Insônia e Obesidade
17/04/2022 | 06h36
Achados científicos publicados por pesquisadores da Clínica Mayo mostram uma relação direta entre a insônia e quadros de obesidade. 
Segundo Naima Covassin, Ph.D., cardiologista do estudo, a falta de sono aumenta em 9% a área abdominal total e aumenta em 11% a quantidade de gorduras viscerais.
Já é notório que o aumento nas gorduras viscerais é ligado a riscos cardiovasculares e Síndrome Metabólica.
Os dados do estudo foram publicados no Journal of the American College of Cardiology e curiosamente um dos fatores apontados pelo estudo, além de estresse, é o fato de que ficando mais tempo acordados teríamos mais tempo para ingerir calorias...famoso assalto à geladeira. 
Lembramos aqui que a insulina é o grande hormônio produtor de gorduras subcutâneas, de forma que a ingestão de doces à noite ainda piora a situação geral.  
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Covid e Testosterona
04/04/2022 | 06h08
uol
Segundo artigo publicado na Scientific Reports existe uma relação direta entre a infecção por COVID-19 e os níveis de estrógenos e testosterona. 
O Professor John Manning defende que a gravidade da Covid apresenta correlação com baixos níveis de testosterona/ alto estrogênio. 
O fato de idosos apresentarem maior gravidade na infecção pode ser em parte explicado por esse fator, segundo o pesquisador. 
Porém, mais preocupante em tempos que a pandemia parece ter finalmente cedido, é a questão do que a Covid deixa para trás...
Alguns dados preliminares indicam que o "pós-covid" pode ser acompanhado de redução acentuada na produção de testosterona. 
Novos estudos estão em andamento, mas há fortes indícios que uma espécie de andropausa precoce pode ser decorrente da infecção. 
Resultados de outros estudos já avaliavam relatos de "perda de libido" e "impulso sexual" reduzido após a covid. 
 Aguardemos...
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Frutose e doença hepática
20/03/2022 | 07h07
De acordo com um estudo da Universidade de Barcelona, o consumo regular de alimentos contendo xarope de milho tem relação direta com esteatose hepática. 
O Dr Carlos Laguna, pesquisador chefe, afirma que a associação entre uma dieta com teores elevados de gorduras não seria suficiente para o desenvolvimento de esteatose hepática. Mas o consumo concomitante de fontes de frutose líquida traria aumento de até 34% na probabilidade dessa doença surgir.
A frutose é um monossacarídeo, ou seja, um açúcar. Como os açúcares são praticamente digeridos, a sua absorção é imediata, causando picos de glicose no sangue e picos de insulina em resposta. 
Níveis altos de insulina, mantidos cronicamente são um fator causador de esteatose hepática (vulgo fígado gorduroso).  
A indústria alimentícia utiliza largamente o xarope de milho (frutose líquida) na produção de bebidas açucaradas em geral, como refrescos, sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas doces, etc. de forma que se o produto é doce e não é diet (adoçado com alguma alternativa edulcorante como stévia, por exemplo), as chances de conter xarope de milho ou outro açúcar com frutose é de quase 100 %.
Um agravante nos rótulos é que os dizeres "100% natural" OU "adoçado naturalmente" são amplamente empregados em produtos com xarope de milho...
Infelizmente a esteatose hepática, quase sempre assintomática, é porta de entrada para outras patologias mais sérias, como esteato hepatite e cirrose hepática. 

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Vitamina D3!
04/03/2022 | 07h42
googlesearch
De acordo com um estudo de 25 de fevereiro do corrente ano, há uma grande diferença nos efeitos da vitamina D2 e da vitamina D3. 
O estudo foi realizado durante 12 semanas e avaliou-se vários impactos do uso de vitamina D2 e D3 na saúde dos participantes. 
