Resultados de testes do MEC mostram impactos da pandemia em alunos
20/05/2022 | 10h15
Reprodução
Que a pandemia impactaria a Educação isso nunca foi dúvida para a gente que trabalha diretamente na área. Na verdade, impossível imaginar que alguém pudesse achar que manter as escolas fechadas por tanto tempo não traria sérios danos ao desenvolvimento pedagógico e ao emocional dos estudantes, cerceados do convívio presencial com educadores e amigos.
Que a conta iria chegar, já sabíamos. Agora, os primeiros testes do Ministério da Educação (MEC), divulgados nessa quinta-feira (19) no Jornal Nacional, mostram em números o impacto da pandemia.
Dados de uma avaliação aplicada em alunos do ensino médio das redes pública e privada no ano passado, pela primeira vez, reforçam um quadro preocupante que vem sendo apontado e discutido por especialistas em educação nos últimos anos.
Os resultados mostraram que os mais de 3,2 milhões alunos do ensino médio que fizeram o teste acertaram apenas 27% das questões sobre habilidades básicas em matemática, como cálculos simples com números decimais.
A reportagem divulgada no JN revelou também que os estudantes acertaram pouco mais da metade das questões básicas de língua portuguesa, como as que tratam de interpretação. Nas questões que diferenciam fato e opinião, por exemplo, o nível de acerto foi de apenas 50%.
Nesta sexta-feira (20), o MEC ficou de apresentar os resultados da avaliação feita pelos alunos do ensino fundamental. Assim que saírem, atualizamos aqui. Porém, não temos dúvidas, mais uma vez, de que os índices serão tão desanimadores como os do ensino médio.
O nosso trabalho nunca foi tão desafiador, mas disposição para quem ama e acredita na educação não falta. Será na troca de experiências, no aprendizado diário e afastando qualquer acomodação que vamos vencer. A Educação sempre vence...
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Conhecimento na bagagem após quatro dias de Bett Brasil
13/05/2022 | 17h43
Como mostramos na nossa última postagem aqui no Blog, viemos a São Paulo para participar de dois eventos, que marcam a retomada dos encontros presencias em busca de uma educação cada vez mais fortalecida pelo socioemocional e pelo que há de mais inovador no nosso setor.
Depois do Encontro de Líderes da Escola da Inteligência (EI), marcamos presença Bett Brasil 2022, o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que contou com palestrantes renomados, inclusive o ministro da Educação, Victor Godoy, na abertura.
Durante quatro dias, junto com alguns líderes que atuam comigo no Centro Escola Riachuelo, tive a oportunidade de acompanhar várias palestras, cujos conteúdos vamos poder colocar em prática no nosso dia a dia.
Temas que já estamos empenhados, como a educação inclusiva; o Novo Ensino Médio; a educação na era digital; o encantamento com a contação de histórias; o diálogo e a empatia nas relações escolares; além da organização, colocando cada vez mais em prática o acolhimento e a escuta.
Tivemos a oportunidade de visitar um “mundo” no espaço do Transamérica Expo Center. Foram mais de 270 empresas nacionais e internacionais, além de 20 startups do setor. Uma ótima ocasião para podermos também ver de perto todas as novidades apresentadas por parceiros do Centro Escola Riachuelo.
Visitamos os stands do Positivo English Solution (PES), da Escola da Inteligência (EI) e do Sistema Positivo de Ensino, todos marcando presença na Bett Brasil 2022 com oferta, também, de palestras em seus espaços.
Uma delas, promovida pelo Sistema Positivo, foi ministrada pelo professor José Motta, sobre os Desafios, Tendências e Ações Docentes para o Novo Ensino Médio. Foi maravilhoso ouvi-lo e ficou fácil de entender porque ele é um sucesso, como entusiasta em metodologias ativas de ensino e tecnologias educacionais.
Foram dias agregadores para aprimorarmos nossas práticas diárias e acompanhar toda projeção de futuro da educação, que será cada vez mais tecnológica e inovadora. No entanto, voltaremos de São Paulo ainda mais cientes de que de nada adiantará estes avanços se não formos uma escola humana, afetiva e dedicada ao socioemocional.
Retornarei a Campos na certeza de que na minha bagagem terá mais conhecimento e o desejo de aprender sempre mais. Que venha o próximo congresso!
