Uma reportagem publicada nas versões impressa e virtual de O Globo mostra bem o baque sofrido pelos colégios privados nos dois anos de pandemia, principalmente na educação infantil. Veja abaixo trechos da reportagem:
“As escolas privadas brasileiras perderam quase um milhão de estudantes nos dois primeiros anos da pandemia. O número representa uma queda de quase 10% de matrículas, interrompendo uma série histórica de crescimento.
O maior baque foi na educação infantil, que representou quase 600 mil — 298 mil na creche e 308 mil na pré-escola, uma queda de 21% e 25%, respectivamente.
(...) A creche não é uma etapa obrigatória, e por isso, os pais não precisavam nem buscar uma escola pública para as crianças.
A saída da rede privada também gera problemas para a pública. A creche e a pré-escola são etapas em que o país ainda não garante vaga para todas as crianças. Diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV-RJ e ex-secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin aponta outro problema gerado nesse último ano: a dificuldade de planejamento.
(...) Um fenômeno muito comum em 2020 e 2021 foi o de pais que decidiram tirar seus filhos da creche e pré-escola da rede privada e não os colocaram na rede pública”.
Nota do Blog:
A reportagem publicada em O Globo traz um triste retrato do que esta pandemia representou economicamente para os estabelecimentos privados de ensino, citando inclusive o fechamento de várias escolas no Brasil. Mostra também a história de uma família que tinha colocado o filho na escola pública e agora está retornando para a rede privada.
São cenários muito perto da realidade enfrentada aqui em Campos. O que nos preocupa vai além das perdas econômicas. Temos que levar em consideração o desnivelamento pedagógico que muitos alunos que ficaram fora da escola ou que não estudaram devidamente vão enfrentar a partir de agora.
É preciso a compreensão de todos os educadores e principalmente das famílias. Temos que levar também em consideração todo o aspecto mental e o socioemocional. Ainda não há como mensurar de fato o quanto sofreremos com este impacto, mas é incontestável que todos nós fomos afetados de alguma forma por esta pandemia.
A educação precisa ser prioridade para todos, tanto para o poder público, quanto para as famílias. Precisamos valorizar a educação, porque só com ela que vamos conseguir salvar este país e o mundo.
Educador e empreendedor em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, sou graduado em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor concursado da área no Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2007. Atuei como coordenador pedagógico e geral de várias escolas particulares em Campos até 2011. Fui também coordenador administrativo do Sesc Mineiro, em Grussaí, no município de São João da Barra, até 2013. Há oito anos me dedico ao Centro Educacional Riachuelo como Diretor Geral das cinco unidades, que formam hoje o Grupo Riachuelo. Sou pós-graduado em Gestão Escolar Integradora e Gestão de Pessoas pelo Instituto Brasileiro de Ensino (IBE). Atualmente também sou apresentador do programa Papo Cabeça na rádio Folha FM 98,3.