nova do Sínodo, estiveram presentes pouco mais de 180 cardeais, sendo mais de 120 com direito a voto. Todos já prestaram juramento.
Durante o encontro, houve 25 intervenções. Os temas abordados reforçaram o foco do pontificado do Papa Francisco, com destaque para a evangelização como eixo central da missão da Igreja. A necessidade de comunicar o Evangelho de forma eficaz, especialmente aos jovens, foi uma preocupação comum. Também se destacou a importância da Igreja como uma comunhão fraterna e evangelizadora.
As Igrejas do Oriente foram lembradas por seu sofrimento e pelo forte testemunho de fé diante das adversidades. A comunicação do Evangelho foi debatida em todos os níveis, das paróquias até a Cúria Romana.
Os cardeais ainda enfatizaram o dever da unidade e do testemunho cristão. Também houve menção aos riscos da contra-testemunho, como os escândalos de abusos sexuais e financeiros.
Outros temas relevantes incluíram a centralidade da liturgia, a importância do Direito Canônico e as relações entre sinodalidade, missão, colegialidade e o desafio do secularismo. Foi feita ainda uma referência à hermenêutica da continuidade entre os pontificados de João Paulo II, Bento XVI e Francisco. A Eucaristia também foi destacada como elemento fundamental da vida missionária da Igreja.
São 131 os cardeais eleitores que se encontram em Roma neste sábado, 3 de maio, dos 133 que devem participar do Conclave para eleger o Sucessor de Pedro. Destes, 127 estiveram presentes na nona Congregação Geral, realizada esta manhã, das 9h às 12h30, na Sala Nova do Sínodo, da qual participaram um total de 177 cardeais.
As últimas atualizações são fornecidas por Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Ele também explica que os trabalhos na Casa Santa Marta para acomodar os cardeais estão avançando em ritmo acelerado e, portanto, serão concluídas até a segunda-feira (5), ou seja, no dia de hoje. Os cardeais que participarão do Conclave poderão começar a entrar nos alojamentos a partir da noite de terça-feira (6), até a manhã de quarta-feira (7), antes da Missa “pro eligendo Pontifice”, marcada para o horário das 10h.
Na Congregação deste sábado, também foram sorteados os cardeais que trabalharão pelos próximos dias ao lado do Cardeal Reinhard Marx – coordenador do Conselho para a Economia – na Comissão que auxiliar o cardeal Camerlengo na gestão dos assuntos ordinários. Trata-se dos cardeais Robert Francis Prevost e Marcello Semeraro.
Na nona Congregação deste sábado, aconteceram 26 pronunciamentos, nos quais continuou-se a refletir sobre diversas questões que tocam a vida da Igreja. A Sala de Imprensa informou que os cardeais manifestaram a esperança de que o próximo Papa seja profético e que a Igreja não feche o cenáculo, mas saia e leve a luz a um mundo que precisa de muita esperança. Nesse sentido, o contexto do Ano Jubilar, que tem como tema "Peregrinos da Esperança", também foi discutido.
Os cardeais então recordaram com gratidão o trabalho do Papa Francisco, citando frequentemente a Exortação Apostólica publicada em 2013, Evangelii gaudium, e enfatizando os processos que foram iniciados, dos quais o próximo Pontífice deverá se encarregar. Outros temas mencionados incluíram a dupla tarefa de comunhão na Igreja e fraternidade no mundo, colaboração e solidariedade entre as Igrejas, o papel da Cúria em relação ao Papa, o serviço da Igreja e do Papa em favor da paz, o valor da educação, o diálogo ecumênico e a missão, sinodalidade e colegialidade.
Próximos eventos
A Sala de Imprensa informou que os cardeais decidiram acrescentar uma segunda sessão na próxima segunda-feira e, portanto, se reunirão para as Congregações Gerais pela manhã, às 9h e, na parte da tarde, às 17h. No momento, apenas uma sessão está programada para terça-feira, 6 de maio, mas poderão eventualmente acrescentar uma segunda à tarde, se necessário.
O decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re, lembrou aos presentes que, durante o mês de maio, dedicado à Virgem Maria, a Basílica de São Pedro organiza o Rosário na Praça todos os sábados à noite, às 21h.
A Igreja comemorou nessa quinta-feira (1) a festa de São José Operário. Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”. Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré. Dom Fernando Rifan comentou mais sobre a data em homenagem a São José Operário.
“Esse dia de São José Operário foi criado para que o trabalhador santifique o seu dia. Nas nossas várias igrejas existem esse dia de São José. O dia do trabalho já existia. O Papa Pio XII instituiu a festa de São José operário, exatamente para santificar esse dia”, disse o Bispo. O Bispo menciona que São José era artesão, portanto ele também é conhecido como "São José Artesão".
Dom Fernando na FolhaFM
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Divulgação
A figura de São José, por sua humildade e um grande artesão de Nazaré, nos orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, e participou em tudo da condição humana.
A dignidade do trabalho
A Igreja tem o seguinte dizer sobre o dia do trabalho: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres”. “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).
Sentido do trabalho
O trabalho dá ao homem a chance, de forma maravilhosa, de poder participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou a consciência desse valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.