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Encontro de Líderes e Bett Brasil 2022 são os nossos destinos nesta semana
09/05/2022 | 12h01
“Emoções saudáveis conectam pessoas”. Este é o tema deste ano do Encontro de Líderes da Escola da Inteligência (EI), que estamos participando nesta segunda-feira (09), em São Paulo. Mesma capital, onde a partir desta terça estaremos presentes na Bett Brasil 2022, o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que acontece até o dia 13 no Transamérica Expo Center.
Como educador e gestor escolar, sempre estou em busca de conhecimentos que possam ser compartilhados com a equipe do Centro Escola Riachuelo, tudo por uma educação mais eficaz e afetiva. Para me ajudar neste desafio diário de aprendizagem, tenho ao meu lado nesta viagem a gerente pedagógica Angélica Mendes, o gerente administrativo Hebert Rangel e a coordenadora da educação integral Mariana Cardoso Rangel.
Após dois anos de eventos remotos, a Escola da Inteligência conseguiu novamente juntar, de forma presencial, seus parceiros, como nós, em um dia de muitas emoções e aprendizados, apresentando também as novidades da EI para 2023. A fundadora e CEO, Camila Cury, junto com o idealizador, Augusto Cury, além de outros convidados, recebem os diretores e outros gestores de escolas de todo o país para este importante encontro, que sempre fazemos questão de estarmos presente.
Para Bett Brasil 2022, a nossa expectativa é imensa. São mais de 270 empresas do mundo todo e cerca de 30 mil participantes da comunidade educacional, reunidos para discutir sobre o futuro da educação e o papel que a tecnologia e a inovação desempenham na formação dos educadores e estudantes.
Nos próximos dias, traremos aqui no Blog mais informações sobre este evento incrível.
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Estadão: "Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas"
02/05/2022 | 12h48
Divulgação/EI
Como educador e gestor escolar sempre estou em busca de informação para entender melhor situações que ocorrem nas nossas unidades. Vem aquele questionamento: será que está sendo assim também em outros colégios? Uma forma de tentar esta resposta é sempre estar participando de congressos e outros eventos com gestores de todo o país, além de sempre ler sobre temas relacionados à área.
Tenho compartilhado com frequência o quanto ainda tem sido desafiadora a volta dos nossos alunos, muitos abalados emocionalmente pelos reflexos da pandemia, principalmente pelo distanciamento do colégio. Nesta segunda-feira, me deparei com uma reportagem do “Estadão” que resolvi compartilhar alguns trechos com vocês. O título logo me chamou a atenção: “Crises de ansiedade em adolescentes e crianças desafiam famílias e escolas”.
No texto assinado pelo jornalista Gonçalo Junior ele traz exemplos de situações que todos nós devemos ficar atentos, que podem ser reflexo de crise de ansiedade.
A reportagem trata das “dificuldades emocionais que pais e educadores estão percebendo nos estudantes, das redes pública e privada, após praticamente dois anos de aulas remotas ou híbridas por causa da pandemia. O mesmo fenômeno também é observado fora do Brasil – nos Estados Unidos, o novo cenário tem chamado a atenção de autoridades.
O Brasil foi um dos países que passaram mais tempo com as escolas fechadas e muitos gestores foram criticados por priorizar bares e shows na reabertura do comércio e dos serviços em fases de redução de contágio do coronavírus. Especialistas afirmam que a diminuição do convívio social, a não ser de forma virtual, e o prolongado uso de telas são o pano de fundo dessas dificuldades. Parte das crianças desenvolveu fobia ou insegurança sobre a imprevisibilidade de interações face a face. Para os mais novos, o contato direto tem sido quase uma novidade.
As circunstâncias vividas em casa – como adoecimento de parentes, desemprego, dificuldades financeiras e até a violência doméstica – também estão entre as hipóteses para explicar os prejuízos à saúde mental. Além disso, estudantes e professores voltam aos colégios com a missão de recuperar o tempo perdido e superar os prejuízos de aprendizagem no período de classes remotas. Por outro lado, a maioria dos especialistas aponta que esse é um período de transição.
Os problemas dos alunos já aparecem nas estatísticas. A Secretaria da Educação de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna divulgaram neste ano uma pesquisa em que sete de dez estudantes da rede pública relataram sintomas de ansiedade e depressão em níveis altos durante a crise da covid-19. O dado não aponta um diagnóstico médico fechado, mas sinais que exigem maior atenção.
O psiquiatra Rodrigo Bressan, professor de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vai além. “Não voltamos para os mesmos lugares após a pandemia. Para os estudantes, é uma outra escola”, afirma. “O desafio é parecido com o do início da pandemia, de sair da zona de conforto. Da mesma forma que foi ansiogênico (capaz de produzir ansiedade) entrar na pandemia, sair também é”, diz o autor do livro Saúde Mental na Escola – o que os educadores precisam saber.
