Após PGR se manifestar a favor de domiciliar para Bolsonaro, Michelle deve se reunir com Moraes
- Atualizado em 23/03/2026 15:11
Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes / Divulgação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se reunir na tarde desta segunda-feira (23) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro está previsto para as 17h no gabinete do magistrado. A reunião vai acontecer horas depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar a favor da concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, esteve com Moraes no Supremo tratando do quadro de saúde do pai. Caberá ao ministro do STF decidir se acolhe o parecer da PGR e concede a prisão domiciliar solicitada pela defesa do ex-presidente.

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a evolução clínica de Bolsonaro "recomenda a flexibilização do regime" de prisão.
"Está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar", diz o procurador.
Na manifestação, o procurador também diz que a equipe médica de Bolsonaro aponta que o quadro de comorbidades do ex-presidente expõe a integridade dele a risco iminente, com a possibilidade de novos súbitos e episódios de mal-estar.

Moraes rejeitou pedido anterior
Na Papudinha, Bolsonaro fica preso em uma cela com área total de 64,83 m², com quarto, banheiro privativo, cozinha, área externa para banho de sol e acesso a um espaço com equipamentos de ginástica.
Trata-se de uma sala de Estado-Maior, localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), no complexo Penitenciário da Papuda. As visitas familiares ocorrem em dois dias da semana.

No início de março, Moraes negou um pedido de prisão domiciliar sob a justificativa de que essa é uma medida excepcional e o ex-presidente não atendia aos requisitos.

Na época, Moraes ressaltou que, na Papudinha, Bolsonaro mantinha intensa agenda de visitas, inclusive de políticos, o que indicaria um bom quadro de saúde.

Na ocasião, o ministro citou ainda uma perícia da PF que não apontava a necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar, apesar de o documento mencionar que o ex-presidente possui "quadro clínico o de alta complexidade".

Só na Papudinha Bolsonaro teve mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias, não só dos médicos particulares que o acompanham, mas também de médicos e enfermeiros da própria unidade prisional.
Fonte: G1

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