Músicos de Campos pedem para voltar a trabalhar, em protesto na BR 101
Ícaro Abreu Barbosa - Atualizado em 12/03/2021 12:44
Músicos protestaram nesta sexta
Músicos protestaram nesta sexta / Ícaro Barbosa
Representantes e membros da classe musical e de entretenimento de Campos se juntaram na manhã desta sexta-feira (12) para protestar contra as medidas de limitação de horário nos bares e restaurantes no município e cobrar o retorno da música ao vivo nos estabelecimentos. Com cartazes, galhos e com a voz, eles realizaram uma manifestação na BR 101, na altura do Parque Rodoviário, em frente ao Boulevard Shopping.
Para tentar conter o avanço do coronavírus em Campos, a Prefeitura retrocedeu em algumas flexibilizações no município. Uma delas diz respeito a realização de música ao vivo nos bares, restaurantes e similares, que foi novamente proibida. O decreto em vigência também limita o horário desses tipos de estabelecimentos, que podem funcionar só até as 21h com atendimento presencial. As novas normas valem até o próximo dia 15.
Como forma de chamar atenção da população e poder público, os manifestantes aproveitavam os momentos em que o semáforo da rodovia federal fechava para a passagem de veículos e iam para o meio da pista reivindicar o fim das medidas que interferem no trabalho dos músicos.
A cantora Sheila Mattos, de 41 anos, foi uma das artistas que estava no meio do protesto. "A nossa área (entretenimento) está sendo a mais afetada durante essa pandemia. Estamos parados há muito tempo. E não temos previsão de estabilidade, toda semana as permissões estão mudando. Outra semana estava liberada as duplas, agora proibiu. Se não pudermos trabalhar, qual suporte haverá para os músicos?", questionou.
Para os manifestantes, a verba destinada a secretaria de Cultura deveria ser liberada para ajudar os membros da classe artística que estão desamparados. “Estamos correndo atrás para pedir ao prefeito alguma alternativa, já que não podemos trabalhar”, comentou Sheila ao ressaltar que entende a necessidade de adequação às medidas sanitário por conta do avanço da Covid-19, mas argumenta que as pessoas não podem parar de trabalhar: "Todos que fazem parte, direta ou indiretamente, do mercado que gira ao redor dos eventos, dos donos de clubes, bares e restaurantes, ao pessoal do som e bilheteiros, precisam ganhar seu pão. Todos nós temos família e uma equipe que depende desse trabalho".
A equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura e aguarda um posicionamento.

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