A educadora e colunista do Estadão Rosely Sayão avalia que as dificuldades socioemocionais envolvem a sociedade toda, com a retomada das atividades presenciais, mas crianças e adolescentes têm menos filtros do que os adultos e, por isso, expressam mais suas dificuldades. Tem opinião semelhante a educadora Luciene Tognetta, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que já esperava uma “pandemia emocional”. Ela comparou a pressão sobre as escolas e professores pela rápida adaptação pós-quarentena ao drama dos hospitais e médicos que sofreram no início da crise sanitária (...)
A educadora Ana Cristina Dunker avalia que um caminho importante é que os pais tragam os sofrimentos dos filhos para a escola procura uma solução coletiva não só individual. É uma parceria. "É importante tentar aprender na relação com os outros fazendo uma grande conversa. Não tem crescimento sem desafio, mas ele não precisa ser conquistado com sofrimento agudo", completa.
A psicóloga Adriana Severine afirma que é importante conversar com os filhos – sem interrompê-los ou ficar olhando mensagens no celular durante o papo. “Uma conversa olho no olho vai mostrar como os pais podem interferir, seja no medo do vírus ou na dificuldade de se relacionar”, diz.
 Preste atenção
Alterações de comportamento, como crises de choro e acessos de raiva, também merecem atenção;
Cansaço, falta de energia e de ânimo;
Queda da concentração (ficar ‘desligado’' muitas vezes);
Excesso de tempo em frente às telas (computadores, celulares e televisão);
Frequência nas aulas (muitas faltas devem começar a preocupar);
Converse com a professora para saber como a criança está indo na escola;
Exagero nos padrões alimentadores (comer muito ou passar horas sem comer);
Pergunte se os amigos são reais ou virtuais – o ideal é ter uma maioria significativa de amigos que podem ser definidos como ‘concretos’;
Procure um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra).
Fique atento à qualidade do sono, se seu filho acorda muitas vezes à noite e ou tem dificuldade para voltar a dormir".
Veja a reportagem completa clicando aqui!
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O mal-estar na escola
26/04/2022 | 12h34
Como sempre buscamos fazer aqui neste espaço, trazemos mais uma contribuição sobre a importância do fortalecimento socioemocional, ainda mais após os dois últimos anos tensos por conta da pandemia. Vale muito a leitura do artigo abaixo escrito pela diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Acedriana Vicente Vogel.
Divulgação
O mal-estar na escola
Acedriana Vicente Vogel
“Precisamos amar para não adoecer”, disse o célebre Sigmund Freud. Muito antes da realidade contemporânea, com telas por todos os lados e a rotina corrida da grande maioria da população, Freud já alertava sobre uma das dimensões mais importantes da vida humana: a preservação da saúde mental por meio do afeto.
Trocar abraços, sorrisos e experiências, conversar, brincar, rir com outras pessoas, todas essas interações com outras pessoas nos ajudam a ser mais felizes. Mas estar emocionalmente saudável é muito mais que desenvolver relacionamentos saudáveis. Por se tratar de um conceito muito amplo, quase um século depois de Freud, a saúde mental segue sendo uma questão complexa, especialmente entre crianças e jovens. Essa amplitude dificulta a prevenção, o diagnóstico e o tratamento e, por conseguinte, mantém o estigma e amplia o sofrimento psíquico.
Contribuir para uma mudança drástica nesse cenário também é papel da escola. O levantamento internacional “Boas práticas de saúde mental em escolas: um olhar para oito países” mostra, ao longo de muitas páginas, as lições e propostas que escolas de várias partes do mundo trazem para lidar com esse assunto em tempos de pandemia.
O fechamento das escolas por tanto tempo, consequência direta da covid-19, impôs a milhões de estudantes riscos à saúde física e mental, além de insegurança alimentar, falta de proteção contra a violência doméstica e afastamento das atividades escolares. Confinados em suas casas, crianças e jovens se viram, de repente, longe do afeto, do convívio social e das possibilidades de interação. Drama parecido viveram os professores, que precisaram produzir e entregar suas aulas mesmo em condições precárias de infraestrutura e conhecimento tecnológico. Além da distância do contato humano, esses profissionais tiveram de lidar com inúmeros problemas técnicos e de infraestrutura.
