Dora Paula Paes
29/06/2017 20:29 - Atualizado em 01/07/2017 12:04
Comércio em Campos / Rodrigo SilveiraOs setores da Prefeitura de Campos e o comércio irão funcionar normalmente, nesta sexta-feira, data marcada para greve geral no país, a exemplo do que ocorreu na última mobilização, em maio. No caso dos bancários, o sindicato categoria de Campos e região decidiu em assembleia, desde a semana passada, que vai aderir à greve. Mas a expectativa é que as agências do município não permaneçam fechadas o dia todo.
Os bancários prometem mobilização na frente de algumas agências no período da manhã. À tarde, participam do ato público que acontece no Calçadão, às 15h, com participação de entidades sindicais, sociais e estudantis do Norte Fluminense.
No caso das escolas, a rede estadual irá parar para protestar. A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) também irá aderir ao movimento. Os professores e funcionários da rede Estadual além de protestar contra as reformas propostas pelo governo federal — previdenciária e trabalhista — também estarão aderindo ao movimento por salários atrasados, por parte do governo do Estado do Rio.
Na rede particular de ensino, a presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Campos, Norte e Noroeste Fluminense (Sinep), Rosana Juncá, informou que a maioria das escolas da rede não irá fechar. Já a presidente do Sindicato dos Professores de Campos e São João da Barra (Sinpro), Vera Félix, disse que está na luta em prol dos direitos trabalhistas e que aproximadamente 20 instituições de ensino da rede privada de Campos já confirmaram apoio à paralisação.
Uma das maiores categorias na região produtora de petróleo, da Bacia de Campos, os diretores do Sindipetro-NF desde a noite desta quinta-feira iniciaram conversa com petroleiros, através de rede social, para dar encaminhamentos sobre a forma de participação na greve.
Na última greve geral, em maio, o comércio do Centro da cidade fechou as portas após ameaça de vandalismo que, inclusive, foram relatadas à Polícia Militar.