Surpreendentemente, não se observou praticamente nenhum efeito da ingestão da vitamina D2, enquanto a suplementação com vitamina D3 exerceu importantes impactos na saúde, principalmente no sistema imune:
"Observamos aumento na produção de Interferon tipo I nos participantes, uma molécula crucial na primeira linha de controle de infecções bacterianas e virais" afirma o Dr. Colin Smith, pesquisador chefe.
A ação dos raios ultravioleta (UVB) na epiderme promove a ativação da vitamina D3, mas a sua presença em alimentos de forma natural é pequena.  
Os pesquisadores afirmam ser urgente a necessidade de um estudo amplo e de escala mundial para se definir novos patamares de ingestão da vitamina D3 e, de antemão, defendem a suplementação com essa forma da vitamina D. 
OBS: há estudos que defendem enfaticamente a suplementação com vitamina D3 em infecções, como a por Covid-19. 
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Covid grave e alterações intestinais
20/02/2022 | 09h03
Segundo pesquisadores do King's College London, em um artigo publicado dia 18 deste mês, importantes alterações intestinais foram observadas em pessoas que foram a óbito por Covid-19.
Jo Spencer, PhD, pesquisador chefe, afirma que mesmo sem amostras de vírus em tecidos intestinais, sérias mudanças foram observadas em amostras de intestino de pessoas com Covid grave. 
Os intestinos são uma área crucial no equilíbrio imunológico, principalmente devido à Placa de Peyer: um tecido linfóide (participa diretamente da imunidade) que reveste a parte externa dos intestinos e age de forma fundamental no controle dos microorganismos intestinais (a antiga flora intestinal).  
Ainda segundo Spencer, a vacinação pode ser muito pouco efetiva em pessoas que já tenham alterações importantes na imunidade intestinal. 
Um alerta importante é observar se há mudanças sérias nos hábitos intestinais, associados a um quadro gripal e mesmo Covid diagnosticada, pois alterações na imunidade intestinal costumam resultar em disbiose (mudanças nas bactérias intestinais, por assim dizer)...diarreias súbitas, cólicas, etc, podem ser um sinal dessas alterações.   
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Aumentar a imunidade?
06/02/2022 | 07h46
É muito comum, principalmente nesses tempos pandêmicos, que se fale muito sobre imunidade. Várias e várias postagens falam em aumentar a imunidade.
Dicas "mirabolantes", que vão desde a urinoterapia (beber urina), comer inhame cru, ingerir doses cavalares de vitaminas, ingerir litros de chás os mais diversos, e por aí vai...
Antes de mais nada, gostaria que as pessoas entendessem que o que se chama de imunidade vai muito além de defesa contra invasores.
A visão do sistema imune como uma grande barreira protetora, que blinda o organismo do hospedeiro contra tudo é hoje em dia no mínimo inocente.
A todo o tempo nós somos invadidos e desafiados. Literalmente. O sistema imune nos protege certamente, 24 horas por dia. Qualquer falha e adoecemos.
No entanto, a visão de mera proteção é obsoleta e equivocada: o sistema imune é muito mais um sistema de equilíbrio do que de defesa.
Somos regidos por dois padrões de resposta imune: um chamado de Th1 e outro Th2.
Oscilamos entre um e outro de acordo com vários fatores, incluindo hormônios, genética, etc.
O Th1 é o "bom de briga", que resolve o problema em infecções, como rubéola, catapora, influenza, etc.
O Th2 é o "da conversa", até por isso chamado de tolerante.
Na gestação, o embrião em formação apresenta 23 cromossomos do pai. Obviamente estranhos ao organismo da mãe.
Por isso nessa fase os hormônios gestacionais induzem um padrão Th2, que aceita ou tolera o que é estranho à mãe.
Esse padrão costuma também ser associado a quadros alérgicos.
Se nesse momento a gestante apresentar rubéola, toxoplasmose, etc, que necessitam de resposta de "briga" (Th1), a situação se complica.