Promover o bem-estar, nesse contexto, é tarefa ainda mais dura. Como intervir e socorrer essas crianças e jovens antes que eles adoeçam? Como acolher os medos e as frustrações dos professores em sua atividade profissional, evitando o desdobramento em síndromes de tratamento mais complexo? Responder a essas perguntas foi o grande desafio de escolas públicas e privadas, do Canadá à Nigéria, do Brasil ao Reino Unido.
De repente, a saúde mental precisou passar a ser a pauta prioritária também quando o assunto é educação. Isso exige uma arquitetura de trabalho que inclua alternativas de promoção, prevenção, tratamento e recuperação para quem vive, aprende e trabalha nesse ambiente que é, por natureza, humanizador. Mas cuidar do emocional dos estudantes requer um passo para além dos muros da escola.
Além de estudantes e professores, é imprescindível incluir toda a comunidade escolar nessas iniciativas. Entre os fatores de sucesso para projetos de saúde mental em escolas são destaque: amparo legal, orçamento direcionado, investimento em comunicação e combate ao estigma, equipe dedicada, formação dos envolvidos, material estruturado, integração com o currículo, diagnóstico e intervenção precoce, processos claros de avaliação e envolvimento da comunidade, expandindo para um diálogo intersetorial. Ninguém imaginou que seria simples, não é mesmo?
No Brasil, instituições de ensino já vislumbravam alguns desses aspectos antes mesmo da pandemia. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê as competências socioemocionais como um componente fundamental do ensino formal, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Trabalhar com essas competências é parte importante do sistema de suporte para a saúde mental de estudantes e professores, com propostas de atividades curriculares que envolvam o autoconhecimento, a autorregulação, as habilidades de relacionamento, a consciência social e a tomada de decisão responsável de maneira estruturada e contínua.
Parece pouco, mas é um bom começo quando se sabe que um fator determinante da saúde mental é a aquisição de capacidades que assegurem o bem-estar no enfrentamento dos desafios da vida. Se precisamos amar para não adoecer, como sugeriu Freud, o carinho com o bem-estar emocional do outro deve ser nosso ponto de partida".
 
 
 
 
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Reabertura do Sesc de Grussaí é uma conquista da comunidade
20/04/2022 | 09h58
Sesc-MG, em Grussaí fechou as portas em maio de 2020
Sesc-MG, em Grussaí fechou as portas em maio de 2020 / Folha da Manhã
Foi com extrema satisfação que recebi a notícia da reabertura do Sesc Grussaí, quepassará a ser ligado à Fecomércio do Rio de Janeiro e não mais de Minas Gerais. Desde o fechamento da unidade no litoral sanjoanense, compartilho com ex-colaboradores e moradores da praia a tristeza de ver um empreendimento de tamanha importância sem funcionamento.
Como já compartilhei com vocês aqui no Blog,tive o prazer atuar como coordenador administrativo do Sesc Mineiro de Grussaí por mais de um ano e meio, entre e 2011 e 2013, função que deixei de ocupar para me dedicar exclusivamente ao sonho de ter a nossa própria escola.
Quem teve a oportunidade visitar aquele espaço ou trabalhar sabe quanta falta faz e sua inegável importância para a economia, por meio do turismo e da geração de emprego.
Antes do Porto do Açu ser instalado no litoralde São João da Barra, foi o Sesc de Grussaí o responsável por grande parte de empregos diretos e indiretos naquela região. Sem contar na visibilidade que dava ao município desde a sua inauguração em 1979.
As festas e toda a parte de recreação e estrutura atraiam gente do Brasil todo. Que saudade! Quando trabalhei lá,junto com a minha equipe, tive o prazer de organizaralgumas das tradicionais festas juninas, além de passeios inesquecíveis na Maria Fumaça, cujas locomotivas, infelizmente, vimos ser retiradas do Sesc de Grussaí.
Não sabemos ao certo como será esta retomada das atividades e nem quando especificamente. O que temos de notícia veio do próprioSesc RJ ao comunicar que "ganhará em breve mais uma unidade: a de Grussaí. A informação, segundo a nota, é do presidente do Sistema Fecomércio e do Sesc RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior".
O Sesc Grussaí tem 1,8 milhão de metros quadrados e uma capacidade de hospedagem de 2.500 pessoas. Com a reabertura do espaço, "o Sesc RJ infirmou que quer dar mais uma opção de turismo e lazer acessível aos trabalhadores fluminenses assim como contribuir com a economia local, severamente atingida com o fechamento do empreendimento. Além de turismo e lazer, a instituição realizará atividades de Educação, Cultura, Saúde e Assistência à população".
