*Com os jornalistas Aldir Sales e Matheus Berriel
A eleição presidencial mais polarizada desde redemocratização chega a “sufocar”, no noticiário político, a disputa para os outros cargos. No entanto, o desempenho dos grupos locais nas urnas, daqui a quatro dias, já influencia as articulações para 2024. Mais que isso, é prova de fogo para a representatividade da região no Rio de Janeiro e em Brasília. No total, segundo levantamento da Folha, publicado na edição desta quarta-feira (28), com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 45 candidatos a deputado estadual e federal com base nos municípios de Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.
Na disputa de 2018, Campos elegeu três representantes para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e, por ser um colégio maior, garantiu uma cadeira para o representante com domicílio eleitoral em SJB. SFI até teve candidatos, mas não garantiu cadeira.
Dos quatro eleitos na região, Gil Vianna e João Peixoto morreram em decorrência da Covid-19. Bruno Dauaire (União) e Rodrigo Bacellar (PL) são candidatos à reeleição. A eles, se juntam 21 nomes de políticos nascidos e/ou com base em Campos, SJB e SFI que buscam uma das 70 cadeiras da Alerj.
A lista tem figuras conhecidas do eleitorado, como três vereadores de Campos — Bruno Vianna (PSD), Pastor Marcos Elias (PSC) e Thiago Rangel (Podemos) —, a ex-prefeita de SJB Carla Machado (PT), o ex-prefeito de SFI Frederico Barbosa Lemos (SD) e o ex-deputado Geraldo Pudim (PV). Além deles (confira no infográfico abaixo), outros nomes tentam espaço na disputa à Alerj e, também, para firmar posição local.
De volta a 2018, em uma ano marcado pelo bolsonarismo, que alterou sobremaneira o quociente eleitoral, a região elegeu para deputado federal o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), a irmã dele, Clarissa Garotinho (União), que tinha base na região metropolitana e hoje é a única campista na disputa ao Senado, e Felício Laterça (PP), com base em Macaé.
Laterça é candidato à reeleição. O garotismo, após Anthony Garotinho (União) ser barrado pela Justiça, aposta no vereador Juninho Virgílio (União) como substituto. E mais dois vereadores — Cabo Alonsimar (Podemos) e Leon Gomes (PDT) — também querem uma cadeira em Brasília.
Dos candidatos a prefeito de Campos em 2020, o segundo colocado, Caio Vianna (hoje, PSD), e Natália Soares (Psol) voltam a ser testados nas urnas. Assim como o ex-deputado Pastor Éber (PSD), o ex-presidente da Câmara de Campos Marcão Gomes (PL) e o petista Zé Maria. No total, entre conhecidos e outros nem tanto (veja no infográfico), são 23 nomes de ou com base em Campos, SJB e SFI.
O sistema eleitoral brasileiro não tem voto distrital ou distrital misto. Logo, para além do leque da região, o eleitor poderá escolher entre os milhares de candidatos em todo estado. Só no domingo (02), depois das 17h, será possível avaliar se haverá voto bairrista e se ele será suficiente para a região ao menos manter ou ampliar a representatividade na Alerj e na Câmara dos Deputados.