Por outro lado uma resposta de Briga (Th1) muito potente, pode resultar em atividade autoimune ou mesmo danos "colaterais" durante o combate, pois em muitas doenças, o maior estrago é causado pelo combate ao invasor, do que propriamente o invasor.
Outra questão é que infelizmente o sistema imune não age sempre como um atirador de elite. Em muitos casos ele é mais parecido com um granadeiro: arranca o pino de três granadas e as arremessa no local da infecção..
Isso ocorre em certos casos de Covid-19 em tecido pulmonar e outras doenças como influenza, doença de Chagas, etc.
Como exposto acima, aumentar de forma drástica a imunidade não é tão interessante quanto popularmente se pensa.
O que buscamos na verdade é um sistema imune equilibrado e que se adeque às nuances e surpresas do dia-a-dia.
Quer uma atividade imune adequada?
1) Torça para a sua genética não ter surpresas guardadas (vem de fábrica, não tem muito jeito rs) e evite toxinas óbvias;
2) Coma proteínas de qualidade e em quantidade necessária (cerca de 1 g por quilograma de peso);
3) Use um bom polivitamínico, que garanta as quantidades diárias de vitaminas e minerais;
4) Use um bom probiótico e coma fibras, pois os intestinos são chave para equilíbrio imunológico;
5) Hidrate-se adequadamente, minimo de 35 ml por quilograma de peso;
6) Tenha um sono de qualidade (não necessariamente quantidade, como muito pensam);
7) Pratique exercícios físicos regularmente;
8) Divirta-se, sempre que puder, pois uma boa relação entre o sistema nervoso e o sistema imune é fundamental.
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Suplementos nutricionais podem trazer risco cardíaco
30/01/2022 | 07h46
Um artigo publicado esta semana por pesquisadores da Sociedade Européia de Cardiologia alerta sobre riscos à saúde cardíaca com o uso de certos suplementos. 
O consumo de suplementos nutricionais voltados à prática esportiva "estourou" na década de 90, com números astronômicos em termos de vendas em todo o mundo. 
O Brasil ocupa o segundo lugar nesse ranking, perdendo apenas para os EUA. 
Muitos desses produtos são seguros, desde que utilizados de forma correta e nas dosagens recomendadas pelo fabricante (e profissional de saúde capacitado).
Um grande problema é o raciocínio de "quanto mais, melhor", que infelizmente muitos treinadores e atletas possuem.
A facilidade na compra é outro complicador: qualquer pessoa pode entrar numa loja ou site e comprar praticamente qualquer suplemento.
As farmácias entraram nessa seara já há tempo, vendendo várias classes de suplementos alimentares, sem a menor restrição.
Trabalho com nutrição clínica e esportiva desde 1995, quando me graduei na UFF e sempre pratiquei vários esportes. Fiz e faço uso de alguns suplementos, mas confesso que as "coisas" mudaram de alguns anos pra cá.
Atendo muitos atletas que não "saem da cama" muito menos conseguem treinar com alguma intensidade sem o uso de estimulantes. 
Uma das preocupações que temos é a soma de substâncias...
Por exemplo: o mesmo atleta utiliza um pré-treino para a chamada "disposição" e um "emagrecedor"...ambos comumente apresentam cafeína em suas fórmulas...o organismo é um só.
Atletas usando 600...800 mg de cafeína não é raro...e relatam sentir-se muito bem.
Um dos problemas é esse....desordens cardíacas muitas vezes são silenciosas.
Não querendo me estender...de acordo com a farmacologia clássica, com dosagens acima de 400 mg de cafeína já há risco de superdosagem, com sérios riscos à pressão arterial, frequência cardíaca, atividade elétrica do miocárdio, alterações de humor, etc.   
Canja de galinha e cautela não fazem mal a ninguém, mesmo porque a vida continua após o verão.
 
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160 mil casos de Covid em 24 horas
23/01/2022 | 07h01

sciencedaily
De acordo com o boletim do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), nas últimas 24 horas o Brasil registrou quase 160 mil novos casos de Covid-19.