Esperamos que toda esta retomada aconteça o quanto antes. Quero também parabenizar a todos envolvidos na luta pela reabertura do Sesc.
Uma das primeiras postagens que fizemos aqui no Blog, no fim de outubro de 2021, foi justamente mostrando o movimento de moradores de Grussaí, muitos ex-funcionários, que fizeram o ato “Devolvam nosso Sesc”. Eles fizeram uma manifestação que apoiamos também através do nosso programa Papo Cabeça na Folha FM, que apresentamos todos os sábados, ao vivo, às 10h.
Que os bons ventos continuem a favor do Sesc e que a vigilância seja constante para que, em breve, possamos comemorar na prática a reabertura deste grandioso empreendimento!
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Após 2 anos de pandemia, Brasil decreta fim da emergência sanitária da Covid
18/04/2022 | 13h18
Marcelo Queiroga
Marcelo Queiroga / Divulgação
A cada notícia sobre o nosso avanço contra a pandemia da Covid-19 e uma proximidade cada vez maior da normalidade, os nossos corações se enchem de alegria. Os últimos dois anos foram dolorosos para todos nós, pois não existiu quem não tivesse sido impactado por esta doença de alguma forma. Sem falar nos reflexos ainda imensuráveis deixados pelo coronavírus, principalmente no emacional, sentidos por nós diariamente no convívio escolar.
Ao ver na noite deste domingo (17), o pronunciamento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a respeito do fim da emergência de saúde pública em decorrência da pandemia só aumentou a minha esperança de dias melhores.
Segundo o ministro, o anúncio foi possível por causa da melhora do cenário epidemiológico, da ampla cobertura vacinal e da capacidade de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS). Queiroga afirmou que a medida não significa o fim da covid-19. “Continuaremos convivendo com o vírus. O Ministério da Saúde permanece vigilante e preparado para adotar todas as ações necessárias para garantir a saúde dos brasileiros, em total respeito à Constituição Federal".
Por mais que tenhamos conhecimento que ainda conviveremos com este vírus maldito e que a Organização Mundial de Saúde segue considerando a doença como pandêmica, só de não ouvir falar de tanta coisa ruim já faz diferença na vida de muita gente. Foram tempos marcados por perdas diárias. Quem não teve que conviver com a dor da morte de um familiar, de certo sabe de alguém que passou por isso.
Seguiremos vigilantes a qualquer determinação dada pelas autoridades de saúde, como estamos fazendo a todo o tempo. Como educadores e gestores de escolas, temos ainda mais este compromisso. Tenho consciência de cada medida acertada que tomamos, comprovada pela segurança dos nossos alunos no ambiente escolar. Como sempre defendi, não há ambiente mais seguro para as crianças e adolescentes do que a escola!
Dados da própria Prefeitura de Campos comprovam o que defendemos. Desde a volta das aulas totalmente presenciais não tivemos nenhuma intercorrência.
Ao entrevistar a coordenadora do Programa Saúde na Escola. Cátia Melo, no nosso programa Papo Cabeça na Folha FM, ela nos trouxe um dado muito motivador. Dos 1800 testes de Covid realizados entre alunos e profissionais de escolas até o início deste mês, apenas sete deram positivos, sem qualquer gravidade.
O cenário atual é de desaceleração da pandemia na cidade, tanto que estamos na Fase Branca, ou seja, Nível I do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais. Esta é a segunda vez que o município alcança a fase mais branda da pandemia da Covid-19, condição permitida, principalmente, pelo avanço da vacinação.
Que possamos seguir vigilantes e fortes!
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Como motivar o filho a estudar? Conheça 6 práticas!
12/04/2022 | 10h27
Divulgação/Escola da Inteligência
Tenho conversado com frequência com muitas famílias e profissionais da área de educação como tem sido importante a participação de todos neste processo de readaptação dos alunos nas escolas. Digo sempre da importância de que todos nós estejamos conscientes que as consequências da pandemia são de responsabilidade de todos e não só da escola. Ela chegou para todo mundo! Não há espaço para transferência de responsabilidades, cabendo aos pais e outros responsáveis o papel indispensável de educar para que o colégio possa escolarizar.
Os desafios são muitos para todos nós, mas algumas lições de casa podem ser feitas para melhorar este caminho, uma delas é a motivação. Nesta postagem, vou compartilhar com vocês algumas dicas importantes de um texto divulgado pela Escola da Inteligência, que é um renomado programa, fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, resultado de 30 anos de estudos e pesquisas do dr. Augusto Cury.
