Estresse e cabelos brancos
04/07/2021 | 07h51
purepeople
A frase clássica "estou ficando de cabelos brancos com esse problema" ganhou suporte científico, de acordo com um estudo do Centro Médico da Universidade de Columbia. 
Acreditava-se que cabelos que tivessem saído dos folículos pilosos não mudariam mais de cor. 
Segundo os pesquisadores, não é bem assim. 
Os cabelos perdem pigmentação em períodos de estresse e, parece que quanto maior esse estresse, mais rápido ocorre o clareamento.
Curiosamente, a pesquisa mostra que uma vez removida a fonte do estresse, os cabelos tendem a retornar a cor original.  
Os pesquisadores pretendem agora elucidar quais as vias envolvidas no processo. Provavelmente há uma ligação entre a atividade das mitocôndrias e a atividade de certas áreas do cérebro. 
Resta saber como evitar uma população inteira grisalha com essa pandemia...
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Dieta Planetária ou Universal
20/06/2021 | 06h58
go outside
Um estudo conduzido de 1960 a 2013, analisou o consumo de 18 grupos de alimentos em 173 países e a conclusão é que comemos cada vez mais parecido, não importa aonde.
Os resultados foram publicados na Nature Food e exibem profundas mudanças nessas 5 décadas, na maioria dos países.
O desenvolvimento econômico de países asiáticos, notadamente China, fez com que se passasse de uma dieta de subnutrição, para uma de superalimentação. 
O consumo de vegetais, que era dominante, foi trocado pelo aumento no consumo de carnes, ovos e leite. 
Os EUA permanecem sendo grandes consumidores de carnes, enquanto na América Latina observou-se aumento no consumo de fast foods. 
As mudanças no comércio internacional de gêneros alimentícios fizeram com que países que não tinham naturalmente acesso a certas frutas, por exemplo, pudessem tê-las o ano todo e em quantidade. 
Da mesmo forma a importação de carnes (suína, de aves e bovina) por países asiáticos, alterou as características milenares de suas dietas.
Apesar do aumento no consumo de proteínas nobres, infelizmente o que vemos é a disseminação do que não deveria ser popularizado, como o consumo de açúcares e gorduras...
Apesar do aumento no fluxo de informações científicas, a globalização alimentar tem se pautado pelo que nos aproxima de doenças, como obesidade, diabetes, hipertensão, etc. 
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Em Documento interno, Nestlé assume que mais da metade de seus produtos não são saudáveis
13/06/2021 | 09h13
Na semana passada, uma edição do Financial Times trouxe uma reportagem impactante: um documento interno, enviado a diretores da Nestlé seria categórico sobre muitos de seus produtos não serem nada saudáveis.
A empresa suíça é a maior do mundo em gêneros alimentícios e, com exceção de produtos infantis, rações animais, café e nutrição hospitalar, cerca de 60% de seus produtos não seriam saudáveis. 
De acordo com um sistema australiano de classificação de alimentos, que vai de 0 a 5, onde 5 representa um alimento saudável, apenas 37% dos produtos da Nestlé alcançariam nota superior a 3,5. 
96% das bebidas (exceto café), 99% dos doces e sorvetes são considerados nada saudáveis de acordo com a classificação citada. 
Surpreendentemente 18% das águas também foram classificadas como não saudáveis. 
Na verdade a notícia não surpreende quem é da área de nutrição e lê o mínimo sobre o tema.
Alguém considera que produtos como Kit Kat, Chokito, sorvetes como Prestígio ou Napolitano, bebidas como Nescau, e Nesquik, cereais matinais como Crunch e preparados congelados como Maggi sejam saudáveis?
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Bafômetro para COVID
29/05/2021 | 06h33
sciencedaily
Uma unanimidade em termos de abordagem a essa pandemia é a necessidade de testagem em massa. 
Quanto mais dados epidemiológicos se tem sobre uma dada patologia infecciosa e transmissível, mais eficientes se tornam as medidas de combate e controle de uma pandemia.
O exame mais preciso atualmente é o RT-PCR, onde é necessário coletar material da nasofaringe e orofaringe do indivíduo, procedimento longe de ser considerado confortável por todos. 
Pensando nisso, uma empresa holandesa (Breathomix) está desenvolvendo um novo método de testagem: um aparelho semelhante a um "bafômetro".
O dispositivo batizado de SpiroNose, não faz a detecção do vírus propriamente, mas de partículas em suspensão na expiração dos infectados: os chamados VOCS (Compostos Orgânicos Voláteis).
Acredita-se que pessoas infectadas apresentem alterações na função de linfócitos B, células de "defesa" produtoras de anticorpos. Os linfócitos B seriam responsáveis pela produção dos VOCS, liberados na expiração. 
A coleta é simples, feita com cinco a seis expirações no aparelho. O resultado sai em cerca de 3 minutos, segundo a empresa fabricante. 
 Os testes iniciais mostram eficácia de 95% na precisão do diagnóstico. 
A questão agora é aguardar a liberação dos órgãos reguladores e o valor de comercialização desse bafômetro. 
 
