Channa Vieira
28/09/2022 22:53 - Atualizado em 28/09/2022 22:54
Obras ponte da Integração estão paradas desde 2018
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Paulo Sérgio Pinheiro
A licitação para os acessos à Ponte da Integração já está em andamento no Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Desde o dia 31 de agosto, 10 empresas se credenciaram para apresentação dos envelopes com as propostas para obra, que tem o valor máximo estimado em R$ 28.843.196,50. Além da conclusão da ponte, esperada há mais de 40 anos (aqui) e que ligará São João da Barra a São Francisco de Itabapoana, a solução para os acessos também gerava questionamentos por parte de quem acompanha o desenrolar da obra.
O processo licitatório visa a escolha da melhor proposta (menor valor), além da análise da documentação das empresas em relação à habilitação. Superadas as possíveis contestações e assinado o contrato, a empresa terá até um ano para concluir a obra. No debate da Globo dessa terça-feira (27), o governador Cláudio Castro (PL), candidato à reeleição, afirmou (aqui) que a ponte será concluída até 31 de maio do próximo ano.
O DER também já tem projetos prontos para pavimentação da RJ 194 e 196. Serão duas licitações. Uma para melhorias na estrada entre a Usina São João, em Campos, até o acesso à cabeceira da ponte, com cerca de 18 quilômetros de pista. A outra, para pavimentação do trecho da cabeceira até a área urbana de SFI, com cerca de 20 quilômetros.
Concorrência — Nomes de empresas conhecidas na região estão credenciadas na licitação dos acessos à Ponte da Integração: Ferdan Empreendimentos Construções e Serviços Eireli; Construtora Avenida Ltda; Imbeg Imbé Engenharia Ltda; Construsan Serviços Industriais Ltda; Econorte, Meio Ambiente, Infraestrutura e Serviços Ltda; Cofranza Construtora Ltda; Omega Construtora e Serviços Ltda; União Norte Fluminense Engenharia e Comércio Ltda; Construtora Lytoranea S.A; e M S Brasil Serviços Eireli.
Novela da ponte — Em julho do ano passado (aqui), a Folha mostrou que a espera pode ser mais antiga, mas a promessa oficial de uma ponte ligando SJB ao antigo sertão, hoje São Francisco de Itabapoana, completou 40 anos. Os pilares da ponte João Figueiredo, lançada em 1981, jamais receberam os tabuleiros da pista — e nem há perspectiva para que isso aconteça. Em 2014, veio a promessa de outra ponte: a nova construção, diziam, seria mais econômica e célere do que se fossem utilizados os antigos pilares. A obra tinha um ano como prazo de conclusão, mas até agora não terminou.
No ano passado, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que a construção da ponte seria retomada imediatamente, se não houvesse impedimento por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No dia 22 de setembro, durante uma sessão, o presidente da Corte de Contas, Rodrigo Melo do Nascimento, disse que nunca houve nenhum impedimento quanto à conclusão, apesar das suspeitas de superfaturamento. Somente no início deste ano a movimentação no canteiro voltou a acontecer.
A nova ponte encurta a distância entre SJB e SFI em cerca de 80 quilômetros. Além disso, facilita o acesso entre o Distrito Industrial de Guarus, pertencente à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), e o Porto do Açu. São 35 pilares, sendo 17 no trecho do rio, já concluídos.
Enquanto isso, mesmo sem ponte, as discussões são recorrentes sobre o nome que irá batizá-la (aqui).