O título é o mesmo desta postagem:
“Como motivar o filho a estudar? Uma dúvida de muitos pais, afinal, eles desejam o melhor aos seus filhos, não só no presente mas também no futuro. Por essa razão, preocupam-se com o seu desenvolvimento e a sua educação e costumam ficar inquietos quando percebem que eles não estão envolvidos nos estudos.
Divulgação/Escola da Inteligência
Essa situação é bastante comum, afinal as crianças e os adolescentes têm a tendência a focar mais no agora, engajando-se em outras atividades que geram prazer e diversão. A boa notícia é que é sim possível ajudá-los a construir esse interesse e, consequentemente, o hábito dos estudos.
Mas, afinal, como motivar o filho a estudar? Descubra, a seguir, como os pais podem ajudar a tornar esse momento mais atrativo e agradável, ou seja, sem tantos pesos e aborrecimentos. Siga a leitura!
Veja a importância de saber como motivar o filho a estudar
Você já deve ter ouvido falar que obrigar alguém a fazer o que não quer não é uma boa estratégia para ajudar a construir um hábito. Em geral, o resultado obtido é o contrário daquele que se deseja, gerando ainda mais resistência e afastamento. Isso acontece porque não foi produzida a motivação necessária para que a própria pessoa reconheça a importância e os benefícios da atividade proposta.
Quando falamos sobre estudar, isso se torna particularmente significativo. As crianças e adolescentes costumam encarar os estudos como mera obrigação, sem alcançar realmente o sentido dessa tarefa para a sua vida presente e futura.
Para mudar esse quadro, vale a pena mudar o foco. Em outras palavras, em vez de investir na imposição, invista na motivação. Motivá-los quer dizer despertar o interesse, conversando com suas realidades e tornando o momento dos estudos mais prazeroso, agradável e repleto de sentido.
Qual o papel dos pais nesse momento?
Divulgação/Escola da Inteligência
Para ajudá-los a construir, ou descobrir, a motivação nos estudos, família e escola devem unir forças e manter um diálogo contínuo. Isso significa que a responsabilidade pelo aprendizado das crianças e adolescentes não é apenas da instituição de ensino ou dos professores.
Sem a participação, o engajamento e o acompanhamento dos pais, essa missão se torna muito mais difícil. A construção de hábitos depende de constância, de suporte emocional, de rotina, de um ambiente propício e saudável, de incentivo, de atenção e de identificação de um problema e suas possíveis causas.
Para tanto, os pais são figuras essenciais, que não só colaboram na introdução e manutenção de valores como responsabilidade e compromisso, mas também em oferecer escuta e acolhimento de suas necessidades, reportando-as para que a escola propicie um ensino de qualidade e efetivo.
Como motivar o filho a estudar?
Agora que já sabemos a importância da motivação dos estudos e o papel dos pais para que isso se torne uma realidade, você deve estar se perguntando, mas como agir nesse sentido? Abaixo, confira 6 dicas de como ajudar seu filho a despertar o interesse nos estudos!
1. Defina metas realistas
O planejamento, isto é, a definição de objetivos e de metas, colabora bastante para a motivação, na medida em que a criança ou o adolescente consegue visualizar os seus desejos para o futuro, compreendendo que as ações de agora produzem impactos significativos no amanhã. Busque chamar a atenção para a construção de metas realistas, possíveis de serem alcançadas e que dependem de suas atitudes. De outro modo, é possível que o planejamento seja origem de frustrações.
Divulgação/Escola da Inteligência
2. Estabeleça uma rotina
Ajude o seu filho a instituir uma rotina de estudos que não o sobrecarregue e na qual ele também tenha espaços para os momentos de lazer, encontros sociais, atividades ao ar livre etc. Isso vai permitir que ele consiga sustentar essa rotina por mais tempo, mantendo-se motivado com ela. Somado a isso, é uma estratégia para que ele adquira uma autonomia cada vez maior, sabendo o que e quando deve ser feito (os pais podem acompanhar o cumprimento dessa rotina, ainda que evitando as cobranças excessivas).
3. Identifique o estilo de aprendizagem
Cada pessoa tem maneiras em que aprende melhor, isto é, de absorver de forma mais fácil, fluida e eficaz os conhecimentos. Não existe uma fórmula que funcione igualmente para todos. Por isso, é importante identificar o estilo de aprendizagem do seu filho, se ele entende mais por meio de recursos visuais, sonoros, textuais ou outros. A técnica de estudo pode produzir efeitos positivos no que diz respeito ao desempenho escolar, melhorando, inclusive, sua autoestima e sua autoconfiança.