 
 
 
 
 
 
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Zinco E Covid-19
08/05/2021 | 06h58
sintetica.com.br
Pesquisadores do Hospital Del Mar (Barcelo, Espanha) realizaram um estudo com 249 pacientes infectados pelo novo coronavírus. 
Os dados mostram uma relação clara entre as taxas de zinco no sangue e a evolução da infecção. 
Foi observado que os pacientes com pouco zinco apresentaram piores quadros inflamatórios, maior mortalidade e uma recuperação mais demorada e com mais sequelas. 
O zinco é um mineral essencial e a sua função nos quadros gripais já é estudada há um bom tempo.  
Os pesquisadores associaram piores evoluções a pacientes com taxas sanguíneas de zinco inferiores a 50 mcg/ dl. 
Segundo o estudo, um em cada cinco pacientes com covid e baixa taxa de zinco faleceram, enquanto pessoas com covid e zinco acima de 55 mcg/dl apresentaram apenas 5% de mortalidade.
As melhores fontes alimentares desse mineral são amendoim, camarão (e outros crustáceos), castanhas, carne vermelha, ostras, gema de ovos, chocolate amargo, feijões, grão de bico e frango. 
Para os adeptos de alimentação alternativa, as sementes de abóbora secas e de linhaça também figuram entre boas fontes desse oligoelemento.   
Lembrando que as necessidades diárias são de 7 mg de zinco e a maioria dos polivitamínicos atinge essa marca. 
O excesso desse mineral pode acarretar redução na absorção de cobre, com sintomas de diarreia, sonolência, fraqueza, náuseas e vômitos.  
 
 
 
 
 
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Os genes que combatem a COVID-19
25/04/2021 | 06h37
BrazilJournal
Pesquisadores do Centro de Descobertas Médicas Sanford Burnham Prebys, afirmam ter identificado quais genes estão envolvidos na resposta contra a covid-19. 
Segundo Sumit K. Chanda, Ph.D, pesquisador chefe, a identificação dos genes que de fato são ativados para a cura, ou recuperação da infecção por covid, é fundamental para que se possa ampliar os tratamentos e acima de tudo, melhorar a sua eficácia.
Os genes ativados pelos Interferons parecem diretamente ligados à cura. 
Os Interferons são moléculas com potente capacidade de ativação de células de defesa, genericamente falando. 
A ativação dos genes pelos interferons foi observada em quase 96% dos casos estudados que evoluíram para a cura. Sendo que oito genes com essa ação foram identificados. 
Cabe agora a evolução dessas pesquisas e, que se encontre formas seguras de utilizar a ativação desses genes no tratamento dessa virose assustadora. 
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Selênio e Longevidade
18/04/2021 | 05h48
BioLogicus
Pesquisadores americanos (OFAS, Cold Spring, New York) publicaram dia 30 de março na ELife, um estudo sobre a suplementação de selênio em camundongos. 
Segundo os dados, a suplementação com esse oligoelemento seria capaz de trazer vários benefícios à saúde dos mamíferos. 
Já era sabido que uma dieta com menos metionina (típica de dieta carnívora), exibia sinais de melhora em vários fatores associados ao aumento na expectativa de vida das pessoas.
Esse novo estudo mostra, que mesmo mantendo o consumo de metionina em níveis mais altos, a suplementação com selênio consegue melhorar os marcadores de saúde e aumento na expectativa de vida. 
Os resultados sugerem também, um certo grau de proteção contra obesidade. 
Tudo provavelmente graças à redução nos níveis de IGF-1 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina) e aos efeitos antioxidantes, protetores cardíacos e de melhora imunológica que o selênio pode produzir. 
Tanto a restrição de metionina na dieta (dieta vegetariana), quanto a suplementação com selênio parecem reduzir as taxas circulantes de IGF-1.  
Nos alimentos, as maiores fontes de selênio são de origem animal, como carnes, peixes, queijos leites e ovos. 
Estes produtos fornecem entre 2,0 a 54,3 µg de selênio para cada 100 gramas.
Curiosamente os vegetais são pobres fontes de selênio, com exceção das castanhas do pará (cerca de 45 µg/100 gramas) e a castanha-de-caju (em torno de 11 µg/100 gramas).
 
