Semifinais da Copa terão apenas um jogador, reserva, de clubes sulamericanos
Christiano Barbosa 13/12/2022 15:52 - Atualizado em 13/12/2022 19:16
As semifinais da Copa do Mundo, que se iniciam daqui a pouco, com Argentina x Croácia, terão apenas um jogador de clubes sulamericanos: o goleiro Franco Armani, do River Plate, reserva da seleção argentina. É equivalente a 1% dos jogadores das quatro seleções classificadas como melhores do mundo. Os clubes europeus, aonde está a elite do futebol, dominam completamente.
Nas quartas de final eram 4 jogadores de clubes da América do Sul, contando ainda com os brasileiros Weverton, do Palmeiras, e Everton Ribeiro e Pedro, do Flamengo. Eram 2% das 8 seleções daquela fase. Os 3 tinham status de reserva do reserva e jogaram por alguns minutos no 2º tempo.
Pedro ainda foi promovido à reserva quando Gabriel Jesus foi cortado por lesão. Entrou no 2º tempo do fatídico jogo contra a Croácia, no lugar do lesionado e cansado Richarlison, disputou a prorrogação inteira e nada conseguiu fazer. Apareceu em 2 lances: ao não prender a bola e errar o passe, que após a dividida e subida de Fred terminaria em contra-ataque e gol croata, numa série de erros de jogadores brasileiros; e no pênalti que bateu com frieza e categoria na disputa de pênaltis.
Nenhum deles fez gol e mais uma vez a nossa seleção terminou uma Copa sem gol de jogador de clube brasileiro, como foi em 2018. O último gol foi marcado por Fred, então no Fluminense e brilhando no futebol brasileiro, em 2014, em uma Copa em que foi titular e também nada conseguiu fazer, com um único gol e ainda ganhando a alcunha de poste. Em 2010 tivemos Robinho, do Santos, com 2 gols e este sim, com uma boa Copa.
Quase que não há nenhum gol de jogador de clube brasileiro na Copa, aí contando todas as seleções. Quem salvou o vexame ainda maior foi Arrascaeta, craque uruguaio que joga no Flamengo e que marcou 2 gols contra Gana, no último jogo da 1ª fase, que não foi suficiente para a precoce eliminação do Uruguai, pela primeira vez em 20 anos caindo na fase inicial.
A diferença de nível do futebol praticado aqui na América do Sul e o na Europa é gritante e é expressada cruelmente em números durante a Copa do Mundo, quando os poucos jogadores daqui lá enfrentam adversários, zagueiros e goleiros muito mais qualificados do que aqueles que estão habituados. Com a economia e o câmbio cada vez mais desfavoráveis, a diferença vem se acentuando e sendo confirmada objetivamente a cada 4 anos na Copa do Mundo.
Fontes: O Globo, Globo Esporte, Uol e Placar

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