4. Ofereça suporte emocional
O suporte emocional da família é fundamental para o aprendizado dos filhos. Isso se deve ao fato de que, muitas vezes, a causa da falta de motivação e de interesse pelos estudos tem relação com problemas de ordem emocional, psicológica ou relacional. Assim sendo, identificar previamente essas questões, manter o diálogo constante, propiciar acolhimento e participar da rotina escolar da criança são maneiras muito eficientes de apoiar e contribuir com seus estudos.
5. Garanta um ambiente propício
Um ambiente inadequado, pouco arejado ou iluminado, sem os recursos e materiais necessários, repleto de ruídos ou de distrações dificulta o foco e a concentração, prejudicando o aprendizado. O ideal é que seu filho tenha um espaço exclusivo para os estudos, de modo a ajudá-lo a criar uma espécie de “ritual” para esse momento (o que significa criar o hábito). Nesse espaço deve estar concentrado e organizado tudo aquilo que ele possa precisar, mas é interessante permitir que ele o decore de acordo com sua personalidade e seus gostos.
6. Celebre as pequenas conquistas
Divulgação/Escola da Inteligência
A motivação é um processo que deve ser reforçado cotidianamente. Para que seu filho se mantenha engajado nos estudos, ele precisa ter o reconhecimento de que seus esforços estão valendo a pena. Por essa razão, nunca deixe de celebrar as conquistas dele ao seu lado, por menores que elas pareçam. Incentive-o a continuar se empenhando, assim como sempre mostre que você acredita em seu potencial.
Atitudes simples fazem muita diferença quando estamos falando de aprendizado, principalmente quando elas demonstram que os pais também se interessam e acompanham a vida escolar. O momento de estudar não precisa ser enfadonho, chato e pesado, pois é sim possível torná-lo mais atrativo e prazeroso, causando efeitos diretos na motivação do seu filho e, por consequência, em seu desempenho.
A tecnologia é outra prática que pode ser incluída nesta lista de como motivar o filho a estudar, uma vez que tem o potencial de dialogar com a realidade dos alunos. O programa Escola da Inteligência oferece soluções e metodologias inovadoras e diferenciadas, sintonizadas com os interesses e as necessidades da geração atual”.
 
 
 
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Combate ao bullying: três lados de uma mesma dor
07/04/2022 | 13h23
Hoje (07/04) é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Um tema que, infelizmente, cada vez mais merece atenção pela proporção e gravidade.
É uma tarefa diária de todos nós, educadores e familiares, principalmente de crianças e adolescentes, conversarmos abertamente sobre este assunto.
Sempre que tenho a oportunidade, falo sobre a importância de a gente trabalhar não só os dois lados envolvidos (quem faz e quem recebe o bullying), mas também o espectador. Aquele que muitas vezes presencia situações desagradáveis e, mesmo que não “aplauda”, se cala. Para piorar, tem ainda os que incentivam.
Principalmente no meio escolar, temos que trabalhar cada vez mais a educação socioemocional para evitar que o autor do bullying siga cometendo este erro. Por outro lado, dar também à vítima o suporte necessário para que ela se sinta fortalecida. Precisamos encorajar também as nossas crianças e adolescentes a procurarem ajuda e neste sentido é importantíssima a participação da família.
Muitas vezes os filhos podem não ser o autor ou vítima, mas é o espectador, então cabe aos responsáveis conversar com eles como pode ser danoso o incentivo ou a omissão.
Converse e explique que o melhor caminho ao presenciar uma situação de bullying é buscar, mesmo com medo, alguém que possa intervir com segurança. No convívio escolar, por exemplo, sempre comunicar ao professor ou coordenador as situações de constrangimento.
Não há espaço para as ditas “brincadeiras inocentes” que possam atingir diretamente o outro, seja ela relacionada à cor, estrutura ou deficiência física, gênero e qualquer outro quesito que possa ser usado para depreciar ou envergonhar alguém.
Vamos juntos lutar contra isso, enxergando e acolhendo os três lados desta mesma dor!
 Sobre a data:
Criado no dia 7 de abril de 2016, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi instituído como uma iniciativa para chamar a atenção para os problemas causados pelo bullying e estimular a reflexão sobre o tema. Sancionada no exato dia do massacre em Realengo, ocorrido cinco anos antes (2011), a Lei nº 13.277/2016 estabelece e reforça o apelo por mais empenho em medidas de conscientização e prevenção ao bullying.