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Covid e Vitamina D
31/03/2021 | 07h02
Sempre tento me pautar em artigos científicos de revistas de impacto, mas com certa cautela. Da mesma forma, acho complexo sugerir o uso de doses elevadas de qualquer substância. 
Mas de vez em quando nos deparamos com um estudo que nos coloca à prova:
Pesquisadores da Universidade de Chicago publicaram um artigo no dia 22 de março do corrente ano, com informações, que eu normalmente não divulgaria. 
Resumindo, os dados sugerem que doses elevadas de vitamina D podem ser protetoras contra a infecção pelo coronavírus. 
O estudo sugere que pessoas com taxa de 40 ng/dl ou mais de vitamina do sangue, teriam duas vezes e meia maior proteção contra uma infecção grave.  
Comumente níveis de 30 ng/dl são considerados suficientes. 
A ingestão de 700-800 UI (Unidades Internacionais) de vit. D por dia seriam o necessário para atingir os requerimentos diários, mas os pesquisadores já sugerem algo em torno de 4000 UI. 
Sabe-se que o excesso de vitamina D tem relação com hipercalcemia (aumento de cálcio sanguíneo), cálculos renais, etc. 
Mas segundo David Meltzer, MD, PhD, Chefe do Hospital da Universidade de Chicago, os risco de hipercalcemia ocorreria em doses próximas a 10 000 UI/ dia. 
Um dado adicional: segundo o estudo, pessoas afrodescendentes e/ou miscigenadas seriam beneficiadas de forma mais impactante pela suplementação de vitamina D contra o covid. 
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Chá verde e Síndrome de Down
21/03/2021 | 07h27
taek
Pesquisadores da Bélgica e Espanha publicaram em 03 deste mês um estudo inédito sobre a Síndrome de Down.
De acordo com a pesquisa, o consumo de extrato de chá verde nos três primeiros anos de vida reduz significantemente a dismorfia facial nessa desordem genética.
A Síndrome de Down (SD) é causada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21, o que provoca alterações físicas e neurológicas.
Um gene em particular, o DYRK1A, provoca mudanças na estrutura óssea do portador de SD (alterando a sua aparência).
Por outro lado, a EGCG (epigallocatechina-3-gallate) presente no chá verde é capaz de inibir tal gene. Além do efeito no formato da face, há ainda estudos com dados sobre o chá verde melhorando a capacidade cognitiva em adultos com SD. 
Esta nova pesquisa sugere a utilização do chá verde em fases precoces de vida, com resultados animadores.
Como de praxe novos estudos e ensaios são necessários, até que se tenha dados definitivos. 
Aproveito para lembrar do impacto de substâncias que ingerimos "inocentemente", como chás, no nosso metabolismo e mesmo em nossas funções mais complexas.  
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Menopausa, gordura abdominal e doenças do coração
13/03/2021 | 06h57
uol
Um estudo recente, realizado durante 25 anos coletando dados de mulheres após a menopausa, sugere que há um grande aumento no risco cardíaco em mulheres que ganharam gordura abdominal nessa fase. 
O climatério ou menopausa é marcado por redução abrupta na produção de hormônios sexuais.
Essa mudança é seguida de várias outras, que envolvem a seara emocional e física. 
Uma das alterações observadas é o ganho de peso, com acúmulo de gordura abdominal. 
Se isso ocorrer em um curto prazo de tempo, há uma relação direta com aumento do risco de doenças do coração.  
Obviamente fatores de risco associados à menopausa tornam a situação mais preocupante: tabagismo, sedentarismo, estresse, alimentação desregrada, etc. 
De acordo com o pesquisador chefe, Samar El Khoudary, Ph.D., o estudo retrata o que se tem observado na prática:
um número crescente e alarmante de mulheres sofrendo de infarto do miocárdio, trombose e outras doenças cardiovasculares. 
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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