O número total de mortes alcançou o patamar de 622.801, sendo 238 nas últimas 24 horas.
O mais alarmante é que não foram divulgados os dados do Estado de São Paulo, Mato Grosso e mesmo do Distrito Federal.
Dessa forma, acredita-se que os dados se tornem ainda mais preocupantes...até porque o número de testagens é sabidamente insuficiente, para não se dizer medíocre. 
Os Estados Unidos estão em primeiro lugar no número de casos, seguido pela Índia, com a pátria tupiniquim em terceiro lugar... mas em número de óbitos subimos para a segunda posição nesse ranking funesto.


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Coágulos nas pernas de quem teve COVID
10/01/2022 | 07h49
Pesquisadores da Sociedade Americana de Radiologia publicaram recentemente na Radiology, uma das mais respeitadas publicações científicas na área radiológica, um artigo sobre consequências inesperadas da Covid -19. 
Vários sintomas podem perdurar após a "cura" da Covid-19, como dores nas articulações, dores de cabeça, alterações no olfato/ paladar, etc, e mesmo a relação entre coágulos em artérias pulmonares e a infecção já é bem descrita. 
A triste "novidade" é a descoberta de grandes coágulos nas artérias das pernas de pessoas que tiveram a Covid-19.
Segundo Inessa A. Goldman, M.D., radiologista da Faculdade de Medicina Albert Einstein, cerca de 25 % dos infectados com problemas de coagulação sofreram amputações e 38 destes % evoluíram para óbito.
"_Para se ter um parâmetro, a taxa de amputações em não infectados é de apenas 3%", afirma Dr Inessa. 
Obviamente pessoas com complicações vasculares, como diabéticos, pessoas com alterações na coagulação sanguínea, hipertensos, portadores de varizes, etc, são mais propensas a desenvolverem quadros mais sérios de trombose. 
O uso de qualquer medicamento deve ser supervisionado por um médico capacitado, é claro, mas anticoagulantes e vasodilatadores tem apresentado certo sucesso na prevenção de casos mais graves. 
Na nossa seara, sugiro de forma enfática uma boa hidratação, para manter a fluidez sanguínea, o consumo de gorduras boas, como sardinhas e azeites extravirgens, atividades físicas regulares e na percepção de qualquer sintoma, como dores súbitas nas pernas, procure atendimento médico com urgência.
 

 
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Isolamento de apenas 5 dias para Covid nos EUA
29/12/2021 | 06h56
sciencedaily
O CDC, órgão norte americano que determina ações em saúde pública, alterou o prazo de isolamento em suspeita ou diagnóstico de Covid-19.
O prazo anterior era de 10 dias e foi alterado ontem para a metade. 
A mudança deve-se à variante ômicron, que já atinge mais de 50% dos novos casos de Covid e, apresenta curso mais rápido e brando, segundo pesquisadores do CDC.
A justificativa é de que o contágio e transmissão acontecem no início da infecção, antes de sintomas surgirem, geralmente 1 a 2 dias antes dos sintomas.
Após esses cinco dias de isolamento o indivíduo deve usar máscara por mais cinco dias.
Contrariando o que a maioria acredita, segundo o órgão citado, pessoas não-vacinadas ou com vacina "velha" ou que não fizeram a dose de reforço só devem se isolar também por 5 dias (mas usar máscara por 10 dias).
A redução no prazo de isolamento certamente apresenta uma vertente econômica, uma vez que infectados ficarão afastados por bem menos tempo do trabalho:
_teme-se que a ômicron atinja taxas altíssimas de contaminação, o que acarretaria um impacto econômico importante. 
Outra questão levantada com a nova variante é que a mesma parece conferir imunidade contra outras cepas, como a delta.
Dessa forma, é provável que cheguemos à chamada imunidade de rebanho em bem menos tempo que se pensava.
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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