Conforme definido pela Lei nº 13.185/2015, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), o ato é também chamado de intimidação sistemática, se referindo a “toda violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas
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Campanha "Pés Descalços" arrecada doação na Páscoa
05/04/2022 | 17h24
Estamos nos aproximando da Semana Santa, marcada pela celebração da Páscoa. Uma mistura de tradição religiosa e “comercial” invade os lares de muitas famílias, porém ocasião é também uma oportunidade para que todos nós possamos seguir o verdadeiro ensinamento deixado por Jesus Cristo: o de servir ao próximo.
É neste sentido que aproveito este espaço aqui para que todos nós possamos fazer uma reflexão sobre de que forma temos seguido o Exemplo maior dado por Cristo.
Muitas vezes, ficamos restritos ao pensamento de que fazer pelo outro está relacionado a bens materiais, quando na verdade é a forma que empregamos na boa ação que fará a diferença na vida outra pessoa. Basta muitas vezes um abraço, uma palavra de incentivo, um reconhecimento, um olhar diferenciado, um gesto...
Antes da sua morte e ressurreição, lembrados na Semana Santa, Jesus lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar a servir uns aos outros. Ali, em um gesto simples de humildade e amor ao seu semelhante, deu um dos tantos exemplos que devemos seguir.
Não costumo usar este espaço aqui no Blog para falar sobre ações específicas do Centro Escola Riachuelo, do qual sou diretor geral, mas desta vez abrirei uma exceção para destacar uma campanha que vale ser compartilhada com vocês, até mesmo porque a colocamos também à disposição daquelas pessoas que não são do nosso colégio.
Estou falando da campanha solidária "Pés Descalços", que está de volta. Realizada pela primeira vez em 2018, a campanha é uma das principais ações do Riachuelo+Social, arrecadando todos os tipos de calçados para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A iniciativa ganha um significado ainda mais importante diante dos tempos difíceis vividos e pela superação que 2022 representa. Infelizmente nos últimos dois anos, por conta da pandemia, não pudemos realizar a 'Pés Descalços', mas contamos com a colaboração de todos para que a nossa campanha consiga alcançar o máximo de pessoas possíveis.
Esta ação do Riachuelo tem um peso ainda mais especial, porque ela foi idealizada por um uma pessoa que, infelizmente, vivenciou a experiência de não ter o que calçar direito quando criança e transformou esta dificuldade no desejo de, no futuro, poder ajudar outras pessoas, que possivelmente vivem em situação semelhante.
Estou falando do meu irmão do coração Fernando Gonçalves, que durante muitos anos acompanha o meu trabalho, antes mesmo do Riachuelo, e sempre foi um grande incentivador para que pudéssemos ter uma escola que aliasse a educação à afetividade.
Quando esteve como gerente de Marketing da
nossa escola, Fernando sugeriu, a partir da experiência vivida por ele de só ter um tênis velho para ir à escola, sair e jogar basquete, da gente fazer a “Pés Descalços”. Ele comentou que na cidade dele não tinha ninguém que fizesse este tipo de campanha e percebemos que em Campos também não tínhamos nada semelhante.
Resolvemos fazer a ação envolvendo todos os nossos alunos, familiares, colaboradores e o resultado foi maravilhoso. Logo no primeiro ano de campanha foram arrecadados mais de mil calçados.
Encontramos adultos e crianças não só com tênis furado, arrebentado... boa parte deles tinha os pés descalços.
Com essa campanha, conseguimos levar não só um par de calçado a estas pessoas, mas também dignidade, esperança, inspiração e exemplo de que as pessoas devem lutar pelos seus sonhos mesmo diante das dificuldades, como aconteceu com o Fernando, hoje o nosso padrinho da campanha, e que está cursando Medicina.
Com esta postagem, quero pedir que você envolva sua família, seus filhos, vizinhos, sua rus nesta causa. Doe um calçado, não importa o tamanho e espalhe o amor pela nossa cidade.
Para doar é fácil: leve sua doação até uma das unidades do Centro Escola Riachuelo. Tanto a Matriz, quanto as filiais da João Maria, Gilberto Cardoso, Jardim Carioca e Goitacazes serão os postos de arrecadações até o dia 30/04.
Entre nesta corrente do bem.
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Sobre o autor

Fabiano Rangel

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Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.