Em outubro deste ano foi publicado no Journal of Dental Research, um estudo que traz novas patologias associadas à obesidade.
Inúmeros artigos já relacionam a obesidade a doenças as mais diversas.
Diabetes, hipertensão, hérnia de disco, apneia do sono, impotência sexual, etc.
Pois bem, segundo Keith Kirkwood, DDS, PhD, a obesidade gera um perfil inflamatório generalizado no organismo. O que levaria ao aumento no número de células que destroem tecido ósseo.
A pesquisa mostrou que as chamadas de Células Supressoras Mielóide-Derivadas (myeloid-derived suppressor cells =MDSC) tem maior atividade e aumentam muito de número em pessoas obesas.
Essas células por si não trariam maiores problemas, mas elas se transformam em osteoclastos: verdadeiros "roedores de ossos".
Os osteoclastos desgastam a matriz óssea liberando cálcio para a circulação sanguínea, caso haja necessidade.
O problema surge do aumento descontrolado desses "Pac-Mans" de ossos.
Uma das consequências diretas, segundo os pesquisadores, é o surgimento de doenças típicas de pessoas com idade bem avançada, como perda de dentes, artrite grave e osteoporose.
Infelizmente os progressos da vida moderna trouxeram o bônus e o ônus: excesso de calorias, alimentação com alto teor de gorduras, gasto com atividades físicas reduzido e por aí vai... as consequências sempre vem.