A Igreja batizou a festa de São José Operário, a festa do trabalhador, para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que prosseguem para obter maior justiça e liberdade (isso em alguns países). Ela também pede para que todos os fiéis reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI, por exemplo.
Centro na Eucaristia
Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas.
Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus, e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.
Dia de São José Operário
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Dom Fernando Rifan
Oração de São José Operário
“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém!” São José Operário, rogai por nós!
“Extra omnes”, essa é a famosa fórmula em latim que marca o início do fechamento à chave da Capela Sistina, ela será pronunciada pelo mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias na próxima quarta-feira (7/5). Esse é o dia de início do Conclave. A data foi definida na manhã desta segunda-feira (28/04) pelos cerca de 180 cardeais presentes (pouco mais de 100 eleitores) reunidos na quinta Congregação Geral no Vaticano.
“Extra omnes”: “Fora todos” aqueles que não são admitidos na reunião dos cardeais convocados para eleger o próximo Pontífice da Igreja universal. Os purpurados eleitores, com menos de 80 anos de idade, ficarão isolados do resto do mundo dentro da Capela Sistina até a fumaça branca e o “Habemus Papam”, a outra famosa fórmula latina pronunciada da Loggia delle Benedizioni pelo cardeal protodiácono para anunciar ao mundo a escolha do novo Papa.
Não há uma previsão de conclusão do Conclave, obviamente que de forma natural, e entre os próprios cardeais eleitores há aqueles que esperam um Conclave mais curto, considerando também o Jubileu que está em andamento, e aqueles que, pelo contrário, preveem tempos mais longos para permitir que os cardeais se conheçam melhor, tendo Francisco, em seus 10 Consistórios, agregado ao Colégio Cardinalício purpurados de todos os cantos do globo.
As normas da Universi Dominici Gregis
O cronograma para o início do Conclave é estabelecido pelas “Universi Dominici Gregis”, normas da constituição apostólica de São João Paulo II, ela foi atualizada por Bento XVI com o Motu próprio de 11 de junho de 2007 e com a mais recente de 22 de fevereiro de 2013. De acordo com essa constituição o Conclave começa entre o 15º e 20º dia após a morte do Papa, que nesse caso, foi o Papa Francisco, depois da Novendiali, os 9 dias de celebrações em sufrágio pelo Papa falecido. A partir do momento em que a Sé Apostólica é legitimamente vacante, os cardeais eleitores presentes devem esperar 15 dias completos pelos ausentes, até um máximo de 20 dias, se houver motivos mais sérios. O Motu Proprio Normas nonnulas, além disso, dá ao Colégio de Cardeais a faculdade de antecipar o início do Conclave se todos os eleitores estiverem presentes.
Os Cardeais de lugares mais distantes ainda são esperados em Roma nestes dias. Na Cidade Eterna, eles serão hospedados na Casa Santa Marta, a Domus do Vaticano onde Francisco decidiu morar, renunciando ao apartamento papal.
A missa “pro eligendo Pontifice” e a procissão para a Sistina
Na manhã da quarta-feira, dia 7 de maio, todos concelebrarão a solene missa “pro eligendo Pontifice”, que é presidida, geralmente pelo decano do Colégio Cardinalício, que convida os irmãos a se dirigirem à Sistina à tarde com as seguintes palavras: “toda a Igreja, unida a nós na oração, invoca constantemente a graça do Espírito Santo, para que seja eleito por nós um digno Pastor de todo o rebanho de Cristo”.
Então, a partir dali, parte a procissão até a Capela Sistina, dentro da qual os cardeais entoarão o hino “Veni, creator Spiritus” e farão o juramento. É necessária uma maioria de dois terços para eleger o Papa.
Haverá quatro votações por dia, duas pela manhã e duas pela tarde, e após a 33ª ou a 34ª votação, no entanto, poderá haver um segundo turno direto e obrigatório entre os dois cardeais que receberam mais voto na última votação. Mesmo nesse caso, sempre será necessária uma maioria de dois terços. Os dois cardeais restantes não poderão participar ativamente da votação. Se os votos para um candidato atingir dois terços dos eleitores, a eleição do Papa é considerada canonicamente válida.
A eleição do novo Papa
Nesse momento, o último da ordem dos Cardeais diáconos convoca o mestre das Celebrações Litúrgicas e o secretário do Colégio Cardinalício. Ao recém-eleito ele será questionado com a seguinte pergunta: “Acceptasne electionem de te canonice factam in Summum Pontificem?” (Aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice?). Em caso de afirmação, será feita outra pergunta: “Quo nomine vis vocari?” (Como quer ser chamado?), com essa pergunta ele responderá como quer ser chamado durante seu pontificado. Após a aceitação, as cédulas serão queimadas, de modo que a fumaça branca seja vista da Praça São Pedro. No final do Conclave, o novo Pontífice se retira para a “Sala das Lagrímas”, a sacristia da Capela Sistina, onde vestirá pela primeira vez os paramentos papais, preparados em três tamanhos diferentes, com os quais se apresentará à multidão de fiéis que o esperam ansiosamente na Praça São Pedro.
Após a oração pelo novo Pontífice e a homenagem dos cardeais, o Te Deum é entoado, marcando o fim do Conclave. Em seguida, o anúncio da eleição, o Habemus papam e a aparição do Papa que dará a solene bênção Urbi et Orbi.